O time que, a princípio, parecia medonho, deu suco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu um resultado pouco provável como time que Crespo colocou em campo. Ganhou do Fortaleza no Castelão, algo que não acontecia há cinco anos e teve, ainda, como destaque o fato de ter jogado desde os 22 minutos do primeiro tempo com um homem a menos, já que Rigoni foi – mal – expulso.

Como é que você pode acreditar que um time formado por: Rafael; Negrucci, Luiz Gustavo e Sabino; Cedric, Paulo Maia, Bobadilla, Rodriguinho e Wendel; Rigoni e Tápia vá conseguir uma vitória fora de casa? Uma zaga com somente um zagueiro da posição; os outros dois volantes, com um voltando de uma grave lesão de saúde e há quase um ano parado. Um meio de campo que tem se mostrado ineficiente e um ataque que parecia ser pior ao que vinha jogando.

Porém tudo isso se desfez quando Rigoni puxou um contra-ataque pouco provável de final feliz, deu para Rodriguinho que seguiu nesse contra-ataque pouco provável de final feliz, que voltou para Rigoni ir à linha de fundo para uma jogada pouco provável de final feliz, que rolou para trás para Tápia bater para o gol de forma pouco provável de final feliz. Mas o final foi feliz e saiu um belo gol, pelo trabalho da equipe.

É verdade que não podemos medir a eficiência deste time pelo adversário. Afinal, encontramos um time que é pior que o São Paulo e que certamente visitará a série B no próximo ano. Mas o que vale são os três pontos. O resto a gente deixa para depois.

Destaques na partida para Sabino, perfeito na zaga; Luiz Gustavo, uma volta espetacular, comandando o sistema defensivo; Tapia, com uma garra poucas vezes vista neste elenco; e Crespo, que soube arrumar o time, evitar a pressão adversária e ainda conseguir aumentar o placar no final, em outro contra-ataque, desta vez puxado por Bobadilla, com lindo passe para Enzo Dias, que deu linda assistência para Luciano.

Jogamos como time pequeno? Sim, jogamos. Mas eu diria que esse é o nosso patamar. Não estamos na vibe de poder comandar o jogo, empurrar o adversário para trás, fazer o que fazem Palmeiras e Flamengo, por exemplo. Esse nosso tempo ficou lá atrás e está longe de voltar. Portanto, de novo, contra o Palmeiras, vamos encher o time de zagueiros e volantes. Quem sabe consigamos algo positivo.

Time sem vontade, abatido, retrato da crise que domina o São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o torcedor, que ama verdadeiramente este clube, amargou mais uma decepção nessa segunda-feira. Os pouco mais de 12 mil que estiveram no Estádio (o menor público em seis anos), e os milhares que conseguiram aguentar em frente à TV, viram um time apático, sem força alguma ser facilmente batido pelo Ceará por 1 a 0.

O time precisava dar uma resposta à torcida, ainda que estivesse ausente, mas ficou nítido que o grupo sentiu o golpe da eliminação na Libertadores e não conseguiu fazer nada que empolgasse o torcedor, que mostrasse, ao menos, que é um grupo forte, pronto para uma rápida recuperação e virada de página.

O São Paulo até teve algumas chances para marcar gol, mas esteve longe de um amplo domínio sobre o adversário, que se manteve em bloco baixo para não dar espaços ao Tricolor e conseguiu ser eficiente nas raras oportunidades que teve durante a partida.

O Tricolor segue tendo dificuldades para criar jogadas trabalhadas. A falta de criatividade se dá por não haver à disposição muitos atletas que deem profundidade à equipe. Desta forma, o São Paulo acaba trocando passes entre as intermediárias, mas sem evoluir de forma mais aguda para o terço final do campo. Pesa, ainda, o fato de não termos um meia, já que, acredito, ninguém aqui reputa em Rodriguinho um jogador para essa posição digna de ser nosso cabeça pensante.

