Tempos novos, mudança de clima e até de VAR

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Primavera no Morumbi, neste sábado, e de arriscado em entrar no Z2, pulou para o G8. Pode sair, dependendo dos resultados, mas o status mudou bastante.

A dificuldade para vencer o humilde time de Indaiatuba, no Morumbi, provou o que falamos há tempos: temos um bom time e um elenco muito fraco. Mais uma vez, assim como já acontecera contra o Santos, Crespo teve que lançar mão dos titulares que estavam no banco para mudar o jogo. As entradas de Luciano, Danielzinho e Caller, principalmente, encontrando um Lucas muito inspirado, permitiram a virada.

A constatação do elenco fraco está, também, na defesa. Ferraresi está numa péssima fase e mostra que pode ser um reserva meia boca, nunca titular; Alan Franco ficou perdido entre dois zagueiros fracos, até porque Dória também não é confiável. Prova que Arboleda é insubstituível e que, inacreditável, Sabino faz falta. Não que seja o supra sumo dos zagueiros, mas por não termos nada melhor.

A mudança de status também pode ser vista no VAR. A participação do árbitro de vídeo foi fundamental, pois fez a arbitragem rever o impedimento de Calleri no primeiro gol – não estava impedido – e o pênalti com a expulsão do zagueiro do Primavera – muito bem assinalado -. Fosse há dois meses, quando a Organização Criminosa estava presente no clube, provavelmente a linha de impedimento traçada seria outra e a cotovelada em Luciano não seria vista.

Como eu sempre digo, precisamos atuar nos bastidores do futebol. Nunca peço para roubarem pró-São Paulo, mas não quero que roubem o São Paulo. E isso, ao que parece, começa a acontecer. Massis visitou o presidente da FPF – não foi beijar seu anel e combinar comissões com a MilClean, como o presidente deposto – e foi à CBF se reunir com o presidente da entidade, mostrando que é o presidente do São Paulo, ao contrário do deposto que ia lá fazer política para ser chefe de delegação de alguma Seleção.

Os ares realmente são outros. Ainda há um pouco de nuvem grafite pelo Morumbi. Ainda existe alguns que fizeram parte, de alguma forma, da Organização Criminosa. Mas aos poucos a área está sendo limpa e os dejetos se escondendo, pois a polícia está batendo à porta de suas casas.

Sequência rígida foi positiva para o time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é inegável que a sequência rígida que tivemos (Palmeiras, Flamengo e Santos duas vezes) foi extremamente positiva para nós. Na draga em que nos encontrávamos, receando um eventual rebaixamento no Campeonato Paulista, disputamos 12 pontos (seis fora e seis no Morumbi) e conquistamos sete.

O jogo na Vila nesta quarta-feira foi de uma qualidade técnica abaixo da crítica. O Santos tem um time de refugos e o São Paulo jogou sem seu principal articulador, Marcos Antonio, poupado por Crespo. Até por isso tivemos sérias dificuldades para criar qualquer coisa no primeiro tempo, e fomos castigados por um gol aos 50 minutos.

O gol, é bom que se frise, teve como responsável maior o goleiro Rafael, que espalmou para a frente uma bola defensável, e possibilitou o rebote de Zé Rafael. Mas Alan Franco deveria estar ali e não estava. E Pablo Maia, que tinha a função de ficar na cabeça da área, estava em algum lugar incerto e não sabido.

O time continuou não se encontrando em campo no segundo tempo. Foi preciso Crespo colocar em campo Lucas, Marcos Antonio e Luciano para o time encaixar e chegar rapidamente ao empate. Grande jogada de Maike encontrando Lucas aberto e um cruzamento certeiro para uma cabeçada indefensável de Calleri, o nosso artilheiro.

Eu até pensei que o time fosse continuar em cima, mas acabou recuado, sofreu um pouco de pressão do Santos, mas nada que desestabilizasse o conjunto.

