Um acumula vices, outro títulos e nós escândalos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o ano de 2025 é daqueles que não vai acabar. 2026 vai chegar emendado nesse com as consequências que continuaremos sentindo, se aprofundando ainda mais por essa gestão maléfica e nefasta, de uma diretoria que exagerou no direito de errar e nos colocar em todas as páginas policiais, em detrimento das esportivas.

No campo, o ano foi aquele que já esperávamos. Padecemos em posições intermediárias de disputa do Paulista, da Copa do Brasil, da Libertadores e um mísero oitavo lugar no Brasileiro. Mas nos escândalos, ah, fomos campeões com diversas rodadas de antecedência.

Surpresa para alguém que me segue todas essas denúncias? Não. Já falamos aqui há algum tempo. Como sempre dissemos, faltava o detalhe final, que era a prova. E ela caiu no Globo Esporte. Não importa para quem. Importa é que foi divulgado.

A coletividade são-paulina ficou atônica e perplexa com os áudios “clandestinos” entre Douglas Jack Comissão Schwartzman e Mara “Cutaia” Casares, com aquela Adriana. Aliás, tida como heroína, só jogou tudo para o alto porque ficou sem o BMW da Osten. Interessante é que numa reunião de Marketing com a concessionária, quem representou o São Paulo foi o rei das comissões. Talvez isso explique a razão da Adriana ter ficado (para nossa sorte) sem o carro, pois ele foi parar com a esposa do rei das comissões.

Porém posso garantir que o mar de corrupção e desvio de dinheiro no São Paulo é tão monstruoso, que um simples camarote se tornará uma gota no oceano perto do mar de devastação.

Cito aqui alguns exemplos, que ainda irão estourar, pois estamos (todos os jornalistas que cobrem o São Paulo) apurando os desvios nas vendas de jogadores, a partir da Base, passando – e muito – pela Barra Funda; questões internas do clube com as Maquininhas do Dedé e a FGOAL, que liga Júlio Jack Casares e Mara Cutaia Casares; as comissões em todos os contratos feitos com terceiros dentro do clube, obra de Dedé. Tudo isso com a complacência, nunca se esqueçam, de um Conselho Deliberativo omisso. Ou melhor: conivente e cúmplice.

O importante é que lá atrás, eu e mais cinco ou seis companheiros gritávamos sozinhos e apanhávamos por muitos que nos julgavam torcedores de rivais e que só queríamos ver o fim do São Paulo. Não. Nós só antevimos o fato, sem paixões ou ódio. E hoje há o reconhecimento disso.

Não haverá Natal ou Dia Mundial da Paz. Neste clube. Nós não vamos parar e nem vamos permitir que esses calhordas curtam suas festas em paz. Até porque eles nos tiraram uma das maiores – se não a maior – alegrias da nossa vida, que é ver o São Paulo ganhando títulos. Portanto, o troco será dado, pelo bem desta instituição e felicidade de uma nação de 22 milhões de torcedores.

São Paulo encerra o ano de forma melancólica e, se for para a Libertadores, vai premiar a incompetência de um clube ultrapassado

O São Paulo não poderia terminar a temporada de forma mais melancólica do que o fez. A derrota para o Vitória no Barradão foi o selo de qualidade de nossa temporada e pode ser um cartão de visitas para 2026.

O mais engraçado, para não dizer tétrico, é que mesmo com tudo isso, ainda temos chance de beliscar uma pré-Libertadores. Para isso basta Cruzeiro ou Fluminense ganharem a Copa do Brasil e estaremos nela. Mas creiam: se isso acontecer, será a premiação da incompetência de um clube ultrapassado, enfiado em dívidas e gestão temerária, com atrasos de pagamento, entradas no Transfer Bank e outras calamidades nunca dantes cometidas por nenhuma diretoria.

Sim. Júlio Casares conseguiu reunir a incompetência de Leco, com as suspeitas que pairaram sobre Carlos Miguel Aidar e a ditadura golpista de Juvenal Juvêncio. Tudo com requinte de crueldade.

