Ex-diretor são-paulino vê pressão política como maior pecado da gestão Leco

Ex-braço direito de Juvenal Juvêncio no São Paulo, Adalberto Baptista fala com cautela sobre a atual gestão no clube, mas não esconde as críticas ao aspecto político dos bastidores. Na visão dele, o estatuto social aprovado em 2016 era uma oportunidade valiosa que foi desperdiçada pelo presidente Leco.

“O Leco é um cara extremamente bacana, um grande torcedor são-paulino, mas acho que perdeu uma chance histórica de transformar o São Paulo”, opina Adalberto. “Toda a evolução do novo estatuto criou a chance de colocar uma gestão profissional e mudar o rumo do São Paulo. Infelizmente a pressão política acabou fazendo com que todos os cargos ali fossem preenchidos por conselheiros. Aí você privilegia a política, não a competência”, critica o ex-diretor.

Adalberto Baptista esteve no São Paulo por dois anos até 2013, quando pediu demissão. Na época já havia conversas sobre a reformulação do estatuto social do clube, o que anos depois viraria realidade: o texto destituiu os vice-presidentes e permitiu que o Tricolor tornasse seus departamentos mais profissionais – a contratação de Raí como diretor de futebol, por exemplo, seria barrada no modelo anterior.

Mas Adalberto avalia que, apesar da evolução burocrática, as regras não tiveram grande efeito prático na hierarquia são-paulina. “Não posso avaliar a gestão dele [Leco] do ponto de vista administrativo, mas vejo que todos os diretores, exceto o Raí, foram levados aos cargos por serem conselheiros no clube. É uma falha muito grande. Não sei se é uma falha pessoal ou se o sistema político levou o Leco a tomar essa decisão, mas o São Paulo perdeu uma chance histórica de voltar a ser vanguarda no futebol”, opina o ex-diretor de futebol tricolor.

Seis anos após deixar o cargo de diretor de futebol do São Paulo, Adalberto Baptista vive um desafio ainda maior no Botafogo-SP, do qual é principal investidor e presidente do Conselho Administrativo. Envolvido neste projeto, diz não ter ambição de um dia retornar ao Morumbi. “Não, porque de política eu sou péssimo, já ficou provado que não tenho esta vocação”, resumiu.

 

Fonte: Uol

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