Muricy brinca e diz ter contido raiva por chapéu errado de Ceni

Convidado de um programa esportivo, Muricy Ramalho esbanjou bom humor no início da tarde desta terça-feira e brincou quando questionado se havia ficado com mais raiva pelo pênalti perdido por Alan Kardec na semifinal da Copa Sul-americana ou pelo chapéu errado de Rogério Ceni, no último domingo, que resultou no gol de empate do Figueirense.

“Com o chapéu. Me deu uma raiva… O Kardec teve infelicidade, escorregou, mas o chapéu foi duro. Não dá para falar na hora (o que penso), porque sou ignorante, então deixei quieto”, disse o treinador do São Paulo ao Fox Sports.

A jogada ocorreu aos 38 minutos do segundo tempo, quando o São Paulo tinha um a mais em campo e o jogo praticamente sob controle, depois de suportar uma série de investidas do Figueirense. O goleiro-artilheiro se antecipou a um adversário fora da área e lhe aplicou um chapéu, mas entregou a bola no peito de outro atacante rival, que finalizou de fora da área e balançou a rede para definir o empate por 1 a 1.

“O Edson (Silva) não viu, atrasou curto a bola. Eu poderia ter chutado pela lateral – se chutasse para frente, pegaria nele. Então, tentei cavar para não correr o risco. Ela passou, o erro é meu. Eu deveria ter chutado para fora ou no jogador, que a bola teria saído também. A bola ficou curta, mas o erro é meu no lance”, reconheceu, na saída do gramado.

Rubens Chiri/www.saopaulofc.net

Goleiro estendeu contrato até 5 de agosto para disputar pela última vez na carreira a Copa Libertadores

A falha de Ceni não comprometeu a classificação direta do São Paulo para a fase de grupos da Copa Libertadores nem o vice-campeonato brasileiro. Mesmo assim, o jogador de 41 anos além de bater no peito e assumir o erro antes do apito final, redimiu-se diretamente com o chefe. “Desculpe a cagada hoje. Foi minha, não foi do Edson”, falou, rindo, no Morumbi.

“Ele fez mesmo”, sorriu Muricy, nesta terça-feira, sem ver necessidade de cobrá-lo. “Ele sabe (que não pode fazer aquilo). Sei o que ele estava sentindo depois do jogo pela cara dele. Ele nem dorme, nem come”, justificou o comandante, um dos principais conselheiros do jogador na decisão de prolongar a carreira até 5 de agosto de 2015.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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