Vitória do São Paulo foi justa, apesar do erro de arbitragem

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo voltou a vencer no Morumbi neste domingo, mostrando que dentro de casa está se tornando imbatível. Um ótimo sinal para quem almeja disputar uma boa colocação no Brasileiro.

A imprensa quis dar mais destaque à arbitragem do que a vitória em si do Tricolor. Concordo que não foi pênalti, mas entendo que no lance anterior houve penalidade que não foi marcada, quando o zagueiro toca com o braço na bola; a imprensa também entendeu, no embalo da análise feita por Sandro Meira Ricci, que a expulsão do Cafu foi injusta. Espera um pouco: não houvesse dobrado a perna, Arboleda sairia com fratura do jogo pela entrada do jogador do Cuiabá. Portanto, expulsão mais do que justa.

Não há dúvida que o São Paulo merecia a vitória. Posso até admitir que não fosse o pênalti (repito, houve um não marcado) talvez não tivéssemos chegado a esse resultado. Mas o goleiro Valter foi um dos melhores em campo, fez defesas incríveis em lances com Arboleda e Calleri, o domínio do São Paulo foi absoluto e houvesse um placar mais dilatado, não seria injusto.

Não gostei de Patrick e Alisson. As entradas de André Anderson e Nikão mudaram a cara do jogo e deram mais força para o time, que já tinha dominado o primeiro tempo mesmo com essas peças falhas. Mas as substituições tornaram o time ainda mais ofensivo, com jogadas interessantes dos dois lados e penetrações de André Anderson. Aliás, finalmente entendi um pouco do jogo deste rapaz.

Estamos indo muito bem. Apesar das críticas de parte da torcida, estamos em terceiro lugar no Brasileiro, dois pontos atrás do líder, um ponto a menos que o vice-líder, que tem um jogo a mais, nas oitavas-de-final da Copa do Brasil, virtualmente classificados para a próxima fase da Sul-Americana…Portanto, acho que temos que parar um pouco com as cobranças e entender o momento do time.

Não vou me iludir e entrar na euforia plena achando que temos o melhor elenco do mundo e que vamos ganhar tudo. Mas, dentro do que se previa, estamos conseguindo não sofrer tanto quanto no ano passado. Que os bons ventos continuem soprando a nosso favor.

Classificação garantida, obrigação cumprida. Mas temos que melhorar.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo garantiu sua classificação à próxima fase da Copa do Brasil ao cumprir sua obrigação e derrotar o Juventude, “em casa”, por 2 a 0. Temos que comemorar, sim. Mas também temos que entender que há muito que melhorar no time para evitar correr riscos desnecessários.

Começo pelos passes, na saída de bola. Não poucas vezes cometemos erros na frente da área, o que sempre coloca um time em risco. Diego Costa e Léo erraram algumas saídas de bola. Mas o principal foi Gabriel, ótimo para desarmar, péssimo para passar. No início do jogo cometeu quatro erros seguidos. Irritante. No segundo tempo entrou Luan, mas a situação não se alterou e os erros se sucederam.

No meio, Igor Gomes e Alisson continuaram errando seus passes e, por isso, a bola não chegava no ataque. Calleri e Eder ficaram isolados e dependiam apenas das descidas dos laterais. Igor Vinicius fez uma grande partida, mas Reinaldo voltou a apresentar defeitos, tanto na marcação quanto no ataque.

Rogério Ceni reconheceu essas deficiências no vestiário, após o jogo, e disse que tem que melhorar. ainda bem que temos um técnico que sabe ver o jogo.

Nesta quinta-feira Ceni inovou e entrou com um esquema 3-5-2. Interessante. Mas eu gostaria de ver Miranda nessa posição de líbero, com Diego Costa jogando pela esquerda e Arboleda pela direita. Ou vice-versa. Talvez fosse bem mais seguro do que a formação com Léo. Não que ele tenha comprometido, mas falo em termos de segurança para a zaga.

