Excursão ‘maldita’ do SP em 2013 e até Cortez ajudaram Kardec a fechar

Como dizia Paulo Autuori durante a excursão do São Paulo por Alemanha e Portugal, em julho de 2013, antes da Copa Suruga, no Japão, era preciso encontrar uma utilidade para a excursão feita às pressas em meio à crise que levava o clube às últimas posições do Brasileirão. Não houve, além dos quase R$ 5 milhões para os cofres do clube, benefício imediato. Autuori acabou demitido logo depois, ao embalar sequência de maus resultados em calendário apertado, causado pela viagem. Mas agora, nove meses depois, nasce o filho da excursão: o nome dele é Alan Kardec.

O ponto alto da viagem era a Copa Audi. Disputas contra o Bayern de Munique de Pep Guardiola, Milan e Manchester City agendadas para a Allianz Arena. Deste torneio saiu a maior parte da verba colhida na excursão. Deu tempo, entre a Alemanha e o Japão, para passar em Lisboa e disputar a Copa Eusébio contra o Benfica. Desde então, com a aproximação entre diretorias iniciada pelo ex-diretor de futebol Adalberto Baptista – já havia se afastado do cargo antes da viagem, após atrito com Rogério Ceni –, uma sucessão de eventos fez com que São Paulo e Benfica mantivessem contato e relação, passando por Cortez e finalizando em Kardec.

Apesar da presença do ex-vice de futebol João Paulo de Jesus Lopes em Portugal durante a Copa Eusébio, quem mais se aproximou do Benfica foram o ex-assessor da presidência José Francisco Manssur e o gerente de futebol Gustavo Vieira de Oliveira. Estes mantêm, até hoje, o contato com o clube português. E foi Gustavo quem trabalhou nos constantes contatos envolvendo jogadores, assim como na negociação por Kardec.

Semanas antes da Copa Eusébio, Cortez havia sido emprestado pelo São Paulo ao Benfica. Não demorou muito para que o técnico português Jorge Jesus visse que o lateral esquerdo não era exatamente o reforço com a qualidade que ele esperava. Após os primeiros jogos Cortez não foi nem inscrito pelo Benfica para disputar a Liga dos Campeões da Europa. Desde então, passada a Copa Eusébio e a recepção ao lateral brasileiro, começaram constantes conversas com o São Paulo para romper o empréstimo, que duraria até julho de 2014.

Gustavo Vieira de Oliveira trocou diversos e-mails com a diretoria do Benfica sobre Cortez. O São Paulo, que não queria a volta do jogador naquele momento – nem agora – afirmou que não aceitaria a ruptura do empréstimo, uma vez que o clube português havia se comprometido a pagar os salários do jogador durante um ano. A solução encontrada, depois de algumas conversas, foi deixar que Cortez voltasse ao Brasil e treinasse por conta própria no Rio de Janeiro, sem um clube, mas com vínculo com o São Paulo e salários pagos pelo Benfica.

Toda essa aproximação ao Benfica deu maior agilidade ao São Paulo para que fizesse uma proposta por Alan Kardec quando o pai e empresário do atacante o colocou no mercado após não firmar a renovação com o Palmeiras. O São Paulo conversou com o Benfica, soube da proposta de 4 milhões de euros do rival e enviou uma oferta de 4,5 milhões de euros.

No São Paulo, Alan Kardec só poderá jogar a partir do dia 14 de julho. Como a transferência é internacional, o atacante terá de esperar a reabertura da janela, após a Copa do Mundo.

 

Fonte: Uol

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