Falta também um homem de área. Com Calleri, André Silva e Ryan afastados por contusão (só voltam ano que vem), a diretoria foi empilhando erro sobre erro. Trouxe Dineno, no mesmo momento Tápia, iludiu o torcedor com Marcos Leonardo para trazer Rigoni e usa Luciano, já muito velho de clube. Ou seja: dinheiro que não existe voando pela janela. Provavelmente por saborosos acordos com empresários e todos saem ganhando, menos o São Paulo que só sai perdendo.

Claro que o abalo psicológico pela eliminação na Libertadores tem influência no resultado contra o Ceará, assim como a longa lista de desfalques, mas o São Paulo precisa mostrar mais repertório nesta reta final de temporada se quiser se classificar para a próxima edição do torneio continental. Crespo terá muito trabalho pela frente. Jogadores e comissão devem aproveitar o fato de não serem alvos, pelo menos por enquanto, dos protestos da torcida para iniciar uma retomada.

Aliás, por falar em protestos, um fiasco o que fez a Independente para tentar mostrar força e “independência” na sua total dependências “casarística”. Deu mote ao presidente para demitir Belmonte, o que me pareceu algo bastante combinado entre Casares e o Baby. Até porque a grande manifestação, absolutamente voluntária, foi no final do jogo contra a LDU, com mais de 50 mil gritando a uma só voz o que saía do coração, enquanto a Independente do sr. Baby ficou calada. Agora fez uma manifestação para seus 500 integrantes. Ridículo.

Eliminação escancara o que é o São Paulo nos dias de hoje. Mas vale a frase: eu já sabia!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está fora da Libertadores. Perdeu, no Morumbi, para a LDU, por 1 a 0. Conseguiu jogar 180 minutos contra o um time do submundo do futebol da América do Sul – que dirá do mundo – tomar três gols e não fazer um único. Ah, mas eu já sabia.

Mais uma humilhação entre tantas que temos juntado desde 2010, quando o finado Juvenal Juvêncio deu o primeiro golpe no estatuto para se perpetuar no poder. A partir daí seguiram-se gestões desastrosas, como Carlos Miguel Aidar, Leco e, agora, Júlio Casares, o pior deles. Destruíram a instituição, pensaram em si próprios, se esbaldaram de recursos, arrasaram os cofres tricolores, nos colocaram no segundo patamar do futebol brasileiro, por vezes até mais baixo, deixando de brigar por títulos e rastejando nas proximidades do Z4, sendo salvos ora por Muricy Ramalho, ora por Rogério Ceni, ora por Hernanes.

De positivo uma torcida que nunca deixou de acreditar, porque sempre foi a torcida da fé, que conduz – não a que é conduzida – mas a real, que nesta noite fatídica de quinta-feira, no Morumbi com clima de Libertadores, extrapolou o que estava guardado há algum tempo e mandou Júlio Casares TNC. Bradou o #Foracasares que temos propagado há tempos. Até porque este sujeito está apoiando todos os presidentes desde 2006. Portanto é o único, entre todos (inclusive o finado) que agrega em seu currículo a total cumplicidade pelo estágio que fomos colocados.

Um presidente que pegou um estatuto profissional, feito em 2017, e deu um golpe para se reeleger. Que fraudou este estatuto ao colocar na diretoria de Futebol um abnegado, que entende deste esporte o tanto quanto eu, de frequentar arquibancadas e torcer desesperadamente pelo time. E para por aí. Ou seja: não é do ramo (como dirigente, apesar de se colocar como bom para cacete).

E Crespo? Esse não tem culpa. Foi muito criticado por colocar Rigoni na lateral direita. Mas, convenhamos, precisava atacar, precisava marcar gols. Quem ele poderia colocar? Que centroavante, um nove de verdade? Que meia, mas um 10 de verdade? Que elenco tem em suas mãos?

Crespo é o menos culpado de tudo. Tem feito milagre com esse elenco mequetrefe. Já fui muito criticado aqui por rebaixar a qualidade do nosso elenco. Mas o que dizer, o que elogiar? Nem de raça posso falar, porque até isso faltou nesta quinta-feira.

Estamos fora da Libertadores. Levantemos mãos aos céus pelas primeiras dez partidas de Crespo, o efeito que revigorou o time, que fez com que conseguíssemos seis vitórias consecutivas. Ou hoje estaríamos, inevitavelmente, na zona de rebaixamento.