Outra coisa que não me conformo é com o técnico não escalando Luciano e Calleri. Ele testa Calleri com Eder, com André Anderson; Luciano com Rigoni, com Marquinhos, mas nunca os dois juntos. O que acontece? Me parece que essa é a dupla ideal de ataque, já que são os atuais artilheiro e vice-artilheiro do time. Não podemos prescindir destes gols.

Enfim, é muito bom quando criticamos construtivamente após a vitória e a classificação. Pior se estivesse aqui reclamando e criticando após a eliminação. Se vamos ais longe na Copa do Brasil eu não sei. Vai depender muito do sorteio. Mas temos um elenco em condição de evoluir e um técnico que sabe bem o que tem nas mãos.

Isso tudo me deixa tranquilo e otimista para o que vem por aí.

Testes de Rogério Ceni fazem time regredir

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a não ser por circunstâncias óbvias, dificilmente vou considerar um empate fora de casa mau resultado. Portanto, apesar de estarmos ganhando e sofreremos o gol de empate , entendo que trouxemos um ponto de Fortaleza, ao invés de termos perdido dois.

Mas há que se constatar que algumas experiências de Rogério Ceni tem feito o time andar para trás. Se voltarmos a quinta-feira passada no jogo contra o Everton, o São Paulo padeceu por conta de um meio de campo congestionado de volantes, sem um jogador para fazer a ligação, enquanto Marquinhos, Rigoni e Luciano, habituados a jogar pelos lados do campo, ou vindo buscar a bola, como Luciano, foram colocados no meio do ataque.

Já neste domingo Rogério Ceni colocou André Anderson. Na chegada ao estádio disse que sua vontade era testá-lo na Sul-Americana, mas ele não está inscrito. Oras, então faz o teste no campeonato Brasileiro, que é, pelo que dizem, o torneio onde o São Paulo vai dedicar suas atenções.

Em meus comentários tenho dito que aceito a tese de Ceni, de rodar o time e colocar uma escalação que seja o espelho do time adversário. Mas que se treine para isso. E não me parece que André Anderson tenha treinado para esse jogo.

Além do mais, cada vez fica mais claro que Luciano é o cara para ser companheiro de Calleri lá na frente. Ele já readquiriu a forma, já está no rimo certo. Não há razão para ele não entrar nos jogos principais.

De qualquer maneira, o empate pode ser considerado bom resultado, por mais que o Fortaleza não tivesse ponto algum somado até agora. Fomos aos oito pontos. Levando-se em consideração que fizemos dois jogos em casa e três fora, estamos um ponto atrás da média ideal. Como estamos no início do campeonato, esse ponto é facilmente recuperável.

Quinta-feira tem Copa do Brasil. Vamos levar a sério, pois é um título que não temos e que eu tenho muita vontade de conquistar.

Desempenho grotesco no Chile não pode nos levar ao descrédito

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o time foi grotesco em Viña del Mar. O empate em 0 a 0 contra o fraquíssimo Everton teve em Jandrei seu melhor jogador, com ótimas defesas, evitando o ridículo de uma derrota. O time, tido como reserva, foi muito mal e decepcionou. Mas não pode nos levar ao descrédito.

O que me decepciona é ver Rigoni um pseudo jogador. Não dá um único drible, não chuta uma bola a gol, não dá assistências, erra todas as jogadas. Sinceramente, não sei o que está se passando com ele. Alguém da diretoria,ou da comissão técnico, deveria dar uma explicação.

Marquinhos, jogador tão pedido por entrar sempre bem nos jogos, também foi uma figura apática. Luciano, jogador aclamado pela torcida, não conseguiu fazer nada que justificasse esses pedidos. Reinaldo, outrora titular absoluto, voltou a ser aquele Reinaldo que odiávamos e que foi emprestado por aí. Igor Vinicius esteve em noite de Igor Vinicius, matando algumas bolas com a canela e outras com o joelho. Gabriel, mais uma vez mostrou porque nem na reserva fica muitas vezes.

Ai entrou o Toró. Nas quatro bolas que recebeu, duas das quais em boas condições de criar algo perigoso, caiu de bunda no chão. Aliás, todo o time caiu várias vezes. Virou comédia pastelão.

