O golpe, Tricolornaweb fora do ar e o recorde de audiência.

Amigo são-paulino, podem me chamar de atrasadinho, afinal somente quatro dias depois venho falar do golpe, mas há explicação para isso e eu não poderia, mesmo depois de décadas, deixar de comentar o assunto.

Uma corja ditatorial tomou conta do São Paulo e conseguiu, com lanchinhos de queijo e peito de peru, refrigerantes, ingressos para jogos e shows e estacionamento diferenciado, aprovar o golpe no estatuto do São Paulo.

Vi, com espanto, alguns conselheiros que nunca deveriam votar o SIM cravar o apoio ao golpe como Leco, agredido até sangrar na campanha, pois Júlio Casares fazia questão de afirmar a todos os cantos – de maneira mentirosa – que não fazia parte da gestão, votando Sim. Mas, vamos reconhecer, Leco é Leco. A pífica administração dele justifica o ato falho.

Publicamos a lista no site e colocamos o link para que todos possam baixar e analisar, de forma meticulosa, o voto de cada um em cada ponto do golpe.

Pois bem, seguimos, porque milhões, eu disse milhões de são-paulinos (não os tais 55 ironizados pelo ditador-mor Alten Ayres de Abreu Filho no final da sessão) demostraram, por todos os meios, a decepção com o golpe dado por esse bando de abutres que se apossou do clube.

A audiência na última quinta-feira, da Web Rádio São Paulo, foi recorde histórico. Estou consultando o Guinness Book para saber, sem em termos de Web Rádio, nossa audiência não entra no topo da lista. Os dados consolidados são impressionantes e, claro, não divulgo aqui por uma questão estratégica.

Isso deixou atordoados aqueles que trabalharam o golpe. O golpista-mor, Olten Ayres de Abreu Filho, chegou, no meio da sessão, a dizer que ficou sabendo que a Web Rádio São Paulo e o Tricolornaweb estavam transmitindo a sessão, desrespeitando uma ordem dele que tornava secreta a proibia qualquer transmissão. E que iria investigar qual conselheiro me havia dado o som e a imagem. Também processaria nosso editor, Paulo Pontes, criminalmente.

Olten Ayres mostra cada vez mais sua cara e seu caráter. Aliás, vamos lembrar que ele nasceu na política do São Paulo como oposição ao seu pai – um péssimo árbitro de futebol – e oposição a Juvenal Juvêncio. Mas na primeira oportunidade traiu a oposição, votando em Carlos Miguel Aidar. Depois, com o barco afundando, voltou para a oposição contra Leco. Mas, quando a oposição contava com ele, se uniu a Júlio Casares e formou a chapa apoiada por Leco. Esse é Oten Ayres de Abreu Filho. Mas, em relação ao processo, venha, meu senhor. Mas antes tente uma ligação espiritual com Juvenal Juvêncio e Geraldo (aquele que era de Cotia), um papo com Carlos Miguel Aidar e Douglas Jack Schwartzmann para saber o que é enfrentar Paulo Pontes e o dr Valter Roberto Augusto, meu digno advogado. Aliás, consulte a Jovem Pan e outros (e outras) tantos para saber como é que funciona.

Sobre o Tricolornaweb fora do ar estes três dias, as explicações são as seguintes: num primeiro momento me foi informado que houve uma queda no provedor pelo excessivo número de acessos simultâneos. Superior a 50 mil. Nosso site está hospedado nos Estados Unidos, numa plataforma onde existem outros sites do mundo inteiro. O Tricolornaweb não só derrubou a si mesmo, como também a sites da Austrália, da Inglaterra, da Alemanha, da Argentina e dos Estados Unidos.

Mas o grande problema está no período de três dias para voltar, porque, fosse pelo fato acima, em 12 horas estaria restabelecido. Ocorre que hackers invadiram nosso site, misturaram DNS com DNS, tumultuaram e destruíram o site. Por isso o longo prazo fora do ar, porque eu e meu programador tivemos que refazer tudo para que ele voltasse com um mínimo possível de desfalques.

Nosso problema principal está no arquivo de fotos, já que muitas foram perdidas. Os Podcasts mais antigos também foram perdidos. Mas aos poucos vamos tentando recuperar.

