Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está passando, de novo, por uma fase terrivelmente dura, que maltrata nós, torcedores apaixonados, em prol de um pequeno grupo que se apossou do clube. Por isso o Tricolor está derrotado dentro e fora de campo.
Dentro de campo fomos quase humilhados. Na quarta-feira ficamos praticamente eliminados da Copa do Brasil, com a derrota acachapante para o Flamengo, dentro do Morumbi. E como nossa casa hoje não é mais respeitada por ninguém, agora foi a vez do Fortaleza, aquele mesmo que há cinco rodadas era o penúltimo colocado do Brasileiro, vir ao Morumbi e ganhar do São Paulo, nos ultrapassando na classificação. Vergonhoso.
Rogério Ceni nem colocou o time alternativo. Ele entrou com um mistão, mais para titular do que para reserva, e no segundo tempo colocou o que tinha de melhor. E o cenário se repetiu: assim como acontecera com João Paulo domingo passado e Santos na quarta-feira, Fernando Miguel se tornou o grande nome do jogo. Estamos nos especializando em fazer a fama dos goleiros adversários. Aliás, todos titulares, enquanto nós continuamos com o terceiro goleiro do Santos e o goleiro reserva do Juventude, assim como um criado em Cotia que não tem a mínima condição de vestir nossa camisa.
O São Paulo jogou melhor que o Fortaleza? Jogou. Merecia melhor sorte? Sim. Mas, assim como fizemos contra Santos e Flamengo, voltamos a perder.
Derrotados dentro e fora de campo. Por que? Porque de novo, na surdina, da escuridão da noite de um domingo, Olten Ayres de Abreu convocou uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, para o próximo dia 05 de setembro, para analisar e já votar o novo golpe no estatuto: a reeleição de Júlio Casares. Oportunistas e ditadores, usurpadores do nosso clube no sentido moral.
Mais uma vez conselheiros cordeiros, que se deixam levar por algumas passagens e estadias em hotéis com o time, votarão maciçamente pela reeleição deste presidente, que durante a campanha sempre se posicionou contra esse ato, mas agora trabalha firmemente por ele. Aliado ao presidente do Conselho Deliberativo, defensor-mor deste golpe. Sabem por que? Por que, segundo um grande amigo meu, sairá aí um slogan: “CASAYRES 6 + 6.
Então, Carlos Belmonte, Leonardo Serafim, Harry Massis e outros tantos que sonham em se candidatar à presidência, vão precisar esperar mais dez anos. Aí, quiçá, estarão velhos demais para isso.
E a oposição, o que faz? Essa continua de pijamas, se expressando nos bastidores, nas redes sociais privadas, mas em nada agindo para valer. E Marco Aurélio Cunha? Esse, pelo apreço que tenho por ele, espero que faça por merecer e assuma, de vez, a liderança dessa calada oposição. Ou também cale-se para sempre.