E, dentro das circunstância que temos o clube, endividado, com salários dos jogadores atrasados, crise política, mais policial do que política, temos quatro pontos no Brasileiro e estamos na quarta colocação. Sei que não representa nada, mas as previsões pessimistas indicavam que estaríamos com 0 ponto, perdendo para Flamengo e Santos,

Longe de qualquer ufanismo, se Calleri e Lucas retomarem futebol que sempre tiveram, entendo que o Campeonato Brasileiro não será tão sofrível quanto pareceria ser. Mas vamos com pés no chão para evitar novo tombo nas perspectivas.

Vitória. E o Morumbi estava mais leve, mais colorido, sem nuvens grafites

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, parafraseando meu amigo Edson Lapola, as nuvens grafites se dissiparam e foram para longe do Morumbi. E o estádio ficou mais vivo, mais alegre, mais colorido, mais claro, mais emocionante. O São Paulo, pouco a pouco, está voltando para os braços de onde nunca deveria ter saído: seus torcedores.

Encaixamos a segunda vitória consecutiva (Flamengo, no Brasileiro e agora Santos, no Paulista), melhoramos nosso astral, aumentamos a autoconfiança e, de quebra, nos afastamos da incômoda situação em que no encontrávamos no Paulista.

O São Paulo foi melhor o tempo todo. Dominou o Santos desde o primeiro minuto. A expulsão – justa – de Gabriel Menino só facilitou um pouco as coisas.

Marcos Antonio, muitas vezes criticado por mim, foi o melhor em campo. Com ocupação de todo o terreno, estando em todos os pontos do campo onde a bola estava, encontrou boas viradas de jogo – apenas um erro – pequenos toques laterais, sem qualquer erro e um passe certeiro, verdadeira assistência, para o gol de Luciano. Antes ele já havia feito algo semelhante com o mesmo Luciano e com Bobadilla, mas ambos perderam o gol.

Aliás o meio campo do São Paulo encaixou. Jogando sem um cabeça de área, os antigos e famosos brucutus, Crespo deixou o setor leve, que evolui junto com o time e vai afundando o adversário em seu campo. E ele pode fazer isso porque conseguiu postar bem a defesa, já que Alan Franco, Arboleda e Sabino estão com perfeito entendimento lá atrás.

Mas aí alguns podem perguntar: por que essa melhora agora, se eram os mesmos jogadores do ano passado (exceção a Danielzinho)? Não sei se houve pagamento dos atrasados (pelo que me consta, ainda não). Mas a crise política (policial) do São Paulo afetou os jogadores e era impossível desenvolver trabalho com todo o noticiário que envolveu o clube.

Agora, com a Organização Criminosa parcialmente afastada (ainda faltam alguns saírem), o time pode se preocupar apenas em jogar. E quando encaixa uma virada sobre o Flamengo, o melhor time das Américas, a confiança aumenta muito e o São Paulo volta a ser São Paulo.

Me emocionei com o gol de Luciano. As lágrimas vieram aos olhos. Eu pude sentir novamente o prazer incomensurável que é torcer pelo São Paulo. Pena que aquele que um dia foi meu melhor amigo tenha deixado de ser são-paulino, porque quem faz o que ele fez com o clube não pode dizer que ainda torce por esse time. E, até por isso, em breve terá que deixar de frequentar estádios, pois estará cumprindo sentença pelo que causou de prejuízo ao São Paulo. Junto com seus comparsas.

E não vai demorar. Até onde eu sei, a Polícia está em fase avançada em alguns processos, mas o de Carlos Belmonte e Nelson Ferreira é o primeiro da fila e o indiciamento ocorrerá nos próximos dias.

Força, Ministério Público. Força, Polícia. Força meu São Paulo.

Vitória sobre o Flamengo pode ter sido ponto fora da curva, mas tem que ser muito comemorada

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, como foi gostoso curtir essa quarta-feira e uma virada, eu diria épica, sobre o Flamengo. Épica pela nossa situação, de clube vilipendiado por uma Organização Criminosa. Épica por ter sido contra o melhor time das Américas.

Vi alguns ufanistas bradando que o São Paulo provou que, ao contrário do que disse Crespo, pode ir muito além dos 45 pontos. Teve até quem disse que vai disputar vaga para a Libertadores, ou seja, ficar entre os cinco primeiros do Brasileiro.