Pobre São Paulo. Sua imensa torcida, constituída por mais de 20 milhões de torcedores, não merece os dirigentes que tem e o que eles estão fazendo com essa SAGRADA INSTITUIÇÃO. #FORACASARES. #FORABELMONTE.

Reservas não foram capazes de derrotar o fraco Santos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo entrou com o time reserva para o clássico contra o Santos na Via Belmiro e, mesmo com os mandantes tendo um time muito fraco, foi derrotado. Aliás, o ataque do São Paulo parece um ataque de riso, porque não consegue sequer ameaçar o gol adversário.

Ao entrar com o time reserva Crespo deixou claro que o foco do clube – principalmente da diretoria – é a Libertadores, por isso preservou os titulares para o jogo da próxima quinta-feira, contra a LDU, no Morumbi, quando o Tricolor precisa vencer por três gols de diferença para se classificar para a semifinal.

Porém, com diversos reservas em campo, o Tricolor até mostrou força para segurar o Peixe em alguns momentos do clássico na Vila, mas o desentrosamento da equipe alternativa limitou a equipe em seus momentos ofensivos. Fora algumas escapadas de Ferreirinha, o time quase não criou.

Sem ameaçar Brazão, foi o goleiro Young quem foi atacado em alguns momentos. Nos dois primeiros, conseguiu fazer boas defesas. Depois deu uma saída ridícula, catando borboletas. E na segunda etapa, em cruzamento facilitado pelo lado esquerdo da defesa, Maílton dormiu, e o atacante Guilherme apareceu em boa condição para fazer 1 a 0.

Crespo, aos poucos, colocou alguns titulares. Já na volta para o segundo tempo trouxe Bobadilla e Rigoni. Depois colocou Marcos Antônio, Luciano e Enzo Díaz, mas a sensação foi que o futebol do São Paulo não fluiria na noite de domingo. Faltou, eu diria, até um pouco de vontade para jogadores que precisariam mostrar serviço, mas se entregaram ao marasmo.

Nomes como Rodriguinho e Ferreira, que precisam mostrar futebol, decepcionaram mais uma vez. Dineno conseguiu ficar um tempo inteiro para tocar duas vezes na bola. Mailton, que até teve uma estreia boa no segundo tempo contra a LDU, foi horrível. E Tolói mostra que está muito longe de ser o zagueiro que precisamos.

Me preocupa saber que, mais uma vez, essa diretoria maléfica abre mão da possibilidade de chegar com reais chances ao G4 do Brasileiro, se garantir para a Libertadores do ano que vem, podendo se preparar melhor para o torneio pelo desespero do jogo de quinta-feira. Afinal, um Pavão Misterioso precisa desesperadamente de uma Libertadores para chamar de sua.

Certamente os jornali$ta$ amigos da diretoria vão repetir o discurso “cala a boca da torcida”. Assim como o fizeram antes do San-São, que Oscar estaria em campo – sequer foi para o Litoral – vão apostar que ele e Lucas estarão contra a LDU. De duas uma: ou de novo vão tentar vender ilusão para abafar mais uma derrota, ou vão colocar os dois no desespero, sob pena de perdê-los para o resto da temporada ou, quiçá para toda a vida.

São Paulo merecia resultado melhor em Quito. Agora ficou difícil.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo sai com uma derrota de 2 a 0 em Quito, no jogo de ida pelas quartas-de-final da Libertadores, contra a LDU. Não mereceu essa derrota, mas, convenhamos, agora a situação se complicou um pouco.

Mesmo a altitude de quase 3 mil metros de Quito não impediu que o São Paulo jogasse um bom futebol. Dominou o jogo até os 15 minutos, quando, por erro da zaga, sofreu o primeiro gol. Ramirez recebeu lançamento por um corredor que se formou entre Cedric – maior responsável por não ter acompanhado o ala equatoriano – e Ferraresi.

