Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo passou vergonha em duas redes nacionais de TV neste domingo, no mesmo horário: enquanto na Globo o público brasileiro viu, com destaque, o que Júlio Casares e sua quadrilha estão fazendo ao clube, na Record o público que optou por acompanhar o futebol viu o time ser humilhado pelo Mirassol e goleado por 3 a 0. Em, que estava com as duas telas ligadas, assisti as duas vergonhas simultaneamente.
No campo o retrato do que ocorre fora dele. Um time desmotivado, “destreinado”, sem correr, sem se organizar. E não me digam que voltaram há apenas sete dias, porque o Mirassol voltou no mesmo dia. E jogou como se fosse o décimo jogo do Paulista.
Mas quem é que consegue pensar em correr, se esforçar nos treinos e ir para a luta, com quatro meses de direitos de imagem atrasados e uma corrupção a céu aberto, fazendo inveja a grandes crimes cometidos na Lava-Jato?
Vocês acham que é fácil um jogador entrar em campo, sem receber há quatro meses e sem perspectiva – porque o clube não conseguiu, ainda, pagar nem os funcionários com o salário de janeiro – enquanto todos mostram os milhões que rodaram entre camarotes, vendas de jogadores, saques bancários em espécie, abertura de empresas, uma lavanderia sem fim que se tornou o São Paulo, para não dizer um esgoto a céu aberto.
O pior ainda está por vir. Não coloco minhas fichas no impeachment de Júlio Casares, o pior presidente de nossa história. E com ele continuando, derrotado moralmente por, pelo menos, 180 votos pelo afastamento, só se mantendo no poder por mais um golpe na interpretação estatutária (ele é um cara que gosta de golpe, e conta com o apoio do presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, também conhecido como Mijão), estará fadado ao fracasso total, com tudo, eu disse tudo sendo rejeitado pelo CD. Não conseguirá mais empréstimos, tomará um pé nos fundilhos do FDCI e tentará novos golpes para criar uma SAF e virar CEO. Ou seja: enquanto não destruir tudo o que existe no São Paulo, ele não vai sossegar.
Minha esperança está no Ministério Público e na Polícia. Acho que aí será nossa salvação.