Mais uma derrota humilhante. E a dívida trabalhista chega a R$ 100 milhões. Isso explica.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, poderia começar esse editorial falando de mais uma derrota humilhante de um time sem brio, sem vontade, sem técnica, sem nada, mas com muito crédito. Estranho a incoerência? Não. A dívida está no futebol apresentado. O crédito nos salários atrasados. E muito.

O que eu posso falar sobre o jogo? Que 3 a 0 ficou barato? Que Rafael salvou nossa pátria novamente, pois sem ele poderíamos ter tomado de seis a zero? Que não temos elenco? Que enquanto no Rio sai Pedro, entra Bruno Henrique, sai Anibal Moreno entra Rafael Veiga, aqui sai Marcos Antonio entra Alisson, ou entraria Rodriguinho?

Isso é ser redundante, é pegar comentários anteriores, copiar e colar. Prefiro abordar o aspecto marginal, que pode explicar o que realmente está acontecendo para tanto desinteresse deste elenco. O São Paulo deve cerca de R$ 100 milhões em direitos trabalhistas – processos de ex atletas e salários (CLT e Direitos de Imagem). Talvez essa questão de dívida salarial também seja redundante nessa diretoria e seria mais fácil pegar comentários anteriores e fazer o copia e cola.

Mas nada é por acaso. Júlio Casares, mostrando “transparência”, convocou uma coletiva semana passada com pouco mais de 12 horas de espaço. Ela foi chamada às 17h30 para ocorrer no dia seguinte às 9h. Qualquer jornalista que se preze e que atue em Assessoria de Imprensa sabe que uma coletiva, salvo algo extraordinário, deve ser convocada com prazo de, no mínimo, 48 horas. A convocação imediata se deveu ao “fato extraordinário” do presidente querer anunciar um superávit de R$ 20 milhões no terceiro trimestre, com redução da dívida em R$ 51 milhões no período janeiro-setembro.

Ele só “esqueceu” de valar que nesse contexto entrou, por exemplo, a venda de R$ 240 milhões em atletas da base ( o previsto era um valor de R$ 120 milhões), que o aporte feito junto ao FDIC já entrou e que agora sobrou a despesa, ou a dívida, porque esse valor deverá ser pago aos investidores, com juros. E que o clube deve R$ 100 milhões em direitos trabalhistas.

Esqueceu de falar, por exemplo, que a grande maioria do elenco está com três meses de direitos de imagem atrasados; outros com seis meses. Alisson, por exemplo, não recebe desde maio.

Mas alguns vão fala aqui: esse site só fala de política. Então me faça outra análise para justificar o desempenho do time, que depois de ser eliminado da Libertadores, fechou o ano e só engatou derrotas. Rebaixado não vai ser, porém nos deixa ruidosamente desesperados para 2026.

O São Paulo não tem mais poço para afundar. Já passou do fundo e nem respira mais por aparelhos. A morte está próxima. E essa diretoria fica atrás de uma tal Maxxi. O que é isso? Os dirigentes destes novos voluntariosos são-paulinos (novos Jacks) estiveram reunidos com a diretoria do São Paulo e aguardam um retorno.

A “mágica” dessa Maxxi são ações do BESC, Banco do Estado de Santa Catarina, instituição que foi liquidada e absorvida pelo Banco do Brasil entre 2008 e 2009. Uma parte dos acionistas minoritários perdeu a “janela” de conversão, e ficou com esses títulos em tesouraria.

Esses papéis hoje são “títulos podres”, adquiridos dos detentores por algo como 5% a 10% do valor de face.

A Maxxi tem um roteiro jurídico que, segundo eles, garante que o pagamento aos credores seja feito com esses títulos, no valor de face, convertidos em ações ordinárias do Banco do Brasil, pela relação de conversão da época (aproximadamente 12 ações BESC para 1 do Banco do Brasil)

Dessa forma, o credor recebe o valor integral, e o SPFC teria um custo de 30% do valor total amortizado. Esses 30% cobrem os 10% de compra dos papéis do BESC, os custos do processo judicial e a o lucro da Maxxi na operação.

