Aliados de Juvenal rebatem Kalil por tentar união: “Não há consenso”

O grupo aliado do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, não irá concordar com a proposta informal de “candidato único e de consenso”, apresentada por Kalil Rocha Abdalla, candidato à presidência pela oposição e ex-diretor jurídico. A situação mantém o embate, disse isso pessoalmente ao oposicionista na reunião do Conselho Deliberativo, na última quinta-feira, e rechaça a possibilidade de apoiá-lo para compor uma chapa única.

A última reunião foi longa e se estendeu das 20h até o início da madrugada de sexta-feira. O vice-presidente de comunicação e marketing, Julio Casares, e o conselheiro vitalício e ex-diretor do clube dos 13, Ataíde Gil Guerreiro, discursaram pela situação. O foco do debate foi a manutenção do isolamento do grupo de Juvenal Juvêncio após o lançamento de Abdalla como candidato na oposição.
“Não existe consenso e já avisei a ele. Disse no Conselho que quem estiver ao lado dele está fora, não está conosco. Não existe consenso. Ele é oposição. Ele poderia ser indicado pela situação e perdeu a chance. Pré-candidato de situação que é Leco e Natel poderiam estar atrás dele. Uma pena, agora vai ficar sem apoio. Pessoa séria, que eu respeito muito, mas fica sem apoio”, fala Ataíde Gil Guerreiro.
Juvenal Juvêncio ainda não definiu candidato para sua sucessão e não anunciará o nome antes de dezembro. O presidente se vê em meio à maior disputa política dos últimos anos no São Paulo, tem dificuldade para indicar um nome e não quer queimar possibilidades antecipando o anúncio. O vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e o vice social Roberto Natel são os favoritos.
Na oposição, o ex-superintendente Marco Aurélio Cunha retirou a pré-candidatura para apoiar Kalil, com quem se candidata à vice-presidência de futebol. Cunha trabalhou com Marcelo Portugal Gouvêa até 2006 no clube e ficou com Juvenal Juvêncio até o fim de 2010. Deixou o cargo alegando falta de autonomia para trabalhar. Agora, tem chance de voltar a comandar o futebol do São Paulo, o que incomoda membros da situação.
“Quando você faz um bolo, você coloca ingredientes. Eles [oposição] estão dividindo o bolo antes de colocar os ingredientes, antes de fazer o bolo. Falam em Marco Aurélio como vice-presidente de futebol, mas ainda nem chapa têm para a candidatura. O presidente primeiro tem de se eleger”, diz Julio Casares, que também rechaça a possibilidade de apoio e fecha as portas do grupo para o oposicionista: “Kalil é um candidato de oposição, sem dúvida nenhuma. Jamais de consenso. Como pode ser de consenso se saiu da nossa diretoria jurídica? Não há mais a menor relação da situação com ele”.
Abdalla foi diretor jurídico na gestão de Carlos Miguel Aidar, entre 1984 e 1988, voltou com Marcelo Portugal Gouvêa, em 2002, e permaneceu até agosto desse ano. O desligamento aconteceu há duas semanas, seguido do lançamento da candidatura. Em entrevista ao UOL Esporte, o ex-diretor jurídico afirmou que trabalha com a hipótese de ter apoio também da situação e se eleger como candidato único, com a possibilidade de dividir a gestão com seu antigo grupo se houver composição de chapa.
Fonte: Uol

2 comentários em “Aliados de Juvenal rebatem Kalil por tentar união: “Não há consenso”

  1. Nem dá para ter consenso. Quem em sã conciencia apoiaria ADALBERTO BATISTA como diretor um mês depois de sair escurraçado do SPFC?
    Como ter consenso com esta diretoria?

  2. Apesar de ser contra a situação que preside o clube, gostei da atitude, será uma grande prova para Kalil provar se ele é realmente tudo aquilo que imagina ser.

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