Juvenal Juvêncio diz que se curou de câncer, mas segue em tratamento

Em meio às turbulências esportivas e políticas que vive o São Paulo, seu presidente, Juvenal Juvêncio, ainda enfrenta um problema de saúde. Há cerca de dois anos ele descobriu um câncer na próstata. Embora diga que faz apenas revisões periódicas, o dirigente se submete até hoje a tratamentos delicados no Hospital Sírio Libanês, na capital paulista.

Em entrevista ao “Blog do Boleiro”, Juvenal disse que curou a doença com radiação, e que seu médico atestou, na última reciclagem, que ele tem “saúde irritante”.
Mas para que o câncer seja controlado, é preciso tomar remédios com frequência. No clube, todos sabem que há um problema de saúde, e observam mudanças em sua aparência, provocadas pelos medicamentos. Mensalmente, o presidente do São Paulo faz um completo monitoramento do problema.

Logo após descobrir o câncer, Juvenal rejeitou o tratamento com quimioterapia. Além de não querer encarar as sessões, ele temia precisar se afastar do cargo. Por um tempo, os remédios de via oral funcionaram, mas numa fase seguinte o presidente teve de iniciar a quimioterapia. As primeiras sessões, mais agressivas, o fragilizaram.

Nas últimas semanas, o presidente tomou decisões contestadas internamente. A mais importante foi escolher Carlos Miguel Aidar como candidato da situação na eleição de abril do ano que vem. O vice-presidente Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, acreditava ser ele o sucessor natural, e não abriu mão de sua candidatura, apesar da opção de Juvenal.

O retorno de Adalberto Baptista ao clube, como diretor secretário geral, foi considerado um gesto apressado, pouco tempo depois de o ex-diretor de futebol se envolver em um atrito público com Rogério Ceni. Adalberto é homem de confiança do presidente, embora nem situação nem oposição sejam favoráveis à sua presença.

A troca de técnico também surpreendeu. A contratação de Muricy Ramalho em lugar de Paulo Autuori foi decidida por Juvenal, e comunicada aos demais diretores. O presidente nem apareceu na apresentação de Muricy. Dois meses antes, roubou a cena quando Autuori chegou. Falou mais do que o técnico.

Pessoas próximas consideraram sua aparição uma exposição desnecessária. Àquela altura, ele tomava muitas doses de medicamentos. Essas mesmas pessoas dizem que seu estado melhorou bastante desde então.

Presidente do São Paulo desde 2006, quando sucedeu a Marcelo Portugal Gouvêa, Juvenal pretende se manter no cargo até abril, data das eleições, e é importante para conseguir eleger Aidar como seu sucessor.

Ele também articula para deixar Marco Aurélio Cunha, seu ex-genro e também ex-superintendente de futebol de sua gestão, o mais longe possível do clube. Cunha foi o primeiro a se colocar publicamente contra seu terceiro mandato, e neste ano intensificou as críticas e formou uma chapa de oposição com ex-presidentes do clube, entre outros.

 

Fonte: Globo Esporte

 

Nota do PP: Só estou colocando o assunto, depois de ter escrito uma Nota de Esclarecimento (vide Home), porque o próprio presidente Juvenal Juvêncio abordou o tema. E aproveito para ensejar melhoras e meu respeito à figura humana de Juvenal Juvêncio.

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