Entenderam agora que, ou Júlio Casares renuncia, ou é afastado por gestão temerária? Porque qualquer outra solução, que não uma dessas, está fora de qualquer cogitação para salvar um pobre moribundo.

Entre mentiras e partidas pífias, São Paulo continua vivendo melancolicamente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o ano de 2025 vai se arrastando de forma melancólica. Enquanto Júlio Casares convoca uma coletiva para 12 depois, para anunciar – mentirosamente – números que a princípio podem parecer positivos, mas que se analisados friamente são apenas menos terríveis do que os anteriores, e mente novamente sobre o pagamento de Oscar, o time se arrasta em campo e sofre mais uma derrota – a quinta nos últimos seis jogos – em Porto Alegre.

Eu sei reconhecer que temos quase um time inteiro no DEM – Departamento de Excrecência Médica -: Cedric, Rafael Tolói, Enzo Dias, Luan, Oscar, Dineno, Calleri, Lucca, de novo Wendel…Mas não consigo entender a empáfia que o time apresenta quando é surpreendido.

O que eu quero dizer com isso? Entendo que o time fazia uma boa partida contra o Grêmio. Dominava o jogo, tocava bem a bola, criava oportunidades (Tapia quase fez um golaço), mas de repente a sorte se virou contra nós: Wendel se machuca (como sempre) e sai, entrando Patryck; Alisson (deles) se machuca e sai, entrando Pavon. Exatamente o mesmo setor. Isso mudou o jogo, porque Patryck perdeu rigorosamente todas as disputas com ele.

E o gol sai com jogada da esquerda, é verdade, mas com Patryck dando condição para Carlos Vinicius marcar. E isso decretou a tal empáfia do São Paulo. Não jogou mais nada, não criou mais nada, foi presa fácil e só não perdeu de mais porque teve Rafael em grande noite.

Crespo errou. Voltou com Lucas no intervalo, mas desfez a linha de três zagueiros. Eu teria colocado Lucas no lugar de Rodriguinho, um ser absolutamente inútil no time. Ficamos com a zaga desguarnecida, pois nosso primeiro volante era Alisson, ou seja, não tínhamos primeiro volante. 2 a 0 ficou barato para nós. Poderia ter sido muito mais.

Nossa sorte foram as seis vitórias seguidas que tivemos quando Crespo chegou, aquele efeito anímico que ocorre quando chega um novo treinador. Do contrário estaríamos hoje lutando nas redondezas do Z4, com grande chance de estar lá dentro.

Mas como culpar apenas jogadores e técnico? O São Paulo está desgovernado. Júlio Casares perdeu o comando. Aprontou tanto, errou tanto, que até os conselheiros – muitos subservientes durante cinco anos, cansaram e começaram a se afastar. Não bastasse isso, e até por conta disso, a crise política envolvendo Casares e Carlos Belmonte deixa o futebol também sem comando. E nada que está sem comando tem chance de sucesso. Se Júlio Casares pensasse mesmo no São Paulo, renunciaria. Se os conselheiros pensassem mesmo no São Paulo, o afastariam. Mas eles preferem pedir isso pelas redes sociais e deixar nas nossas costas conseguir provas para essa decisão, como se a gestão temerária já nao estivesse explícita.

Então, nos próximos jogos (lembrando que dos cinco mandos do São Paulo até o final do ano apenas dois serão jogados no Morumbi), nos resta rezar para chegar aos 46 pontos. Faltam oito. Quem sabe oito empates nos levem até lá.

Arbitragem e Rodriguinho tiraram uma vitória linda do São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a tarde ensolarada da Capital, com Morumbi recebendo público pequeno para o clássico – resultado dos atos nefastos desta diretoria – , poderia ter acabado de maneira gloriosa, com uma sonora goleada sobre o todo poderoso Palmeiras. Mas tinham que aparecer uma arbitragem canalha e um Rodriguinho medonho para estragar uma festa pouco provável de nós, torcedores.

