Miranda diz que zaga atual do São Paulo ‘pena’ por ter substituído a sua geração

Ao lado de Breno e André Dias, ele fez parte do setor defensivo do São Paulo que era uma verdadeira ‘fortaleza’ no Brasileirão de 2007. Agora no Atlético de Madri, Miranda acredita que a atual defesa são-paulina virou vítima do bom desempenho daquele time.

“Tenho acompanhado sim. Tenho o pensamento de que foram contratados bons zagueiros, mas depois da safra de zagueiros que o São Paulo teve comigo, Breno e André Dias, qualquer zagueiro que entrasse teria dificuldade. Formamos um sistema defensivo forte, entrosado e que deu certo”, declarou em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.

De fato, o desempenho do setor defensivo do São Paulo foi o alicerce da equipe do técnico Muricy Ramalho que ganhou o título brasileiro daquele ano. O Tricolor de 2007 sofreu 19 gols em 38 jogos, média de 0,5 por partida. O segundo melhor desempenho na ocasião foi do Fluminense, que levou 20 gols a mais.

A defesa atual do São Paulo é formada por Rhodolfo e Paulo Miranda, este último contestado pela torcida e que já foi afastado pela diretoria pelo rendimento abaixo do esperado. O setor oscila entre grandes sequências (quatro jogos sem sofrer gols em casa) e falhas comprometedoras, como nos dois gols que custaram a eliminação da Copa do Brasil contra o Coritiba na última quarta-feira.

Miranda estreou no São Paulo em 2006, e ficou no clube tricolor até 2011, quando foi seduzido pela chance de jogar no futebol espanhol e acertou com o Atlético de Madrid. Seu desempenho eficiente no clube o credenciou a ser um dos melhores zagueiros do país e a ganhar chances na seleção brasileira, como na Copa das Confederações de 2009, onde foi campeão.

Miranda não foi mais chamado para defender a seleção na Copa do Mundo de 2010. Mas o zagueiro falou grosso ao dizer que não ficou chateado com o técnico Dunga e ponderar que se vê bem próximo de uma convocação com Mano Menezes, atual comandante do time canarinho.

“Foi minha ultima partida como titular com a seleção. Espero que próximo da Copa eu consiga voltar. É o objetivo da carreira. Fiz um grande trabalho lá [Copa das Confederações], mas se não fui é porque não era meu momento. Sei que meu momento está próximo”.

Fonte: Uol

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