Com pouco futebol, São Paulo levou muita sorte para trazer o empate

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, faltou futebol e sobrou sorte para o São Paulo neste jogo de ida das oitavas de final da Libertadores. O 0 a 0 ficou na conta de duas bolas na traves e dois pênaltis perdidos (um defendido por Rafael) pelo 10 deles. Convenhamos, o São Paulo estava de plantão para ajudar seus pupilos.

Parece que teremos que nos acostumar a ver o São Paulo jogar como time pequeno fora de casa. Bem, mas Crespo, quando chegou, percebeu que o a sucessão de derrotas se dava porque Zubeldia queria jogar como um time grande e nosso elenco não é para isso. Então entramos em campo com três zagueiros, três volantes, dois laterais que poucas vezes foram alas e dois jogadores que ficavam isolados lá na frente.

Para completar o quadro terrível, Ferraresi fez sua pior partida com a camisa do São Paulo, perdendo todas as jogadas para Moreno, “cometendo” dois pênaltis (para mim só o segundo foi), dando diversos passes errados. E André Silva, que, na única oportunidade do time no jogo, isolou uma bola da marca de pênalti para fora do estádio.

Acredito em classificação. Acho que vamos conseguir a vitória no Morumbi, onde mais de 60 mil pessoas certamente estarão empurrando o time para a conquista. Mas está duro de ver nosso time jogar fora de casa. Se dentro é um leão, lá fora fica igual um gatinho escondido embaixo da cama.

O elenco é isso aí. Para jogar com três zagueiros, Crespo não poderá poupar ninguém e ainda terá que rezar para ninguém se machucar, nem ficar suspenso. Mais do que isso, torcer para que blogueirinhos que vivem em Portugal não deem informações falsas sobre contratações já fechadas, alertando outros times para nos darem chapéu, caso específico do Igor Rabelo. Segundo esse blogueirinho, já estava acertado com o São Paulo, mas anoiteceu no Fluminense.

Sinal dos tempos: não conseguimos concorrer nem com o Fluminense, ex-série B, C…

Resumindo: acho que seguimos na Libertadores e estamos totalmente afastados do risco de Z4. E vida que segue.

São Paulo vence a atinge pontuação que poucos esperavam

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu mais um jogo obrigatório, ao bater o Vitória por 2 a 0, no Morumbi, e fecha o primeiro turno com improváveis 28 pontos. Sim, porque, pela campanha que tivemos até a 14ª rodada, nossa torcida era para conseguir chegar, ao menos, aos 20 pontos, pois estávamos flertando com o Z4. Aliás, chegamos a ficar por 52 minutos na zona de rebaixamento, que só aliviou quando o time marcou o primeiro gol contra o Corinthians.

Confesso que estou surpreso. Mas também tenho certeza que isso só foi possível graças a decisão de manter o time titular nos jogos do Brasileiro, deixando de lado as Copas, ou pelo menos uma Copa, que também nos deixou. E eu não estou nem aí para ela.

Crespo poupou Cedric, Alisson e Luciano, mas mandou o restante dos titulares. O começo do jogo foi ruim, mas aos poucos o São Paulo foi crescendo e o gol saiu naturalmente, em mais uma jogada tradicional, que já tem se tornado praxe do time nas mãos de Crespo, com a triangulação feita pelo lado direito entre Maike, André Silva e Rodriguinho, o cruzamento para trás e o gol de Bobadilla.

A partir daí o Vitória se abriu, passou a dar espaço para o São Paulo, mas não soubemos aproveitar, pela péssima noite de Ferreira e de André Silva (aliás, isso é o normal deste jogador).

No segundo tempo o Vitória continuou mais com a bola, mas não conseguiu levar perigo ao gol do São Paulo. Tanto que Rafael saiu de campo sem sujar o uniforme. O segundo gol, num chute errado de Ferraresi que pegou Sabino entrando e marcando, colocou números finais à partida.

