Discurso de Jardine não é traduzido em campo, e São Paulo se vê em crise

Efetivado no comando técnico do São Paulo em novembro do ano passado, André Jardine assumiu a equipe profissional com um discurso de jogo ofensivo, intenso, de movimentação e com apreço pela posse de bola. Internamente, as ideias do treinador eram vistas como a melhor alternativa para reconstruir a tão abalada imagem do clube, acostumado a colecionar fracassos nos últimos anos. Dentro de campo, no entanto, o trabalho do comandante não tem surtido efeito até aqui e o futebol apresentado pelo Tricolor em nada tem a ver com o projeto.

Neste início de temporada, mas, principalmente, nos dois últimos jogos contra, respectivamente, Talleres, da Argentina, e Ponte Preta, o São Paulo teve atuações ruins e em dissintonia com o discurso de seu treinador. A proposta ofensiva e organizada deu lugar ao improviso. Mesmo com nomes de peso como Hernanes e Nenê, o Tricolor demonstrou desorganização com e sem a posse da bola. Mesmo com pontas abertos e com um centroavante de ofício, raras são as finalizações ao gol adversário (quatro em Córdoba e zero em Campinas).

O principal, problema, no entanto, está na dupla de volantes. Responsável por proteger os zagueiros, dar sustentação aos laterais e auxiliar na criação de jogadas, o setor não está funcionando da forma como deveria. Hudson, Jucilei, Araruna, Liziero, Willian Farias e até mesmo Hernanes foram testados por lá, mas não conseguiram ser efetivos. Sem o domínio no meio de campo, o São Paulo não consegue aplicar suas ideias ofensivas.

A posse de bola, embora tenha registrado números altos, não é traduzida naquilo que foi idealizado por André Jardine. Com os meias em baixa, os jogadores de frente não têm a oportunidade de criar chances de gol. Sendo assim, os jogadores que mais são vistos com a bola são os zagueiros, laterais e ponteiros. O São Paulo domina o jogo, mas sem dominar de fato. Quando encontra um adversário defensivo, como foi no último sábado, contra a Ponte, o time é induzido a atacar e abre espaços para o contra-ataque.

Na próxima quarta, às 21h30, o São Paulo tem seu maior desafio na temporada. Em casa, contra o Talleres, os comandados de André Jardine tentam reverter a derrota, por 2 a 0, na Argentina, para seguir vivo na Copa Libertadores. Sendo, ou não, fiel às suas ideias, o treinador precisa encontrar uma maneira de fazer a equipe render e, principalmente, ser efetiva. Depois, caso isto aconteça, haverá um novo desafio: aliar teoria e prática. Se não der certo, o clube está fadado a mergulhar em uma crise com pouco mais de um mês desde o início dos treinos em 2019.

 

Fonte: Lance

5 comentários em “Discurso de Jardine não é traduzido em campo, e São Paulo se vê em crise

  1. Bom dia tricolores,
    É lamentável a situação do tricolor, mas peço à todos que não desanimem e nem deixem de apoiar quem entra em campo, nós, a torcida, precisamos ser o último bastião, a confiança que o time em campo precisa ter vem em parte da torcida, mas não deixemos de cobrar os responsáveis, não vamos dar trégua para aqueles que estão destruindo o nosso tricolor, o Jardine merece a demissão, ele não tem culpa de estar lá mas não deve continuar e quem o colocou precisa se redimir, tem que dar a cara pra bater e dizer que errou na avaliação, que acreditou no canto da sereia, foi ingênuo e incompetente mas tá na hora de mudar esta história, virar essa página e começar a escrever outra vencedora, refazer o planejamento, esquecer a libertadores e começar a ganhar o campeonato brasileiro e a copa de Brasil.

    • Penso do mesmo jeito… Amamos a libertadores, mas não é a unica competição que existe no ano. Precisamos de um título, que seja o Paulista. “PRECISAMOS COMEMORAR ALGO”!!! Não vou desacreditar e deixar de torcer, posso até ficar puto, falar que não vou assistir o jogo ou até mesmo torcer contra, mas na hora H, eu dou aquela espiadinha torcendo para estarmos ganhando. O que sinto é muito maior que o que está acontecendo com nosso time, então eu acredito!!! Acredito até se estivermos perdendo por 2×0 aos 45 do segundo tempo. EU ACREDITO!!! Se não der bola para frente, sempre cobrando os responsáveis. Então depois disso tudo, entraria com:
      Volpi
      Reinaldo, Arboleda, Bruno Alves e Anderson Martins.
      Luan, Hernanes, Nenê, Diego Souza e Everton.
      Pablo.
      Calça de veludo ou bun… de fora…

  2. O Jardine nao é ruim, mas percebe-se que ele ainda nao tem condicoes de dirigir um time profissional com varias cobras criadas, esta perdido em campo.
    é só ver que alguns jogadores rendiam mais com Aguirre e com o Jardine perderam totalmente a nocao de como jogar, o ruim que o Jardine tenta implantar um estilo de jogo que ele aplicou no time da base que jamais vai dar certo, ele ainda nao sabe o que cada jogador do time profissional sabe jogar e sabe jogar e extrair o maximo deles no lugar certo e com os companheiros certos.
    Quarta feira se ele vier com esse discurso seremos eliminados, se por acaso conseguir mudar e conseguir com que os jogadores deem o maximo de si ai quem sabe consigamos pelo menos diminuir o vexame.

    • Nao acho que os jogadores estão fazendo corpo mole… o Nene deu carrinho e roubou uma bola as 40 do segundo tempo ontem. E se apresentou pro jogo o tempo todo…
      O problema é que no Sub20 o Jardine não enfrentava equipes compactas e organizadas. No profissional, os times são no mínimo organizados ou mais agurerridas que no sub20…

  3. O problema não é jogador.
    A tática está errada. Não tem jogo apoiado, e aproximação. Os jogadores estão muito distantes uns dos outros assim a única opção de passe que os meias tem muitas vezes é para trás para a dupla de zagueiros.

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