Dorival lamenta distância da Libertadores e justifica Cueva na reserva

Com o São Paulo livre do rebaixamento após o empate por 0 a 0 com o Botafogo, neste domingo, pela 36ª rodada do Brasileirão, o técnico Dorival Júnior lamentou o fato de não ter vencido e ficar longe da briga por vaga na Libertadores. Era esse o principal objetivo do Tricolor após conseguir se livrar de vez do risco de queda.

– Primeiro, foi um resultado que não deixa de ter sua importância natural. Gostaríamos de ter uma vitória e procuramos do início ao fim. O time se doou em campo, conseguiu criar oportunidades. Exigimos muito do Botafogo. Não fomos felizes nas definições. Em momento algum, deixamos de ser agressivos, de buscar o gol a todo momento. Houve uma dedicação muito grande. É natural que os jogadores saiam sentindo aquilo que não foi alcançado. Era um objetivo nosso, em fazendo uma vitória, termos uma possibilidade maior de de repente buscar uma oportunidade melhor. É uma pena que não tenha acontecido – falou Dorival Júnior.

Sobre Cueva, multado pela diretoria por se reapresentar com atraso após compromisso com a seleção do Peru, o técnico explicou os motivos de ter deixado meia na reserva.

– Houve o atraso. Ele chegou seis e meia da manhã, foi direto para o centro de treinamento, praticamente descansou até momentos antes da partida. Ele não treinou, não fez o dia a dia. Não tínhamos como escalá-lo. Seria um risco muito grande colocá-lo em campo desde o início. Aproveitamos da melhor forma, quando imaginávamos a equipe do Botafogo caindo de rendimento. Acho que ele nos ajudou em campo. Em razão dos horários, não tínhamos como fazer diferente. Ele viajou a madrugada toda. Naturalmente, não teve o tempo hábil para estar em totais condições, trabalhando com o grupo, como seria o combinado e o conveniente – explicou o técnico.

– Toda decisão é tomada em consenso. Ninguém passou a mão na cabeça de ninguém. A diretoria vai saber como conduzir o caso. Resolvemos esse tipo de problema sempre internamente, sem alarde. O importante é que os jogadores têm consciência do que aconteceu. Aguardávamos o Cueva, sim, no dia de ontem, e acabou não acontecendo – acrescentou Dorival.

– Seria impossível colocá-lo em campo desde o início. Ele estaria correndo um risco muito sério de uma lesão grave. Vontade eu teria, desde que ele tivesse participado dos treinamentos e retornado no momento que imaginávamos. Não acontecendo, aproveitamos da melhor maneira possível. Ponto. Não tinha outra possibilidade. Não tinha como fazer de uma maneira diferente – completou.

O São Paulo volta a campo pelo Campeonato Brasileiro no próximo domingo, contra o Coritiba, às 17h, pela penúltima rodada da competição.

Veja abaixo o que mais Dorival Júnior falou na entrevista:

Elogios a Shaylon

– Acho que é um grande jogador (o Cueva), diferenciado. Faz parte para qualquer equipe. Gostaria muito de contar com ele desde o começo da partida. Mesmo assim, o Shaylon fez uma bela apresentação. Ganhamos um novo atleta, mais maduro. Agora temos que ter tempo para ele alcançar uma maturação por completo. Ele tinha sido lançado antes da minha chegada. Agora, dentro de pouco tempo, começará a produzir muito mais do que vinha fazendo.

Fim do fantasma da Série B

– Vamos começar a conversar a partir de amanhã (sobre 2018). Nada foi conversado. Nossa preocupação era nossa situação na tabela. Isso incomodava muito. Não podíamos relaxar em momento nenhum. Esse objetivo foi alcançado. Temos ainda um objetivo maior. Vamos esperar o fim da rodada para saber o que vamos precisar. Não foi fácil, não foi simples. Foi um trabalho muito complicado, muito difícil. Só as pessoas que estão lá dentro sabem do que estou falando. Ano passado, tivemos uma grande equipe tendo dificuldades e não tendo recuperação, e isso poderia ter acontecido com o São Paulo.

Acabou o sofrimento

– Houve uma entrega muito grande dos jogadores para conseguirmos reverter esse quadro. Não foi fácil. O trabalho é digno de todos os elogios.

– Todo mundo tem que aprender com esse tipo de situação. O São Paulo sempre foi uma equipe que brigou pelas melhores colocações e tem que voltar a fazê-lo. Tem que protagonizar de novo o campeonato. Contratar por contratar, não sou a favor. A partir de amanhã, vamos conversar. Não sei o que vai acontecer. A diretoria do São Paulo é competente para poder fazer uma análise de tudo que aconteceu em 2017, corrigir e conseguir uma melhora para buscar um ano completamente diferente. Acho que 2017 fica para trás. Coisas boas aconteceram na vida do São Paulo. Esses sinais negativos têm que ser muito bem avaliados e trabalhados para que não voltemos a tê-los. O São Paulo é muito grande e precisa caminhar de outra forma.

Fonte: Globo Esporte

2 comentários em “Dorival lamenta distância da Libertadores e justifica Cueva na reserva

  1. Dorival;

    Voce é tecnico e tecnico tem obrigação de mostrar e treinar os meninos.
    O Lucas Fernandes é um ótimo jogador mas precisa treinar incansavelmente
    os cruzamentos. Sempre falei e reclamo aqui; não adianta cruzar no segundo pau
    de ESCANTEIO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! É no segundo pau da trave. Senão o Prato
    nunca vai alcançar nem que pule 4 metros de altura!!!!!! Prato; V. também precisa conversar com os meninos !!!!
    Maruju

  2. Além de bundão…é cego. Senta no banco e assiste outro jogo. Suas falas é um festival de asneira. Como o time é ruim… e ele também é…se merecem! Pobre Tricolor… esperar o quê?

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