Do outro lado do mundo, São Paulo mantém a cabeça no Brasileirão

O São Paulo está rodando o mundo, mas não esquece do Brasil. Ou melhor, do Brasileirão. Os jogadores reforçam o que é dito com frequência por Autuori: as partidas que valem serão as que serão disputadas após a excursão.

E o discurso é o mesmo na vitória ou na derrota. Logo após perder para o Bayern de Munique, quarta-feira passada, na Alemanha, Rogério Ceni passou pela zona mista e, confuso pelo fuso horário, perguntou se a rodada do Brasileiro havia começado, mas ainda faltavam algumas horas para os confrontos.

Na sequência, a equipe viajou a Portugal e conseguiu vencer o Benfica, erguer a taça da Copa Eusébio, quebrar o jejum de gols e vitórias, e a forma de pensar permaneceu.

– Tiramos um peso, mas a gente sabe que o que importa é no Brasil, a situação que vale é no Brasil. Foi bom para a gente porque é difícil um clube como o São Paulo estar nessa situação. A gente sabe da importância do que o Campeonato Brasileiro representa para a gente, temos que sair da zona de rebaixamento. Depois dessa vitória contra o Benfica, vamos procurar fazer bons jogos daqui para frente para, se Deus quiser, subir na tabela – disse Edson Silva.

– Não adianta a gente ficar apontando para o companheiro e dizer que a culpa é disso ou que a culpa é da viagem. A responsabilidade é nossa. De todo mundo. Do Rogério a quem está no banco ou ficou no Brasil. Se colocarmos isso na cabeça, vamos conseguir voltar ao Brasil e sair dessa situação. O importante é vencer os jogos lá, essa partida não nos dá três pontos – completou Maicon.

O Tricolor foi à excursão já na zona de rebaixamento, mesmo tendo feito partidas a mais que os outros clubes. O time está a dois pontos do Criciúma, o primeiro fora da degola. Copa Suruga? É segundo plano.

Bate-Bola
Edson Silva
Zagueiro do São Paulo, após a vitória sobre o Benfica

Como vê o momento da defesa, sem Lúcio, Rhodolfo e Paulo Miranda. Chegou a sua hora?
Independentemente disso, sempre falei que estou para dar o melhor pelo São Paulo, independente se eu jogue ou não. Sou um cara que procuro dar o melhor nos treinamentos, o mehor no dia a dia. Se o professor optar por outras opções, é claro que a gente fica chateado de não jogar, chateado entre aspas porque todo mundo quer jogar. Mas eu respeito as decisões do treinador e trabalho. E respeitando o companheiro, porque do mesmo jeito que eu respeito ele quando ele joga, quando eu jogar quero que me respeite também. E é assim que o grupo vai para frente. Estou mostrando agora o meu trabalho, espero me firmar nessa equipe.

Por que o time sofre tanto com a saída de bola para o ataque?
É uma coisa que, como o professor fala com a gente, a gente não teve tempo para treinar desde que ele chegou. Foram jogos de quarta e domingo. Nos jogos, o professor vai falando e a gente tenta assimiliar isso. Graças a Deus, a gente soube acertar isso no segundo tempo (contra o Benfica). Estudamos o adversário no primeiro tempo e colocamos o ritmo no segundo. Isso é com tempo, a hora em que tivermos um momento bom para trabalhar essa equipe, não vamos passar esse tipo de situação porque não é só a gente ali atrás, mas o time todo sente isso de só marcar.

Bate um desespero só de ficar defendendo e sofrendo pressão?
Dá um desespero só marcar, só correndo errado. Um bom trabalho, com tempo, vamos conseguir fazer a equipe ficar entrosada.
Fonte: Lance

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