Depois do gol o time se perdeu e poderia ter tomado uma goleada, não fosse, convenhamos, a ruindade do ataque da LDU. O time errou muitos passes na saída de bola, Ferraresi, Arboleda e Alan Franco demonstraram sofrer o impacto do gol, Bobadilla errava passes curtos no meio de campo. Mas mesmo assim a posse de bola, aos poucos, foi voltando para o São Paulo. A ponto de termos uma grande jogada de Enzo Dias, sobre a risca de linha de fundo, tirando um cruzamento para lindo voleio de Luciano, que foi para fora.

Cedric, que fazia uma apresentação horrível – depois explicada por Crespo, que disse que o português teve diarreia antes do jogo -, foi substituído no intervalo por Crespo. E Mailton, que fez sua estreia, entrou bem. Cobrou escanteios com grande perigo para o gol adversário, em nenhum momento sentiu o peso da camisa.

Assim, no segundo tempo, o São Paulo começou a dar sinais de que transformaria numa sorte melhor o bom futebol que voltara a apresentar. Com Marcos Antônio inspirado, o Tricolor voltou a trocar passes com precisão no campo ofensivo. Só que os erros não diminuíram. Ferreira e Rodriguinho entraram bem, movimentaram mais o time.

Foram quatro chances claras criadas, além de um chute de longa distância de Marcos Antônio, que poderiam ter mudado os rumos da partida em Quito. Luciano foi quem teve as melhores oportunidades e não converteu. Perdeu dois gols inacreditáveis.

E, de novo, justamente quando estava melhor (e muito melhor), com aquela pinta de que faria seu gol, o São Paulo levou o segundo. Num vacilo ainda maior de sua defesa, viu a LDU ampliar uma vantagem que já era ruim para os tricolores.

No lado direito, Ferraresi, o maior culpado no lance, tocou “na fogueira” para Pablo Maia, que, cercado por quatro jogadores, errou o domínio, foi desarmado e não teve o que fazer para evitar que Estrada fizesse o segundo dos equatorianos.

Nos 18 minutos finais, o São Paulo novamente perdeu força, assim como no primeiro tempo. Apesar de parecer ter fôlego e energia mesmo na altitude, se desorganizou, embora também tenha perdido chances até o apito final.

Agora precisará de vitória por três gols de diferença no Morumbi. Impossível? Não. Difícil? Sim. Basta lembrar que o super poderoso Flamengo ganhou, na fase de grupos, no Maracanã por 2 a 0. E que o Botafogo, eliminado pela LDU, fez um gol aos dois minutos de jogo e não conseguiu fazer mais nada Portanto, terá que haver muita superação e transpiração para seguirmos na Libertadores.

São Paulo faz a lição de casa e se consolida na luga pelo G6

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o time alternativo do Botafogo, no Morumbi, e se manteve na luta pelo G6, consolidando sua disputa por essa posição. Verdade que também estávamos com time alternativo, mas não por poupar jogadores, e sim pelo alto número no departamento médico.

Destaque no jogo para a partida de Enzo Dias, para mim o melhor em campo. Deu uma assistência perfeita para o gol de Dinemo, quase faz um golaço de falta, lutou demais, foi extremamente participativo, enfim, o nome do jogo.

Porém o que me chamou mais a atenção – e juro que torci muito para ir bem – foi a dupla de volantes Pablo Maia / Alisson. Essa dupla foi responsável pelo equilíbrio do time que nos deu o título da Copa do Brasil. Alisson voltou um pouco acima do peso, faltando algum ritmo, mas Pablo Maia, aos poucos, está recuperando seu futebol, o que para nós é fundamental, pois é o melhor primeiro volante que temos no elenco.

A defesa voltou a mostrar entrosamento e firmeza, ainda que tinha, na partida, um estreante e Alan Franco jogado no meio da zaga, onde não vai – e não foi – bem. Mas Tolói estreou como se jogasse no time há muito tempo e Sabino vem tendo atuações surpreendentes. Entendo que bem condicionados fisicamente, Tolói, Arboleda e Alan Franco (ou Sabino) podem formar uma excelente zaga.