São Paulo na Libertadores, ainda que na fase preliminar, pode premiar a incompetência deste clube ultrapassado, que cometeu erros estratégicos ao longo dos últimos anos e parece não estar disposto a tomar o remédio amargo, porém necessário para voltar a brigar na primeira prateleira do futebol nacional.

O alto número de lesões, as contratações equivocadas, atrasos salariais, entre outros problemas enfrentados em 2025, só escancaram o enorme buraco no qual o São Paulo se encontra atualmente. Um clube que um dia foi referência em gestão, mas que hoje respira por aparelhos.

E que fique claro: Crespo não é o culpado pelo estado do clube e da equipe. Ao contrário, devemos a ele não estarmos no Z4 por aquela sequência de vitórias que conseguiu quando chegou e nos tirou do desespero. Pensem: terminamos em oitavo, mas apenas com oito pontos de diferença para quem foi rebaixado. Falei em seis jogos de vitórias consecutivas, que representam 18 pontos. Portanto, está aí a explicação de podermos, inclusive, sonhar com a pré-Libertadores.

Com base no que tem falado Muricy Ramalho, de que 2026 será mais difícil que 2025, começo a ter pesadelos antes do Natal. Por isso entendo que ir para a Libertadores com o que nós temos, só vai nos fazer passar mais uma imensa vergonha, algo que tem sido comum nessa diretoria maléfica.

O presidente moribundo agora nos dá um CEO, sem saber o que é isso.

Amigo são-paulino, essa diretoria moribunda do São Paulo, que só não caiu por conta do extremo egocentrismo e vaidade exacerbada deste presidente sem poder, agora criou um CEO. Sim, Marcio Carlomagno, que não tem competência profissional sequer para exercer o cargo que ostenta, o de superintendente de um clube gigante como o São Paulo, agora virou CEO.

Mais erros, que são infindáveis nessa que é, de longe, a mais maléfica diretoria de nossa história. Primeiro, porque não existe esse cargo no estatuto do São Paulo. Não bastasse isso, se olharmos o perfil de Marcio Carlomagno no Linkedin, veremos que ele foi assistente ou assessor de várias diretorias no São Paulo, nunca exercendo um cargo de destaque na iniciativa privada.

Júlio Casares, que está a um sopro de ser derrubado, continua casando males ao clube. Se durante cinco anos manteve Carlos Belmonte irregularmente na diretoria de Futebol, já que o estatuto prevê diretor remunerado e ele foi “abnegado” por ser conselheiro, agora inventa um cargo para dano do clube.

Aliás, sexta-feira, após os pedidos de demissão de Carlos Belmonte, Nelson Ferreira e Chapecó, eu esperava que Júlio Casares fosse usar a coletiva convocada para as 16h para anunciar a renúncia do cargo. Ele tem unanimidade entre os torcedores (contrários, lógico), já não ostenta mais a maioria no Conselho, vê uma lista de 41 assinaturas de conselheiros de oposição e outros 120 dissidentes da situação querendo assinar. Não há mais sustentabilidade para ele. Seu poder equivale a zero. Suas ordens são desdenhadas.

Casares deveria aproveitar esse requerimento e acatá-lo renunciando, como fez seu parceiro Carlos Miguel Aidar (sim, porque ambos fazem parte da República dos Jacks). Não esperar que o movimento tome mais corpo ainda e caminhe para um afastamento determinado pelo Conselho Deliberativo.

Não vou nem pedir para que ele deixe invadir o são-paulinismo para fazê-lo enxergar o mal que causa ao clube, porque sua vaidade não permitirá reconhecer. Não sei nem se existe algum são-paulinismo nele.

Então peço aqui que conselheiros da oposição e os dissidentes assinem logo esse documento e encaminhem a Conselho Deliberativo. Com tantas assinaturas, Olten Ayres de Abreu terá que tomar uma atitude, pois do contrário, ele também estará sujeito a afastamento.

