Kardec agradece Palmeiras, mas diz: “Estou muito feliz nessa nova casa”

Depois um complicada negociação, Alan Kardec foi apresentado nesta terça-feira pela manhã, no CT da Barra Funda, como reforço do São Paulo. O atacante vestiu a camisa 14, número que o acompanha há anos, agradecendo o Palmeiras, mas querendo deixar no passado toda a confusão que marcou a saída dele do Palestra Itália.

– Estou muito feliz e grato com essa oportunidade. Farei sempre meu trabalho com humildade e fazendo o melhor pelo grupo. Isso se tornou uma novela. É algo que não explico em dois minutos. Aconteceu algo grande, mas ficou no passado, tenho de olhar para frente e reconhecer tudo aquilo que me proporcionaram. Fico muito feliz pela oportunidade que tive no Palmeiras, junto dos torcedores, mas ficou para trás. Estou muito feliz nessa nova casa – afirmou.

Kardec desembarca como a primeira contratação da gestão do presidente Carlos Miguel Aidar. Assim que assumiu, o mandatário disse que uma grande contratação estava próxima do Morumbi, mas tentou manter a transação em sigilo. O Tricolor desembolsou € 4,5 milhões (R$ 14 milhões) para comprar os direitos dele do Benfica. O jogador receberá R$ 300 mil mensais, com aumentos programados com o passar dos quatro anos de contrato.

– É desnecessário apresentar, todos conhecem o Kardec. É um excepcional atleta profissional, competente, respeitado, educado, uma figura que vai engrandecer o São Paulo. Espero que ele tenha aqui uma alegria permanente e que a passagem pelo clube dure muitos anos – disse Aidar.

O atacante, artilheiro do último Campeonato Paulista, esteve bem próximo de permanecer no São Paulo. O Verdão chegou a acertar a compra dos direitos, mas esbarrou em uma briga sobre os salários. Uma diferença de apenas R$ 5 mil entre o que o jogador queria e o clube oferecia irritou o pai do atleta. Sem acordo, ele decidiu abrir negociações com o Tricolor – o Corinthians também o procurou, porém, as conversas não avançaram.

Alan Kardec São Paulo (Foto: Marcos Ríbolli)Alan Kardec usará no Tricolor o mesmo número 14 que vestia no rival Palmeiras (Foto: Marcos Ríbolli)

– Eu não queria falar por ser antiético, mas são duas verdades. Cada um tem seu interesse. Quando meu pai se sentiu que estava sendo “agredido”, ele começou a rebater. Ele nunca quis colocar a instituição abaixo. Ele só tentou defender os meus interesses. Se ele não falasse, seria eu. Talvez, não foi como as pessoas esperavam, mas uma proposta do São Paulo valoriza seu trabalho, é o reconhecimento. Fiquei muito feliz. O elenco (do Tricolor) tem condições de lutar por grandes títulos. Ter jogadores respeitados assim dá muito valor.

Fonte: Globo Esporte

 

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