Chuveirinho e cabeçada voltam a ser arma forte no São Paulo de Muricy

Uma característica que marcou a passagem vitoriosa de Muricy Ramalho no São Paulo tricampeão brasileiro (2006-2008) voltou a mostrar sua força nos últimos dias. Levantamentos na área e gols de cabeça têm sido a arma mais forte do ataque tricolor para balançar as redes de seus adversários. Isso ficou claro na vitória sobre o Criciúma, no domingo, quando os dois gols foram marcados dessa forma, por Edson Silva e Alan Kardec.

Mas não apenas lá. Nas últimas três partidas, o São Paulo marcou nove gols, cinco deles de cabeça. Edson Silva, Alan Kardec (duas vezes cada) e Antonio Carlos são os homens que aproveitaram sua boa estatura para chegar às redes e, algumas vezes, tirar a equipe do aperto.

Contra o Criciúma, o time estava empatando a partida em uma tarde pouco inspirada do cérebro criativo Paulo Henrique Ganso,e conseguiu chegar ao gol da vitória com um levantamento que Kardec soube completar bem.

Muricy tem aproveitado esse tipo de jogo porque dispõe, por um lado, de jogadores que batem bem na bola, como Michel Bastos e Hudson, e, por outro, atletas altos e com bom posicionamento para completá-los. Essa combinação faz dos chuverinhos uma jogada que leva bastante perigo às defesas adversárias.

Em sua passagem anterior, o técnico também tinha jogadores com essas características, e o trocedor deve lembrar de como os levantamentos na área eram usados como uma espécie de desafogo para momentos de pouca inspiração. Em 2014, ressalve-se, o São Paulo não é inteiramente dependente desse tipo de jogada como já foi no passado.

A boa fase de Michel Bastos, que costuma acelerar o jogo pelo meio, e a cadência de Paulo Henrique Ganso permitem ao time jogar também com a bola e os pés no chão.

Mesmo assim, o São Paulo  tem mostrado nos últimos jogos que há repertório suficientemente variado para balançar as redes. Quando não dá certo pelo meio, através da troca de passes rápidos que caracteriza a equipe neste Brasileiro, os jogadores não têm vergonha de apelar ao chuveirinho. Eles sabem que por ali o caminho pode ser mais curto.

Fonte: Uol

 

 

Nota do PP: não concordo com a matéria. Só publiquei para ser fiel ao sentido de agência do site. Mas, excepcionalmente, o jogo contra o Criciúma se resolveu assim. Mas o São Paulo tem dado muitos exemplos de toque de bola, tabelas rápidas e gols com bola trabalhada.

 

 

3 comentários em “Chuveirinho e cabeçada voltam a ser arma forte no São Paulo de Muricy

  1. gol é gol, independe de como foi a jogada. Depois, o cruzamento que o Ademilson fez para o Kardec foi uma jogada pela lateral não um chuveirinho clássico, aquele que é levantado na área adversária de qualquer lugar do campo. Bora, com chuveirinhos e chuveirões, pra libertadores 2015!

  2. Bons tempos os dos agora tão criticados chuveirinhos de Getúlio para Serginho Chulapa.

    Bons tempos os dos tão criticados chuveirinhos de 2006/07/08

    Que os jornalistas torcedores dos adversários chorem da “jogada feia”: prefiro comemorar e vitórias e títulos

  3. O UOL é um site parcial e medíocre. Por isso as pessoas não leem mais. Se não é o time que tem o futebol mais bonito aliado à competitividade, é no mínimo um dos melhores.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*