Temos que pensar em Libertadores? Sim, pela atual situação no Brasileiro podemos. Porém nunca é demais lembrar que precisamos chegar aos 45 pontos para nos livrar de qualquer risco. É evidente que, nesse momento, é possível afirmar que a chance de rebaixamento é zero. Mas caldo de carne e canja não fazem mal a ninguém. E cautela é um grande remédio.

Feliz Dia dos Pais a todos.

Eliminação da Copa do Brasil nos traz a realidade de volta

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estamos fora da Copa do Brasil. Estou bravo? Sim. Mas dura apenas um dia. Talvez um dia e meio, porque fomos eliminados de maneira patética para um time patético da série B. Mas não me importo com essas Copas, mas sim com o Campeonato Brasileiro.

Porém, vamos à eliminação. Tudo começa com um erro de Arboleda que deixou para Rafael; e Rafael sai querendo não chegar; quando chega, esquece que estava na casa do adversário, bastante acostumado a pressionar arbitragem em seu vestiário, e é imprudente; os erros prosseguem com a marcação da falta e consequente expulsão, e não chamada do VAR para revisão, pois ficou claro que Rafael não encostou em Viveiros. Portanto, clamoroso ROUBO.

Evidentemente que jogando com dez jogadores desde os três minutos de partida tudo fica mais difícil. Mas aí vieram os erros de Crespo. Não contesto a decisão de tirar Rodriguinho para entrar Jandrei, mas no restante da partida. Como treinador argentino, seria muito óbvio que ele montasse a tradicional “duas linhas de quatro”, trazendo Ferraresi para o lado direito, estendendo a defesa com Arboleda, Alan Franco e Enzo Dias; mais na frente posicionasse Cedric, Bobadilla, Alisson e Luciano; com Ferreira solto lá na frente e o time jogando em contra-ataques, buscando exatamente a velocidade de Ferreira.

Porém Crespo não fez isso. Ao contrário, recuou Cedric e Enzo Dias, formando uma linha de cinco, deixando dois no meio de campo e dois mais avançados. Isso deu espaço para o Athlético tocar a bola em nosso campo e, contando com uma péssima atuação do nosso trio de zaga,

Até aguentamos bem o primeiro tempo. Esperava que Crespo mudasse essa formação tática no intervalo, mas isso não aconteceu. Com isso a pressão continuou muito forte e foi aumentando à medida em que o tempo ia passando.

A arbitragem continuava cada vez mais danosa ao São Paulo. Viveiros, que pisou no tornozelo de Alisson, deveria ter sido expulso. Não só por já ter recebido cartão amarelo mas, principalmente pela entrada que deu. Mas o árbitro fez que não viu e o VAR, bem, esse possivelmente tinha saído para tomar uma cervejinha.

Gol marcado, o trabalho passou a se consistir em evitar o segundo. Mas Crespo errou novamente: tirou Ferreira para colocar Pablo Maia, que entrou perdido, fazendo uma falta próximo da área, tomando um baile junto com Enzo Dias do tal de Leozinho e mostrando que está completamente fora de forma. Por outro lado, ao tirar Ferreira, Crespo deixou o São Paulo sem velocidade no ataque. Luciano ficou isolado e nós morremos no setor ofensivo. Seria melhor que ele tivesse colocado outro jogador de velocidade. Talvez Henrique, ou Lucas Ferreira, ou mesmo Tapia. Crespo errou de novo.

Aliás, foi a noite dos erros. Sem contar nos pênaltis: um Sabino se achando Messi para rebolar até a bola e tentar dar cavadinha; um Tapia que não tem força nos pés; e um Jandrei, que já é péssimo como goleiro, pior como cobrador de pênalti.

Estamos fora da Copa do Brasil. Como eu disse, minha irritação se esgota esta noite. Mas enquanto estou puto, volto à minha indignação de ver que estou dando a cara para bater, que todos vocês que me leem foram ao trabalho e deram a cara à tapa, mas a dupla blogueirinha dinâmica (Belmonte e Casares) desapareceu das redes sociais de novo, como num passe de mágica. COVARDES!!!!