A hora é essa, não pode tardar. E que se afundem presidente moribundo e CEO inexistente. Antes que se afunde o São Paulo de vez.

É um Titanic? É um Poseidon? Não. É o São Paulo do Casares!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, acordei hoje e comentei com minha mulher: “teve jogo do São Paulo ontem?” Não queria acreditar no que tinha acontecido e eu mesmo tinha narrado pela Rádio São Paulo. Não é qualquer dia que um time da Série A do Brasileiro, outrora o maior das Américas e um dos maiores do mundo, perde de 6 a 0 para um time que, outrora, frequentou a Série C do Brasileiro e voltou para a A sem pagar a B.

A descrença da torcida sobre a possibilidade de vitória era grande desde sempre. Afinal, com 15 jogadores no DEM e Crespo tendo que levar três goleiros para ter, ao menos, 21 jogadores na delegação, ninguém em sã consciência acreditava em vitória. Mas passar a humilhação pela qual passou, isso ninguém esperava. O pênalti aos 4 minutos, o segundo gol aos dez e o terceiro aos 15 deram, no entanto, o cardápio do que nos seria servido naquele Maracanã fatídico pela sua própria história.

Júlio Casares e Carlos Belmonte não foram para o Rio de Janeiro. Nelson Ferreira também não. Foram Marcio Carlomagno, Rui Costa e Chapecó. Ou seja: um para “armar”, outro para falar bobagem e outro para comer. São tão despreparados para o negócio chamado futebol que não perceberam que no vestiário, antes do jogo, estavam colocados a foto e o uniforme do Ferreira, sendo que ele nem saiu de São Paulo e não joga mais este ano. Time abandonado por completo. Um presidente que não aparece mais por medo de protestos e um diretor de Futebol que não exerce mais o cargo há alguns meses. Estamos na chamada “hora da Xepa”.

De positivo – e muito positivo – ficou a entrevista de Luiz Gustavo, logo após o jogo, ainda no campo da tragédia. Ainda que envolvido pela emoção da humilhação, disse o que a mídia alternativa e a já não alternativa vem afirmando há tempos, mas que conselheiros da dita oposição e mesmo os que adulam Júlio Casares não conseguem falar: o São Paulo está abandonado. Luiz Gustavo falou que os jogadores vem toda hora e colocam a cara para explicar e pedir desculpas pelos péssimos resultados, mas que a diretoria se esconde, não dá respaldo ao grupo, deixa todos aos leões, só aparecendo nos momentos bons. Que o São Paulo está largado à própria sorte.

Rui Costa correu para tentar apagar o incêndio e alegou que o atleta falou tudo aquilo sob o calor da emoção do jogo, e, por pouco não repetiu o que disse na coletiva, que o São Paulo voltou a ser referência. Sim, referência de má gestão, de negociações escusas, de falta de transparência, com requinte de crueldade.

Luiz Gustavo ganhou meu respeito, minha admiração. Se eu já nutria esse sentimento pelas entrevistas de Crespo, que tem sido direto ao apontar os erros e onde eles se encontram, Luiz Gustavo foi no alvo e desnudou o pouco que ainda restava encoberto desta diretoria maléfica, a pior da história do São Paulo.

Parabéns Júlio Casares por ter conseguido superar presidentes maléficos como José Augusto Bastos Neto, Paulo Amaral, Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar e Leco.

Quando um time vai mal, perde muito, a diretoria troca o técnico. Porém quando o time vai mal, o clube se afunda em dívida e as humilhações ganham força, o presidente não é trocado. O Conselho Deliberativo é cúmplice de tudo isso, porque não toma atitude. Quiçá pudéssemos ter uma atitude homem, ao menos uma vez na vida, deste presidente bloqueirinho (ausente das redes sociais atualmente, é verdade) e ele apresentasse sua carta de renúncia. Mas não. Já conseguiu vários feitos. Quem sabe ainda esteja em seu projeto nos rebaixar no Brasileiro do próximo ano. Cuidado. Tem o Paulista na frente. E nossa chance de rebaixamento existe.