Calma aí. Não podemos ir do Céu ao inferno em duas horas. Antes de começar o jogo seríamos goleados e éramos time de série B. Depois do jogo voltamos a ser o tricampeão mundial. Nem tanto ao Céu, nem tanto à Terra.

Concordo que o time fez uma partida digna de um time argentino. Consciente da inferioridade técnica, fez um primeiro tempo fechadinho, sendo dominado pelo Flamengo mas não correndo qualquer risco. Tanto que houve uma única chance de gol para o Flamengo, mas também houve para o São Paulo.

E, como eu disse, bem no sistema do futebol argentino, depois de “sofrer” por 45 minutos, voltou tentando mais o jogo. Foi surpreendido com o gol do Flamengo, uma pintura com tabela pelo alto dentro da área. Mas o time foi para cima e logo empatou com Luciano, mostrando que não foi para o banheiro quando tomou o gol. Pelo contrário, mostrou, sim, que essa camisa pesa muito e ainda merece respeito. E virou o jogo.

Pode ser um ponto fora da curva a vitória, não há dúvida. Mas temos que comemorar muito. Afinal, se vamos brigar mesmo para não cair – e acho que essa vai ser a luta -, ganhamos três pontos do principal time do campeonato, favoritíssimo ao título. E isso não é para qualquer um.

Destaque para o coletivo e o comando de Crespo. Mas dentro deste coletivo, destaco mais ainda as partidas de Enzo Dias (o melhor do time), Sabino, Arboleda, Bobadilla e Luciano, com atuações que beiraram a perfeição.

Quero encerrar esse comentário com a frase que abri o Mesa Redonda pós jogo contra o Flamengo: uma quadrilha, verdadeira organização criminosa, dizimou o São Paulo. A corja da família Casares e seus comparsas jogaram o São Paulo nas profundezas do lamaçal moral e financeiro. Mas nem essa organização criminosa foi capaz de tirar a força desta camisa, que mostrou que ainda precisa ser respeitada, principalmente quando joga no Morumbi. E reafirmo a certeza de que vamos curtir muitas alegrias – e algumas tristezas, é verdade -, com o time. Mas que a alegria maior está perto de acontecer: essa organização criminosa todinha colocada na cadeia. Viveremos para ver e apreciar.

Derrota no clássico e na Copinha, mesmice na diretoria e Crespo verdadeiro.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o final de semana foi trágico para o São Paulo. Perdeu o clássico no sábado – nada que não fosse previsível -, perdeu do Cruzeiro a final da Copinha – totalmente imprevisível – teve uma entrevista do Crespo falando a verdade – aumentado nossos apuros – e uma diretoria que mostrou que será uma mera continuação de Júlio Casares – algo também muito previsível e medonho -.

Sobre o clássico, tivemos 30 minutos de ótimo futebol, pressionando o Palmeiras, atacando e marcando pressão lá na frente, como se estivéssemos jogando no Morumbi. Mas bastou um erro grosseiro de Bobadilla e uma falha de Rafael para o Palmeiras abrir o marcador.

Mas o São Paulo era tão superior que não tardou a empatar. O mesmo Bobadilla que errou grosseiramente no gol deles, marcou e se redimiu.

Mas de novo erramos, sofremos o segundo gol. No segundo tempo voltamos a errar e a morrer em campo e o jogo, que poderia se encaminhar para uma grande vitória do São Paulo, se transformou em risco de uma nova goleada.

Crespo, na coletiva, elogiou o empenho dos jogadores e falou que a situação que o clube vive é a mais séria e difícil de toda a sua história. Lembrou que quando chegou há sete meses era um presidente que não está mais; era um diretor, que também saiu; era um gerente, que também deixou o clube. Mais do que isso, que alguns jogadores estão há quatro meses sem receber salário e só estão ali porque amam o São Paulo.

O São Paulo não tem dinheiro para pagar seus jogadores e funcionários, mas teve muito para ser levado por Casares e sua quadrilha, bando de parasitas que arrasou com o clube.

Já no domingo, a garotada de Cotia encontrou um time meia estruturado, certamente sem Douglas e Moretos da vida na orelha, e sucumbiu diante de um time sério, que joga com um objetivo, sem negociadores que atrapalhem seu futuro.