Crespo mudou tudo, firmou um esquema e devolveu ao torcedor a vontade de ver o time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo alcançou sua quinta vitória seguida (contando com o jogo da Copa do Brasil), mostrou a consagração do esquema tático adotado por Crespo, o 3-5-2, se distanciou do Z4 e começa a respirar bastante aliviado.

Em resumo: Crespo mudou tudo, firmou esquema tático e conseguiu devolver ao torcedor a vontade de ver o time em campo. Outrora, num tempo que não vai tão distante, comemorávamos quando não tinha jogo do São Paulo para não sofreremos, não entrarmos em depressão. Mas Crespo mudou tudo isso e o São Paulo, hoje, se mostra um time com confiança e que transmite essa segurança ao torcedor.

O São Paulo poupou metade do time contra o Athletico-PR e colocou o que tem de melhor, nesse momento, contra o Inter. O volume de jogo, a segurança defensiva, a troca de passes curtos, penetrações pelas laterais da área, não mudaram e os gols saíram naturalmente.

Bobadilla e Marcos Antonio continuam jogando o que nunca jogaram desde que chegaram ao São Paulo; Arboleda voltou a jogar o que há muito tempo não jogava; e hoje contamos com um cobrador de escanteio que acerta todas as cobranças, que é Enzo Dias. Isso tudo tem sido o diferencial deste time, cujo elenco é muito fraco, mas como time está de médio para cima.

Isso também é resultado de a diretoria ter deixado de lado a idiotice das Copas e ter foco no Brasileiro. Serviu para nos afastar do pavor que vivemos até a 15ª rodada e nesse momento estamos na primeira página. Verdade que, quando todos os times estiverem com o mesmo número de jogos, esse é o ponto máximo que podemos alcançar, mas nossa classificação, se tudo der muito errado, pode cair para o 11º lugar.

Algo, porém que pode mudar no próximo final de semana, pois dependendo de alguns resultados, se ganharmos do Vitória, podemos dar um passo mais acima.

Entretanto, essa seriedade tem que continuar. Não vai adiantar nada o time ter feito tudo isso, e daqui a pouco abandonar o Brasileiro por conta das copas. A diretoria tem que entender de uma vez por todas que nosso elenco é muito limitado – em qualidade e quantidade – e não vai conseguir jogar tudo em bom nível. E nessas circunstâncias prefiro dedicação ao Brasileiro, ainda que eu seja apaixonado pela Libertadores.

Soberba recolocou o Patético na Copa do Brasil

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu uma grande oportunidade de despachar o Athlético-PR da Copa do Brasil antecipadamente, nesta quinta-feira, no Morumbi. Jogando com time misto, contra o misto deles, o São Paulo fez 2 a 0, teve chance de fazer outros gols, se jogasse sério e insistisse certamente ampliaria o marcador e tornaria quase impossível uma virada em Curitiba, mas aí a soberba apareceu dentro da mediocridade do time e devolvemos a eles a chance de nos eliminar.

Em primeiro lugar quero deixar claro que não tenho duas caras e que continuo dando de ombros para as Copas, pois não admito prioridade a elas em detrimento do Brasileiro e os riscos que ainda corremos. Até porque eliminação nas duas Copas me deixara “puto” por um dia. Um rebaixamento, para o resto da vida.

Porém, nem por isso vou torcer para perder ou deixar de reclamar de coisas erradas. Jogando contra um time que está na 11ª posição da Série B do Brasileiro, com a segunda pior defesa do torneio, não podemos ter a dificuldade que tivemos para fazer dois gols. O fato de ter André Silva que conseguiu perder todas as bolas que disputou com a zaga adversária pode ser uma das explicações.