Se tivéssemos ganho, já estaríamos classificados, porque o Ayacucho empatou com o Jorge Wilstermann. Mas vamos depender de mais um ponto, pelo menos, para obter a classificação. Isso numa Sul-Americana. É duro para a torcida.

São Paulo jogou bem contra o Santos, mas falta alguma coisa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu um grande resultado nesta segunda-feira, batendo o Santos no Morumbi. Sim, seria obrigação ganhar dentro de casa, mas nem sempre é assim em se tratando de clássicos.

O São Paulo foi superior em quase todo o jogo, mas desatenção e falhas individuais os colocaram em risco. Depois de termos feito o primeiro gol, numa assistência perfeita do Patrick para o Calleri, o time formou uma linha de marcação que não permitia ao Santos chegar com perigo.Igor Gomes e Rafinha faziam grande jogo pelo lado direito, enquanto Wellington voltou a cometer os erros em cruzamentos.

Wellington, aliás, toma o drible do jogador santista, cai deitado no chão e Jandrei completa a falha no cruzamento. E, aos 46 minutos, no apagar das luzes, sofremos o gol de empate.

Esse é o ponto que quero pegar. Essas falhas individuais nos colocam em risco. O jogo estava administrado, dominado, o Santos perdido e nós demos, praticamente, o gol para eles. Em outros jogos sofremos gols por erros em saída de bola. Um time grande não pode fazer isso.

No segundo tempo, tudo voltou ao normal, dominamos o jogo e chegamos ao segundo gol. Ainda tivemos outras oportunidades que perdemos, mas não corremos mais riscos, porque a marcação se solidificou.

Três pontos importantes, conquistados dentro de casa num clássico. Isso pode ser indicativo que vamos brigar lá em cima. Será um ano diferente. Oxalá eu esteja certo.

Vitória na Bolívia nos dá tranquilidade para pensar no futuro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, todos nós esperávamos uma vitória do São Paulo na Bolívia. Jogamos contra um time que não ganha de ninguém, está em crise, técnico interino, goleiro do sub-20 (o titular está suspenso), enfim, todos os ingredientes favoráveis a nós. E cumprimos o nosso papel.

É bem verdade que tomamos um susto, quando os bolivianos empataram com um gol de pênalti pra lá de duvidoso. Arboleda disputa uma bola no alto com o atacante do Jorge Wilstermann, que se joga no chão e o árbitro marca a penalidade.

Voltando um pouco no tempo, o gol do São Paulo saiu de jogada tentada algumas vezes. Alisson, que fazia o lado direito do ataque, vai para o meio, Igor Vinicius passa pelo corredor, recebe a bola livre e cruza na medida para Igor Gomes. Gol bonito, bem trabalhado.

Aliás, Igor Gomes fez uma grande partida, sendo eleito, merecidamente, como o melhor em campo. Veloz, municiando o ataque, algumas vezes deixou seus companheiros em condição para marcar. O gol de pênalti de Reinaldo nasceu de jogada de Igor Gomes, que descola um belo lançamento para Eder, deixando o atacante cara a cara com o goleiro, que comete a penalidade. E Igor Gomes ainda protagonizou outras boas jogadas.

Gostei da entrada de Rigoni. Ele repetiu as boas jogadas que fazia outrora, bateu uma falta no travessão, deu um passe perfeito para Marquinhos, que acertou a trave. Valeu sua entrada, assim como de Marquinhos, menino predestinado. Além desta bola na trave, ele marcou um golaço.

Foi um time alternativo com toques de titularidade. O suficiente para ganharmos bem do Jorge Wilstermann. Nessa tabela ridícula da Sul-Americana, onde até agora jogamos duas fora e uma dentro, faremos mais uma fora, na próxima rodada, contra o Everton, para só depois jogarmos duas no Morumbi. Mas, por ser esta uma série B da Libertadores, poderemos garantir nossa classificação já no Chile, a depender do que vai acontecer no jogo o Ayacucho com o Jorge Wilstermann.

É apenas nossa obrigação, nada mais do que isso.