Depois do jogo Massis deu uma entrevista interessante, falando do planejamento para quitar as dívidas com os atletas, mas admitiu que não vai mudar a diretoria como se previa. Ou seja: Moreto, Eduardo Toni, José Martins, Roberto Armelin, Sergio Bandeira e alguns outros ligados a Casares vão seguir mandando.

É verdade que ele tirou duas pessoas muito nocivas nesse imbroglio todo: Marcio Carlomagno e Dedé. Porém colocou Toninho Andrade como diretor Geral Social e Belinha como diretora Social. Um cupincha do Dedé, outra braço direito da Mara Casares.

Em resumo a diretoria de Harry Massis continuará tendo quase todos os nomes que estavam com Júlio Casares e o Social pessoas que serão comandadas por Dedé e Mara. A mesmice tende a continuar e teremos mais um ano do mais do mesmo.

Derrota no campo, vitória na vida do clube

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo colheu mais uma derrota, nesta quarta-feira, no Morumbi. Conseguiu perder para a Portuguesa, outrora um clássico, mas há muito tempo um time muito pequeno, que frequenta a série D do Brasileiro.

Não fossem os dois gols de Calleri, a situação teria sido muito pior. Ainda ouvi gente reclamando que ele foi o responsável por não termos empatado ao perder o gol absurdo que perdeu. É inegável que aquele gol fez falta, mas não fosse o erro de Tolói no primeiro gol e o pênalti infantil de Nicolas, teríamos saído com a vitória e aquele gol nem seria lembrado.

Outros motivos para não culparmos Calleri pela derrota (depois dele ter feito dois gols e perdido um) foram os não posicionamentos de Pablo Maia e Negrucci (jogamos sem volantes), a partida horrível de Cedric e a ausência total de apoio no ataque, com Lucca abaixo da crítica, Ferreira perdendo todas as jogadas e Lucas absolutamente apagado.

Com tudo isso conseguimos lembrar do gol que Calleri perdeu e que alguns atribuem a ele a responsabilidade da derrota. Para mim, é o contrário: ele quase conseguiu nos dar a vitória. Em resumo: na minha visão, voltamos a ter a “calleridependência”. E o Campeonato Paulista preocupa muito. Imaginar que pela frente teremos Palmeiras (Paulista), Flamengo (Brasileiro) e Santos (Paulista), a dor de estômago aumenta,

Mas também tivemos uma quarta-feira muito positiva: a renúncia de Júlio Casares, se afastando de vez da presidência, possibilitou que Hary Massis tomasse as atitudes que dele se esperava: demitiu Dedé da Diretoria Social e o CEO Marcio Carlomagno. Com isso começou a oxigenação e limpeza do esgoto que tomou conta do São Paulo nos últimos cindo anos.

Contribuiu decisivamente para a renúncia do mal maior do clube a presença da Polícia e do Ministério Público nas casas de Mara Casares, Douglas Schwartzmann e Rita Adriana. Mara recebeu muito mal os policiais, mas não teve como não deixar que eles entrassem. Lá, além de R$ 28 mil em dinheiro (e um povo que gosta de guardar dinheiro debaixo do colchão), além de um computador e muitos documentos. E boa parte do caminho das pedras foi encontrado ali.

Já Douglas não estava em casa. Fugiu para o Exterior, provavelmente avisado que fora que a polícia ali chegaria. Vamos combinar que esse é um cara que tem boa relação com informações da polícia.

Rita Adriana também não estava em casa. Mas ela, que já teve papel fundamental com a gravação das conversas nada republicanas entre Douglas e Mara, terá papel fundamental ai na frente, com uma possível delação premiada.

O que posso garantir, e estou comemorando muito, é que não passa uma linha de fibra ótica pelo orifício anal desta galera toda. Tudo indica que o São Paulo começou a voltar para os nossos braços. E que a diretoria mais nociva da história do futebol brasileiro, começa a caminhar para o sentido da Penitenciária.

Empate bom, mas com sabor de derrota. E Massis: mais do mesmo?

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo deixou Itaquera com um gosto amargo depois do empate por 1 a 1 contra o Corinthians, no primeiro clássico de 2026. O Tricolor abriu o placar com Gonzalo Tapia ainda no primeiro tempo, deu sinais de que controlaria o jogo, mas viu sua estratégia ruir na etapa final.

