Mesmo fora de regra, Ponte diz que tem aval da Conmebol para jogar em casa

O regulamento da Copa Sul-Americana exige estádios com capacidade mínima para 20 mil espectadores nas oitavas, nas quartas e nas semifinais. E a Ponte Preta, a despeito de não contar com um equipamento que cumpra esse requisito, diz ter aval da Conmebol para mandar partidas no Moisés Lucarelli. O local já sediou os duelos contra Deportivo Pasto e Vélez Sarsfield, e vai ser usado pela equipe de Campinas também contra o São Paulo.

A capacidade exata do Moisés Lucarelli, na verdade, oscila de acordo com a fonte da informação. O laudo técnico da FPF (Federação Paulista de Futebol) fala em 18 mil lugares, com lotação recomendada de 16.900 pessoas. No CNEF (Cadastro Nacional de Estádios de Futebol), publicado pela CBF em 2012, os números do aparato variam de 17.728 a 19.728. O site oficial da Ponte Preta fala em 20 mil.

A diretoria da Ponte Preta trabalha com 19.728 como número máximo de ingressos a serem vendidos no estádio. Portanto, segundo a equipe do interior de São Paulo, o aparato tem capacidade para mais de 20 mil pessoas.

Ainda de acordo com a Ponte Preta, o clube consultou a Conmebol e obteve uma liberação para usar o Moisés Lucarelli até as semifinais. Se a Ponte Preta eliminar o São Paulo e for à decisão, porém, já sabe que terá de usar outro estádio – o regulamento exige um mínimo de 40 mil lugares para a série final.

Entre os estádios usados nas oitavas e nas quartas de final da Copa Sul-Americana, cinco estão aquém dos 20 mil lugares pedidos pelo regulamento. Além do Moisés Lucarelli, o Alfonso López Pumarejo (La Equidad) comporta 12 mil pessoas, o Reina del Cisne (Liga de Loja) tem 14.935 lugares, o San Carlos de Apoquindo (Universidad Católica) admite 18 mil pessoas e o Polideportivo Sur (Itagui) pode receber 12 mil espectadores.

Procurada pelo UOL Esporte para explicar as concessões no regulamento, a Conmebol não se manifestou até o fechamento do texto.

O São Paulo, por sua vez, ainda estuda o que fazer sobre a situação do estádio da Ponte Preta. “O regulamento é claro: não é permitido jogar em um local cuja capacidade seja inferior a 20 mil espectadores desde as oitavas de final. Estamos cientes, mas não sabemos se vamos tomar alguma atitude”, explicou Leonardo Serafim dos Anjos, diretor jurídico da equipe da capital.

Em 2005, o São Paulo decidiu a Copa Libertadores contra o Atlético-PR. O time rubro-negro pretendia mandar um dos jogos na Arena da Baixada, que comporta 24 mil pessoas – assim como acontece na Sul-Americana, o regulamento exigia 40 mil lugares para as partidas finais. A diretoria da equipe paranaense chegou a antecipar obras para tentar liberar o equipamento, mas o duelo acabou acontecendo no Beira-Rio, em Porto Alegre.

Fonte: Uol

Nota do PP: Sendo contra o São Paulo, a Conmebol dá aval até para jogar na rua Javari.

3 comentários em “Mesmo fora de regra, Ponte diz que tem aval da Conmebol para jogar em casa

  1. O SP não deveria se envolver nesta discussão de capacidade de estádio. O gramado é do mesmo tamanho e o jogo tem que ser vencido lá dentro e não correndo atrás de regulamento. Será que nosso tricolor precisa de alguma artimanha para enfrentar a Ponte Preta?
    Estamos querendo ganhar no tapetão?
    Vamos ao jogo e esqueçamos detalhes extra-campo. Já chega termos comemorado o campeonato do ano passado – não por nossa culpa, tá certo – jogando só o primeiro tempo.

  2. Que se dane o estádio deles, a partida é contra a Ponte Preta! Não podemos precisar de nenhuma vantagem extra pra eliminar um time como esse, pelo amor de deus.

  3. Acho até melhor jogar o segundo jogo na casa deles, temos que ver o que realmente esse time consegue, já que durante todo ano negou poder de decisão!!!

    Temos que ver quem tem condições de jogar uma possível Libertadores 2014, quais jogadores não sentem a pressão!!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*