Empate injusto em Bragança contou com erro grotesco da arbitragem

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo trouxe um ponto de Bragança Paulista. Alguns dirão que foi como se tivéssemos perdido, pois o Bragantino jogou com sete desfalques. Eu diria que, pelas circunstâncias, o resultado foi bom. E explico.

Desde que a RB comprou o Bragantino, nunca tivemos sucesso lá. Efetivamente a empresa montou um belo elenco e consegue rodar seus jogadores sem perder o ritmo.Mérito, também, para o técnico Marcelo Barbieri. Jovem e muito competente.Além do mais, o gol com um minuto de jogo desmontou qualquer esquema que Rogério Ceni tivesse previsto para a partida.

Quando analisamos uma tabela de Campeonato Brasileiro, sabemos que um time, para ser campeão, precisa fazer, em média, dois pontos por jogo, o que seria vitória em casa e empate fora. Alguns jogos classifico como “perdíveis”, caso, por exemplo, do Flamengo, além de outros, como Atletico-MG, Palmeiras, Corinthians. Porém também classifico alguns como “ganháveis” como Avaí, Juventude, Goiás, Atlético-GO. Uma coisa compensa a outra.

Então o empate seria um bom resultado para nós em Bragança. Porém o time soube reagir do gol sofrido no início do jogo e jogou o tempo todo em cima do Bragantino. Calleri não estava em tarde feliz e perdeu diversas oportunidades, coisa rara de acontecer.

Tivemos bola na trave do Eder, gol perdido pelo Wellington, outro pelo Rodrigo Nestor. Enfim, as oportunidades foram criadas. Nosso problema esteve nas finalizações.

Mas o grande entrave, para mim, foi a arbitragem. Não costumo responsabilizar o árbitro pelos insucessos do time, mas neste sábado foi vexaminoso. No primeiro tempo um pênalti claro, com o zagueiro tirando uma bola com a mão. Fosse questão de “critérios”, ele não teria marcado uma falta de Léo, do mesmo jeito, só que fora da área. O mais grave, no entanto, foi o pênalti sobre Calleri. O jogador do Bragantino agrediu o argentino com um tapa na cara, o árbitro viu, tanto que deu cartão amarelo, e ficou por isso mesmo. A agressão aconteceu com a bola em jogo. Portanto, pênalti. E expulsão do adversário. Pior: escanteio dado, ele fez Calleri sair de campo porque foi atendido pelos médicos. Ocorre que o adversário receberu amarelo. Então ele puniu duas vezes o São Paulo.

Ao contrário de alguns pessimistas, não me incluo nesse time e acredito que não vamos sofrer tanto este ano. Título, não conto com ele. Mas Z4 acho que ficará longe de nós também.

Há riscos no pseudo aviso a Adidas que beira a bizarrice

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a cada dia que passa essa diretoria nos coloca mais para baixo no sentido organização e respeito. Não bastasse a esdrúxula tentativa de aparecer do presidente Júlio Casares, postando em suas redes sociais uma foto montada em Fotoshop com o cantor Roberto Carlos, sendo ridicularizado por toda a coletividade são-paulina e por isso, retirando a publicação do ar, vem, então o fato do uniforme de Rogério Ceni: metade Adidas, metade Under Armour.

As informações que surgiram, e publiquei no Tricolornaweb na coluna Alguém me disse, davam conta que fora um recado à Adidas, que não está cumprindo diversos itens do contrato e, por exemplo, não entregou ainda os uniformes de 2022.

Seria cômico se não fosse trágico. Eu, que tenho uma empresa que comparada ao São Paulo é um grão de areia no oceano, não realizo negócios sem o devido contrato assinado. Se ele não é cumprido, rescindo e cobro meus eventuais prejuízos na Justiça. Isso é o que se imagina de uma empresa administrada com seriedade. Os contratos existem para serem cumpridos e ponto final.

Para que, então, fazer Rogério Ceni, o maior ídolo de nossa história, “pagar esse mico”? Se foi uma jogada de Marketing para depreciar a Adidas, na realidade denegriu nossa imagem. Deu a todos que não sabem o que se passa os bastidores da relação do clube com a fornecedora de material esportivo a ideia de que somos piores do que clubes de várzea.

