Almejando ser multicampeão, Jadson realiza sonho na Bombonera

Se a camisa do São Paulo pesa em grandes finais internacionais, imagina a de número 10. É com ela que Jadson entrará em campo nesta quarta-feira em um estádio histórico, em uma partida que pode entrar para a história do clube e realizar o sonho de uma das maiores contratações que o Tricolor já fez para seu elenco.

O desejo e o objetivo de ser campeão logo no primeiro ano de São Paulo começarão a ser decididos às 21h50 (horário de Brasília), em La Bombonera, contra o desconhecido Tigre (ARG). (com transmissão em tempo real pelo LANCE!Net), no jogo de ida da final da Sul-Americana.

Pressão que Jadson administra com serenidade. E vontade. Vontade de ser multicampeão pelo Tricolor.

– Eu vim para cá para conseguir títulos, como consegui na Ucrânia e espero repetir aqui no São Paulo. E não só uma Sul-Americana, mas também um Brasileiro, uma Libertadores. Vamos trabalhar para o São Paulo estar sempre em alto nível – afirmou o meia, ao LANCE!Net, na terça-feira, no hotel onde a equipe está concentrada, em Buenos Aires.

Assim como toma conta de todos os são-paulinos, a ansiedade também é sentida pelo meia. Ainda mais pelo fato do jogo ser realizado em um estádio especial. La Bombonera mexe com os jogadores e hoje será a primeira vez de Jadson no local.

E o camisa 10 não viajou para ser só mais um. Além de organizar o time, ele é o vice-artilheiro do São Paulo, com dois gols. O meia já teve a sensação de balançar as redes em terras Argentinas e quer repetir:

– No jogo contra o Paraguai, pela Copa América, fui titular e fiz um gol. É uma lembrança boa. Gosto desse país, espero repetir o gol que fiz, agora, na Sul-Americana. Jadson era para ter jogado na Bombonera no Superclássico das Américas, mas a semifinal da Sul-Americana o impediu. Com isso, ficou sem a medalha, mesmo tendo jogado no Brasil. Hoje não terá medalha, mas ele pode deixá-la mais perto para a semana que vem.

Ganso? Jadson confia em bom momento

Jadson já disputou com Ganso, na Copa América de 2011, a posição no meio de campo da Seleção Brasileira. Agora, no São Paulo, à medida que o ex-santista vai pegando entrosamento, e jogando melhor, haverá uma reedição da competição entre a dupla. Para Jadson, nenhum problema. O camisa 10 tricolor confia no bom momento que vive atualmente, e crê que ambos podem ajudar a equipe.

– O Ganso é um grande jogador. Mas estou tranquilo, estou fazendo um bom trabalho, tenho a confiança do Ney, a confiança da torcida, diretoria. Importante mesmo é o São Paulo sair ganhando e vai ganhar porque o Ganso é um grande jogador, veio para ajudar. Também estou em um bom momento e espero que nós dois possamos ajudar a equipe – afirmou Jadson.

No último domingo, Paulo Henrique Ganso teve boa atuação no clássico contra o Corinthians, no Pacaembu – o São Paulo atuou com um time formado por reservas. Na partida, o camisa 8 deu duas assistências, para Douglas e Maicon, e mostrou, pela primeira vez, o bom futebol que justificou sua contratação em setembro. Em 2013, sem Lucas no elenco, Jadson e Ganso podem ter chances de atuarem lado a lado entre os titulares do Tricolor.

Jadson na Copa América de 2011

Convocações
Passou a ser convocado e utilizado pelo ex-técnico da Seleção, Mano Menezes, em amistosos antes da Copa América de 2011. Participou dos jogos contra França, Escócia e Romênia antes do torneio.

Melhor momento
Atuou em uma única partida na Copa América, na Argentina, contra o Paraguai, ainda pela fase de grupos do torneio. No empate em 2 a 2, vestindo a camisa 20, começou como titular ao lado de Paulo Henrique Ganso, então meia do Santos, e marcou um gol.

Esquecimento
Na mesma partida, contra o Paraguai, recebeu um cartão amarelo ainda no primeiro tempo, passou perto de ser expulso, e foi substituído por Elano no intervalo. Depois, não atuou em outras partidas na competição, e deu lugar a Robinho. Após o fim da participação do Brasil na Copa América, não foi mais lembrado em outras convocações.

Jadson, em entrevista exclusiva ao LANCE!Net, no hotel, em Buenos Aires (ARG)

‘Chegar a uma final no primeiro ano é sinal de que o trabalho é bem feito’

A pressão de jogar uma final pelo São Paulo é grande. É maior ainda em cima do camisa 10?
Com certeza. Sempre tem uma pressão, mas já estou acostumado. Vai fazer um ano que estou aqui no São Paulo e sempre existe a  cobrança, mas vou dar o meu melhor para fazer um grande jogo.

Ansioso para o que pode ser seu primeiro título pelo São Paulo, logo em seu primeiro ano de clube?
Expectativa enorme. Estou muito feliz por chegar a uma final no meu primeiro ano, sinal de que o trabalho foi bem feito. Acho que no primeiro semestre faltou um pouco de entrosamento da equipe, no segundo semestre encaixamos e conseguimos bons resultados. Fruto disso é a final. A gente tem de aproveitar e conseguir esse título para deixar toda a torcida feliz.

Já esteve  na Bombonera?
Essa será a minha primeira vez, estou ansioso para jogar lá. Só vi a Bombonera pela televisão e agora vou ter a oportunidade de jogar lá. Espero que eu possa fazer uma boa partida, para voltar com o resultado positivo para São Paulo.

É um estádio que muitos jogadores sonham em jogar. Com você também é assim, sonhava com isso?
Eu tinha curiosidade de conhecer. É um estádio que todo mundo fala que há uma grande pressão da torcida, estou curioso para conhecer. Eu tive a oportunidade de conhecer outros estádios na Europa, que eu também sempre quis jogar.

Você jogou o primeiro jogo do Superclássico, mas não o segundo. Ganhou medalha pelo título?
Eu não ganhei não. Acho que o pessoal também não ganhou não. Na verdade, nem perguntei (risos).

Acha injusto pelo fato de você, Lucas, Luis Fabiano e Rhodolfo terem jogado o primeiro jogo?
É tranquilo. Acho que a gente ficou fora do segundo jogo por uma causa boa, para ajudar o São Paulo na Sul-Americana, um jogo de semifinal. Nós conseguimos nosso objetivo pelo São Paulo. Pena que ficamos fora da Seleção pelas datas, mas isso faz parte.

Fonte: Lance – Foto: Vipcomm

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