Da base ao profissional, São Paulo se arma para jogar ‘à moda Ceni’

Rogério Ceni confessou ao colunista deste LANCE!, André Kfouri, algumas de suas pretensões na carreira como treinador. Aplicar estilo ofensivo, de toque de bola e sem chutões está entre os objetivos do Mito, que já vê o São Paulo se preparar à nova filosofia. Na contratação da Sidão, no breve trabalho de Pintado como técnico interino e na lapidação do jovem Lucas Perri.

Na última sexta-feira, no CT da Barra Funda, o elenco treinou pela primeira vez após o anúncio da chegada de Ceni. O auxiliar Pintado comandou coletivo com o time que enfrentaria o Atlético-MG no domingo e não se intimidou para fazer paralisações seguidas na atividade. Bastava um chutão desnecessário, uma ligação direta ou enfiada precipitada para que o apito soasse.

O goleiro Renan Ribeiro, por exemplo, era orientado o tempo todo para buscar passes rápidos com os zagueiros. Os volantes cobrados para buscar a bola e logo soltá-la. Aos atacantes, movimentação para abrir espaços e oportunidades. Caso contrário, apito de Pintado!

E essa deve ser a dinâmica com Ceni a partir de janeiro de 2017, quando começará a trajetória do ídolo como treinador. Tanto é que o goleiro Sidão, primeira indicação de reforço do Mito, notabiliza-se por sair jogando com os pés seguindo a escola de Fernando Diniz no Osasco Audax. Estilo no qual o Mito foi pioneiro e a base tricolor tenta implantar.

Lucas Perri é uma das principais promessas do clube, líder do vitorioso time sub-20 e candidato à convocado ao Sul-Americano da categoria em janeiro pela Seleção Brasileira. O técnico André Jardine, outro expoente de Cotia, também prega por jogo ofensivo e de posse de bola, mas o trabalho para Perri atuar como líbero foi intensificado nas últimas semanas. Exemplo foi a atuação do arqueiro na primeira final do Campeonato Paulista, contra o Capivariano.

O Tricolor venceu por 4 a 0 em Cotia, sob os olhares de Ceni, e o goleiro trabalhou bastante com os pés. Ao jogar adiantado, permitiu que toda a equipe subisse a marcação e sufocasse os rivais, que precisam de vitória por três gols de diferença no jogo de volta para ficar com o título. O duelo aconteceria no próximo domingo, mas foi adiado em uma semana devido ao acidente que matou 71 pessoas entre jornalistas, tripulação e delegação da Chapecoense.

 

Fonte: Lance

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