Triste São Paulo, um clube largado na mão de políticos que não valem o prato que comem.

Mesmo sem vários titulares e jogando mal, Crespo levou o time à vitória

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Juventude na Vila. jogou mal, tinha vários desfalques, mas contou com a boa estrutura tática montada por Crespo para superar todas as dificuldades e nos levar de volta ao G8 e podermos sonhar com uma vaga na pré-Libertadores, caso Botafogo ou Cruzeiro conquistem a Copa do Brasil.

Foi um começo de jogo ruim, com o Juventude ameaçando o gol de Rafael. Mas com dez minutos o Tricolor chegou ao gol e passou a dominar as ações. Criou outras oportunidades perdidas pelos atacantes.

No segundo tempo foi mais do mesmo, jogo chato, que ganhou contornos de emoção no final, com o Juventude acertando uma bola no travessão, a expulsão do zagueiro, o gol de Rigoni e o gol contra de Ferraresi. Ou seja: foi emoção até o fim.

Porém quero me prender às sucessivas entrevistas de Crespo, sempre falando grandes verdades, doa a quem doer. Falou das coisas incríveis que acontecem todos os dias no CT, da distância que estamos para Palmeiras e Flamengo, do tempo que levaremos para recuperar o status do São Paulo, ainda assim se houver seriedade e competência administrativa e neste domingo, afirmou que Calleri e Lucas não voltarão a jogar como jogavam antes da cirurgia e que Oscar não continuará sua carreira.

Crespo fala a verdade, algo impossível de se pensar nesta diretoria. Traz a informação que o torcedor precisa saber, sem retoques nem maquiagem. Não cria, não inventa. É verdadeiro. E isso só faz com ele cresça muito no meu conceito.

Temo que ele não continue pelo próximo ano. Suas verdades causaram irritação em Rui Costa, que disse a blasfêmia que o São Paulo reassumiu o protagonismo e a referência no futebol brasileiro. Só se for em desvio de recursos, incompetência e crescimento de dívida. Esse Rui Costa… Bem, já mostramos seus vínculos familiares e empresariais. Não preciso dizer mais nada.

Siga em frente Crespo. Você é a única coisa boa que temos nessa mar de incompetentes e malfeitores.

São Paulo junta cacos e perde, como era previsível, o clássico

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu, mais uma vez, em Itaquera, num resultado absolutamente previsível, tal os cacos que o técnico Crespo teve que juntar para tentar colocar um time em campo. Afinal, entre DEM e Seleções, são 17 jogadores. Crespo tinha apenas 14 do elenco profissional ao seu dispor.

O Tricolor fez um péssimo primeiro tempo. Teve sérios problemas na criação de jogadas, viveu alguns de seus piores minutos no Campeonato Brasileiro. Sem profundidade, o time comandado pelo técnico Hernán Crespo mal chegou ao ataque. Acabou o primeiro tempo sem dar um único chute a gol.

Crespo montou o famoso 3-5-2, porém a formação tinha os três zagueiros, três volantes e dois laterais – sim, laterais – porque não foram alas em nenhum momento. Aliás, Patryck não foi nada. Nem ala, nem lateral, sem jogador de futebol ele é. Com isso os atacantes Luciano e Ferreira estavam quase sempre isolados, sem a companhia de outros jogadores. Isso fez com que o São Paulo fosse inofensivo no ataque e desse muito espaço para o Corinthians ter tranquilidade em casa. No placar, o 1 a 0 para o rival foi justo na etapa inicial.

O São Paulo, porém, voltou diferente para o segundo tempo. Não apenas pela entrada do atacante Gonzalo Tapia no lugar do lateral-esquerdo Patryck, levando o também atacante Ferreira para a ala esquerda.