Talvez seja essa mesmo a ideia que devemos passar. Com uma diretoria cacifada por pessoas deste naipe, não podemos esperar coisas tão melhores.

Mas por trás desse “aviso à Adidas” pode estar algo muito mais assombroso: por que razão a calça utilizada foi da Under Armour, e não da Penalty, ou da Reebock?

Vamos lembrar: a Under Armour marcou um dos piores momentos – senão o pior – de nossa história. Ela estava envolvida o escândalo da Far East, quando o empresário Jack Banashfeha teria intermediado o contrato a custo de R$ 18 milhões de reais de comissão, num contrato estapafúrdio e pra lá de suspeito assinado por Carlos Miguel Aidar, então presidente do clube; Júlio Casares, então vice-presidente de Marketing; Douglas Shwartzmann, então diretor de Comunicação e Marketing; Leonardo Serafim, então diretor Jurídico; e Osvaldo Abreu, então diretor financeiro.

Pois bem: exceção feita a Carlos Miguel Aidar, que, acredito, não faça parte da diretoria, os demais todos estão aí: Júlio Casares é presidente, Douglas Schwartzmann era secretário geral e se licenciou para se defender do indiciamento no Ministério Público, mas continua presente em todos os atos da diretoria, Leonardo Serafim é conselheiro vitalício e até foi com a delegação do São Paulo ao Rio de Janeiro para o jogo contra o Flamengo. Enfim, a turma do contrato da Far East continua dando as cartas no São Paulo. Por isso creio que a “brincadeira” do uniforme tem um recado muito maior e mais grave do que parece

Aliás, por falar em viagem, em todos os jogos, sejam pelo Campeonato Brasileiro, pela Copa do Brasil ou pela Sul-Americana, vai uma galera junto com a delegação. A diretoria de futebol vai em peso: Carlos Belmonte, Nelson Ferreira, Chapecó e Rui Costa. Gostaria de saber qual a razão de todas essas pessoas estarem presentes, se bastaria Carlos Belmonte, que é o diretor de Futebol? Também vão conselheiros. E o clube, que tem uma dívida monumental superior a R$ 700 milhões, paga as passagens aéreas e as hospedagens.

Acredito que com tudo isso conseguimos entender a razão de sermos hoje motivo de chacota e sabermos que precisamos estar muito atentos, porque esses cidadãos que hoje dirigem o São Paulo não dormem no ponto e nos colocam em risco o tempo todo.

Valeu a persistência do time o empate com o Juventude

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo arrancou um empate com o Juventude nesta quarta-feira, em Caxias do Sul, em jogo válido pela Copa do Brasil. Valeu pela persistência, algo que vimos notando no time há algum tempo. Mas o futebol foi medíocre.

O próprio técnico Rogério Ceni reconheceu que o time não fez nada no primeiro tempo. Eu diria até mais: quando sofremos o segundo gol, temi por uma goleada. Se o Juventude fosse um pouquinho melhor, teria feito mais dois ou três gols.

Eu que defendi tanto essa escalação, com Arboleda e Miranda na defesa, Luciano e Calleri na frente, me arrependi. Miranda continua lento, Luciano jogou muito longe de Calleri e o meio de campo com Pablo Maia, Talles Costa, Gabriel Sara e Alisson não era capaz de fazer a bola chegar no ataque.

Fomos dominados amplamente por um time que, certamente, vai voltar para a série B do Brasileiro este ano. O Juventude tem um tal de Pitta, gigante, que ganhou todas as bolas que recebeu na área do São Paulo.

Com as mudanças efetuadas por Ceni, entradas de Rodrigo Nestor, Nikão e André Anderson, o time se reorganizou. Mais por conta de Nestor do que dos outros, até porque continuo tentando entender o que faz André Anderon.

O gol marcado logo a três minutos, por Arboleda, deu novo ânimo, nos colocou de volta à disputa e fez com que o Juventude se preocupasse mais em fazer cera e deixar o tempo passar do que jogar.

Patrick e Moreira entraram e realmente o time cresceu. Pressionou, não desistiu – característica, repito, deste time – e conseguiu o empate aos 49 minutos do segundo tempo.

