Depois de crise financeira, São Paulo aposta em contratações de baixo custo

O São Paulo assumiu uma abordagem mais pés no chão no mercado de transferências deste fim de ano. As contratações anunciadas até aqui chegaram ao Morumbi com custo zero ou muito baixo, reflexo também da crise financeira que atingiu o clube ao longo de 2014.

O lateral Carlinhos, por exemplo, o primeiro reforço anunciado para 2015, foi contratado sem custos porque já não tinha vínculo com o Fluminense. Foi a mesma situação vivida pelo meia Daniel, que saiu do Botafogo machucado e precisará de alguns meses para estar apto a jogar.

Os dois atletas não custaram nada ao São Paulo, que terá de arcar apenas com seus salários.

O caso do lateral esquerdo Bruno é um pouco diferente. Com ainda um ano de contrato com o Fluminense, o jogador custou uma “compensação financeira” do São Paulo aos cariocas, embora ela não tenha sido muito alta, já que o tricolor tinha muito interesse na negociação.

O motivo é que, com o fim do patrocínio da Unimed, o Fluminense precisou se desfazer de peças do seu elenco para cortar gastos; Bruno saiu nesse contexto.

Já o volante Thiago Mendes, que não teve detalhes de sua negociação junto ao Goiás revelados, custou um pouco mais caro, já que era pretendido também por outros clubes. Mesmo assim, a diretoria tricolor mantém a política de não cometer loucuras ao abordar jogadores no mercado.

A postura é um reflexo dos sobressaltos financeiros que o clube viveu em 2014. A diretoria chegou a atrasar o pagamento de vários de seus jogadores e precisou demitir funcionários para equilibrar as contas.

A gestão do presidente Carlos Miguel Aidar deu ordens expressas a todos os departamentos do clube para cortar gastos e aumentar receitas. O objetivo é melhorar a saúde financeira da agremiação.

Ao longo dos últimos meses, o vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro tem reclamado dos altos valores pedidos por atletas e empresários na janela de transferências.

Para driblar a sede por dinheiro dos jogadores, os cartolas tricolores argumentam que, mesmo com salários e luvas menores, o São Paulo seria mais atrativo por ter se classificado à Libertadores de 2015 e ter conseguido montar um time competitivo, apto a brigar por títulos.

 

Fonte: Uol

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