Nosso problema reside do meio para a frente. Rodriguinho não serve para ser nosso meia (e a diretoria acha que pode vender por R$ 156 milhões), e a dupla de ataque preocupa. Por mais que para o jogo de quinta-feira tenhamos a volta de Luciano, o miolo do ataque não nos dá confiança. Dineno fez o gol, mas ainda não gera otimismo para nós. De qualquer maneira, ganhamos, estamos na luta pelo G6 e agora podemos pensar em Libertadores.

Os bons ventos trazidos por Crespo nos dão um pouco de alegria, porém não nos permitem tirar os olhos dos desmandos dessa diretoria. O futebol, extremamente importante, não pode cegar os torcedores e a diretoria está prestes a vender 30% de Cotia, com malas pretas voando sobre o Conselho Deliberativo. Nossos olhos estão bem abertos.

Time jogou bem, mas Crespo voltou a errar nas decisões

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, perder do Cruzeiro em Belo Horizonte não é assustador. Por mais que seja um grande freguês histórico do São Paulo, neste ano vivemos outra realidade, com os mineiros arrumados tentando buscar o titulo- apesar que não ganharão – e o São Paulo, outrora lutando para fugir do Z4, hoje em condição de brigar pelo G6.

Hernan Crespo manteve o sistema tático ao qual se agarrou, e que tem dado certo. Os primeiros 20 minutos foram de domínio total do São Paulo. O Cruzeiro não soube sair da marcação feita pelo Tricolor, que começou a sobrar na frente. Por mais que tenha dominado o jogo, chances não foram criadas. O ataque do São Paulo, mais uma vez não funcionou, porque Luciano é um ótimo segundo atacante, mas horrível quando tem que ser referência. Ja Ferreira, bem, esse há alguns jogos vem muito mal, tomando decisões erradas e perdendo todos os confrontos com seus marcadores.

O Cruzeiro cresceu a partir dos 25 minutos, equilibrou o jogo e até colocou nossa meta em perigo, obrigado Rafael, o melhor em campo, a aparecer. A defesa estava sólida com Ferraresi e Sabino, mas um desastre com Alan Franco.

Os mineiros encontravam facilidade pelo lado direito do ataque porque Patryck é uma aberração como jogador. Tanto que Vanderson, que joga pela esquerda, foi jogar na direita, já que Cedric deu conta do recado.

O segundo tempo foi mais do mesmo, só que o Cruzeiro se encorpou e foi para cima. Chegou ao gol numa infelicidade de Rafael, que estava na bola, mas o desvio em Alan Franco o tirou da bola. Antes do gol já pedíamos na transmissão a entrada de Henrique no lugar de Ferreira. O São Paulo estava muito óbvio, precisava de alguém para quebrar a marcação.

Crespo, e aí começa minha crítica ferrenha a ele, não mudou. Só foi mexer no ataque, completamente inoperante, aos 35 minutos do segundo tempo, colocando Tapia e Dineno. E aos 39 colocando Henrique e Wendel. Cinco minutos para fazer qualquer coisa é muita sacanagem do treinador com Henrique.

Mesmo assim ele aprontou. ofereceu duas chances de gol que não foram aproveitadas. Está mais do que evidente que Henrique deveria ter começado jogando e não Ferreira, em má fase. Está escancarado que Crespo errou, como vem errando constantemente nas dificuldades. Ele não consegue pensar rápido para mudar o time. Por mais que eu saiba que ao olhar para o banco e ver o material humano que tem pode bater desespero, mas é hora de investir nessa garotada que já provou que pode dar conta. Henrique é um exemplo disso.

Enfim, duas semanas de pausa para tentar recuperar alguns que estão no Refis. É um time inteiro. E arrumar o que precisa ser arrumado, principalmente o ataque, que não tem funcionado com Crespo.

Mais uma vitória e a impressionante evolução do time com Crespo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo engatou a sexta vitória sob o comando de Crespo no Campeonato Brasileiro, chegando a oito jogos de invencibilidade, numa impressionante disparada em pontos com o novo comando técnico.

Zubeldia não teve durante muito tempo Calleri, Oscar, Lucas, Arboleda, Alisson, jogadores fundamentais para o elenco. Crespo também não os tem. Zubeldia tinha Bobadilla, Marcos Antonio, Ferraresi e Cedric, sempre xingados pela torcida. Crespo também os tem e, ao contrário do que ocorria, todos hoje são aplaudidos pela torcida.

