Má fase do São Paulo inicia processo eleitoral e já surgem candidatos virtuais

A trágica eliminação na Libertadores e a polêmica entrevista de Juvenal Juvêncio após a queda deram início ao processo eleitoral no São Paulo. Conselheiros de oposição e também de situação começam a se mobilizar para decidir como será o panorama da eleição presidencial, marcada para abril do ano que vem.

Apesar da maioria dos conselheiros achar cedo para alguém se declarar candidato, nomes já começam a surgir entre os eleitores. Marco Aurélio Cunha, Roberto Natel e Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, são os mais cotados para a sucessão de Juvenal. Edson Lapolla, oposicionista nos últimos pleitos, também é cotado, mas, como nas últimas eleições, não tem grandes chances de sair vencedor.

A novidade desta eleição fica por conta de uma nova oposição que surge com o nome de Marco Aurélio Cunha. Apesar de fazer parte do mesmo grupo político de Juvenal, o ex-superintendente de futebol do time tem feito duras críticas ao jeito do atual presidente governar o São Paulo. Sucessivamente, ele vem a público para dizer que é necessário mudar as estruturas para que a equipe volte à rota de vitórias.

Cunha serviria para representar os conselheiros de situação que estão insatisfeitos com algumas atitudes de Juvenal e sua gestão considerada por eles como autoritária. O presidente se honra de dizer que não teve culpa no fracasso e enche o peito para afirmar que é o maior vencedor da história do clube.

Para concretizar sua candidatura, ele precisará ser reeleito conselheiro na eleição que precede a presidencial. Ele não deve ter dificuldade em cumprir essa tarefa. O mais difícil será conseguir 55 conselheiros vitalícios para formar uma chapa. Mesmo assim, Cunha mantém a confiança.

Esses obstáculos, por sua vez, são justamente os argumentos usados por Leco para afirmar que ainda é muito cedo para se discutir sucessão. O ex-vice de futebol afirma que a hora é de se concentrar em ajudar o time, apesar de admitir que se sente lisonjeado por ter o nome cotado nesse processo.

Deixando de lado a rejeição que sofre no Conselho pelas polêmicas entrevistas que dava na época em que vivia o dia a dia do futebol, Leco tem um fator que pode pesar a seu favor. É o fato de ser visto por companheiros como um nome com um pouco mais de pulso do que outro nome cogitado pela ala mais tradicional do Conselho

É essa a principal observação à indicação de Roberto Natel. Com muito sucesso à frente de sua área, o vice-presidente do social e esportes amadores tem seu nome fortalecido pela ótima situação da sede social. A inadimplência caiu ao mesmo tempo em que a mensalidade do clube subiu. Ou seja, atualmente, o futebol não precisa bancar o clube e os esportes amadores, como acontecia antigamente.

Apesar disso, Natel é tido por alguns conselheiros aliados de Juvenal como uma pessoa sem a malícia necessária para presidir um clube como o São Paulo. Ele também não oficializa sua candidatura e diz que está focado nas suas ações como vice-presidente. Segundo ele, essa é a hora de unir forças para ajudar o São Paulo a salvar 2013.

Vale destacar que Marco Aurélio Cunha ainda coloca Adalberto Baptista no páreo. O nome do atual diretor de futebol, no entanto, ainda não tem tantas forças para o pleito.

 

Fonte: Uol

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