Entretanto quero deixar um recado aqui. Não posso afirmar que partiu do São Paulo o ataque ao Tricolornaweb, mas ficamos na mera coincidência, pouco depois o golpista-mor Olten Ayres de Abreu Filho ter falado na reunião sobre nossa transmissão e que providências seriam tomadas, o site ter “caído”. Assim como reputo como mera coincidência Douglas Schwartzmann ser o único sócio do São Paulo que mora no prédio de onde saíram os e-mails chantageando os conselheiros (Roberto Natel foi injustamente acusado), vou ter na mesma classificação esse fato. Mas assim como Olten foi célere em abrir investigação na questão do hacker, a pedido do Jack, digo, Douglas, seria lógico que ele também assim o fizesse nesse caso. Mas, o que dizer se ele até hoje não tentou investigar quem foi que vazou o telefone dos sócios para as mensagens apócrifas, vindas de um robô, apoiando o golpe?

Aliás, nesse caso, tenho que considerar, também, Júlio Casares e Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé, como responsáveis diretos pela crise, pelo clima de guerra que se criou e dedicar a eles qualquer tragédia que ocorra com o clube daqui para a frente.

O São Paulo, este ano, foi moralmente rebaixado. Só falta agora ser totalmente. Triste São Paulo

Minha esperança está no Social. Apesar de saber que entraremos perdendo de 600 a 0, pelo número de carteirinhas que esse tal Dedé distribuiu de maneira sórdida para angariar votos. Mas a luta vai continuar. Tentaram me derrubar, mas não conseguiram. Olten Ayres disse que cometi um crime ao transmitir a sessão. Crime onde, cara pálida? Como sócio? Não era sócio naquele momento, apenas jornalista. Como jornalista? Minha missão é buscar a informação. Lamento muito você temer a imprensa. Aliás, descumpri ordem sua? Quem é você na fila do pão com seus atos no São Paulo, em relação ao Tricolornaweb e a Web Rádio São Paulo? Se enxergue, pífio presidente do Conselho Deliberativo. Digo “pífio”porque você apequenou nossa casa de notáveis são-paulinos.

O Tricolornaweb está aqui. Se cubram, porque virá mais chumbo grosso por aí.

16 de dezembro: ao invés de comemorarmos, nos preparamos para o golpe

Amigo são-paulino, 16 de dezembro, outrora, foi marcado por grandes comemorações. Aniversário da refundação do São Paulo em 1935. Verdade que o novo estatuto (aquele que está prestes a deixar de existir), fixou como 25 de janeiro a data de nossa fundação. Mas nunca o 16 de dezembro será esquecido.

Mas nesta noite o Conselho Deliberativo, comandado pelo general Olten Ayres de Abreu Filho, vai votar o golpe no estatuto do São Paulo. Se não é golpe porque está cercado de legalidades, o é contra a democracia, pela forma como está sendo gerido. Aliás, gerido por quem, se ninguém aparece para assumir a paternidade?

Não me digam que é Leandro Alvarenga, conselheiro novato e que deu entrevista nessa quarta-feira para o canal de Alexandre Pretzel, no YouTube. Ele é o típico político: mente descaradamente e tem a maior cara de pau por não ficar vermelho.

Entre outras aberrações, disse que a atual oposição é a que estava com Leco na última gestão. Até onde eu sei, Dedé e sua turma debandaram para a gestão Leco a ponto deste senhor ser o diretor de esportes sociais, ou algo que o valha. Todos, eu disse todos que estão na gestão Júlio Casares – o próprio Júlio – estavam na gestão passada. Ou o Júlio Casares não fazia parte do Conselho de Administração, indicado por Leco?

Outra aberração deste senhor foi falar que Dedé recuperou o clube financeiramente em menos de um ano, pois pegou o clube afundado em dívidas. Sou crítico a essa gestão, mas é inegável que Carlos Belmonte, o atual diretor de Futebol, fez um grande trabalho à frente do Social e foi, portanto, injustamente caluniado por Leandro Alvarenga.

