Advogado do São Paulo espera pena de quatro jogos para Fabuloso

Por conta da expulsão contra o Atlético-MG, no último dia 17, o atacante Luis Fabiano será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na tarde desta terça-feira em razão dos xingamentos – relatados em súmula – dirigidos ao árbitro Elmo Alves Resende Cunha.

O camisa 9 foi enquadrado nos artigos 258 (desrespeito) e 243 (ofensa à honra). Caso seja confirmada a pena em ambos, o atacante poderá pegar um gancho de até 12 partidas (máximo de seis para cada artigo).

 

No entanto, o advogado do São Paulo no caso, Carlos Portinho, está confiante de que Fabuloso não vá pegar uma pena muito “pesada”, mas nega qualquer possibilidade de pedido de absolvição do atleta.

– A procuradoria denunciou o atelta em dois atos: desrespeito e ofensa. Entendemos que ele praticou um único ato. Deve responder apenas pela conduta desreipeitosa. Não vamos pedir absolvição, porque o próprio São Paulo considera a atitude errada. Tentaremos a pena mínima – disse Portinho.

Ainda, o advogado acredita que, salvo de um dos artigos, o jogador deve ser desfalque por, no máximo, quatro jogos e ressalta que, apesar da grande repercussão, o caso não deve receber “exclusividade”.

– Na pior das hipóteses ele pega quatro partidas. Essa questão é porque é Luis Fabiano, gera repercussão maior. Não podemos nos distanciar da realidade do futebol brasileiro, da origem dos nossos atletas, do grau de instrução deles. Tem de entender a linguagem do futebol. Houve exagero? Possivelmente sim. Porém, o caso dele não deve ser tratado diferentemente do de outros atletas – completou.

Luis Fabiano não deverá estar presente no julgamento.
Nota do PP: É interessante esse tribunal. Luis Fabiano, porque xingou o árbitro, pode tomar 12 jogos de suspensão. Se receber quatro ficará de bom tamanho, segundo o próprio advogado. Emerson Sheik, ano passado, pisou no pescoço de um jogador durante o Campeonato Brasileiro, não foi expulso e recebeu um jogo de punição. Ou seja: pisar no pescoço pode. Ofender o juiz, não.

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