Contra o Cruzeiro, Ceni disputará seu jogo de número 500 no Morumbi

Dono de muitos títulos e marcas expressivas, maior ídolo da história recente do São Paulo. Mesmo se encaminhando para o final de sua carreira, Rogério Ceni, 39 anos, continua quebrando recordes. Neste domingo, contra o Cruzeiro,  26ª rodada do Campeonato Brasileiro, o goleiro, que tem 22 anos de carreira, completará a sua partida de número 500 no estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi.

No local, ele disputou, até agora, 497 jogos pelo Tricolor, além de duas partidas pela seleção brasileira, ambas pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002: uma vitória sobre a Colômbia por 1 a 0, em 2000, e um empate diante do Peru por 1 a 1, em 2001. O retrospecto é altamente positivo: ele venceu 317 vezes, empatou em 110 ocasiões e perdeu 72 partidas, aproveitamento de 70,8%.

O que hoje é apenas o palco de conquistas importantes, no início de carreira foi a casa do goleiro. Aprovado em um teste em 1990, ele ficou dois anos morando no alojamento do Morumbi até ser convocado para integrar o time profissional no CT da Barra Funda. Em diversas entrevistas, o camisa 1 se divertiu contando o medo que sentia em ter de andar por todo o estádio no escuro à noite para chegar até o alojamento e tomar lanche. Não foram poucas às vezes em que as baratas passavam perto dos pães. A dificuldade do passado hoje vira motivo de brincadeira para o mito são-paulino.

Rogério Ceni conquistou seu primeiro título no Morumbi em 1993. E foi logo a Taça Libertadores da América. Na ocasião, ele era reserva de Zetti – isso porque o suplente imediato, Alexandre, havia morrido em um acidente de carro. Quatro anos depois, com a saída do então titular para o Santos, Ceni começou a escrever sua história como titular. No Morumbi, como dono da camisa 1, conquistou três Campeonatos Paulistas (1998, 2000 e 2005), um Supercampeonato paulista (2002), uma Taça Libertadores da América (2005) e três títulos brasileiros (2006, 2007 e 2008). Em todas, levantou a taça.

Além dos títulos, Ceni também alcançou outras marcas expressivas no estádio, como a realização do milésimo jogo de sua carreira, no ano passado, contra o Atlético-MG. Em 2012, foi no Morumbi que ele retornou ao time após sofrer a lesão mais grave de sua carreira, no ombro direito, que o afastou dos gramados por seis meses. O Cícero Pompeu de Toledo também poderá marcar a despedida do camisa 1 dos gramados. Com contrato até 31 de dezembro e sem ter o futuro definido, a última partida, por enquanto, é o clássico contra o Corinthians, no dia 2 de dezembro, pela última rodada do Brasileirão. Isso pode mudar caso o Tricolor se garanta na decisão da Copa Sul-Americana, marcada para o dia 13 do mesmo mês.

Rogério chegará ao jogo 500 em momento de ascensão do São Paulo. O time ocupa a quinta colocação na tabela do Campeonato Brasileiro e a torcida está animada pela contratação do meia Paulo Henrique Ganso, que chega do Santos. Embora tenha dito diversas vezes que o fato não será determinante, o presidente Juvenal Juvêncio e seus parceiros sabem que com uma vaga na Libertadores de 2013 será muito mais fácil convencer o goleiro a esticar sua carreira por mais um ano e continuar escrevendo uma das histórias mais vencedoras do futebol brasileiro.

Fonte: Globo Esporte

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