Na última terça-feira, em reunião realizada no Morumbi, o presidente Carlos Miguel Aidar oficializou as mudanças na diretoria antecipada há 20 dias pelo Tricolornaweb. Entre as saídas promovidas pelo mandatário, João Paulo de Jesus Lopes se despediu da diretoria após 13 anos consecutivos de trabalho no clube e viu a vice-presidência de administração e finanças ficar com Osvaldo Vieira.
Em entrevista ao Lance, João Paulo assegurou que sua saída não tem relação com os problemas políticos de Aidar com o ex-presidente Juvenal Juvêncio. O ex-dirigente diz ter a mesma amizade com os dois adversários políticos e atribuiu a saída do Morumbi à incompatibilidade de horários com a empresa em que trabalha.
– Há várias semanas, procurei o Aidar para dizer que não estava conseguindo compatibilizar minhas funções profissionais com as do clube. Tinha dificuldades de trabalhar com a regularidade que o cargo exige. Antes, como vice-presidente de futebol (cargo perdido para Ataíde Gil Guerreiro ano passado) ia de manhã ao CT, quando as coisas acontecem. Na administração isso é difícil, até pela geografia. Do meu trabalho para o CT eram 15 minutos. Para o Morumbi, era uma hora – reclamou Jesus Lopes.
O adeus do cartola acontece após mais de 30 anos de contato direto com o São Paulo. Ele conta com orgulho que o pai se tornou sócio do clube ainda em 1942, que trabalhou como diretor adjunto de futebol entre 1981 e 1990, que é conselheiro vitalício e que participou das principais contratações do Tricolor nos últimos anos. Frustrações e erros? Jesus Lopes simplesmente omite, prefere contar as glórias. E sustenta a versão de que saiu por opção do Morumbi, contra a vontade de Aidar.
– Ele relutou, disse que gostaria que eu ficasse. Temos uma relação boa de 40 anos, mas não posso continuar. Ele até me convidou para ser diretor, assessor, consultor, mas não dá. Se precisar de ajuda, ajudarei com prazer. Não saí por politicagem ou problema com Juvenal. Fico honrado por tudo o que fiz – completou João Paulo de Jesus Lopes.
Confira bate-papo com João Paulo de Jesus Lopes:
O senhor sai com alguma mágoa após tantos anos no clube?
Fui diretor financeiro, diretor de planejamento, o primeiro da história do clube, diretor de futebol e vice-presidente de futebol entre 2002, na chegada do Marcelo Portugal Gouvêa e o último mandato do Juvenal Juvêncio. Foi um período muito bom, sem mágoas. São só alegrias pelo que conquistamos nesses 13 anos. São vários títulos de importância, como o tri brasileiro, Libertadores, Mundial, Sul-Americana, Paulistão. Foram conquistas que me deixaram alegre. Frustrações só tenho por algumas competições que perdemos.
Nem por contratações erradas feitas pela diretoria?
Contratação é algo subjetivo. Jogador por ir bem em um clube e ir mal no outro. Acontece. E era algo que me deixava insatisfeito, óbvio. Mas, no todo, tivemos mais sucessos do que insucessos. Lembro grandes nomes que participei, como Luizão, Amoroso, Adriano Imperador, Pato. No passado, como diretor adjunto de futebol, me marcou muito a promoção do Müller e do Silas, fiz o primeiro contrato deles. Estive na contratação do Raí, do Gilmar Rinaldi, do Careca, do Pita…
Se sempre teve sucesso, porque sair neste momento?
Como falei, ocupo cargos desde 1981. Já dei minha contribuição. É importante ter oxigenação com novos diretores. Sou conselheiro vitalício, torcedor, vou continuar sempre próximo. Meu pai foi sócio, meu filho e neto já são, É muita satisfação de poder ter ajudado o time do coração, algo que herdei do meu pai.
Fonte: Lance
Veja bem…
Já foi tarde!
Graças a Deus foi embora.
Um peso morto no São Paulo FC.
Esse jesuis, na’o e’ mesmo o verdadero.
So’ e’mesmo, un falastra’o.
Foi tarde.