A mudança nas peças ofensivas fez o Tricolor ter mais profundidade e controle da posse de bola no meio de campo. Em pouco tempo, o time são-paulino já tinha criado mais do que em toda a primeira etapa do clássico.

E a melhora foi refletida no placar. Depois de suas chances claras seguidas, o São Paulo empatou o jogo justamente com Tapia.

O gol não fez o São Paulo mudar a postura e, por outro lado, fez o Corinthians sentir e se atrapalhar no jogo. Foram outras boas jogadas, chances criadas, jogo equilibrado, até mais pendendo para o lado do Paulo, mas tudo mudou como num passe de mágica. Dorival colocou Memphis em campo e, praticamente em sua primeira jogada, deixou sabino sentado no chão após tocar a bola no meio de suas pernas dentro da área. E estava feito o segundo gol do Corinthians.

O São Paulo, então, novamente não teve mais futebol para competir com o rival. Muito, também, é claro, por conta do excesso de desfalques e um bando de reservas desesperador.

A realidade tricolor, hoje, é lidar com inúmeras lesões e manter vivo o sonho de voltar à Libertadores do ano que vem, apesar de saber que faltam só quatro jogos e com tantos desfalques e o futebol de terceira qualidade, a tarefa é quase impossível. Alias, temos que lugar, sim, para não ficarmos no limbo do campeonato, que é aquela colocação que nem rebaixa, nem leva para lugar nenhum. É o presente, mais um, desta diretoria maléfica para a torcida.

Time volta a mostrar a fragilidade intensa do elenco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a realidade do nosso elenco continua estampada em nossa cara e mesmo Crespo tentando inventar algo diferente, conta com a péssima qualidade do que tem em mãos. Isso ficou patente na derrota para o RB Bragantino neste sábado, na Vila.

Por mais que o técnico argentino tenha tentado mudar o time, deixá-lo mais ofensivo, esbarrou nessa péssima qualidade. Não abriu mão dos três zagueiros, mas colocou um meio de campo leve e três lá na frente. Fez o chamado 3-4-3. Não deu certo.

Não temos meia, Lucas e Luciano se alternaram para isso, mesmo assim foi infrutífero. Para piorar, Enzo Dias, um dos mais regulares jogadores do time, fez sua pior partida pelo São Paulo, com direito a um pênalti ridículo.

Depois de estar perdendo, Crespo colocou mais para a frente ainda o time, fazendo entrar Tapia e Rigoni. Ficamos com Rigoni, Tapia, Luciano e Ferreira. E o São Paulo teve a proeza de dar um único chute a gol.

Mas, antes de reclamar de Crespo, vejamos o seguinte: o time entrou com Rafael; Alan Franco, Arboleda e Sabino; Mayk, Luiz Gustavo, Bobadilla e Enzo Dias; Lucas, Luciano e Ferreira. Porém, quero lembrar quem ele tinha no banco para mudar qualquer situação de jogo: Young, Felipe Preis, Cedric, Mailton, Ferraresi, T oloi, Negrucci, Patryck, Alisson, Rigoni e Tapia. É simplesmente desesperador.

O meio de campo até deu sustentação ao time, mas não houve armação. Ninguém chegava junto dos atacantes, até porque todos os nossos “meias” (Oscar, Marcos Antonio e Rodriguinho) estão no DEM. Então ficamos com criatividade zero. É bem verdade que o termo criatividade está ausente do São Paulo há muito tempo.

Na coletiva pós jogo, Crespo mais uma vez não fugiu das respostas às perguntas que lhe foram dirigidas. Deixou claro que vai tentar mais um ano, mas que sabe que serão necessários muitos anos para o São Paulo voltar a ganhar alguma coisa. Quanto ao time, disse não ter entendido ainda porque jogou tão mal, mas que não tem muito mais como inventar com o que tem nas mãos. E seja o que Deus quiser.

