Após recusar R$ 17 mi, São Paulo recua em renovação de Osvaldo

A diretoria do São Paulo recebeu propostas de 6 milhões de euros (R$ 17 milhões, na época), em maio, para vender Osvaldo. Recusou e falou em aumentar os salários do atacante para prevenir o assédio de clubes europeus. O clube tentava repelir os interessados de levarem o melhor jogador do time, que disputava vaga na Seleção Brasileira e mantinha regularidade de ótimas atuações. Quatro meses depois, o cenário sofreu mudança completa. Osvaldo não é mais titular, perdeu espaço na Seleção e não terá o contrato renovado.

A diretoria admite que tinha o interesse de aumentar os salários do jogador após recusar as propostas. As ofertas de 6 milhões de euros foram dos ucranianos Shakhtar Donetsk e Metalist Kharkiv. O novo contrato seria uma forma de manter satisfeito o melhor jogador do time durante o início do ano.
Hoje, os dirigentes avaliam a situação de outra forma. Osvaldo não marca um gol desde fevereiro, e teve queda brusca de rendimento desde uma lesão no quadril sofrida em maio, após as primeiras convocações de Luiz Felipe Scolari para a Seleção Brasileira. Com Paulo Autuori, virou reserva. No último domingo, o jovem Ademilson começou como titular.
A cúpula são-paulina crê que um novo contrato e salários maiores, agora, poderiam fazer com que o jogador se acomodasse. Por isso, prefere esperar uma nova boa fase para voltar a conversar. O clube mantém que não deseja negociá-lo, e diz não estar arrependido de ter recusado as propostas – usa como argumento que não precisaria do dinheiro após a venda de Lucas ao Paris Saint-Germain, por R$ 117 milhões.
Na pior fase desde a ascensão com Ney Franco, Osvaldo deverá voltar à equipe titular no próximo domingo, em jogo contra o Botafogo, no Maracanã, pelo Brasileirão. Luis Fabiano e Aloísio estão suspensos pelos cartões amarelos recebidos contra o Fluminense, e o técnico Paulo Autuori já afirmou que Osvaldo ganhará vaga. Uma boa atuação poderá significar o primeiro passo para voltar à boa fase e receber um novo contrato.
Fonte: Uol

2 comentários em “Após recusar R$ 17 mi, São Paulo recua em renovação de Osvaldo

  1. Digamos que ele está colhendo o que plantou. Ficou sem títulos pelo clube, fora da seleção e agora fora do time titular do São Paulo.
    Foi uma sequência lógica pelo que fez em campo (e fora dele).
    Não sei, mas para mim deu a impressão que ele ficou vislumbrado com o ambiente da seleção e achou que fazia parte dele, se precisar fazer mais nada.
    De uma hora para outra, parou de partir para cima dos adversários como se para evitar choques e contusões, que poderiam tirá-lo da seleção.
    O auge de suas omissas atuações foi no jogo contra o Atlético-MG aqui no Morumbi quando perdermos de virada. Com o lateral deles amarelado no começo da partida, e nosso time com um jogador a menos, Osvaldo, de forma covarde, sumiu do jogo e não fez uma jogada sequer para cima do lateral deles na tentativa de cavar o segundo amarelo do jogador atleticano. Parecia com medo do violento lateral atleticano. Enquanto isso, o pequeno Bernard, seu oponente em convocações para a seleção, naquele jogo, já havia cavado a expulsão do brucutu Lúcio.
    Nada mais justo que Bernard fosse convocado no lugar dele.
    No jogo seguinte tomou um encontrão do jogador dos time dos gambás e saiu de campo com 10 minutos com uma contusão no ombro. Nem voltou a Belo Horizonte para o segundo jogo. Pode? Será que ficou com medo do Marcos Rocha?
    Fico aqui pensando, que jogador do anos 70 do São Paulo, ou do time campeão de 92 e 93, deixou de participar de uma partida importante por contusão? Todos sabemos que exceto por fratura ou estiramento grave, todas as demais contusões não impedem os jogadores de atuar. Existem medicamentos para atenuar a dor.
    Claro que existe um risco de agravamento da contusão, mas qual jogador não iria querer participar do jogo mais importante da vida dele no ano?
    Hoje em dia, principalmente nesse time atual do São Paulo, percebo que a maioria prefere não jogar.
    Por isso, para mim, Osvaldo é a cara do atual time do São Paulo: omisso, sem comprometimento e fraco de personalidade.

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