O primeiro tempo passou com um São Paulo fazendo uma partida perfeita, a zaga sobrando, Marcos Antonio comandando o time, Tapia e Luciano brilhando. 2 a 0 que poderiam ter sido mais se não fosse o gol perdido por Tapia. E acrescento: aí começaram os erros – para não falar roubos – deste canalha chamado Ramon Abate Abel. A entrada de Felipe Anderson em Enzo Dias foi criminosa, no tornozelo. A jogada teve sequência porque do cruzamento saiu o gol de Tapia. Mas o árbitro sequer advertiu Felipe Anderson.

Mas vamos ao segundo tempo, onde tudo acontece. O São Paulo diminuiu o ritmo de jogo, o que acontece em todas as partidas. O preparo físico deste elenco é lamentável. Muito por conta da idade avançada de nossos jogadores, que devem estar se preparando para disputar um torneio de Máster.

O pênalti não marcado em Tapia é um dos maiores escândalos que vi em toda a minha vida. Não há pessoa que consiga explicar algo para justificar. Um absurdo de ouvi – lógico, de um palmeirense – é que Tapia não alcançaria a bola. O energúmeno só não entende que a regra diz que se a bola estiver em jogo e o Rafael der um soco na cara do Vitor Roque do outro lado do campo, para tudo e é pênalti para o Palmeiras, mesmo sendo do outro lado do campo.

Aí acontece a entrada criminosa de Andreas Pereira em Marcos Antonio, a ponto de tirar nosso melhor jogador de campo. E nada acontece. Lá perto da bandeira de escanteio, Gustavo Gomes dá duas cotoveladas em Tapia, arranca sangue do nariz do rapaz, mas para Ramon Abate Abel é tudo normal.

Depois disso, com a arbitragem impedindo o que seria, muito provavelmente, nosso terceiro gol e estar com um jogador a mais, Rodriguinho entra em ação. E o jogo muda completamente de figura.

Rodriguinho vai lá na frente, tem o cenário aberto para só rolar para Tapia fazer o terceiro, mas dá a bola nas mãos de Weverton. Aí vai recuperar a bola no canto do campo, dá um passe para Anibal Moreno e sai o gol do Palmeiras.

De novo a arbitragem aparece. Jogada no ataque do São Paulo, Gustavo Gomes agarra Tapia por trás, pelo pescoço, e o juiz não marca nada. Contra-ataque e o segundo gol deles. Então Rodriguinho entra em ação novamente, perde uma bola no ataque, contra-ataque e o terceiro gol.

E nossos jogadores bundões ainda se abraçam com palmeirenses quando o jogo acaba. Abel Ferreira colocou o dedo no nariz de Cedric, e ele ficou com cara de paisagem, ao invés de dar uma muqueta na boca desse português de merda.

Ao menos Belmonte reapareceu das cinzas. Deu bronca, gritou, esperneou, Júlio Casares fez uma nota oficial, ligou para o presidente da CBF e conseguiu o afastamento dos integrantes da arbitragem. É fato que fizeram o que tinha que ser feito. Mas e daí? O que resultará de positivo para nós? Nada. Tudo isso acontece porque essa diretoria manteve o São Paulo afastado dos bastidores e nós estamos pagando muito caro por isso. Uma diretoria que só se preocupou em negociar comissões com os agentes de jogadores para contratações e vendas, criar fakes e perseguir jornalistas e sócios, afundando nossa instituição num lamaçal sem fim.

O time que, a princípio, parecia medonho, deu suco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu um resultado pouco provável como time que Crespo colocou em campo. Ganhou do Fortaleza no Castelão, algo que não acontecia há cinco anos e teve, ainda, como destaque o fato de ter jogado desde os 22 minutos do primeiro tempo com um homem a menos, já que Rigoni foi – mal – expulso.

