Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu um resultado pouco provável como time que Crespo colocou em campo. Ganhou do Fortaleza no Castelão, algo que não acontecia há cinco anos e teve, ainda, como destaque o fato de ter jogado desde os 22 minutos do primeiro tempo com um homem a menos, já que Rigoni foi – mal – expulso.
Como é que você pode acreditar que um time formado por: Rafael; Negrucci, Luiz Gustavo e Sabino; Cedric, Paulo Maia, Bobadilla, Rodriguinho e Wendel; Rigoni e Tápia vá conseguir uma vitória fora de casa? Uma zaga com somente um zagueiro da posição; os outros dois volantes, com um voltando de uma grave lesão de saúde e há quase um ano parado. Um meio de campo que tem se mostrado ineficiente e um ataque que parecia ser pior ao que vinha jogando.
Porém tudo isso se desfez quando Rigoni puxou um contra-ataque pouco provável de final feliz, deu para Rodriguinho que seguiu nesse contra-ataque pouco provável de final feliz, que voltou para Rigoni ir à linha de fundo para uma jogada pouco provável de final feliz, que rolou para trás para Tápia bater para o gol de forma pouco provável de final feliz. Mas o final foi feliz e saiu um belo gol, pelo trabalho da equipe.
É verdade que não podemos medir a eficiência deste time pelo adversário. Afinal, encontramos um time que é pior que o São Paulo e que certamente visitará a série B no próximo ano. Mas o que vale são os três pontos. O resto a gente deixa para depois.
Destaques na partida para Sabino, perfeito na zaga; Luiz Gustavo, uma volta espetacular, comandando o sistema defensivo; Tapia, com uma garra poucas vezes vista neste elenco; e Crespo, que soube arrumar o time, evitar a pressão adversária e ainda conseguir aumentar o placar no final, em outro contra-ataque, desta vez puxado por Bobadilla, com lindo passe para Enzo Dias, que deu linda assistência para Luciano.
Jogamos como time pequeno? Sim, jogamos. Mas eu diria que esse é o nosso patamar. Não estamos na vibe de poder comandar o jogo, empurrar o adversário para trás, fazer o que fazem Palmeiras e Flamengo, por exemplo. Esse nosso tempo ficou lá atrás e está longe de voltar. Portanto, de novo, contra o Palmeiras, vamos encher o time de zagueiros e volantes. Quem sabe consigamos algo positivo.