É impressionante a mudança de postura do elenco com a troca de um treinador argentino por outro. Crespo arrumou a defesa e o meio de campo, só penando um pouco no ataque. Temos (eu disse TEMOS) a mania de criticar o treinador, seja ele quem for, antes de qualquer jogo, entendendo que a escalação está errada. Mas Crespo vem dando mostras que em pouco tempo já conhece muito bem o elenco que tem, suas limitações e suas versatilidades. Com isso tirou o São Paulo da incômoda proximidade do Z4 e colocou em um lugar que ninguém poderia, em sã consciência, acreditar que poderia estar: próximo do G6.

Não fossem quatro pontos estupidamente perdidos para o Sport (dois com Zuba, dois com Crespo), hoje estaríamos entrando no G4. Mas não podemos, de forma alguma, tecer críticas a Crespo. Ele luta com as mesmas dificuldades de seu antecessor e está fazendo o time sobrar em campo contra adversários até outrora tido como imbatíveis.

Contra o Atlético-MG o jogo começou modorrento, como tem sido comum no início de todas as partidas com Crespo no comando. Mas em pouco tempo o São Paulo começa a dominar e vira um passeio. Assim foi até Pablo Maia fazer um belo gol. Se o jogo estava chato, ficou divertido. E o São Paulo sobrou em campo. Fez 2 a 0, poderia ter feito muito mais (ainda que eles tenham tido um gol bem anulado e uma bola no travessão), não fossem as chances desperdiçadas pelo nosso ataque.

Mas não importa. Fizemos mais três pontos, sempre obrigatórios no Morumbi.

A preocupação fica por conta de Lucas, poupado para resgate da forma física. Poupado de que, cara pálida? Ele esteve presente em três jogos ficando no banco, jogando por 20 ou, no máximo, 30 minutos em cada jogo e tem que fazer uma recuperação física? De novo alguém vai ter que dar uma explicação muito bem dada aí. Se é que tem alguém que consiga explicar alguma coisa.

São Paulo sofreu mais do que precisava para se classificar. Mas passou.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a noite estava linda. Era noite de Libertadores. Quase 60 mil pessoas no Morumbi, recepção magnífica à delegação na chegada ao estádio, clima de festa e muita fé numa vitória e classificação para as quartas de final da Libertadores. Conseguimos, é fato, mas sofremos mais do que precisávamos.

O gol marcado logo aos três muitos parecia coroar a linda noite de terça-feira. Abria-se o caminho para uma vitória fácil, pois pegando o retrospecto do Atlético Nacional nesta Libertadores, o time não havia marcado um único gol fora de casa. Então era questão de ter os nervos no lugar, administrar a vantagem e se aproveitar dos espaços que os colombianos deixariam, por mais que em nenhum momento terem jogado na defensiva, com retrancas. Ao contrário, jogaram sempre marcando a saída de bola do São Paulo.

Com a vantagem, o São Paulo deveria tentar diminuir o ritmo do jogo, trocar passes no meio de campo e, sem pressa, tentar o segundo. O que o time tentou foi o oposto disso. O jogo ficou ruim para nós. O São Paulo até se defendeu bem, mas não conseguiu ficar com a bola. Contra-ataques não saíram, lentidão no meio de campo, a defesa errando saídas de bolas e o time vendo a situação piorar.

Crespo teve uma noite muito infeliz. Deveria ter mexido no time no intervalo, ter voltado com Lucas no lugar de Rodriguinho, que voltou a ser Rodriguinho. Mas não. Esperou algum tempo antes de fazer a alteração. A entrada de Lucas deu um pouco de lucidez ao setor de criação.

Para piorar ainda mais, o Atlético Nacional empatou num pênalti desnecessário cometido por Enzo Diaz. Morelos já estava marcado por Sabino, que vacilou e deu a oportunidade para o adversário girar. O lateral, então, abusou da vontade de desarmar o colombiano e cometeu a infração.