O técnico Hernán Crespo novamente mexeu no time titular. E deu certo. Com três volantes — Marcos Antônio, Bobadilla e Danielzinho —, o Tricolor evitou uma possível pressão do rival nos minutos iniciais. Os lances de perigo do Corinthians no primeiro tempo saíram mais em falhas da zaga do que de uma pressão.

Em contrapartida, o São Paulo apresentava dificuldades para transformar a tranquilidade do clássico em chances de perigo no ataque. A falta de um centroavante com qualidades suficientes para segurar a bola na área, tabelar e se posicionar para um cabeceio em meio à zaga adversária fazia o Tricolor trocar passes, mas evitar infiltrações mais incisivas.

Mesmo assim, o São Paulo abriu o placar. Justamente quando ignorou a falta de Calleri, por exemplo, e cruzou para quem lá estava. Danielzinho, um dos destaques do clássico, deixou Tapia em ótimas condições para cabecear e fazer o gol. O centroavante mostrou que, mesmo sem as mesmas qualidades de seus concorrentes, poderá ser útil.

Mas o São Paulo foi mal no segundo tempo. Depois de ter conseguido controlar as principais ações na etapa inicial, o time não conseguiu manter a posse de bola nos últimos 45 minutos. E acabou sendo penalizado pelo gol de empate já nos acréscimos do segundo tempo.

É claro que um ponto conquistado fora de casa, num clássico, na terceira rodada do Campeonato Paulista, não pode ser considerado um resultado ruim. Mas o tomar o gol e deixarmos a vitória escapar da maneira que foi, nos deixa um pouco frustrado.

Quero destacar, mais uma vez, a entrevista de Crespo, que me enche de orgulho. Primeiro, perguntado sobre a eventual troca entre Alisson e algum jogador do Corinthians, ele disse que não pode segurar Alisson se a vontade dele for sair, mas que não quer ninguém do Corinthians. Depois, perguntado se conversou com o ex-presidente Júlio Casares, disse que não e completou: “em 2021 eu saí e eles ficaram. Agora ele saiu e nós ficamos”. Sensacional.

Sobre Harry Massis, vou dar uma semana de prazo, mas as primeiras informações que me chegam são assustadoras: estará envolto por Marcelo Pupo e Leonardo Serafim (já que não tem liderança de nada, não sabe nem o que está fazendo ali). Aliás, um cara que é vice-presidente há cinco anos, conselheiro vitalício desde 1964, falar que estava afastado de tudo e não sabia de nada, no mínimo é omisso, conivente ou é alienado. Não aceitará nenhuma sugestão da oposição ou dos dissidente, de quem quer manter distância (segundo informações que recebi) e vai manter tudo inalterado.

Como eu disse, vou esperar uma semana. Mas se isso se confirmar, acho que vou ter que começar uma guerra para derrubar o terceiro presidente do São Paulo na história do Tricolornaweb.

Casares afastado, quadrilha escondida, o São Paulo de volta para os são-paulinos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, Júlio Casares foi afastado da presidência do São Paulo e Harry Massis assumiu o cargo. O São Paulo voltou para os braços dos verdadeiros são-paulinos, sendo retirado dos sanguessugas que estavam comandando o clube e nos levaram a este estado de frequência em páginas policiais.

O dia 16 de janeiro vai ficar marcado para sempre na história do São Paulo. Me lembro muito bem, que foi num mês de janeiro, comecinho do ano de 2021, que mandei uma mensagem ao agora ex-presidente Júlio Casares alertando que, na montagem da diretoria, tinha dado o sentido de sua gestão: ao colocar Douglas Jack Schwartzmann como secretário da presidência, norteou o que seria seu governo. Disse na mensagem que mandei que eu seria um inferno na vida dele. No mesmo momento mandei a mesma mensagem para o Belmonte, afirmando que o pouparia, pela amizade que tínhamos. E disse a ele para avisar Casares quem é o Paulo Pontes quando resolve ser um inferno na vida de alguém.

