Comissão técnica multinacional do São Paulo pode mudar ainda mais

Quando os boatos sobre a contratação de Rogério Ceni para comandar o time do São Paulo começaram a virar notícia, poucos imaginavam no que acarretaria ter um dos maiores ídolos do clube à frente do time. Muitos ficaram receosos e outros aprovaram a ideia com fé de que esse seria o chacoalhão que poderia dar jeito na equipe. Mas a chegada do ex-goleiro pode representar muito mais do que tudo isso. Rogério Ceni pretende revolucionar a forma de conduzir o futebol no Tricolor do Morumbi e, para isso, terá ao seu lado dois auxiliares estrangeiros e cogita fazer ainda mais modificações na comissão técnica.

“Essas são as duas pessoas que trago comigo, e existe a comissão técnica fixa, que vai ser avaliada pela diretoria. E, se precisar, vamos fazer novos ajustes, traremos outros profissionais. Mas, por enquanto, são esses os meus nomes”, avisou, Ceni, logo em sua coletiva de apresentação.

O nome que corre mais perigo dentro do clube é o de José Mário Campeiz. O preparador físico tem sido contestado nos bastidores e pode acabar substituído por outro profissional. Por ora, chegam apenas o inglês Michael Beale e o francês Charles Hembert. A dupla, aliás, já foi muito elogiada pelo novo técnico são-paulino.

“O Michael foi uma indicação de um amigo que eu tinha, e pude passar um dia com ele no Liverpool. Ele é extremamente preparado para dirigir uma equipe profissional, mas tem um trabalho muito bom focado para a base, e diante disso, pensando no planejamento, seria importante para o desenvolvimento dos jovens”, explicou Ceni, ciente de que a língua pode atrapalhar um pouco essa adaptação.

“Ele me deu uma explicação de 1h30 sobre suas ideias, depois, no fim da tarde, assisti um treinamento dele. É um profissional pronto, com capacidade para lidar com garotos e jogadores de alto nível. Claro que tem o problema do idioma, mas ele já está estudando três horas de português por dia”, garantiu o maior goleiro artilheiro do futebol.

Já a posição de Charles Hembert será um pouco mais estratégica e não tão específica. Poliglota, o francês sequer ainda tem um cargo definido dentro da comissão técnica, mas é mais um com quem Rogério Ceni passou um bom tempo nos últimos meses e tem ideias compatíveis com a do ainda inexperiente técnico.

“Ele trabalhou com a Seleção Brasileira, na Copa América eu o conheci. Ele me acompanhou na Inglaterra no meu período de curso, fez também o curso. A princípio, o Charles vai ser uma sombra do Michael no campo, para facilitar a comunicação, porque temos que trabalhar em partes, faremos muitos trabalhos em partes. E sei que posso treinar uma parte do time, e entregar outra parte para esses profissionais”, disse o comandante.

“O Michael tem livros publicados sobre métodos de treinamento, em campo reduzido, então eu trago um profissional que já tem os curso que eu gostaria de ter, que vai me auxiliar, vai ter um intercâmbio de conhecimento, que vai me completar como treinador”, completou, convicto do que planeja para a próxima temporada.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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