Michel Bastos atribui bom momento no Tricolor a Muricy: “Confia em mim”

Ex-jogador do Roma, com larga experiência no futebol europeu, Michel Bastos comemora um bom momento vivido com a camisa São Paulo. Contratado em agosto de 2014, o jogador já tem 32 partidas pelo Tricolor e sete gols marcados. Michel concorda que o técnico Muricy Ramalhotenha responsabilidade e cita a confiança que o treinador tem depositado nele .

– O Muricy tem (responsabilidade), até pelo fato de ele ter confiança em mim. Cheguei ao São Paulo como meio-campo, mas já joguei até como segundo volante. Prova da confiança que ele tem foi no jogo contra o Corinthians. Me colocou de lateral por achar que eu poderia ajudar naquela posição. Essa confiança me ajuda muito – disse.

Michel Bastos São Paulo Bem, Amigos! (Foto: Reprodução SporTV)Michel Bastos atribui boa fase vivida por ter a confiança de Muricy no São Paulo (Foto: Reprodução SporTV)

Jogador do Atlético-PR, após ser emprestado do Grêmio em 2005 e ao Figueirense em 2005, Michel Bastos foi negociado junto ao Lille, da França em 2006. Em 2009 se transferiu para o Lyon. Em 2013 foi para a Alemanha defender o Schalke 04. Saiu para os Emirados Árabes Unidos em 2013 para defender o Al Ain e foi emprestado ao Roma em 2014. Foram mais de 70 gols nesse período de experiência internacional. O agora jogador tricolor revelou que só atuou como lateral no clube italiano.

– Sempre marquei gols. Mas joguei muito pouco de lateral (na Europa). No Lyon, joguei muito tempo lá, mas nunca de lateral. No Roma joguei alguns jogos. No Schalke também não. Só no Roma mesmo – recordou.

Revelado pelo Pelotas, do Rio Grande do Sul, ainda com 19 anos Michel Bastos foi para a Holanda defender o Feyenoord. No retorno ao Brasil, foi no Figueirense que viveu seu primeiro grande momento. Em 35 partidas na temporada 2005, foram 10 gols. O brilho lhe rendeu uma convocação para a Copa do Mundo do ano seguinte.

– Eu era lateral de origem aqui no Brasil. No último campeonato que eu fiz (antes de sair para a Europa), marquei gols jogando como lateral-ala. Quando eu fui para a Europa, o treinador (Claude Puel, que treinava o Lille em 2006) me colocou de meio-campo.

Entretanto, ao ser convocado por Dunga para a Copa do Mundo de 2006, o jogador voltou a jogar pela lateral. Ele explica que a lesão de Fábio Aurélio e a falta de um suplente praticamente obrigou o treinador da seleção brasileira e utilizá-lo em sua antiga posição.

– Quando fui para a Seleção (na Copa de 2006) já estava no Lyon. O Fábio Aurélio foi convocado na época, mas acabou machucando. Como o Dunga não tinha convocado mais ninguém (para a posição), e eu acabei jogando. Mas depois disso foi só naquele período de seleção brasileira que eu joguei de lateral – respondeu.

Ao ser perguntado se jogar no futebol brasileiro era mais fácil do que na Europa, o atleta são-paulino atribuiu o número de gols com a camisa Tricolor ao bom momento vivido dentro de campo, mas salientou que no Brasil também há dificuldades e citou o Corinthians como exemplo de time que não cede espaços ao adversários.

 

Fonte: Globo Esporte

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