Agora vasta uma vitória simples no jogo de volta no Morumbi; Mas precisamos aprender a jogar fora para não passar estes sustos.

O bonde da história passou, mas ainda há tempo de buscá-lo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não é de hoje que faço críticas a essa diretoria. Contratações erradas, empréstimos a todo momento, dinheiro mal investido e tentativas de golpe. E é principalmente nesse ponto que quero me apegar e justificar esse editorial.

O Tricolornaweb lutou muito contra o golpe e se considera um vencedor pelo NÃO ter vencido o SIM entre os sócios, na Assembleia Geral. Porém é inegável a união da oposição, como nunca dantes visto, formando o G.O.L.- Grupo de Oposição e Luta -. Essa junção de forças acabou impetrando a maior derrota política já vista dentro do São Paulo. Os grandes derrotados, Júlio Casares, Olten Ayres de Abreu Filho e Antonio Donizette Gonçalves, o Dedé, até agora não conseguiram se reequilibrar politicamente. As caças às bruxas continuam e até se intensificaram.

Minha indignação, no entanto, vem na postura oposicionista. Depois de tudo o que foi feito, da vitória esmagadora obtida, simplesmente se desmobilizou e voltou a vestir o pijama. Quando teve tudo às mãos para comandar as ações políticas dentro do clube, arejando o ambiente poluído, recuou e cruzou os braços.

Querem ver alguns exemplos dessa passividade da oposição?

  • Os empréstimos bancários continuam sendo quase mensalmente. As dívidas a curto prazo tem sido trocadas pelas bancárias. Lá na frente virá o tal “milagre econômico”, que na realidade só vai esconder o mundo real;
  • Algumas contratações feitas parecem mais querer agradar empresários do que o próprio clube. Ou como explicar Nikão, Patrick, André Anderson?
  • A tal “nova diretoria’, como quer apresentar o atual presidente, nada mais é do que uma sequência de Juvenal Juvêncio e Leco. Ou não estavam lá Júlio Casares, Dedé, Douglas Swhwartzmann, Leonardo Serafim? Além do mais, Júlio Casares aprovou tudo o que foi discutido no Conselho de Admiistração na gestão Leco. Não só ele como o outrora opositor, Eduardo Mesquita Pimenta. Por mais que não goste de mim, é de se constatar que o único que votou contra Leco no CA foi Roberto Natel;
  • Júlio Casares e Olten Ayres de Abreu continuam as caças às bruxas contra conselheiros e sócios que discordem da gestão. Há flagrante falta de isonomia nas diversas comissões. O tratamento é escandalosamente diferente, até com ódio declarado aos oposicionistas;
  • Para finalizar, uma verdadeira aberração a frequência de pessoas não associadas o clube, com total permissão do diretor Geral Social, Dedé. Os associados reclamam muito, mas a diretoria faz questão de “abafar” esse descontentamento.

Com tudo isso que expusemos acima, o mínimo que poderia estar sendo feito pela oposição seria gritar, chamar a atenção do público, fazer alguma coisa. Mas todos preferem ficar no bom dia, parabéns, boa noite, bom fim de semaa e assim por diante.

Querem outro fato grave? Sabem quem viajou junto com a delegação para o Rio de Janeiro neste final de semana, para assistir o jogo contra o Flamengo? Leonardo Serafim. Sim, conselheiro vitalício, intimamente ligado á diretoria, réu no Ministério Público investigado por, no mínimo, dois crimes. E aqui vai outra crítica a Júlio Casares. Enquanto na oposição há nomes impolutos como Fernando Casal de Rey e José Douglas Dallora, apenas para citar dois entre tantos, que poderiam ser ouvidos para melhorar a gestão, prefere-se ter ao lado Serafim e Schwartzmann. Como já me dizia meu pai, “diga-me com quem tu andas que eu direi quem és”.

O bonde da história passou. Ainda há tempo para pegá-lo. Peço à oposição que não perca esse bonde. É o grande momento de reiniciar a luta, unida, para retomar o São Paulo, pelo bem do nosso clube.