Brindes, bate-boca e ‘Juvenetes’: os bastidores da eleição de Aidar

Alguns fatos que aconteceram entre a descoberta da desistência do oposicionista Kalil Rocha Abdalla, por volta das 18h, e o anúncio às 22h de que Carlos Miguel Aidar estava eleito para suceder Juvenal Juvêncio com 133 votos favoráveis entre 140 presentes acabaram escondidos pelo resultado do pleito que definiu o novo presidente do São Paulo, na noite de quarta-feira. No salão nobre do Morumbi houve entrega de brindes, discussões ríspidas entre os envolvidos, piadas como provocações e até tietes de Juvenal.

Ex-diretor entrega brindes

 

Guilherme Palenzuela/UOL

 

Os brindes ficaram por conta do ex-diretor de relações internacionais Carlos Caboclo. Ele distribuiu ao longo da cerimônia artefatos infláveis com a cor amarela, que representa a Avança São Paulo, chapa de Aidar, além de estojos estilizados com o nome do candidato da situação e recipientes de plástico.
Após o fim da votação, o próprio Caboblo pegou algumas das caixas que continham os brindes e as colocou no meio do salão nobre do Morumbi. Abriu uma delas, sobre a outra, e começou a distribuir os brindes com suas próprias mãos. Segundo ele, foram alguns itens que sobraram da cerimônia do último dia 5, no clube, na qual se elegeram os 80 novos conselheiros. Mais cedo, no início da cerimônia, o ex-presidente do conselho deliberativo José Carlos Ferreira Alves afirmou que quem quisesse brindes deveria procurar Carlos Caboclo, hoje conselheiro.
Bate-boca e provocações
Houve dois diálogos mais intensos durante a noite no Morumbi. O mais ríspido foi entre o próprio Carlos Miguel Aidar e o líder da oposição Marco Aurélio Cunha, antes do início da votação. Aidar atacou Cunha pelo boicote da oposição, que retirou a candidatura para não ir à reunião e barrar a votação da cobertura e modernização do Morumbi, marcada no mesmo edital. Aidar atacou Cunha e afirmou que a oposição fará com que o São Paulo tenha “a 4ª arena de São Paulo”, em referência aos estádios de Palmeiras, Corinthians e do Pacaembu.
Outro diálogo mais intenso foi entre o candidato de oposição Kalil Rocha Abdalla e João Paulo Juvêncio, que é filho de Marco Aurélio Cunha e neto de Juvenal Juvêncio – Cunha é ex-genro de Juvenal. “Ele me pediu para que eu votasse a favor da cobertura”, disse Abdalla, ao UOL Esporte, após o diálogo. O neto de Cunha não concordou com o boicote.
A provocação dos aliados de Aidar que mais foi ouvida durante a festa foi entre a oposição de Kalil Rocha Abdalla e o time do Tigre, da Argentina, que na final da Copa Sul-Americana de 2012, contra o São Paulo, no Morumbi, desistiu de jogar o segundo tempo e não voltou dos vestiários no intervalo acusando funcionários do clube de agressão. O próprio Aidar citou o episódio.
‘Juvenetes’

 

Guilherme Palenzuela/UOL

 

Houve mulheres uniformizadas com as cores de Aidar, mas quem atraiu a atenção da ala feminina durante o evento foi Juvenal Juvêncio. O agora ex-presidente do São Paulo abraçado intensamente pela maioria das mulheres que foi ao salão nobre do Morumbi e se divertiu com o assédio. Apesar de quase todas serem esposas ou parentes de conselheiros do clube, Juvenal sorriu e aceitou posar para uma foto com a ala feminina.
Fonte: Uol

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