Por isso vou deixando sempre aqui nossos agradecimentos a Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar, Leco e Júlio Casares por nos propiciarem esses momentos de dor e de humilhação.

Ah! Libertadores? Só por um milagre.

São Paulo vai melhor que o esperado e empata com o Super Flamengo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu um bom empate com o Flamengo nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, um resultado que poucos torcedores tricolores esperavam.

A escalação de Crespo demonstrou bem o que é o nosso momento: um time pequeno frente a gigantes do futebol brasileiro. Entrou com três zagueiros e três volantes, sem meias e dois atacantes perdidos lá na frente.

O acaso permitiu que o São Paulo encontrasse o primeiro gol logo a 4 minutos, numa falha bisonha da defesa do Flamengo (foram várias durante o jogo, não aproveitadas pelo São Paulo). Mas Pablo Maia, completamente fora de forma e ritmo, cometeu um pênalti dois minutos depois, nem dando chance para comemorarmos o sabor de estarmos vencendo o rubro-negro da Gávea.

A partir daí houve equilíbrio no jogo, com o Flamengo errando muito na defesa e o São Paulo tentando não errar do outro lado. Ferreira, surpresa de Crespo na ala esquerda (Patryck pode procurar outro clube ou profissão), fazendo uma partida soberba, se superando na parte física e mantendo bom enfrentamento mano a mano.

Porém, ao se aproximar o fim do primeiro tempo, me veio a sensação da síndrome de vira-latas. Jogadores do São Paulo começaram a cair em campo fazendo cera, buscando retardar o reinício do jogo em bolas paradas, loucos para o final do primeiro tempo. Aí me veio a constatação: algo que nunca imaginei, vendo meu time fazer cera contra outro, com o mando de campo, para segurar um empate. Foi deprimente.

No segundo tempo o Flamengo veio para cima e o São Paulo abdicou, definitivamente, de atacar. Era só defesa, buscando uma bola. Os zagueiros cariocas jogavam na intermediária de ataque. O campo ficou reduzido a um terço, onde estavam 21 jogadores. E o Flamengo conseguiu o segundo gol. E a partir daí estava próximo do terceiro e pintava o quadro de que a nossa maionese poderia desandar.

Mas eles tem Plata, um Luis Fabiano piorado. Ele conseguiu o feito de ser expulso duas vezes em uma semana. Isso mudou radicalmente o jogo. Felipe Luis, que já vinha tomando o chamado nó tático de Crespo, começou a errar. Ao tirar De Arrascaeta abdicou da posse de bola. Enquanto Crespo colocou Marcos Antonio e Lucas, exatamente para ter essa posse. E chegamos ao empate.

Mas o destaque, fora de campo, fica para a entrevista coletiva de Crespo. Ele deixo muito claro a distância do São Paulo para o Flamengo e para o Palmeiras é enorme. Apesar da honestidade, o técnico deixou a Vila com um sentimento de orgulho por ver seu time competindo e até sonhando com uma virada caso houvesse mais tempo.

A impressão que fica após as vitórias contra Bahia e Vasco e o empate com o Flamengo é exatamente essa: o São Paulo, ciente de suas limitações e muito lutador, seguirá brigando por algo até o final. Mesmo que problemas financeiros, desfalques e até a perda do Morumbi apareçam para atrapalhar. Ou seja: Crespo pode fazer tudo de bom, mesmo que tenhamos essa diretoria.

Nada como um PIX na conta. Até vencer fora estamos conseguindo.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu uma grande vitória em São Januário, contra o Vasco da Gama e se aproximou do G7. Sim, porque teremos G7 com certeza, podendo até chegar ao G8. Estamos em oitavo.

O São Paulo fez uma grande partida. Crespo reconheceu que nosso time já é fraco por natureza, o que piora com a quantidade de jogadores no DEM ou suspensos. Colocou o time para se defender e procurar contra-ataques.

