Fortalecido, Aidar deve disputar com Leco candidatura da situação no SP

O ex-presidente do São Paulo Carlos Miguel Aidar pode voltar a ocupar a principal cadeira do clube em 2014. Seu nome era cogitado por alguns conselheiros de situação e ganhou força com o recuo de Marco Aurélio Cunha e a candidatura de Kalil Rocha Abdalla, na oposição. Agora, Aidar deverá disputar com Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, a indicação no grupo de Juvenal Juvêncio.

Aidar foi presidente do São Paulo entre 1984 e 1988. Com ele, o clube conquistou o Brasileirão de 1986 e dois títulos estaduais. Apesar de mais jovem, o ex-presidente foi o segundo padrinho político de Juvenal Juvêncio no clube, após Laudo Natel. Com Aidar, Juvenal ocupou o primeiro cargo importante, como diretor de futebol.

O nome de Aidar evoluiu de cogitado a pré-candidato à medida que o ex-diretor jurídico Kalil Rocha Abdalla rompeu com a situação para se lançar como candidato de oposição, com o apoio de Marco Aurélio Cunha. Aliados de Juvenal Juvêncio concordam que Kalil é mais influente e torna-se um adversário mais poderoso para a eleição de 2014. Aidar, mais velho e com quatro anos de presidência no currículo, ganhou força por não contar com grande rejeição no Conselho Deliberativo.

Na última quinta-feira, o presidente Juvenal Juvêncio anunciou pouco antes do jogo contra o Criciúma, no Morumbi, que se afastaria do processo político da situação em um primeiro momento, em reunião com seus diretores e os quatro pré-candidatos de situação. No encontro, além de Aidar e Leco, o vice de marketing Julio Casares e o vice social Roberto Natel discursaram. Aidar disse, pela primeira vez, aceitar a candidatura, mas afirmou que não seguiria a orientação de Juvenal para que definisse junto aos outros três aliados quem seria o candidato.

Com o afastamento de Juvenal, Roberto Natel e Julio Casares perdem força. Integrantes do grupo de situação afirmam que Natel era uma alternativa apadrinhada por Juvenal, que representaria a retribuição à ajuda política de Laudo Natel, primo de segundo grau do vice social. Casares, mais jovem, é preservado pela situação para que não se queime nessa eleição e possa se transformar em nome sólido para o futuro.

Assim, Leco e Aidar deverão disputar o grupo aliado do presidente para se lançarem candidatos. Leco é vice-presidente, esteve até 2011 na diretoria de futebol com Juvenal, e tem trabalhado para que seja candidato. Enfrenta ainda, porém, rejeição no Conselho, o que poderá se tornar entrave no embate com o concorrente interno.

Nas últimas semanas, Carlos Miguel Aidar mudou de opinião em relação ao retorno à presidência do São Paulo. Ele é advogado, já presidiu a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), e abriu novo escritório há dois anos e meio. Entre seus clientes estão a FPF (Federação Paulista de Futebol) e alguns clubes. Aidar teve também o presidente da CBF José Maria Marin como cliente. O possível novo presidente do São Paulo teria de abrir mão de parte de seus compromissos profissionais para retornar. Em princípio, não quis, mas agora aceita a nomeação uma vez que Juvenal Juvêncio o equiparou aos outros três nomes possíveis.

A situação acredita que no prazo de um mês haverá definido o nome que representará o grupo na eleição contra Kalil Rocha Abdalla. Os testes dos nomes de Leco e Aidar no Conselho serão intensos até lá, e dificilmente o grupo trocará um dos dois por Casares ou Natel.

 

Fonte: Uol

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