Mas depois de fazermos o segundo gol, as oportunidades apareceram, porque o Patético tentou avançar um pouco mais suas linhas. Mas aí Rodriguinho, Luciano e outros medianos começaram a dar toques de calcanhar, tentar chapéus, enfim, mostrar que são o que não conseguem ser. Consequência: levamos um gol, com Rodriguinho ficando batido, Enzo Dias participando da falha e a defesa toda, que assistia a essa soberba, sendo envolvida por um ataque que é de riso.

E assim, ao invés de fazermos 3 ou 4 a 0, plenamente possível, ficamos no 2 a 1. Imaginem como vai ser o inferno em Curitiba, naquela Arena da Baixada. O Patético, time das prateleiras de baixo do futebol brasileiro, desmoralizado por uma série B, lutando mais para não cair para a C do que voltar para a A, tem hoje como mote de vida dos Patraglia o ódio ao São Paulo. E, podem ter certeza, seremos recebidos a porrada lá.

Aliás, temos que ser gratos ao VAR. Fosse um pouco mais severo ou atento, teria indicado revisão para os cartões amarelos dados a Wendel e Cedric. O primeiro deu um soco na cara do lateral direito atleticano e o segundo uma cotovelada no rosto do lateral esquerdo. Eram lances para expulsão. Só não foram expulsos pelo jogo ser no Morumbi. Fosse na Arena, caixa!

Virei a chave. Domingo contra o Inter lá. Não teremos Ferreira e Alan Franco, suspensos. Se jogar sério, como fez nos últimos três jogos do Brasileiro, dá para vencer e respirar bastante aliviado, até porque o último jogo do primeiro turno é contra o Vitória, no Morumbi, e vejo como impossível não vencermos.

Vitória sobre o Fluminense nos dá a possibilidade de sonhar com um segundo turno menos sufocante

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo ganhou mais uma partida, parte daquelas vitórias obrigatórias, de com isso começamos a sonhar com um segundo turno menos angustiante. Quando enfrentamos o Corinthians escrevi aqui que, se conseguíssemos vencer Corinthians, Juventude, Fluminense e Vitória (último jogo do turno), ainda que perdêssemos do Internacional (próximo jogo), teríamos um segundo turno menos angustiante.

O futebol apresentado pelo São Paulo contra o Fluminense foi muito bom. Ainda que os cariocas venham numa descendente muito grande, principalmente pela perda de Arias, há que se reconhecer que até semana retrasada estavam no Mundial e haviam vencido a Inter de Milão.

Crespo abraçou o sistema 3-5-2 e não vai abrir mão dele. Já disse e repito: não é o meu preferido, mas casou-se com comunhão de bens com o São Paulo. Com ele ganhamos o Paulista, a Libertadores e o Mundial de 2005 e o tri Brasileiro (06, 07 e 08). Toda vez que algum técnico muda o sistema, “dá ruim”. Quando aparece um técnico querendo “salvar a lavoura”, volta o 3-5-2. E “dá bom”.

Aliás, a zaga do São Paulo está um espetáculo. Arboleda voltou a praticar o grande futebol que fez dele nosso principal zagueiro, Ferraresi está sobrando e Alan Franco, mesmo tendo feito uma partida ruim, também é muito seguro.

Mais do que isso, Crespo conseguiu compor o meio de campo fazendo com que dois jogadores, odiados pela torcida, crescessem muito de produção: Bobadilla e Marcos Antonio. Altamente necessários, porque Pablo Maia não aguenta mais jogar, foi mais um jogador que teve sua carreira comprometida pelo DEM, e Alisson não tinha recuperado toda sua forma. Aliás, a providência quis que Oscar tivesse uma contusão para que Alisson se encaixasse naquele setor e subisse de produção.