Como é que você pode acreditar que um time formado por: Rafael; Negrucci, Luiz Gustavo e Sabino; Cedric, Paulo Maia, Bobadilla, Rodriguinho e Wendel; Rigoni e Tápia vá conseguir uma vitória fora de casa? Uma zaga com somente um zagueiro da posição; os outros dois volantes, com um voltando de uma grave lesão de saúde e há quase um ano parado. Um meio de campo que tem se mostrado ineficiente e um ataque que parecia ser pior ao que vinha jogando.

Porém tudo isso se desfez quando Rigoni puxou um contra-ataque pouco provável de final feliz, deu para Rodriguinho que seguiu nesse contra-ataque pouco provável de final feliz, que voltou para Rigoni ir à linha de fundo para uma jogada pouco provável de final feliz, que rolou para trás para Tápia bater para o gol de forma pouco provável de final feliz. Mas o final foi feliz e saiu um belo gol, pelo trabalho da equipe.

É verdade que não podemos medir a eficiência deste time pelo adversário. Afinal, encontramos um time que é pior que o São Paulo e que certamente visitará a série B no próximo ano. Mas o que vale são os três pontos. O resto a gente deixa para depois.

Destaques na partida para Sabino, perfeito na zaga; Luiz Gustavo, uma volta espetacular, comandando o sistema defensivo; Tapia, com uma garra poucas vezes vista neste elenco; e Crespo, que soube arrumar o time, evitar a pressão adversária e ainda conseguir aumentar o placar no final, em outro contra-ataque, desta vez puxado por Bobadilla, com lindo passe para Enzo Dias, que deu linda assistência para Luciano.

Jogamos como time pequeno? Sim, jogamos. Mas eu diria que esse é o nosso patamar. Não estamos na vibe de poder comandar o jogo, empurrar o adversário para trás, fazer o que fazem Palmeiras e Flamengo, por exemplo. Esse nosso tempo ficou lá atrás e está longe de voltar. Portanto, de novo, contra o Palmeiras, vamos encher o time de zagueiros e volantes. Quem sabe consigamos algo positivo.

Time sem vontade, abatido, retrato da crise que domina o São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o torcedor, que ama verdadeiramente este clube, amargou mais uma decepção nessa segunda-feira. Os pouco mais de 12 mil que estiveram no Estádio (o menor público em seis anos), e os milhares que conseguiram aguentar em frente à TV, viram um time apático, sem força alguma ser facilmente batido pelo Ceará por 1 a 0.

O time precisava dar uma resposta à torcida, ainda que estivesse ausente, mas ficou nítido que o grupo sentiu o golpe da eliminação na Libertadores e não conseguiu fazer nada que empolgasse o torcedor, que mostrasse, ao menos, que é um grupo forte, pronto para uma rápida recuperação e virada de página.

O São Paulo até teve algumas chances para marcar gol, mas esteve longe de um amplo domínio sobre o adversário, que se manteve em bloco baixo para não dar espaços ao Tricolor e conseguiu ser eficiente nas raras oportunidades que teve durante a partida.

O Tricolor segue tendo dificuldades para criar jogadas trabalhadas. A falta de criatividade se dá por não haver à disposição muitos atletas que deem profundidade à equipe. Desta forma, o São Paulo acaba trocando passes entre as intermediárias, mas sem evoluir de forma mais aguda para o terço final do campo. Pesa, ainda, o fato de não termos um meia, já que, acredito, ninguém aqui reputa em Rodriguinho um jogador para essa posição digna de ser nosso cabeça pensante.

Falta também um homem de área. Com Calleri, André Silva e Ryan afastados por contusão (só voltam ano que vem), a diretoria foi empilhando erro sobre erro. Trouxe Dineno, no mesmo momento Tápia, iludiu o torcedor com Marcos Leonardo para trazer Rigoni e usa Luciano, já muito velho de clube. Ou seja: dinheiro que não existe voando pela janela. Provavelmente por saborosos acordos com empresários e todos saem ganhando, menos o São Paulo que só sai perdendo.