Lutei cinco anos por isso. Assim como aconteceu com Carlos Miguel Aidar, comecei sozinho, mas aos poucos muitos vieram se aliando, se unindo e formamos um universo.

Casares chorou no púlpito, disse que estava doente, se sentindo ameaçado, que sua família estava ameaçada. Não tenho dó e rio do choro dele. Não fomos nós que colocamos a família dele no meio da história; não fomos nós que praticamos todo esse escárnio no clube; não fomos nós que nos aliamos a verdadeiro marginais que existem no clube. Muitos foram expulsos, perseguidos, processados por esse ser desprezível. Pois agora nós todos estamos rindo da sua cara, do seu desgosto, do seu dissabor.

Júlio Casares conseguiu vários feitos inéditos. Foi campeão da Copa do Brasil pela primeira vez; perdeu numa assembleia geral de sócios, se tornando o primeiro presidente a ser derrotado no social; colocou o São Paulo no transfer bank pela primeira vez na nossa história; e foi “impichado” (nunca houve isso, apenas renúncias). Aquele que bradava que seria o melhor presidente da história do São Paulo conseguiu ser o inverso. O problema são os males que foram causados e o que ficou para ser arrumado.

A quadrilha se escondeu. Douglas, Belmonte, Nelson, Moreto e alguns outros não apareceram para votar. Devem estar escondidos debaixo do criado mudo. Ou dentro da latrina.

Dos 45 votos que foram dados a Casares, alguns são facilmente identificáveis: Alcântara (um adesista de primeira linha), Dedé, Douglas, Moreto, Sylvia Curi e alguns outros abutres. Esses serão esmagados dentro do Conselho com a nova estrutura que se formará a partir do ano que vem.

Estamos, sim, comemorando a volta do São Paulo aos são-paulinos. Mas a luta não para. Minha vida é lutar a favor daquilo que amo. Próximo alvo Olten Ayres de Abreu. Minha campanha começará em algumas horas. Ah, Harry Massis, nada contra você, mas muito contra Marcelo Pupo e Leonardo Serafim que estarão dando respaldo à sua administração. Estou de olho bem aberto. E é certo que ontem eu ganhei, vocês ganharam, todos nós ganhamos.

Salve o Tricolor Paulista, amado clube brasileiro.

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Ontem vitória no campo. Hoje fora dele. Talvez, a mais importante da história!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu vencer no Morumbi e ganhou pontos importantes num campeonato fraco, maluco, mas que pode causar sérios estragos à nossa marca com um eventual rebaixamento.

Apesar de alaridos sensacionalistas de que estávamos na zona de rebaixamento, por mais que eu seja o maior opositor a essa diretoria, não concordava. Afinal, tinha sido apenas o primeiro jogo do campeonato. E, convenhamos, jogando na casa de um time que foi a grande sensação ano passado.

Agora, no Morumbi, tudo voltou ao normal. Por mais que o primeiro tempo tenha sido difícil, principalmente por conta do gramado encharcado, as entradas de Luciano e Caller mudaram o clima e o gol saiu. Vitória no campo e tudo dentro da normalidade.

Hoje é a vez do outro jogo, esse, talvez, o mais importante de nossa história. Nas mãos de 254 conselheiros o futuro de nossa instituição. Cada dia a mais que Júlio Casares fica no comando do São Paulo, mais ele perde em valor, em patrimônio – sim, com a queima dos jogadores de Cotia – , em prestígio, em respeito.

Vimos, ao longo destes últimos 20 anos, presidentes que nos causaram muito desgosto. Começo por Juvenal Juvêncio, o grande responsável por tudo isso. Ficou oito anos, dando golpes no estatuto, amparado juridicamente por Ives Gandra Martins e Carlos Miguel Aidar. Nunca ninguém conseguiu provar nada, porque Juvenal cooptou quase a totalidade dos conselheiros, mas nos bastidores do Morumbi todos sabem o que houve de fraude em sua administração.

Depois veio Carlos Miguel Aidar, que a princípio deveria manter a sete chaves os desmandos de Juvenal. Mas ele foi mexer com o Geraldo em cotia, menina dos olhos do coronel. Pronto. A guerra se armou. E Carlos Miguel Aidar fundou a República dos Jacks, com Júlio Casares, Leonardo Serafim, Douglas Schwartzmann e Oswaldo Abreu.

