Leco defende salário para presidente no São Paulo; diretores podem sair

Pelo novo estatuto, aprovado no fim do ano passado, o próximo presidente do São Paulo poderá ser remunerado, desde que se dedique integralmente ao clube. Candidato à reeleição no pleito que acontece em abril, Carlos Augusto de Barros e Silva defende a ideia. Ele discorda que a remuneração trará ainda mais responsabilidade ao novo mandatário.

– Não dá para ser mais responsável do que eu já sou, a remuneração não vai mudar nada. E digo que serei remunerado, sim. É um pouco hipócrita essa posição de dizer que não quer. Se estamos num processo de modernidade e o São Paulo deseja que algumas pessoas tenham dedicação exclusiva ao clube, vai precisar contribuir para isso – afirmou Leco, no lançamento de sua candidatura, na noite da última quarta-feira, na zona sul da capital paulista.

O novo estatuto, porém, pode trazer alterações significativas na gestão de Leco caso ele seja eleito. Como o novo texto visa a profissionalização do clube, isso significa que os principais departamentos passarão a ser geridos por executivos, e não mais por diretores estatutários – é possível apenas para administração social e de esportes amadores. Neste sentido, estaria em risco a continuidade do diretor de marketing Vinicius Pinotti, por exemplo.

Um dos principais aliados de Leco na atual gestão, Pinotti já avisou que não conseguirá se dedicar integralmente ao São Paulo, condição para ter um cargo remunerado. Herdeiro de uma das maiores empresas de cosméticos do país, ele alegou que não conseguirá deixar de lado sua atividade profissional. A tendência é que ele indique alguém de sua confiança para a diretoria executiva de marketing.

Uma opção que vem sendo analisada seria de o atual diretor de marketing integrar o Conselho de Administração, novo órgão criado pelo estatuto, mas também não é simples. O CA será formado por nove integrantes, sendo presidente e vice da diretoria, três membros do Conselho Deliberativo, um do Conselho Consultivo, e três independentes. Como náo é conselheiro, Pinotti só se encaixaria como independente, mas é exigido que não pode haver vínculos políticos, administrativos ou de parentesco no presente ou nos três anos anteriores com qualquer membro do Conselho Deliberativo, , Fiscal, Administração, Diretoria eleita, Diretoria Social ou Diretoria Executiva.

Uma baixa numa possível nova gestão Leco já é dada como certa. Atual vice-presidente de comunicação e marketing, José Francisco Manssur disse que encerrará sua partipação em abril. Em contato com a reportagem, Manssur afirmou que voltará a cuidar exclusivamente de seu escritório de advocacia. Como conselheiro, ele poderia integrar o Conselho de Administração, mas descartou essa hipótese.

O departamento de marketing chefiado por Pinotti é utilizado como uma das bandeiras da campanha de Leco. A pasta saiu de lucro zero com patrocínicos de camisa em outubro de 2015, quando a atual gestão foi iniciada, para mais de R$ 35 milhões. O diretor também é o principal defensor de ingressos com preços populares, medida que agradou à torcida.

Vale lembrar que a remuneração do presidente não poderá exceder 70% do teto do funcionalismo público federal. Leco ainda não divulgou quem serão os profissionais indicados para as diretorias executivas. O mesmo acontece com o candidato da oposição, José Eduardo Mesquita Pimenta, que também lançou sua candidatura na última quarta-feira.

 

Fonte: Lance

2 comentários em “Leco defende salário para presidente no São Paulo; diretores podem sair

  1. Agora sim. Vai ganhar “por dentro” sem abrir mão “do por fora!” que está enraizado na cultura do administrador desde o tempo do JJ. Vai dormir…

  2. Acho fantástico, um presidente realmente profissional, cumprindo uma carga horária como qualquer outro trabalhador do clube, sem outra profissão, somente presidente do São Paulo, aí sim, cobrar salário e continuar com sua vida profissional fora do clube não adianta.

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