Claro que o abalo psicológico pela eliminação na Libertadores tem influência no resultado contra o Ceará, assim como a longa lista de desfalques, mas o São Paulo precisa mostrar mais repertório nesta reta final de temporada se quiser se classificar para a próxima edição do torneio continental. Crespo terá muito trabalho pela frente. Jogadores e comissão devem aproveitar o fato de não serem alvos, pelo menos por enquanto, dos protestos da torcida para iniciar uma retomada.

Aliás, por falar em protestos, um fiasco o que fez a Independente para tentar mostrar força e “independência” na sua total dependências “casarística”. Deu mote ao presidente para demitir Belmonte, o que me pareceu algo bastante combinado entre Casares e o Baby. Até porque a grande manifestação, absolutamente voluntária, foi no final do jogo contra a LDU, com mais de 50 mil gritando a uma só voz o que saía do coração, enquanto a Independente do sr. Baby ficou calada. Agora fez uma manifestação para seus 500 integrantes. Ridículo.

Eliminação escancara o que é o São Paulo nos dias de hoje. Mas vale a frase: eu já sabia!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está fora da Libertadores. Perdeu, no Morumbi, para a LDU, por 1 a 0. Conseguiu jogar 180 minutos contra o um time do submundo do futebol da América do Sul – que dirá do mundo – tomar três gols e não fazer um único. Ah, mas eu já sabia.

Mais uma humilhação entre tantas que temos juntado desde 2010, quando o finado Juvenal Juvêncio deu o primeiro golpe no estatuto para se perpetuar no poder. A partir daí seguiram-se gestões desastrosas, como Carlos Miguel Aidar, Leco e, agora, Júlio Casares, o pior deles. Destruíram a instituição, pensaram em si próprios, se esbaldaram de recursos, arrasaram os cofres tricolores, nos colocaram no segundo patamar do futebol brasileiro, por vezes até mais baixo, deixando de brigar por títulos e rastejando nas proximidades do Z4, sendo salvos ora por Muricy Ramalho, ora por Rogério Ceni, ora por Hernanes.

De positivo uma torcida que nunca deixou de acreditar, porque sempre foi a torcida da fé, que conduz – não a que é conduzida – mas a real, que nesta noite fatídica de quinta-feira, no Morumbi com clima de Libertadores, extrapolou o que estava guardado há algum tempo e mandou Júlio Casares TNC. Bradou o #Foracasares que temos propagado há tempos. Até porque este sujeito está apoiando todos os presidentes desde 2006. Portanto é o único, entre todos (inclusive o finado) que agrega em seu currículo a total cumplicidade pelo estágio que fomos colocados.

Um presidente que pegou um estatuto profissional, feito em 2017, e deu um golpe para se reeleger. Que fraudou este estatuto ao colocar na diretoria de Futebol um abnegado, que entende deste esporte o tanto quanto eu, de frequentar arquibancadas e torcer desesperadamente pelo time. E para por aí. Ou seja: não é do ramo (como dirigente, apesar de se colocar como bom para cacete).

E Crespo? Esse não tem culpa. Foi muito criticado por colocar Rigoni na lateral direita. Mas, convenhamos, precisava atacar, precisava marcar gols. Quem ele poderia colocar? Que centroavante, um nove de verdade? Que meia, mas um 10 de verdade? Que elenco tem em suas mãos?

Crespo é o menos culpado de tudo. Tem feito milagre com esse elenco mequetrefe. Já fui muito criticado aqui por rebaixar a qualidade do nosso elenco. Mas o que dizer, o que elogiar? Nem de raça posso falar, porque até isso faltou nesta quinta-feira.

Estamos fora da Libertadores. Levantemos mãos aos céus pelas primeiras dez partidas de Crespo, o efeito que revigorou o time, que fez com que conseguíssemos seis vitórias consecutivas. Ou hoje estaríamos, inevitavelmente, na zona de rebaixamento.

