Emocionado, Eder Jofre ganha homenagem do São Paulo e pede: “não entrega”

O ex-boxeador Eder Jofre foi homenageado nesta quinta-feira pelo São Paulo pelos 50 anos da conquista do título mundial. Na cerimônia, o futebol deu a tônica, pois ele pediu para o time tricolor não ‘entregar’ a vitória nos próximos jogos.

“Que entregar o que…Se entregasse [o jogo] eu não seria mais são-paulino”, chegou a ameaçar o maior boxeador da história do Brasil.

Desta forma, Jofre caminha contra a tendência de uma parte da torcida do São Paulo, que quer que o time perca a partida do próximo domingo contra o Fluminense para prejudicar o arquirrival Corinthians.

Na homenagem, o ex-boxeador recebeu um quadro com a sua imagem autografado pelo presidente do São Paulo Juvenal Juvêncio e um par de luvas de boxe autografado pelo time inteiro. Nem o mandatário são-paulino e nenhum dos jogadores compareceu ao evento.

Eder aproveitou a oportunidade para criticar o excesso de exposição do futebol em detrimento de outras modalidades esportivas no país: “Sempre faltou apoio ao boxe. O Brasil é futebol no café, almoço, jantar. Felizmente representamos bem o Brasil no futebol, mas e os outros esportes?”

O ex-pugilista seguiu o discurso daqueles que pedem mais cuidado com o boxe no Brasil. “Falta patrocínio, sempre faltou. O boxe não evoluiu o que poderia, infelizmente…peço para as autoridades que se lembrem de quando conquistei o cinturão. Temos condições de ter novos campeões, então é preciso dar oportunidade”.

Para a instituição São Paulo, não faltou elogios: “Não teria outras palavras para dizer ao São Paulo, a não ser muito obrigado. Agradeço ao presidente, aos diretores e aos torcedores que sempre me apoiaram”, declarou Jofre. “Ser homenageado pelo São Paulo é o auge que poderia acontecer para mim”.

No discurso, Éder Jofre expôs a lembrança que tem do momento que foi o seu auge na carreira. “Minha maior lembrança foi quando o juiz pegou meu braço e levantou. Olhei para meu pai no corner e minha mãe torcendo, não tinha nada melhor ”, relembrou.

“Imagine você sozinho no ringue e milhões te ouvindo no radio. Eu batia ou morria, mas o cara ia para o chão”.

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