Mesmo assim teve maior posse de bola e, incrível, poderia ter saído do Rio com uma grande goleada, não fossem os dois gols absurdos perdidos por Rigoni e o pênalti não marcado sobre Ferreira.

A defesa esteve muito sólida. A partir de Rafael, contou com uma partida perfeita e irretocável de Arboleda, quase perfeita de Sabino e razoavelmente boa de Alan Franco. O sistema de meio de campo, se não foi criativo nem exímio marcador, ao menos preencheu espaços e soube controlar a bola, ainda que com toques para o lado.

Minha grande estranheza foi o pênalti marcado no primeiro tempo. Chamado pelo VAR para revisão, aos 47 minutos do primeiro tempo (o árbitro ia encerrar), dentro de São Januário, contra o Vasco, mas a favor do São Paulo…Isso é para se jogar na Mega sena. Ah, é claro que foi pênalti.

Quero destacar, também, as partidas de Tapia e Lucas Moura, que ainda não está completamente recuperado fisicamente, mas é um diferencial lá na frente.

Se mantivermos esse ritmo, poderemos até alcançar a Libertadores, algo inimaginável. Mas temos que permanecer no estilo Enzo Dias, onde o primor técnico está muito distante, mas a garra é muito presente. E vamos, São Paulo!

Caiu o PIX: São Paulo reencontra futebol em meio às crises política e financeira

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo mostrou na noite deste sábado um futebol visível, que até permite ao torcedor mais otimista sonhar com uma vaga na Libertadores, contando que o G6 vire G8. O time vinha de sete derrotas nos últimos oito jogos, entrou em campo pressionado para enfrentar um Bahia que está lá em cima na tabela. Mas Crespo matou as melhores jogadas do time de Ceni e o São Paulo fez 2 a 0, ainda no primeiro tempo, dando mostras que não deixaria a vitória da recuperação sair de suas mãos. Isso tudo para um Morumbi “vazio” – 15 mil pagantes -, mostrando que a torcida, a verdadeira, está dando seu recado à diretoria. Aliás, deu quem não foi e também quem foi, pois o coro fez eco no estádio: ‘ei, Casares, vai tomar cajú”

Mas o desinteresse pelo jogo é visível. Não só na ida a campo como também na audiência, pois é notória a queda brusca, mostrando que para os torcedores o ano realmente acabou, principalmente por culpa dos próprios jogadores e desta diretoria maléfica.

Crespo, que não tem ficado calado desde que chegou, deixou claro após o jogo: “não sei se fico em 2026”. Evidente que ele não está falando que pode sair por decisão da diretoria, mas sua. Afinal, já lhe jogaram nas costas alguns fracassos em contratações, como Dineno e Rigoni. Ele deixou claro que nunca pediu os jogadores. Mas a diretoria já tinha terceirizado a culpa com Zubeldia, quando trouxe, por exemplo, Santiago Longo. O ex-técnico disse que nunca pediu o jogador. Ele lhe foi imposto.

De que adiantaria uma mudança de técnico para 2026, se a diretoria continuará sendo a mesma? Pode ser sério um presidente que, por vingança política, não tem coragem de demitir o diretor de futebol (é frouxo), mas coloca outro e o elenco é obrigado a ver dois diretores de futebol, sentados frente a frente na Barra Funda?

Só para lembrar, o São Paulo tinha tudo para conquistar o título Brasileiro de 2020 (o campeonato acabou em 2021), na troca de Leco por Casares. Mas o Pavão chegou mudando tudo no futebol, tirando Raí, mandando Diniz embora e despencamos na tabela. Agora ele comete o mesmo erro, ao colocar dois diretores de futebol.

Para finalizar, é claro que quero que o time vá para a Libertadores, mas a vitória deste sábado de meu um grande conforto: atingimos 41 pontos e acredito que, ao contrário do que pensávamos no início do campeonato, a “nota de corte” não vai ser 45, mas 42 ou 43 pontos. Estamos próximos de nos livrar do abismo. E isso é o que mais me interessa no momento.