Vieram as negociações espúrias de Iago Maidana, a Far East. Nós, desde o primeiro momento, denunciando os fatos, até que toda a imprensa se curvou a nós. Aidar não aguentou a pressão e renunciou, sendo depois expulso do Conselho Deliberativo. Mas tudo orquestrado por Ives Gandra Martins.

Leco foi incompetente, irresponsável em alguns negócios e ajudou a aumentar a dívida do São Paulo. Porém nunca contestei sua correção de caráter. Afastou os Jacks de sua administração e passou ileso a eventuais escândalos.

Mas aí veio Júlio Casares, um Jack que trouxe com ele todos os outros. De cara colocou Douglas Schwartzmann como Secretário da Presidência; Leonardo Serafim virou o diretor jurídico de fato, não de direito. Carlos Miguel Aidar sempre como conselheiro. O único que se afastou, aparentemente, foi Oswaldo de Abreu, até porque teve que se ocupar com outra denúncia de um ato ilícito fora do São Paulo.

Ao montar essa diretoria Casares indicou qual seria o caminho de sua gestão: o da corrupção, da comissão. Outros novos Jacks foram criados, como Marcio Carlomagno, Carlos Belmonte, Nelson Ferreira, Armelin, Dedé, e a família toda (Mara, Julinho e Débora). Todos esses (e mais alguns) estão com os dias contados para prestarem depoimento ao delegado que preside o inquérito sobre lavagem de dinheiro e para irem para aquele lugar onde o sol nasce quadrado.

Pelo bem do São Paulo, eu espero que este 16 de janeiro seja um dia de glória e que essa corja seja extirpada do poder do São Paulo. Um verdadeiro ORCRIM que ali se criou e hoje vai acabar. Será a nossa grande vitória. Tenho fé.

As vergonhas continuam, no campo e na TV. Mas Casares acha que é o bambambam

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo passou vergonha em duas redes nacionais de TV neste domingo, no mesmo horário: enquanto na Globo o público brasileiro viu, com destaque, o que Júlio Casares e sua quadrilha estão fazendo ao clube, na Record o público que optou por acompanhar o futebol viu o time ser humilhado pelo Mirassol e goleado por 3 a 0. Em, que estava com as duas telas ligadas, assisti as duas vergonhas simultaneamente.

No campo o retrato do que ocorre fora dele. Um time desmotivado, “destreinado”, sem correr, sem se organizar. E não me digam que voltaram há apenas sete dias, porque o Mirassol voltou no mesmo dia. E jogou como se fosse o décimo jogo do Paulista.

Mas quem é que consegue pensar em correr, se esforçar nos treinos e ir para a luta, com quatro meses de direitos de imagem atrasados e uma corrupção a céu aberto, fazendo inveja a grandes crimes cometidos na Lava-Jato?

Vocês acham que é fácil um jogador entrar em campo, sem receber há quatro meses e sem perspectiva – porque o clube não conseguiu, ainda, pagar nem os funcionários com o salário de janeiro – enquanto todos mostram os milhões que rodaram entre camarotes, vendas de jogadores, saques bancários em espécie, abertura de empresas, uma lavanderia sem fim que se tornou o São Paulo, para não dizer um esgoto a céu aberto.

O pior ainda está por vir. Não coloco minhas fichas no impeachment de Júlio Casares, o pior presidente de nossa história. E com ele continuando, derrotado moralmente por, pelo menos, 180 votos pelo afastamento, só se mantendo no poder por mais um golpe na interpretação estatutária (ele é um cara que gosta de golpe, e conta com o apoio do presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, também conhecido como Mijão), estará fadado ao fracasso total, com tudo, eu disse tudo sendo rejeitado pelo CD. Não conseguirá mais empréstimos, tomará um pé nos fundilhos do FDCI e tentará novos golpes para criar uma SAF e virar CEO. Ou seja: enquanto não destruir tudo o que existe no São Paulo, ele não vai sossegar.

Minha esperança está no Ministério Público e na Polícia. Acho que aí será nossa salvação.