O fato é que Crespo arrumou o time. Eu, que fui defensor do Zubeldia, sou obrigado a reconhecer que, com o mesmo elenco, Crespo fez o que seu antecessor não conseguiu fazer. O time toca a bola se errar passes, toques curtos, sem lançamentos longos, mas os zagueiros esta saindo com precisão e o meio de campo se encarregando de municiar o ataque, com penetrações de Marcos Antonio e Alisson, chegadas na área de Bobadilla, enfim, estamos vendo um time de futebol com técnico em campo.

Ao contrário de ufanistas, não vou sair por aí dizendo que vamos lutar pelo G4 ou coisa que o valha. Por enquanto meu olhar está no retrovisor. A oitava posição pouco representa, até porque somente quatro times estão com 17 jogos, entre eles o São Paulo. Então, quando os jogos estiverem coesos, nossa real posição poderá ser entre 11ª e 13ª. Convenhamos, para quem entrou em campo contra o Corinthians tendo ficado por 52 minutos no Z4, e ainda com jogos a mais de quem estava atrás, é muito satisfatório e nos tira a agonia, permitindo prever um segundo turno menos tenso. Isso se não colocar as Copas acima de tudo. O time tem que continuar plenamente focado no Brasileiro para a agonia não voltar.

Vitória obrigatória que nos dá alívio, apesar da corda ainda estar perto do pescoço

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o jogo de seis pontos e conseguiu se afastar do Z4, de maneira um pouco mais consistente. A vitória no clássico nos havia dado um respiro, mas a rodada do fim de semana nos colocou, de novo, a dois pontos do Z4. Agora fiamos cinco, mas temos o maior número de jogos do Brasileiro, enquanto a grande maioria tem um ou dois jogos a menos. Portanto, a corda ainda está próxima do nosso pescoço.

Mas, não sendo pessimista e olhando o futuro com um pouco de otimismo, entendo que se vencermos o Fluminense domingo, ainda que percamos do Internacional em Porto Alegre, voltando a vencer o Vitória – outro jogo de seis pontos – no Morumbi, poderemos jogar um segundo turno com mais tranquilidade, mantendo certa regularidade, sem entrar em desespero. Mas isso se largarmos de mão as Copas para nos dedicarmos apenas ao Brasileiro.

No jogo contra o Juventude temos que destacar, mais uma vez, atuações de Bobadilla, que parece ter encontrado seu futebol como Crespo; Marcos Antonio, outro que era uma irritação para mim em campo e parece ter evoluído com o novo técnico; e Luciano, em posição que rende muito, segundo atacante, resolvendo os problemas de gols para o time.

Também parece claro que Crespo não vai abrir mão de sua convicção de jogar com três zagueiros em hipótese alguma. E isso me parece bom. Apesar de não gostar deste sistema tático entendo que o São Paulo casou-se com ele desde 2005, quando ganhou Libertadores, Mundial e três Brasileiros jogando com três zagueiros.

Mas para dar opção a ele, precisamos de mais um zagueiro no elenco. Na eventualidade de uma contusão ou suspensão por cartão, teremos apenas um no banco. E nesse caso específico não teremos ninguém para outra eventual substituição. O elenco é curto, eu sei, mas deveria ser melhor planejado. Porém, pensar em planejamento numa diretoria intrinsecamente ligada a interesses de empresários, é querer demais.

Vamos ver como nos portamos contra o Fluminense para saber se podemos continuar confiantes ou nos preparar para mais sofrimento pela frente.

São Paulo encarou o Corinthians como uma decisão. E deu certo.

Amigo são-paulino, leitor do tricolornaweb, o São Paulo sobrou contra o Corinthians. Dominou o jogo, ganhou por 2 a 0 e poderia ter sido mais, tal a facilidade com que encaixou seu jogo e não permitiu que o adversário jogasse. Destaques para partidas perfeitas de Luciano, Marcos Antonio, Arboleda, Bobadilla e Wendel. A lamentar a aparente grave contusão de Oscar.