Aliás, foi a primeira pessoa que vi defendendo o golpe – ele afirma que não se trata disso – , mas não conseguiu em nenhum momento colocar argumentos que demonstrassem sua posição. Pior; jogou nas costas do associado a responsabilidade da aprovação, pois disse que não são os conselheiros quem aprovam ou não a reforma, mas o associado. Não tem coragem sequer para defender seu voto

Triste, muito triste o anonimato daqueles que defendem o golpe. Cada dia mais entendemos as razões pelo São Paulo estar na situação em que está, lutando para não ser rebaixado, endividado até o pescoço, criando fakes para tentar justificar um sucesso desta administração, que começou falado em fazer 30 em 3 (30 anos em três anos), mas está propensa a fazer 3 em 30.

A aprovação desta reforma nesta noite será um duro golpe na instituição. Talvez pior que a desferida por Juvenal Juvêncio em 2008. Época em que éramos absolutamente vitoriosos e por conta daquele golpe, nos tornamos isso que somos hoje. Um time rebaixado moralmente. Nas mãos de um grupo, como disse o Menon, que quer deixar nas mãos de 66 o comando de 20 milhões de aficionados do clube.

Eu ainda acredito, ainda tenho fé, que estes conselheiros, por um momento que seja, demonstrarão amor pela instituição e afastarão a possibilidade de eternização de poder, o golpe do estatuto. Tenho fé, acredito mesmo. Quem sabe, além dos sanduichinhos de queijo e peito de peru grátis, além dos ingressos para jogos e shows, além do estacionamento diferenciado e reservado, ainda reste algum sentimento de amor pelo nosso clube.

Salve o Tricolor Paulista, amado clube brasileiro.

Os “farsantes” que invadiram as redes sociais na véspera do golpe

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, as redes sociais ligadas ao  São Paulo foram invadidas nas últimas horas. Diversas fake news foram criadas com o intuito de glorificar a atual gestão, mostrando que tem méritos para se perpetuar no poder após o golpe que se pretende nesta quinta-feira, quando o Conselho Deliberativo vota, em plenário virtual, as alterações no estatuto.

Correu por vários lugares a informação de que um sheik árabe esteve reunido com Júlio Casares e ofereceu a quantia de R$ 8 bilhões ao  São Paulo. Como se árabe gostasse de jogar dinheiro na rua assim. 

De fato houve uma reunião com árabes no Morumbi. Aliás, dela participou, entre outros, Douglas Schwartzmann, que se afastou da Secretaria Executiva do presidente Júlio Casares após ter virado réu no Ministério Público.

Outro fato desta terça-feira foi a tal ameaça feita a Olten Ayres de Abreu Filho e sua família. Algum torcedor, não identificado, teria feito ameaças pessoais ao presidente do Conselho Deliberativo, o que o levou a registrar um BO na delegacia. O fato pode até ser verdadeiro, mas me custa acreditar. Nos tempos de hoje, onde quando alguém se vê prensado contra a parede comete atos que extrapolam seus equilíbrios psicológicos, o direito à não crença no episódio me é dada. 

Vale lembrar que todo o movimento que está sendo feito é pela manifestação em paz, nunca com violência ou ameaças. 

Por último, e isso foi real, tivemos o vazamento de dados sigilosos dos sócios do clube. Todos receberam uma mensagem apócrifa pedindo o voto  Sim na reforma do estatuto, pela democracia. Entendo que o voto pela democracia é o NÃO. Mas nesse episódio falta uma apuração de quem foi o responsável pelo vazamento. Em última análise o diretor Social, Antonio Donizete Gonçalves, e o presidente Júlio Casares devem ser responsabilizados.

Aliás, o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Filho, tão solícito e célere na abertura de investigação sobre o hacker do São Paulo, a pedido de Douglas Schwartzmann, não está tendo a mesma atenção para apurar esse crime. Bem, esse é Olten Ayres de  Abreu Filho, aquele que disse estar sendo ameaçado. 

Repito: causa-me, no mínimo, espanto e perplexidade. 

Atuação do São Paulo em BH foi preparativo para um funeral

Amigo são-paulino, deprimente, para não falar outra coisa, a atuação do São Paulo em Belo Horizonte nesta quinta-feira, quando foi derrotado pelo América-MG por 2 a 0, no encerramento do Campeonato Brasileiro. Uma atuação digna de um funeral. Aliás, foi para coroar o ano do clube dentro de campo, porque fora de campo o enterro ainda está prestes a acontecer.