Pobre São Paulo. Sua imensa torcida, constituída por mais de 20 milhões de torcedores, não merece os dirigentes que tem e o que eles estão fazendo com essa SAGRADA INSTITUIÇÃO. #FORACASARES. #FORABELMONTE.

Reservas não foram capazes de derrotar o fraco Santos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo entrou com o time reserva para o clássico contra o Santos na Via Belmiro e, mesmo com os mandantes tendo um time muito fraco, foi derrotado. Aliás, o ataque do São Paulo parece um ataque de riso, porque não consegue sequer ameaçar o gol adversário.

Ao entrar com o time reserva Crespo deixou claro que o foco do clube – principalmente da diretoria – é a Libertadores, por isso preservou os titulares para o jogo da próxima quinta-feira, contra a LDU, no Morumbi, quando o Tricolor precisa vencer por três gols de diferença para se classificar para a semifinal.

Porém, com diversos reservas em campo, o Tricolor até mostrou força para segurar o Peixe em alguns momentos do clássico na Vila, mas o desentrosamento da equipe alternativa limitou a equipe em seus momentos ofensivos. Fora algumas escapadas de Ferreirinha, o time quase não criou.

Sem ameaçar Brazão, foi o goleiro Young quem foi atacado em alguns momentos. Nos dois primeiros, conseguiu fazer boas defesas. Depois deu uma saída ridícula, catando borboletas. E na segunda etapa, em cruzamento facilitado pelo lado esquerdo da defesa, Maílton dormiu, e o atacante Guilherme apareceu em boa condição para fazer 1 a 0.

Crespo, aos poucos, colocou alguns titulares. Já na volta para o segundo tempo trouxe Bobadilla e Rigoni. Depois colocou Marcos Antônio, Luciano e Enzo Díaz, mas a sensação foi que o futebol do São Paulo não fluiria na noite de domingo. Faltou, eu diria, até um pouco de vontade para jogadores que precisariam mostrar serviço, mas se entregaram ao marasmo.

Nomes como Rodriguinho e Ferreira, que precisam mostrar futebol, decepcionaram mais uma vez. Dineno conseguiu ficar um tempo inteiro para tocar duas vezes na bola. Mailton, que até teve uma estreia boa no segundo tempo contra a LDU, foi horrível. E Tolói mostra que está muito longe de ser o zagueiro que precisamos.

Me preocupa saber que, mais uma vez, essa diretoria maléfica abre mão da possibilidade de chegar com reais chances ao G4 do Brasileiro, se garantir para a Libertadores do ano que vem, podendo se preparar melhor para o torneio pelo desespero do jogo de quinta-feira. Afinal, um Pavão Misterioso precisa desesperadamente de uma Libertadores para chamar de sua.

Certamente os jornali$ta$ amigos da diretoria vão repetir o discurso “cala a boca da torcida”. Assim como o fizeram antes do San-São, que Oscar estaria em campo – sequer foi para o Litoral – vão apostar que ele e Lucas estarão contra a LDU. De duas uma: ou de novo vão tentar vender ilusão para abafar mais uma derrota, ou vão colocar os dois no desespero, sob pena de perdê-los para o resto da temporada ou, quiçá para toda a vida.

São Paulo merecia resultado melhor em Quito. Agora ficou difícil.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo sai com uma derrota de 2 a 0 em Quito, no jogo de ida pelas quartas-de-final da Libertadores, contra a LDU. Não mereceu essa derrota, mas, convenhamos, agora a situação se complicou um pouco.

Mesmo a altitude de quase 3 mil metros de Quito não impediu que o São Paulo jogasse um bom futebol. Dominou o jogo até os 15 minutos, quando, por erro da zaga, sofreu o primeiro gol. Ramirez recebeu lançamento por um corredor que se formou entre Cedric – maior responsável por não ter acompanhado o ala equatoriano – e Ferraresi.

