Hells Bells deve tocar última vez na Libertadores e dar lugar a hino

A canção do AC/DC que é trilha da subida do time do São Paulo ao gramado do Morumbi está com os dias contados. Hells Bells, música escolhida por Rogério Ceni há mais de quatro anos, deverá ser substituída em março pela versão em rock do hino do clube. Até lá, ela será tocada mais uma – e provavelmente pela última – vez na Copa Libertadores, nesta quarta-feira, em duelo contra o Danubio, do Uruguai.

A expectativa da diretoria era de que a mudança ocorresse justamente na estreia da equipe em casa no torneio sul-americano, competição predileta da torcida e que justamente impediu Ceni de se aposentar em 2014. Não houve tempo suficiente, porém. O novo hino, que começou a ser produzido em dezembro passado, foi finalizado há pouco mais de uma semana e ainda nem passou por audição definitiva dos dirigentes.

Quem comandou a produção em parceria com o clube foi Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, são-paulino fanático e amigo do goleiro. Outros músicos torcedores, como Jairzinho, Edgard Scandurra (do Ira) e membros da banda República – além de adolescentes do grupo artístico Meninos do Morumbi, ONG com quem Kisser se apresentou no palco do Grammy Latino de 2008 –, também participaram. Tudo foi feito no AudioArena, camarote do Morumbi que também é um estúdio de gravação profissional.

O departamento de marketing do clube apresentará o áudio a Ceni nos próximos dias. Os dirigentes entendem que a troca precisa de seu aval por ter sido ele o responsável pela introdução de Hells Bells como ritual na subida da escadaria do vestiário até o campo. Fã de rock, o camisa 1 pôde escolher em 2010, ao completar 20 anos de São Paulo, um repertório de trilhas que seriam reproduzidas antes do próximo duelo como mandante. Na lista, estava presente o clássico do AC/DC, mantido em todos os jogos seguintes.

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Versão em rock do hino foi produzida sob comando de Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura e amigo de Ceni

Quem já teve acesso a uma demonstração do hino garante que o badalo dos sinos da banda australiana não deixará saudade. O som produzido sob comando de Andreas Kisser começa com um solo de guitarra que promete arrepiar a torcida por alguns segundos antes de levá-los à loucura com os primeiros versos cantados pelos músicos são-paulinos: “Salve o Tricolor Paulista, amado clube brasileiro…”.

Afora o projeto de substituir a trilha atual, o clube também estuda diferentes formas de exploração do novo produto. Uma das ideias é distribuí-lo na compra de uniformes. A empresa americana Under Armour, fornecedora de material esportivo que substituirá a Penalty em maio, já tem confeccionado suas peças.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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