Não fosse pelo título do “Campeonato Mundial Paulista’ que conquistamos, teria sido o pior ano em nossa história. Com eliminações humilhantes na Libertadores e na Copa do Brasil e uma campanha que nos deixou a cinco pontos da zona de rebaixamento, lembrando que passamos o campeonato inteiro flertando com ela, não poderíamos ter encerrado com o chamado “gran finale”

Rogério Ceni novamente inventou. Aliás, gostaria de receber explicação das razões de ter poupado Miranda, num jogo de tamanha importância. Poupar para que? Para as férias? E por que razão entrou com Juan, garoto que está saindo agora da base, e não fez o simples, colocando Marquinhos no lugar do suspenso Luciano? Ou por que deixou Benitez em São Paulo e não o colocou ao menos no banco? O inventor de situações novamente descalçou a sandália da humildade e nos trouxe outra derrota.

Aliás, para ater Igor Gomes como nosso armador a todo custo, com todas as bolas paradas saindo dele, para forçar uma venda, foi a mais direta demonstração de que não se montou um time para lugar por alguma coisa que não a fuga do rebaixamento, mas sim para transformar o São Paulo em vitrine exposta.

Sempre lamento, ao final do ano futebolístico, que vou ficar mais de um mês – desta vez quase dois meses – sem ver o São Paulo jogar, o que me causa certa depressão. Mas como disse ontem meu filho, a boa notícia do dia é que vamos ficar dois meses sem sentir humilhações.

Mas o calvário do clube não parou ontem. Fora do campo tem algo pior ainda a acontecer. O golpe que será dado, de maneira virtual, pelos conselheiros no estatuto do São Paulo. Liderados pela dupla dinâmica Júlio Casares e Olten Aires de Abreu Filho, conselheiros cordeirinhos se preparam para dar um duro golpe na democracia tricolor e levar o clube ainda mais para o fundo do poço. Um poço, aliás, que já estamos, mas que eles estão fazendo questão de cavar ainda mais.

São Paulo dá adeus a risco, mas não à incompetência

Amigo são-paulino, foi uma segunda-feira desesperadora. Amarguei horas terríveis, que desencadearam uma série de problemas de saúde durante toda a madrugada, quando a vitória estava sacramentada e o risco da série B afastado. Mas esse é o São Paulo que queremos?

Certamente não. E estamos convivendo com essa situação por absoluta incompetência que começa fora de campo, nos bastidores da política, e atingem o campo com um time desorientado, sem saber o que fazer.

O time é ruim? Não. Reputo o time do São Paulo em nível de disputar uma das quatro primeiras colocações do Brasileiro. Mas por que não conseguiu isso: De novo, a absoluta incompetência, que nos colocou na vala do lugar comum, muito longe das tradições tricolores.

Querem exemplo? O time próximo ao Z4,correndo risco sério e real de rebaixamento, e a duplo Júlio Casares e Olten Ayres de Abreu Filho tramando o golpe no estatuto. Quando descobrimos, ao invés de recuarem e abrirem a discussão, foram à caça dos que vazaram os entrames do golpe do novo estatuto. Restou à dupla o adiamento para 16 de dezembro, pós campeonato Brasileiro. Mas não deixaram de querer aplicá-lo.

O time ganhou por 3 a 1 do Juventude e jogou bem. Isso porque Rogério Ceni calçou a sandália da humildade, não inventou, fez um time óbvio, Cada jogador em sua posição de origem e todos renderam bem. O único que destoou foi Liziero, completamente sem confiança depois da lambança feita contra o Flamengo.

Alguns dizem que podemos chegar ao G8 da Libertadores. Sim, se ganhamos do América em Belo Horizonte e contarmos com tropeços de Atlético-GO, Ceará e Internacional. Vou torcer muito para isso, mas temos que convir que seria um prêmio muito alto para um time que fez uma campanha depressiva, guiada por seus dirigentes opressores.

“Juntos pelo São Paulo” hoje é “Juntos pelo golpe”

Amigo são-paulino, o São Paulo se prepara para viver uma das páginas mais tristes de sua história. Não bastasse as amarguras que estamos sofrendo com o time em campo, chegando a duas rodadas do final do Brasileiro ainda com chances matemáticas – apesar que não virtuais – de rebaixamento. estamos às portas do grande golpe no clube, um golpe absolutamente ditatorial.

