Ídolo na história, rival no domingo: veja o que mudou no São Paulo

O próximo domingo será um dia marcante na vida de Rogério Ceni e na história do São Paulo. Pela primeira vez o treinador, atualmente no Fortaleza, será adversário do único clube que defendeu em toda sua carreira profissional como goleiro. O confronto acontece às 19h (de Brasília), no Castelão, pela quarta rodada do Brasileirão.

Foram 25 anos dedicados ao São Paulo como atleta – somando as categorias de base e profissional – e mais sete meses como treinador, em 2017. E se como jogador Ceni foi incontestável e um dos maiores vencedores, como técnico não obteve sucesso devido ao pouco tempo de trabalho que teve e deixou o Tricolor rachado com a atual diretoria.

Rogério Ceni treinou o São Paulo em 2017 — Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net

Rogério Ceni treinou o São Paulo em 2017 — Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net

No entanto, foi o demitido Rogério Ceni que deu uma reviravolta na carreira ao assumir o Fortaleza e conquistar a Série B do Brasileirão, enquanto o São Paulo continuou nas constantes trocas de treinadores e compra e venda de jogadores. Mas afinal, o que mudou no Tricolor após a saída do ídolo, em julho de 2017?

Abaixo listamos algumas mudanças ocorridas no período de pouco menos de dois anos no clube do Morumbi.

Troca de treinadores

Logo depois que Rogério Ceni foi demitido, Pintado assumiu a equipe de forma interina até a chegada de Dorival Júnior. A passagem durou oito meses (entre 5 de julho de 2017 e 9 de março de 2018), e então André Jardine foi o interino da vez.

No dia 11 de março de 2018, Diego Aguirre chegou ao cargo e, curiosamente, ficou os mesmos oito meses que Dorival Júnior. Aguirre foi demitido no dia 11 de novembro após a queda de rendimento no Brasileirão.

Diego Aguirre ficou 8 meses como treinador do São Paulo — Foto: Flavio Florido/BP Filmes

Diego Aguirre ficou 8 meses como treinador do São Paulo — Foto: Flavio Florido/BP Filmes

André Jardine, então, foi mais uma vez acionado, só que desta vez não mais de forma interina, e sim como efetivo. Não teve a mesma “sorte” dos demais técnicos e ficou no cargo pouco mais de dois meses (25 de novembro a 14 de fevereiro).

A aposta atual é em Cuca. O treinador foi anunciado oficializado no início de fevereiro, logo após a saída de Jardine. Porém, devido a problemas de saúde ele não pôde assumir o comando de forma imediata e o coordenador técnico Vagner Mancini assumiu interinamente até o início de abril.

Cuca assumiu o comando do São Paulo em abril de 2019 — Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Cuca assumiu o comando do São Paulo em abril de 2019 — Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Briga contra o rebaixamento x briga por títulos

O período entre o meio de 2017 e o meio de 2019 foi de gangorra para o São Paulo.

Em 2017, o clube brigou contra o rebaixamento no Brasileirão e conseguiu escapar do descenso nas últimas rodadas, conseguindo uma classificação para a Copa Sul-Americana.

No ano seguinte, a história foi diferente no comando de Diego Aguirre. Após ser eliminado do Paulistão, Dorival Júnior foi demitido, e o técnico uruguaio deu esperanças de título no Brasileirão. A equipe perdeu fôlego no final, não conquistou nem vaga direta na Libertadores e Aguirre foi demitido antes mesmo do término da competição.

2019 chegou, e mais um ano se apontava como negativo com a eliminação precoce na Taça Libertadores. No entanto, a arrancada para a chegada na decisão do Paulistão deu esperanças para a equipe iniciar bem o Brasileirão sob o comando de Cuca.

Jogadores do São Paulo celebram classificação Palmeiras x São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

Jogadores do São Paulo celebram classificação Palmeiras x São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

Chegadas e saídas

Renan Ribeiro, Araruna, Lugano, Rodrigo Caio e Júnior Tavares; Jucilei, Wesley (Denilson) e Petros; Marcinho (Wellington Nem), Lucas Pratto e Cueva (Shaylon). Esses foram os 14 jogadores que atuaram no último jogo de Rogério Ceni no comando do São Paulo, no dia 2 de julho de 2017. O Tricolor saiu derrotado por 2 a 0 pelo Flamengo e entrou na zona de rebaixamento.

Desta equipe descrita acima, só Jucilei permanece no elenco atual. No banco ainda tinha Brenner, jovem revelado na base que segue sem chances no time principal. O atacante estava na reserva naquela partida ao lado de Sidão, Buffarini, Bruno, Douglas, Edimar, Éder Militão, Thomaz e Cícero.

Somente para esta temporada, o Tricolor já fez dez contratações. São elas: Biro Biro, Willian Farias, Tiago Volpi, Igor Vinícius, Hernanes, Everton Felipe, Pablo, Tchê Tchê, Vitor Bueno e Alexandre Pato.

Fonte: Globo Esporte

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