Depois do gol o time se perdeu e poderia ter tomado uma goleada, não fosse, convenhamos, a ruindade do ataque da LDU. O time errou muitos passes na saída de bola, Ferraresi, Arboleda e Alan Franco demonstraram sofrer o impacto do gol, Bobadilla errava passes curtos no meio de campo. Mas mesmo assim a posse de bola, aos poucos, foi voltando para o São Paulo. A ponto de termos uma grande jogada de Enzo Dias, sobre a risca de linha de fundo, tirando um cruzamento para lindo voleio de Luciano, que foi para fora.

Cedric, que fazia uma apresentação horrível – depois explicada por Crespo, que disse que o português teve diarreia antes do jogo -, foi substituído no intervalo por Crespo. E Mailton, que fez sua estreia, entrou bem. Cobrou escanteios com grande perigo para o gol adversário, em nenhum momento sentiu o peso da camisa.

Assim, no segundo tempo, o São Paulo começou a dar sinais de que transformaria numa sorte melhor o bom futebol que voltara a apresentar. Com Marcos Antônio inspirado, o Tricolor voltou a trocar passes com precisão no campo ofensivo. Só que os erros não diminuíram. Ferreira e Rodriguinho entraram bem, movimentaram mais o time.

Foram quatro chances claras criadas, além de um chute de longa distância de Marcos Antônio, que poderiam ter mudado os rumos da partida em Quito. Luciano foi quem teve as melhores oportunidades e não converteu. Perdeu dois gols inacreditáveis.

E, de novo, justamente quando estava melhor (e muito melhor), com aquela pinta de que faria seu gol, o São Paulo levou o segundo. Num vacilo ainda maior de sua defesa, viu a LDU ampliar uma vantagem que já era ruim para os tricolores.

No lado direito, Ferraresi, o maior culpado no lance, tocou “na fogueira” para Pablo Maia, que, cercado por quatro jogadores, errou o domínio, foi desarmado e não teve o que fazer para evitar que Estrada fizesse o segundo dos equatorianos.

Nos 18 minutos finais, o São Paulo novamente perdeu força, assim como no primeiro tempo. Apesar de parecer ter fôlego e energia mesmo na altitude, se desorganizou, embora também tenha perdido chances até o apito final.

Agora precisará de vitória por três gols de diferença no Morumbi. Impossível? Não. Difícil? Sim. Basta lembrar que o super poderoso Flamengo ganhou, na fase de grupos, no Maracanã por 2 a 0. E que o Botafogo, eliminado pela LDU, fez um gol aos dois minutos de jogo e não conseguiu fazer mais nada Portanto, terá que haver muita superação e transpiração para seguirmos na Libertadores.

São Paulo faz a lição de casa e se consolida na luga pelo G6

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o time alternativo do Botafogo, no Morumbi, e se manteve na luta pelo G6, consolidando sua disputa por essa posição. Verdade que também estávamos com time alternativo, mas não por poupar jogadores, e sim pelo alto número no departamento médico.

Destaque no jogo para a partida de Enzo Dias, para mim o melhor em campo. Deu uma assistência perfeita para o gol de Dinemo, quase faz um golaço de falta, lutou demais, foi extremamente participativo, enfim, o nome do jogo.

Porém o que me chamou mais a atenção – e juro que torci muito para ir bem – foi a dupla de volantes Pablo Maia / Alisson. Essa dupla foi responsável pelo equilíbrio do time que nos deu o título da Copa do Brasil. Alisson voltou um pouco acima do peso, faltando algum ritmo, mas Pablo Maia, aos poucos, está recuperando seu futebol, o que para nós é fundamental, pois é o melhor primeiro volante que temos no elenco.

A defesa voltou a mostrar entrosamento e firmeza, ainda que tinha, na partida, um estreante e Alan Franco jogado no meio da zaga, onde não vai – e não foi – bem. Mas Tolói estreou como se jogasse no time há muito tempo e Sabino vem tendo atuações surpreendentes. Entendo que bem condicionados fisicamente, Tolói, Arboleda e Alan Franco (ou Sabino) podem formar uma excelente zaga.