A dupla Júlio Casares e Alten Ayres de Abreu Filho, que se elegeu pregando transparência e união, hoje mostrou para o que realmente veio e demanda obscuridade e desunião.

Lembro-me bem da primeira eleição de Leco, quando Carlos Miguel Aidar, carregado de denúncias de corrupção, renunciou para não ser “impichado”. Leco foi eleito com a promessa de unir os diversos grupos, de situação e oposição, para dar início à recuperação do São Paulo. Eu, através do Tricolornaweb, hipotequei apoio incondicional. Por iniciativa própria conversei com vários conselheiros e pedi, como torcedor fanático que sou, e por saber que consigo representar boa parcela de nossa torcida, essa união.

Leco não conseguiu a tal união. Os grupos políticos começaram a se digladiar e a eleição,ou releição dele foium desastre. Ele mesmo burlou o estatuto para dar emprego aos que o apoiaram. Foi uma troca política com cargos remunerados. E o resultado nós todos vimos no campo e nas finanças do clube.

Júlio Casares, com quem conversei diversas vezes durante a campanha, começou idealizando um slogan de 30 em 3, mostrando que pretendia fazer em três anos o que deveria ser feito em 30; depois mudou para Juntos pelo São Paulo. Se mostrava rigoroso defensor do novo estatuto, que teve, aliás, muitas propostas minhas e dele aprovadas, e da democracia.

Olten Ayres, por sua vez, mostrou democracia plena na primeira sessão do Conselho Deliberativo, passando a transmitir pelo canal do clube no You tube as sessões do Conselho.

Infelizmente foi só discurso de ambos. Assim que a administração realmente começou, em março deste ano -antes ainda era reflexo da gestão Leco -, a caça começou. Quem era oposição passou a ser perseguido, suspenso do Conselho, suspenso do clube. Olten passou a fechar as sessões e tornar diversas delas secretas, com votos fechados.

A mais dura e de alto grau anti-democrático está por vir: o golpe do estatuto Dia 16 de dezembro teremos uma sessão secreta, com votos secretos, para que o golpe seja dado e nós, torcedores, não consigamos saber quem votou para o que. Mais do que isso, os conselheiros que estão se sentido pressionados pelo clamor da torcida, podem se valer do voto secreto para apoiar o golpe. Depois dirão que votaram contra, mas aí a lama já estará exposta para nós, torcedores, pisarmos. Pois é onde estará a instituição São Paulo F C.

Enfim, o Juntos pelo São Paulo se transformou em Juntos pelo Golpe. Um grupo muito pequeno, diria de menos de dez pessoas, hoje comanda o clube, sem dar ouvidos a ninguém, com mão de ferro, para a perpetuação no poder.

A Web Rádio São Paulo e a Rádio São Paulo Digital farão um debate nas duas próximas terças-feira, dias 07 e 14 de dezembro. Até agora nao conseguimos confirmar um único conselheiro que assinou a malfadada mudança estatutária. Certamente não há o que defender deste ato anti-democrático. Mas continuamos esperando.

Esse grupelho que hoje comanda o São Paulo deixou longe o pensamento de servir ao clube e passou a se servir do clube. Triste São Paulo.

A série B não precisa vir. Moralmente ela já veio.

Amigo são-paulino, acho que nunca me senti tão humilhado como torcedor do São Paulo em toda a minha vida. Já tivemos derrotas maiores, eu sei. Já fomos goleados por 7 pelo Vasco, pela Portuguesa, tomamos de 6 do Palmeiras, do Corinthians. Foram vexames atrás de vexames. Mas muitos deles compensados com títulos, o que significa dizer que foram meros acidentes.

Não foram os 3 a 0 para o Grêmio, com direito a gol do meio de campo, que me jogaram nesse lamaçal de lágrimas. O clube como um todo já está moralmente rebaixado. Desde o presidente, um marqueteiro adepto à ditadura, passando pelo presidente do Conselho Deliberativo, outro adepto a sistema autoritário, chegando ao time e todo o departamento de futebol.

