Dúvidas na escalação de Galo e São Paulo resgatam final do BR-1977

Atlético-MG e São Paulo fazem jogo ultradecisivo em Belo Horizonte. Dois jogadores chaves de cada time não sabem se irão jogar e viram os personagens do pré-jogo. Esse fatos unem dois anos distantes entre si por cinco décadas. Em 1978, final do Campeonato Brasileiro de 1977 entre Galo e São Paulo. Já em 2013, jogo de volta da Copa Libertadores, nas oitavas.

No cenário atual, desta quarta-feira, no Independência, dois jogadores que iriam travar deulos importantes na partida poderão ficar de fora. Osvaldo sofreu um choque na região da cintura e ainda é dúvida. Do lado alvinegro, o zagueiro Leonardo Silva sofreu fratura na mão direita e também não tem condições asseguradas de jogo. Até os minutos que antecederão o pontapé inicial, os dois não devem ter a escalação ou ausência confirmada.

Há 35 anos, enquanto 103 mil torcedores do Galo lotavam o Velho Mineirão, nos vestiários do estádio formou-se um clima de Guera Fria (briga entre EUA e URSS que estava nos anos de medo). Enquanto o São Paulo ameaçava escalar Serginho Chulapa, suspenso por agrewssão a um bandeirinha na semifinal, o Alvinegro apontava por colocar Reinaldo em campo. O artilheiro daquele campeonato, em 1978, havia sido expulso no jogo contra o Fast-AM, na terceira fase. Nenhum dos artilheiros foi a campo e o São Paulo venceu o primeiro título do Brasileirão, nos pênaltis.

Em entrevista recente, para o SporTV, Reinaldo voltou a contar o episódio de sua ausência na final. Para ele, houve uma armação clara da Ditadura Militar de tirar um protestante do Governo de uma partida decisiva.

– 1978, foi o dia mais triste de Belo Horizonte, ou talvez de Minas Gerais, que foi aquela final do Campeonato Brasileiro de 1977. O Atlético, com grande time e invicto, perdeu nos pênaltis para o São Paulo. E eu assisti a esse jogo nas arquibancadas. Claro que foi armação, fiz gol em todo jogo do campeonato. Na final, no Mineirão, não iria fazer? – declarou Reinaldo.

O maior jogador da história do Galo ainda explicou que seu julgamento de uma expulsão passada foi feito em momento oportuno para prejudicar o Atlético.

– Fui expulso na primeira fase. Cumpri a automática e guardaram o julgamento na gaveta. Quando o Serginho foi expulso na semifinal, eles pegaram o julgamento do Serginho, trouxeram o meu há um ano atrás e julgaram tudo junto. O Serginho não jogou a final, mas ele já teria que cumprir a automática.

Contudo, Ale­xandre Gi­es­brecht, autor do livro ‘São Paulo Campeão Brasileiro 1977’, produziu um texto em seu blog desmistificando esse episódio. Alexandre diz que Reinaldo, na verdade, foi expulso na terceia fase do Brasileirão, contra o Fast, e não na primeira fase do torneio, como é dito por Reinaldo.

– Falou-se que a sus­pensão seria de­vido a uma ex­pulsão seis meses antes ou na pri­meira ro­dada do cam­pe­o­nato. Mitos. A ex­pulsão ocorreu em 1 de fe­ve­reiro de 1978, na par­tida contra o Fast Clube vá­lida pela ter­ceira fase. Foi a única ex­pulsão de Rei­naldo na­quele cam­pe­o­nato, mas foi por agressão (…) Talvez toda a con­fusão sobre o jogo em que houve a ex­pulsão tenha origem no fato de o Atlé­tico ter en­fren­tado o Fast duas vezes, na pri­meira e ter­ceira fases. Na pri­meira fase ele não só não re­cebeu o cartão ver­melho como anotou cinco gols na go­leada por 6 a 2. O jul­ga­mento deu-se no fim de fe­ve­reiro, no mesmo dia do jul­ga­mento de Ser­ginho, do São Paulo, ex­pulso na par­tida contra o Bo­ta­fogo de Ri­beirão Preto, em 12 de fe­ve­reiro – escreveu Giesbrecht.
Fonte: Lance

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