Animado com Ceni, Cícero quer títulos no São Paulo para encerrar jejum

Cícero está animado para participar da nova etapa da carreira do agora técnico Rogério Ceni. Companheiro do ex-goleiro na última passagem pelo São Paulo, de 2011 a 2012, ele foi apresentado nesta segunda-feira, em Bradenton, e falou em buscar títulos. Ele vestirá a camisa 8.

A sede por troféus no Tricolor tem duas motivações. Individualmente, o meia coloca a meta de conquistar taças todo ano. Coletivamente, ele lembra que o clube do Morumbi não ganha campeonatos desde a Sul-Americana de 2012, quando ele estava no São Paulo. Agora, depois de sair do Fluminense e assinar até o fim de 2018, ele quer encerrar o jejum de quatro temporadas.

– O Rogério sabe que vou ajudar como ele precisar, o mais importante é o São Paulo vencer. São quatro anos desde o título da Sul-Americana. O São Paulo é muito grande para isso. Saí do conforto do Rio de Janeiro, minha esposa é de lá. Mas jogador não pode ficar em zona de conforto. Tenho desafios, quero sempre ganhar títulos a cada ano. Esse é o pensamento – disse.

Indicado por Ceni, Cícero falou sobre a conversa que teve com o ídolo do São Paulo antes de assinar contrato por dois anos.

 – O Rogério na linha de raciocínio dele fala o que quer para o time. Ele liga para ver se você consegue se adequar no que ele quer. A ligação dele com o São Paulo é indiscutível. É um mito. Vou ser sincero: estou muito feliz com esse novo desafio dele. É um cara vitorioso, e por que não ser vitorioso como treinador também? Imagina no fim do ano todos se abraçando com títulos? É uma satisfação enorme. Vai juntar o útil ao agradável. Somos muito abaixo do que ele representa para esse clube – afirmou.

O jogador polivalente de 32 anos disse preferir atuar como volante, mas não descarta ajudar no time de Ceni em outras posições. Tudo dependerá, segundo ele, do encaixe dentro de campo.

Confira a entrevista de Cícero na sua apresentação de volta ao São Paulo:

O RETORNO

– É um prazer enorme vestir essa camisa de novo. Nas férias, quando soube do interesse, fiquei motivado. Estava pensando que participei do último título do São Paulo. Este ano vai brigar lá em cima, forte, e tenho desejo de levantar um troféu para minha carreira, e o clube está precisando.

CENI COMO TÉCNICO AJUDOU

– Quando surgiu essa notícia, deixei tudo acontecer. Tinha contrato com o clube, que quis me liberar. Fiquei tranquilo, porque vi o São Paulo muito forte. Quando recebi a ligação do Rogério e do São Paulo, me motivei. O time vem forte neste ano. É um momento importante. Ele sempre foi líder dentro de campo, agora passa as ideias fora e será ainda mais. Muito grato de participar desse novo desafio do Rogério.

– E por que não conseguir ser vitorioso? Estou muito motivado. A confiança é criada dentro de campo. Vim para somar e ajudar. O Rogério sabe que vou ajudar como ele precisar, o mais importante é o São Paulo vencer. São quatro anos desde o título da Sul-Americana. O São Paulo é muito grande para isso. Saí do conforto do Rio de Janeiro, minha esposa é de lá. Mas jogador não pode ficar em zona de conforto. Tenho desafios, quero sempre ganhar títulos a cada ano.

Cícero com a camisa 8 do São Paulo (Foto: Marcelo Prado)Cícero com a camisa 8 do São Paulo: segunda passagem pelo Morumbi (Foto: Marcelo Prado)

TREINOS COMPETITIVOS

– Sangue no olho tem que ter. Ninguém entra para perder, do contrário não estaria em um clube de futebol. A mescla é importante. Tem muitos meninos bom de bola aqui e vários jogadores de qualidade. Essa foi uma das razões para eu fechar. Junto com Rogério tem de dar liga dentro de campo. Vamos trabalhar para isso.

JOGA DE IGUAL PARA IGUAL

– Ano passado eu via o São Paulo como uma força do futebol. Olhava no papel que se não fosse o melhor, era um dos melhores do Brasil. Desde o ano passado era um time muito forte e com qualidade. Permaneceu neste ano. Espero que a história seja diferente.

VOLANTE OFENSIVO?

– Nunca prometo que farei tantos gols. Tudo acontece naturalmente. A cada jogo é uma situação. Quero jogar coletivamente. O individual acontece naturalmente. Quando joga mais liberado, chega mais na área. Quando fica mais preso, ajuda na saída de bola. Mas tem bola parada também. Depende da situação de jogo. O mais importante é o time vencer.

JOGO CONTRA O RIVER PLATE

– É bom. Cada jogador não está na forma ideal. Eu mesmo estou readquirindo aos poucos. Mas com a bola rolando o torcedor quer ver resultado. A pré-temporada serve para pegar ritmo. É um torneio com grandes clubes e nos deixa mais preparados.

CAMPO REDUZIDO

– Cria uma intensidade muito grande. É isso que o jogador usa muito durante o jogo. O atleta gosta. Costuma ser mais intenso e pegado. Você fica mais perto dos atletas e duela pela bola.

CONVERSA COM CENI

– O Rogério na linha de raciocínio dele fala o que quer para o time. Ele liga para ver se você se adequa no que quer. A ligação dele com o São Paulo é indiscutível. É um mito. Vou ser sincero: estou muito feliz com esse novo desafio dele. É um cara vitorioso, e por que não ser vitorioso como treinador também? Imagina no fim do ano todos se abraçando com títulos? É uma satisfação enorme. Vai juntar o útil ao agradável. Somos muito abaixo do que ele representa.

POSICIONAMENTO

– Meia armador eu nunca fui. Se precisar que eu faça, eu faço, como também faço outras funções. Venho me firmando como volante há dois anos. Vai ser conversado, porque o time precisa de encaixe. A posição só o tempo vai dizer. O importante é o time ter uma identidade. Tenho preferência por jogar como volante, é a posição onde me destaco.

PRIMEIRA PASSAGEM

– Na época, saí por questões contratuais. Pessoas de dentro do São Paulo falavam para eu não sair, houve interesse de outro clube. Jogador pensa em desafios e não pode viver na zona de conforto. Saí para algo melhor para mim individualmente, e retorno agora muito feliz. Não foi por questão de rendimento. Se não me engano fiz 16 gols em 92 partidas. Nas ruas, até em outros clubes, o torcedor mostrava carinho, dizia que eu fui injustiçado. Agora é outro momento. Passaram cinco anos e muda muita coisa na vida.

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