Cañete vira opção no São Paulo e entra em disputa por vaga de Lucas

Um ano e meio após chegar ao São Paulo, Marcelo Cañete, aos 22 anos, finalmente fez valer a expectativa por sua contratação. Na ponta direita durante o segundo tempo contra o Mirassol, virou opção para substituir Lucas, mas ainda terá que esperar para ter chance como titular. O começo de 2013 poderia ter sido diferente caso Eduardo Vargas, velho rival do argentino, não tivesse frustrado o Tricolor.

Cañete e Vargas se conheceram em 2011, no Chile. Enquanto o argentino se destacava pela Universidad Católica na Libertadores, o chileno era o protagonista na arquirrival Universidad de Chile, time sensação da América do Sul daquele ano, campeão da Sul-Americana sob o comando do técnico argentino Jorge Sampaoli.

No São Paulo, 2013 poderia não ter começado tão bem para Cañete caso o clube tivesse concretizado o empréstimo de Vargas, que acabou indo para o Grêmio. A diretoria queria o chileno para ocupar a vaga deixada por Lucas, na ponta direita – posição em que Cañete entrou contra o Mirassol, à qual agora é postulante. No sábado, ele fez seu segundo jogo no Morumbi (quarto pelo clube), e saiu satisfeito.

– Foi minha estreia no Morumbi. No outro jogo, entrei poucos minutos. Consegui entrar bem, foi um jogo difícil. Joguei em uma posição que já tinha atuado no Boca. Consegui acertar uma bola na trave e volto para casa feliz – disse ao site oficial. Em 2011, ele atuou no estádio por 15 minutos, contra o Fluminense

Apesar dos elogios de Ney Franco após a partida, Cañete terá que esperar para ser escalado entre os 11. A comissão técnica e os preparadores físicos avaliam que ainda falta ao argentino força muscular nas pernas, decorrente do tempo em que ficou parado, em recuperação. Assim, por ora, ele será opção para o segundo tempo.

Em 2011, o meia argentino chegou ao São Paulo com problemas musculares na perna direita que não o deixaram jogar, e resultaram em grave lesão no joelho. O ano passou, e 2012 serviu apenas como recuperação. Neste ano, ele pôde fazer a pré-temporada com o elenco, e já começa a colher os frutos.

Para Ney Franco, Cañete não é meia

Se Ney Franco pensava, no meio da semana passada, que poderia testar Cañete na ponta direita, agora já vê que o elenco pode ter ganhado um substituto para Lucas.

O técnico tricolor diz que, quando chegou ao clube, Cañete lhe foi apresentado como um meia, mas que já o vê como um atacante que pode jogar pelas laterais:

– Eles me colocaram que Cañete era um meia, mas ele é mais um atacante, no tempo que vi trabalhar. Já começa a ganhar uma peça para jogar nessa função – disse o treinador após a vitória sobre o Mirassol, no sábado.

Ney Franco já disse que quer manter o esquema no 4-2-3-1, mesmo sem reposição após a saída de Lucas, e citou até que Douglas, Ademilson, Wallyson e Aloísio também devem ser testados na posição, além do argentino.

Negueba, que sofreu lesão no joelho direito e já passou por cirurgia, era outro capaz de jogar na ponta, mas só voltará aos campos no segundo semestre.

R$ 4,5 milhões, lesões e poucos jogos…

Julho de 2011: Cañete é contratado pelo São Paulo, que paga US$ 3 milhões (R$ 4,5 milhões, na época) para tirá-lo do Boca (ARG) após se destacar enquanto esteve emprestado à Universidad Católica (CHI). Chega com problemas musculares na perna direita.

Agosto de 2011: Meia argentino estreia pelo São Paulo contra o Fluminense, joga por 15 minutos, mas sente a lesão muscular na perna direita, e para por um mês.

Outubro de 2011: Volta em jogo contra o Vasco, torce o joelho direito minutos após entrar em campo, rompe o ligamento cruzado posterior e tem de passar por cirurgia.

Agosto de 2012: Dez meses após a cirurgia, volta aos treinos, mas ainda demora para recuperar condicionamento físico.

Novembro de 2012: Atua, sem brilho, no jogo contra a Ponte Preta. Também contra o Corinthians.

Fonte: Lance

Um comentário em “Cañete vira opção no São Paulo e entra em disputa por vaga de Lucas

  1. 15 minutos é muito pouco para sinalizar se ele de fato é uma alternativa para jogar na beirada. Contudo, uma coisa é certa, com Ganso e Jadson será difícil obter um ajuste adequado para o time. Na minha opinião, melhor seria retornar ao 3/5/2. Eu jogaria com uma linha de 3 (Tolói, Lúcio e Rodolpho), nas alas Douglas e Cortez, no centro Denilson, Wellington e PH Ganso, com LF e Oswaldo na frente. Com essa formação, o Douglas, teria mais liberdade para ocupar o espaço que era do Lucas e também ganharíamos uma consistência defensiva das melhores. Penso que P.Miranda, Jadson e Cañete devem permanecer apenas como opção, juntamente com Aloisio e Casemiro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*