Leco teve em sua gestão duas muralhas para ele se esconder. Queimou num primeiro momento Rogério Ceni, ídolo m maior, apostando nele como técnico, e Raí, segundo maior ídolo da torcida, o colocando na diretoria de futebol. Júlio Casares segue a mesma trilha: Muricy Ramalho e, de novo, Rogerio Ceni, já completamente desgastado com a torcida.

A escalação desta quinta-feira foi desastrosa e já, de antemão, eu falava em nossa transmissão pela Web Rádio São Paulo que nos traria problemas. Quando ele improvisou Shaylon e Marquinhos na ala direita tomamos gols por ali. Não deveria, nem foi, diferente com Gabriel Sara. Além de matar o jogador que melhor estava se saindo como meia.

O São Paulo não jogou. Jogadores com as mãos na cintura, assustados com tudo o que estava acontecendo, parecia estar jogando contra um extraterrestre. O resultado foi 3 a 0, mas podeira ter sido 5 a 0, não fossem os dois agols absurdamente perdidos pelo Grêmio.

Mas o rebaixamento moral está aí. Jogadores sem coração, diretores sem conhecimento, presidente e conselheiros que ão estão nem aí para o time e só pensam no golpe estatutário, marcado para o dia 16.

Será o fim anunciado do São Paulo, com a perpetuação do poder. A série B não veio este ano, virá certamente em 2022. Com as dívidas assombrosas que temos, e presentes nas páginas policiais, nos tornaremos um novo Cruzeiro.

O que tenho de orgulho em minha vida é que vi títulos paulistas como os de 1970 e 1971 (entre outros), seis títulos brasileiros, três Libertadores e três mundiais. Eu vi o São Paulo grande, monstruoso, gigante. Hoje vejo um arremedo de clube, entregue às baratas e aos ratos.

São Paulo chega aos 45 pontos mas não pode se acomodar

Amigo são-paulino, a vitória do São Paulo sobre o Sport neste sábado, no Morumbi foi fundamental, essencial, obrigatória e nos deu um certo respiro. Analistas dizem que essa é a marca de corte, ou seja, para não correr risco de rebaixamento.

Não concordo. Apenas Chapecoense e Sport (já rebaixados) não podem chegar nesse número. Até o Grêmio pode chegar, se vencer todos os jogos que lhe restam. E os demais, que estão atrás do São Paulo, estão beirando os 40 pontos, podendo chegar a 49. Então estimo que o número real seja 47 pontos, ou seja, precisamos de mais dois ainda.

Aí está meu desespero. Pelo que vem jogando, o time não inspira nenhuma confiança. Como posso acreditar que vamos ganhar do Grêmio em Porto Alegre? Como posso ter certeza que vamos ganhar do mísero Juventude dentro do Morumbi? E do América, em Belo Horizonte?

Após o triste sábado, onde à tarde Palmeiras e Flamengo disputavam o título da Libertadores e nós jogávamos contra o Sport a permanência na Série A, agora me vejo assombrado pelos fantasmas destes adversários, outrora dignos de dó (exceção ao Grêmio) e presas fáceis.

O São Paulo ganhou do Sport quase que por inércia. O time pernambucano é muito ruim. Se o São Paulo fosse um pouco melhor, teria goleado. O dr. Marco Aurélio Cunha, comentarista convidado em nossa transmissão pela Web Rádio São Paulo, disse bem: “o time está jogando sob pressão”. E no CT da Barra Funda parece que ninguém é profissional e também atua sob pressão. Carlos Belmonte, Rui Costa, Muricy Ramalho e todos os outros.

E temos um técnico que prefere abrir mão do talento de Benitez para não ter o trabalho de constituir um esquema tático que permita que ele jogue.

Entendo, portanto, que temos uma diretoria amadora cuidando de um bem maior que é o elenco profissional do clube. Essa é a razão de termos um dos piores anos de nossa história, só não coroado de vez como o mais triste porque ganhamos no Campeonato Mundial Paulista. Pouco para quem um dia assombrou estádios e arrebatou verdadeiros mundiais.

Sem jogar, ficamos longe do Z4. Jogando, nos aproximamos dele.

