Ainda em silêncio, Penalty planeja contra-ataque ao São Paulo

O silêncio da Penalty diante das reclamações do São Paulo nos últimos dias pode ser quebrado em breve com forte contra-ataque. A marca brasileira está irritada com a postura dos dirigentes do Tricolor, a quem atribui a culpa pelo vazamento de informações, e já pensa em como responder.

Na última segunda-feira, o LANCE!Net publicou informação de que o São Paulo conseguiu antecipar o fim do contrato de fornecimento de material esportivo para fevereiro de 2015. No mesmo mês, o clube pretende dar início às operações com a nova parceira, a Under Armour. A notícia deixou a cúpula da Penalty indignada e mobilizada por um contra-ataque.

A empresa administrada pelo Grupo Cambuci reclama que o time do Morumbi não tem respeitado as cláusulas de sigilo do contrato de parceria e assegura não ter conhecimento do fim antecipado do vínculo. Apesar disso, a principa preocupação da marca é com os efeitos provocados pelo vazamento de tais informações, como a queda nas vendas dos produtos feitos para o Tricolor.

Na última sexta-feira, foi lançada a camisa especial de Rogério Ceni, uma das razões para o estopim da crise entre marca e clube. Já neste fim de semana, a linha de 2015 da Penalty deve aparecer pela primeira vez no jogo contra o Sport. Está combinado que a partida de domingo na Arena Pernambuco será a primeira com as novas camisas, mas ainda não há definição sobre qualquer evento para divulgação do material.

A justificativa é que não há clima para uma cerimônia compartilhada. No lançamento da camisa de Ceni o constrangimento ficou evidente no CT da Barra Funda. Pessoas ligadas à Penalty falam que a empresa estuda medidas judiciais contra o São Paulo e tenta a qualquer custo descobrir se o clube tem vazado informações de propósito para conseguir encerrar a parceria e assinar com a Under Armour nos próximos dias.

Fonte: Lance

3 comentários em “Ainda em silêncio, Penalty planeja contra-ataque ao São Paulo

  1. Realmente essa atitude do SPFC é antiética, desonra o nome da marca São Paulo Futebol Clube.

    Se querem encerrar o contrato, que pague a multa de rescisão e pronto, essas atitudes são indignas para um clube com a história do SPFC.

  2. Não estou por dentro dos acontecimentos (nem poderia, já que não sou parte), mas me estranha muito o comportamento da diretoria do S.Paulo.
    Existe em contrato em vigor e nele, com certeza, já que deve ter sido elaborado por profissionais muito bem remunerados, existe as cláusulas em que é possível sua quebra: quer por seu descumprimento por alguma das partes, quer por unilateralidade, quando deve-se cumprir com alguma compensação, geralmente financeira.
    Se estão no contrato as formas de descontinuidade e alguma delas foi descumprida pela empresa parceira, o clube teria simplesmente que denuncia-la e usar o fato para por fim ao contrato sem maiores discussões e “tocar a vida”. Se o clube está descontente com o serviço prestado mas este fato não fere nenhuma das cláusulas citadas, cumpra seu compromisso e “seguir a vida”.
    Mas no SP as coisas parecem não acontecer assim. Vive-se criticando publicamente a parceira acarretando prejuízo financeiro a ambos e prolongando o mal estar geral, sem contar o risco de serem processados civilmente por atos ou omissões que pode aumentar muito o prejuízo do negócio.
    Alguém lá atrás, num determinado momento, achou que o negócio seria muito bom para o clube e firmou o compromisso. Pode ter errado, mas era o que melhor se apresentava para aquela ocasião.
    As agressões gratuitas impetradas, como o desmerecimento com os produtos e até com o fato de o presidente preferir se vestir com a concorrência em uma reunião entre as partes, de nada ajudam o negócio; e ainda passam, como passaram a mim, a impressão de arrogância e desafio.
    O mundo está “virado” e talvez eu esteja fora da moda, mas o SP para o qual comecei a torcer desde tenra infância, não procedia desta forma; por isso sempre foi considerado de elite e não por ter seus torcedores oriundo da classe alta: não era dinheiro, mas o comportamento da diretoria, dos associados e de seus torcedores que o diferenciavam.
    Hoje, infelizmente, nivelamos por baixo; e este imbróglio apenas ajuda a perder a esperança de melhores momentos…
    O fato do Rogério Ceni proceder como procedeu, também pouco ajudou.

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