Com dois gols de Pratto, São Paulo sofre, mas vence o São Bento

O São Paulo já tem um novo candidato a ídolo. Lucas Pratto precisou de dois jogos para cair nas graças da torcida e mostrar o quão importante ele pode ser para a equipe nessa temporada. O centroavante argentino correu, deu assistência de calcanhar, mostrou a determinação que agrada qualquer um no futebol e ainda marcou dois gols desta terça-feira, no estádio do Morumbi. A noite de Pratto, porém, assim como no último sábado, correu um sério risco de acabar com um sabor amargo, já que o São Bento endureceu o confronto, saiu na frente e chegou a empatar o placar depois de levar a virada. Um pênalti duvidoso sofrido por Chavez e convertido por Cueva aos 41 minutos do segundo acabou confirmando a vitória são-paulina por 3 a 2.

Os três pontos levam o Tricolor Paulista ao quinto jogo seguido de invencibilidade e aos 10 pontos no Campeonato Paulista após cinco rodadas, que lhe dão a liderança do Grupo B. Por outro lado, o time de Sorocaba, segue na lanterna do Grupo C e da classificação geral do Estadual, com apenas um ponto conquistado.

Mas, como Marco Aurélio Cunha costuma dizer, partida no Morumbi à noite, com pouco público e São Paulo muito favorito é sinônimo de problema. E mais uma vez a história se repetiu. Sonolento e desorganizado em campo, o Tricolor demorou para se encontrar. O São Bento, para o espanto de todos, começou bem o jogo e dando alguns sustos da ainda frágil defesa são-paulina.

E o que ninguém esperava aconteceu. Escanteio pela direita, Rodrigo Caio falhou e Pitty, de 1,90m, cabeceou sem chances para Sidão e abriu o placar. O gol atordoou os comandados de Rogério Ceni, que nos minutos seguintes repetiram os erros na saída de bola e deixaram os torcedores angustiados nas arquibancadas.

Aos poucos, o jogo do São Paulo foi encaixando. Demorou, mas engrenou. Muito por conta de Lucas Pratto. Na primeira finalização certa do time, aos 27, o argentino aproveitou cruzamento de Luiz Araújo e, de peixinho, empatou o duelo. A bola ainda bateu no travessão antes de entrar para dar mais plasticidade ao lance.

Antes do intervalo, o camisa 14 saiu da área para abrir espaço a Cícero, que infiltrou e por pouco não marcou o segundo. Na sequência, de novo Pratto mostrou que é mais do que um centroavante goleador. De calcanhar, o ex-jogador do Galo confundiu toda a zaga adversário e deixou Cueva livre para virar o jogo, mas o peruano desperdiçou uma oportunidade incrível antes do intervalo.

Na volta dos vestiários, o camisa 10 retribuiu a gentileza logo aos 2 minutos, mas Pratto, cara a cara com o goleiro, também falhou e retardou a virada, que a essa altura já se mostrava inevitável. Com fome de bola, o novo xodó da torcida tricolor se redimiu em seguida. Junior cruzou da esquerda e Pratto usou sua força para ganhar dos zagueiros no alto e cabecear sem chance para Rodrigo Viana.

Diferentemente da etapa inicial, o segundo tempo correu conforme as expectativas para o confronto antes da bola rolar. O São Paulo amassou o São Bento no seu próprio campo de defesa e, apesar de não viver uma noite muito inspirada ou criativa, criou algumas boas oportunidades de ampliar sua vantagem e ‘matar’ o jogo. Isso só não aconteceu porque Cueva estava ‘zicado’. O peruano teve mais duas chances claras no jogo, de frente para o gol. Uma parou na boa defesa de Viana e a outra carimbou o travessão do goleiro.

E a ineficiência por pouco não custou caro. No único contra-ataque que o São Bento conseguiu armar, Régis recebeu na esquerda, aproveitou a bagunça no setor defensivo do São Paulo, passou por Bruno, driblou Maicon e fuzilou Sidão. Um golaço e um verdadeiro balde de água fria no Morumbi.

Sorte do time da casa e de Cueva, que aos 41 minutos o árbitro Vinicius Furlan interpretou uma disputa por espaço entre Chavez e Pitty dentro da área como pênalti. Após uma mini-conferência na marca da cal, Cueva ignorou os pedidos da torcida por Pratto, bateu e decretou a virada do São Paulo e sua redenção no jogo. Nos minutos finais, a torcida da casa ainda passou agonia com um bate-rebate dentro da área são-paulina.

Agora, as duas equipes voltam a campo no sábado pelo Paulistão. A equipe de Rogério Ceni visita o Novorizontino às 19h30, no estádio Jorge Ismael de Biasi, enquanto o São Bento receberá o Red Bull mais cedo, às 17h00, em Sorocaba, no estádio Walter Ribeiro.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 3 X 2 SÃO BENTO

Local: Estádio Cícero Pompéu de Toledo, no Morumbi, em São Paulo
Data: 21 de fevereiro de 2017, terça-feira
Horário: 20h30 horas (de Brasília)
Árbitro: Vinicius Furlan
Assistentes: Rogério Pablos Zanardo e Daniel Luis Marques
Cartões amarelos: SÃO PAULO: Cícero. SÃO BENTO: Gabriel Santos, Denner, Pitty

Renda: R$ 339, 959,00.
Público: 14.011 torcedores

GOLS:
SÃO PAULO: Lucas Pratto, aos 27 minutos do 1T e aos 4 minutos do 2T. E Cueva, aos 41 minutos do 2T
SÃO BENTO: Pitty, aos 8 minutos do 1T, Régis, aos 31 minutos do 2T.

SÃO PAULO: Sidão, Buffarini, Rodrigo Caio, Maicon e Junior (Bruno); João Schmidt, Thiago Mendes, Cícero e Cueva (Araruna), Luiz Araújo (Chavez) e Lucas Pratto
Técnico: Rogério Ceni

SÃO BENTO: Rodrigo Viana; Leandro Melo (Magrão), Pitty, Gabriel Santos e Denner; Fábio Bahia, Itaqui, Giovanni (Rodrigo Dantas) e Régis Souza; Renan Mota e Guilherme Queiroz (Bebeto).
Técnico: Paulo Roberto Santos

 

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