Amigo são-paulino, o São Paulo se supera a cada jogo. Os vexames aumentam. Não bastasse tudo o que vem ocorrendo com o profissional, o sub-20 foi eliminado do Campeonato Paulista, nas oitavas-de-final, para o Desportivo Brasil, coisa que não ocorria há mais de uma década. No profissional, mais vergonha.

A vergonha não é empatar com o Athletico-PR no Morumbi. Isso já virou rotina. O problema é que a rodada do final de semana, amplamente benéfica para nós, deixou o São Paulo com possibilidades ínfimas de rebaixamento. E nem jogamos para que isso ocorresse. Bastou entrarmos em campo, e aumentamos essa possibilidade novamente. Até porque, jogo no Morumbi, ou se ganha ou se ganha. Ou então se ganha. Mas com o São Paulo de nossos tempos essa tese não vale nada.

O time nem jogou mal. Dominou o tempo todo, teve posse de bola, mas não criou. Não chutou para o gol. Quais foram as chances reais de gol? Duas com Rigoni (uma Santos defendeu e a outra foi para fora); uma com Arboleda (o gol, se tivesse sido marcado, seria invalidado por impedimento). Não me lembro de mais nenhuma.

Muitas vezes Igor Gomes teve a bola nos pés, fora da área mas de frente para o gol e preferiu não chutar. É medo de concluir e marcar o gol? Gabriel Sara até tentou, mas nunca conseguiu ganhar da zaga paranaense.

No final do jogo, os jogadores do Athletico estava extenuados, não aguentavam mais andar em campo. E nós não tivemos competência de marcar um único gol. E, portanto, voltamos a ver crescer o risco de rebaixamento.

Talvez seja o que essa diretoria esteja planejando. A partir da entrevista de Rogerio Ceni, que desabafou e disse que dias piores virão para o São Paulo, concluo que se a série B não vier agora, virá em 2022. Triste São Paulo, tomada por incompetentes que só pensam em seus próprios projetos, largando de mão o clube e o futebol.

Vitória não mudou nada no desespero do Z4, mas encheu de moral para fugir dele

Amigo são-paulino, foi uma noite gloriosa. O São Paulo lembrou os velhos tempos de um clube que se impunha em campo, mostrava o peso da camisa e nem se lixava para quem estava à sua frente ou em que campo estava jogando. E triturou o Palmeiras. Sim, triturou, porque os 2 a 0 poderiam ter sido 5 ou 6 a 0 e ninguém iria ficar surpreso, tal nossa superioridade em campo,

O Palmeiras jogou com um time chamado alternativo? E daí? Alguns não jogaram por estarem suspensos ou servindo a Seleção de seus países. Outros porque o técnico quis poupar. E nós com isso? Se nossa obrigação era ganhar, ganhamos. E jogando muito.

Tenho em mente que Gabriel Sara e Igor Gomes fazem uma partida ótima de dez ruins. Ontem foi a ótima. Agora é nos prepararmos para o pior . Gostaria muito de estar errado, de pagar a minha boca, mas sei que isso é muito difícil de acontecer.

Luciano, que vinha devendo há tempos, fez uma partida digna de Luciano. A defesa foi sublime. Igor Vinicius chegou a me irritar, porque não acerta um passe, um único cruzamento. Mas foi muito bem nos desarmes. Willian não ganhou uma única jogada dele.

É verdade que a derrota não moveu moinhos. Permanecemos na mesma situação, dois pontos atrás do Juventude, que tem um jogo a menos, e cinco à frente do Bahia, que tem dois jogos a menos. O que quer dizer que se o Bahia vencer hoje o Sport, em Recife, e no domingo o Cuiabá, em Salvador, e o Juventude vencer o Atlético-MG, em Belo Horizonte, e o Atlético-GO vencer o Ceará, em Goiânia, estaremos no Z4. Mas perceba que é muito “se” para ser confirmado.

De qualquer maneira, continuamos dependendo somente de nós para não mergulharmos no Z4. Temos uma semana para respirar, e nesse meio tempo secar nossos principais adversários. Carlos Belmonte falou que o São Paulo enverga mas não quebra. Sim, nosso gigantismo domina nessas horas.Mas não gosto de ficar me envergando o tempo todo. E o problema continua. A podre política do São Paulo segue contaminando todos os setores do clube. Por isso poderemos ter um futuro com uma tragédia anunciada.