A semana foi tensa no clube. Apesar de já demonstrar uma melhora no empate com o RB Bragantino por 2 a 2 no meio da semana, principalmente pelo primeiro tempo, o clube se viu acuado pela pressão da mídia alternativa, que hoje consegue mobilizar boa parte da verdadeira torcida que conduz, e foi obrigado a ser transparente no caso Lucas, ao menos uma vez nesta gestão.

Além disso, contou com a presença de organizadas no CT conversando com os jogadores e a comissão técnica, além da diretoria. É claro que não podemos subordinar a isso a melhora considerável do time. O que mudou foi a postura dos jogadores e o sistema de trabalho que começa a ser implantado por Crespo, que prevê muita intensidade e marcação o campo todo.

O time comandado por Hernán Crespo soube neutralizar todas as investidas do Corinthians e contou com uma noite iluminada de Luciano, que teve seu nome entoado pelos mais de 47 mil tricolores nas arquibancadas em diversos momentos do jogo. Seus dois gols, inclusive, saíram com três minutos de intervalo entre um e outro. Não deu tempo sequer para o Corinthians assimilar o golpe. Quando pensou no que poderia fazer, já tinha tomado o segundo.

O resultado e a performance servirão para o time virar a chave e começar a olhar para a frente. Mas não pode deixar de olhar pelo retrovisor. A vitória foi fundamental para nos afastar do Z4 de forma imediata. Pulamos para a 13ª posição com 16 pontos, mas temos um jogo a mais que Vasco e Santos, que tem 14, e dois jogos a mais que o Inter, que também tem 14. E temos três jogos a mais que o Juventude, que tem 11. Isso significa que se tudo der completamente errado, ainda poderemos entrar no Z4, quando todos estiverem com o mesmo número de jogos. Mas eu repito: se tudo der completamente errado.

O fato único e absoluto era que precisávamos vencer. E conseguimos. E bem. Agora é ter os pés no chão entender que não somos Flamengo nem Palmeiras, que temos um elenco limitado e que continuamos brigando contra o Z4. Não podemos deixar essa vitória subir na cabeça e mais do que nunca, temos que vencer o Juventude quinta-feira, em Caxias, num verdadeiro jogo de seis pontos.

Temos que nos conscientizar que foi um passo importante que pode nos deixar longe do Z4, apesar de nossos intrépidos nefastos dirigentes terem reaparecido com cara de paisagem nas redes sociais. Sem comentários.

O empate poderia ser considerado bom, não fosse nossa trágica situação

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo parecia que iria conseguir o impossível em Bragança Paulista: ganhar – e bem – um jogo onde o franco favorito era o adversário. Mas só empatou. Digo só pelas circunstâncias em que nos encontramos, porque fora isso, foi um bom resultado. O São Paulo hoje é muito inferior ao time do RB Bragantino.

Crespo mudou a estrutura de meio de campo, sacando Pablo Maia e Alisson para entrar com Bobadilla e Marcos Antonio, e lá na frente colocou Luciano para ficar ao lado de André Silva. Aliás, lugar que Luciano rende muito mais do que em outras posições.

O time ganhou corpo, foi para cima, dominou o jogo, deixou o adversário nas cordas. Perdeu uma oportunidade com Enzo Dias, em boa assistência de Luciano. Depois do gol de André Silva perdeu outras duas: uma com Luciano e outra, bizarro, com o próprio André Silva, furando assistência perfeita de Enzo Dias, dentro da pequena área, com o goleiro batido.

A impressão que dava era que conseguiríamos uma vitória fácil. Mas na vida atual do São Paulo nada é fácil. E chegamos aos 40 minutos. O Bragantino empata o jogo e, em cinco minutos, só não virou graças a Rafael e atuação da nossa zaga, principalmente Arboleda e Alan Franco.

Foi um alívio ter acabado o primeiro tempo para Crespo arrumar as coisas para o segundo. Não deu tempo. Logo no início, chute de fora da área, infelicidade de Alan Franco, o Bragantino vira. Aí foi começar a rezar para a coisa não piorar. Por alguns minutos ficamos no Z4, local para onde podemos voltar quando essa rodada for concluída.