E mais um erro de Crespo, que não teve vontade de vencer por pavor de perder. No gol do Atlético houve a expulsão de Cardona. Crespo fez entrar Ferreira no lugar de André Silva enquanto jogo ainda estava parado. Errou. Sabedor do empate e da expulsão, poderia ter desfeito o sistema de três zagueiros e colocado Henrique pelo lado do campo. Tanto daria certo que quando ele fez isso, já no final do jogo, o São Paulo passou a pressionar muito e quase conseguiu o segundo gol.

Mas o jogo acabou com ares dramáticos, porque, mesmo com um a menos, o Atlético Nacional levou muito perito ao gol do São Paulo. Então vieram os pênaltis. O trauma da final da Copa do Brasil presente em nossas mentes. Rafael defende o primeiro e abrimos vantagem com Lucas. Porém não dura muito tempo, porque Marcos Antonio perde na sequência, e vamos no faz aqui, faz ali, até a última cobrança, quando o colombiano erra e Cedric marca. Estamos classificados.

Apesar desta sórdida diretoria que comanda o São Paulo, a emoção de ser torcedor deste time supera qualquer coisa. E cheguei à conclusão: eu ainda vou morrer transmitindo um jogo destes.

Empate teve primeiro tempo horrível e segundo tempo brilhante

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo trouxe um empate de Recife, por 2 a 2 com o Sport, depois de estar perdendo por dois a zero e ir buscar a igualdade no último minuto de jogo. Foram dois tempos completamente distintos: um primeiro tempo horrível, com o São Paulo tomando um verdadeiro baile do lanterna do Brasileiro e um segundo tempo digno de um time de nossa estrutura, merecendo até a virada e a vitória.

Crespo optou por poupar jogadores visando o jogo de terça-feira contra o Atlético Nacional, pela Libertadores. Não levou para Recife Alisson, Marcos Antonio, Rafael e Luciano. Deu oportunidade para jovens, como Maik e Rodriguinho, para quem fica sempre no banco, como Patryck, Pablo Maia, Luan, Dineno e Tapia e mudou o esquema tático, saindo do 3-5-2 para o 4-3-3. Não deu certo.

Maik e Patryck fizeram um primeiro tempo desconcertante. Ambos foram completamente envolvidos pelos atacantes pernambucanos; Pablo Maia e Luan, fora de forma ou sem condição física, não conseguiam acompanhar Lucas Lima; a dupla de zaga batendo cabeça; o ataque absolutamente morto; e um goleiro que com dois minutos de jogo entrega uma bola nos pés de Lucas Lima para que ele fizesse o gol. E o segundo também absolutamente defensável. Ou seja: a torcida que pediu Young hoje reflete sobre os xingamentos a Jandrei.

Crespo percebeu que estava sujeito a tomar uma goleada caso não alterasse o time e resolveu mudar. Voltou com Lucas no lugar de Rodriguinho e o time começou a se encorpar. Depois colocou Ferraresi, Bobadilla, André Silva e Henrique. E esse foi o grande diferencial.

Ferraresi conseguiu dar mais segurança à defesa, já que Alan Franco, jogando pelo lado direito, é uma tragédia; Bobadilla encorpou o meio de campo; e Henrique, bem, esse fez o que há muito tempo não vejo alguém fazer no São Paulo. O garoto chamou a responsabilidade para ele, pediu bola e ganhou todas, absolutamente todas as jogadas que participou. Partiu para cima dos laterais, trouxe bolas em diagonal, levou outras para a linha de fundo, bateu escanteios – um deles na cabeça de Lucas para o primeiro gol -, deu passes curtos e longos. Enfim, me fez pensar o que faz um técnico não dar oportunidades para ele, seja Crespo ou mesmo Zubeldia, que nunca lhe deu chance.

Mayk, que tinha feito um péssimo primeiro tempo, marcou o gol de empate e, espero, isso sirva para lhe dar confiança e fazer com que ele consiga apresentar o futebol que tinha na base, mas que até agora não conseguiu mostrar no profissional.

Página virada, agora pensamento focado para terça-feira, no jogo de volta da Libertadores contra o Atlético Nacional. O que tiver que vir, virá.