Jorge Wagner: um coração tricolor

Natural de Feira de Santana, o meia Jorge Wagner iniciou a carreira profissional no Bahia, onde jogou de 1996 a 2000. Já entre 2007 e 2010, o ex-camisa 7 foi bicampeão brasileiro pelo São Paulo. Com o coração dividido, ele assistirá do Japão o duelo entre as equipes no próximo domingo, em Pituaçu.

Atualmente no Kashiwa Reysol, Jorge Wagner não esconde o carinho que tem por Bahia e São Paulo. Aliás, por todos os clubes que passou, o meia sempre foi muito querido por conta de sua humildade e profissionalismo acima da média tanto dentro de campo quanto fora dele.

“Bahia e São Paulo são dois times que eu me idêntico muito. Conquistei o carinho e respeito desses clubes e também de suas torcidas. O São Paulo vive um momento melhor, mas acredito que será um grande jogo. Estarei assistindo aqui do Japão”, ressaltou Jorge Wagner.

O jogador chegou ao São Paulo em 2007. Logo no primeiro ano, ele ajudou o time a se consagrar campeão brasileiro. Feito que se repetiria no ano seguinte, com a histórica arrancada no returno do Brasileiro. No Tricolor, Jorge Wagner sempre se caracterizou por seus passes precisos a gol. Em 2008, por exemplo, ele foi o principal garçom da equipe com 24 assistências no ano inteiro, um recorde do clube nas últimas temporadas.

Do Japão, Jorge Wagner conversou com o Site Oficial do São Paulo e relembrou os bons momentos em que viveu no clube. Além disso, deu dicas para o Tricolor dar nova arrancada na competição e também falou como está sendo sua vida e da família do outro lado do mundo.

  • O quê representa Bahia e São Paulo para você, os adversários do fim de semana?

Graças a Deus passei por grandes clubes no futebol brasileiro e conquistei títulos em todos, mas o Bahia e o São Paulo são os dois times que eu me identifico mais. O Bahia foi onde tudo começou, equipe que me projetou para o futebol. O São Paulo passei quatro anos e conquistei dois títulos brasileiros. Isso marca a carreira de um profissional. Conquistei o respeito e carinho dessas torcidas.

  • No São Paulo, você conquistou o bi brasileiro e até hoje é lembrado com carinho pela torcida. Como é esse reconhecimento?

Tenho vários amigos são-paulinos e nas minhas redes sociais consigo manter contato com vários torcedores. Fico muito feliz quando vejo as mensagens. São mensagens de agradecimento, de incentivo e muitos pedindo para eu voltar. Isso prova o carinho que esses torcedores têm por mim.

  • O São Paulo está encostando novamente no G4. Você já passou por isso, que dica dá ao time?

O Brasileiro é muito disputado. O equilíbrio entre as equipes é muito grande. Acho que o segredo é sempre ganhar o próximo jogo. Vão ter vários confrontos de times que estão no topo da tabela e, com isso, a possibilidade das equipes que estão no meio da tabela se aproximarem dos lideres. O campeonato está na metade. Não tem nada definido ainda.

  • O São Paulo já venceu três vezes o Bahia em 2012, você acha que domingo será diferente?

O Bahia não está passando por um bom momento na competição, o Caio Jr. pediu demissão. Algumas disputadas internas estão acontecendo e isso prejudica muito dentro de campo. Já o São Paulo vive um bom momento com retorno de jogadores importantes. Será um grande jogo e estarei assistindo daqui.

  • A camisa 7 , usada por você e Mineiro nos últimos anos, agora é do Lucas. Ele está representando bem?

Está sim. O São Paulo depende muito do Lucas hoje. É um jogador que sabe fazer gol e também dá muitas assistências. Torço muito para o sucesso dele.

  • Como está sua vida ai no Japão? Família adaptada já? E os filhos?

A adaptação vem com o tempo. É tudo diferente do que nos vivíamos aí no Brasil. Nossa rotina mudou muito. Tudo que estamos passando aqui serve como uma grande experiência de vida. Estamos procurando aproveitar ao máximo. Os meninos estão estudando e tendo a oportunidade de aprender outras línguas.

  • Pretende voltar ao Brasil para encerrar a carreira aqui?

Pretendo. Acabei de renovar o meu contrato. Termina no dia 1º de Janeiro de 2014. Nossos planos é cumprir este contrato e voltar para o Brasil.

Fonte: Site Oficial

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