Nosso problema reside do meio para a frente. Rodriguinho não serve para ser nosso meia (e a diretoria acha que pode vender por R$ 156 milhões), e a dupla de ataque preocupa. Por mais que para o jogo de quinta-feira tenhamos a volta de Luciano, o miolo do ataque não nos dá confiança. Dineno fez o gol, mas ainda não gera otimismo para nós. De qualquer maneira, ganhamos, estamos na luta pelo G6 e agora podemos pensar em Libertadores.

Os bons ventos trazidos por Crespo nos dão um pouco de alegria, porém não nos permitem tirar os olhos dos desmandos dessa diretoria. O futebol, extremamente importante, não pode cegar os torcedores e a diretoria está prestes a vender 30% de Cotia, com malas pretas voando sobre o Conselho Deliberativo. Nossos olhos estão bem abertos.

Time jogou bem, mas Crespo voltou a errar nas decisões

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, perder do Cruzeiro em Belo Horizonte não é assustador. Por mais que seja um grande freguês histórico do São Paulo, neste ano vivemos outra realidade, com os mineiros arrumados tentando buscar o titulo- apesar que não ganharão – e o São Paulo, outrora lutando para fugir do Z4, hoje em condição de brigar pelo G6.

Hernan Crespo manteve o sistema tático ao qual se agarrou, e que tem dado certo. Os primeiros 20 minutos foram de domínio total do São Paulo. O Cruzeiro não soube sair da marcação feita pelo Tricolor, que começou a sobrar na frente. Por mais que tenha dominado o jogo, chances não foram criadas. O ataque do São Paulo, mais uma vez não funcionou, porque Luciano é um ótimo segundo atacante, mas horrível quando tem que ser referência. Ja Ferreira, bem, esse há alguns jogos vem muito mal, tomando decisões erradas e perdendo todos os confrontos com seus marcadores.

O Cruzeiro cresceu a partir dos 25 minutos, equilibrou o jogo e até colocou nossa meta em perigo, obrigado Rafael, o melhor em campo, a aparecer. A defesa estava sólida com Ferraresi e Sabino, mas um desastre com Alan Franco.

Os mineiros encontravam facilidade pelo lado direito do ataque porque Patryck é uma aberração como jogador. Tanto que Vanderson, que joga pela esquerda, foi jogar na direita, já que Cedric deu conta do recado.

O segundo tempo foi mais do mesmo, só que o Cruzeiro se encorpou e foi para cima. Chegou ao gol numa infelicidade de Rafael, que estava na bola, mas o desvio em Alan Franco o tirou da bola. Antes do gol já pedíamos na transmissão a entrada de Henrique no lugar de Ferreira. O São Paulo estava muito óbvio, precisava de alguém para quebrar a marcação.

Crespo, e aí começa minha crítica ferrenha a ele, não mudou. Só foi mexer no ataque, completamente inoperante, aos 35 minutos do segundo tempo, colocando Tapia e Dineno. E aos 39 colocando Henrique e Wendel. Cinco minutos para fazer qualquer coisa é muita sacanagem do treinador com Henrique.

Mesmo assim ele aprontou. ofereceu duas chances de gol que não foram aproveitadas. Está mais do que evidente que Henrique deveria ter começado jogando e não Ferreira, em má fase. Está escancarado que Crespo errou, como vem errando constantemente nas dificuldades. Ele não consegue pensar rápido para mudar o time. Por mais que eu saiba que ao olhar para o banco e ver o material humano que tem pode bater desespero, mas é hora de investir nessa garotada que já provou que pode dar conta. Henrique é um exemplo disso.

Enfim, duas semanas de pausa para tentar recuperar alguns que estão no Refis. É um time inteiro. E arrumar o que precisa ser arrumado, principalmente o ataque, que não tem funcionado com Crespo.