Mas de novo, em algo pouco provável, quando caminhávamos para o final da partida, André Silva volta a marcar, em assistência de Luciano. O empate caiu do céu naquele momento.

Crespo começou a mudar o time, o São Paulo até avançou um pouco e chegou mais na área do RB Bragantino do que o adversário em nossa área. Mas acabamos empatando o jogo.

Como eu disse no começo, seria um bom resultado não fosse nossa incômoda e desesperadora classificação.

Agora é aguardar o sábado e, enquanto isso, participar da festa do presidente blogueirinho. Ele está comemorando que a dívida do São Paulo no primeiro semestre foi de R$ 32 milhões, quando a diretoria esperava R$ 45 milhões. Então vamos para a festa. Afinal, desgraça pouca é bobagem.

Na estreia de Crespo, um choque de realidade da mediocridade do nosso elenco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não fossem as defesas de Rafael, que interceptou três finalizações importantes do Flamengo (apesar de ter falhado no segundo gol), a estreia de Hernán Crespo no São Paulo teria sido marcada por uma sonora goleada. O placar soou muito leve, principalmente após ter saído com um empate em 0 a 0 do primeiro tempo, para um time que não viu a cor da bola.

É verdade que a maxima “quando falta inspiração tem que sobrar transpiração” pode ser indicada para o time. Não falou vontade, nem raça, principalmente dos argentinos Enzo Dias e Alan Franco (que fez uma partida muito fraca).

Vi comentários nas redes sociais que o amplo domínio do Flamengo pode ser explicado pelo fator do time ter disputado o Mundial até semana passada enquanto o São Paulo estava em ritmo de treino. Me desculpem, mas isso é desculpa de quem é influenciado por essa diretoria maléfica, pois a reflexão é exatamente o contrario disso. O São Paulo, descansado, treinado, foi enjaulado por um time cansado e desanimado pela derrota no Mundial.

Ficou claro com a contratação de Hernán Crespo que a diretoria se conscientizou que montou um elenco pífio, com time remendado, DEM acabando com carreiras e, portanto, sobrou trazer um técnico para buscar 25 empates e talvez duas ou três vitórias para nos tirar desta zona desastrosa em que nos encontramos.

E a amostra está aí: enfrentamos o Flamengo com uma verdadeira retranca, digna dos tempos de Juventus da Javari, com 3-6-1, sendo que esse “1” era absolutamente ineficiente. Melhor teria sido, para esse esquema, o “1” ter sido Ryan. Ao menos tem mais velocidade, melhor domínio de bola e seria muito mais útil que André Silva.

Sinceramente, senti vergonha em ver o São Paulo em campo. Um time que escancara a ideia de ser mais fraco que os demais, de não conseguir encarar o Flamengo de igual para igual e sai da Capital paulista para empatar ou perder de pouco. Sim. Empatar ou perder de pouco. Conseguiu a segunda alternativa.

Nos sobra, no rescaldo do jogo, a certeza de que Pablo Maia foi mais um grande erro do DEM e a carreira dele foi encurtada, que Oscar, ganhando R$ 5 milhões (pagos pelo clube, não pelo patrocinador), não joga o futebol de alguém que ganha 10% disso; que Lucas Moura, assim como eu falei há quatro meses, ficaria parado por três ou quatro meses, fui xingado nas redes sociais, e a prova está aí: se machucou em março e, já em julho, ainda não se sabe quando ele volta; e que nossa sina vai ser brigar o ano inteiro para não cair, porém agora sem Rogério Ceni, nem Hernanes, em Muricy Ramalho para nos salvar.

Enquanto isso nossa diretoria malevolente, bem, essa desapareceu das redes sociais. Quem sabe retorne na quarta-feira, antes do jogo contra o RB Bragantino para depois, novamente, desaparecer.