Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, que triste empate esse do São Paulo contra o Ceará neste sábado, no Morumbi. O time fez um ótimo primeiro tempo, terminou vencendo por 2 a 1, poderia ter sido mais, não fossem pequenos detalhes de uma condução de bola com o braço por André Anderson ou o pé de Luciano, lances que invalidaram dois gols de Calleri.
Mas o esquema tático montado por Rogerio Ceni foi muito bem de novo. Jogando com três zagueiros, uma linha de cinco no meio de campo, dando liberdade para Luciano e Calleri se movimentarem no ataque, funcionou redondinho. Rafinha e Reinaldo desciam com precisão; Igor Gomes e Rodrigo Nestor alternavam a posição como primeiro volante, com André Anderson apoiando o ataque.
Sem motivo algum, mais uma vez, Rogerio Ceni mexe no time no intervalo. Ganhando o jogo desmonta o sistema de 3-5-2, coloca Eder no lugar de André Anderson e time vira uma bagunça. Percebendo que alguma coisa dava errado, trocou, também inexplicavelmente, os dois laterais, tirando Rafinha e Reinaldo para colocar Igor Vinicius e Wellington.
Em resumo: o que estava funcionando bem, assim como no jogo contra o Corinthians, deixou de funcionar e, mais uma vez, sofremos o empate. O São Paulo ficou completamente inoperante o resto do jogo.
A diferença é que no jogo de Itaquera, por mais que tenhamos deixado a vitória nos escapar, ainda pudemos comemorar a conquista de um ponto fora de casa. Desta vez, não. Perdemos dois pontos jogando contra o misto do Ceará. Pontos irrecuperáveis.
Também serviu para nos mostrar que nosso elenco, quando posto verdadeiramente à prova, é limitado. Não temos peças para substituição a ponto de não mudar o andamento do time no jogo.
Por isso, às vezes me engano imaginando que podemos alcançar algum título esse ano. Repito: às vezes me engano. Só isso.