Time jogou muito mal, mas mostrou que briga até o fim

Amigo são-paulino, durante toda a transmissão do jogo deste domingo falei na Web Rádio São Paulo das deficiências do time, da falta de jogadas construídas, da bagunça tática de Rogerio Ceni, mas tenho que reconhecer que é um time brigador, que luta até o último minuto, não desiste fácil.

Isso já aconteceu contra o Santo André. O jogo foi horrível, mas o São Paulo nunca desistiu de buscar a vitória, ainda que desestruturado, e marcou seu gol aos 46 minutos do segundo tempo. Contra a Ponte, a virada se deu com gols aos 42 e 45 minutos.

O time em si foi uma confusão só. Rogério Ceni começou com Rigoni e Eder jogando colados, como centro-avantes, deixando Gabriel Sara aberto pela direita e Alisson pela esquerda. Com isso ele matou o futebol de Rigoni e o de Alisson, que joga melhor como segundo volante do que um ponta aberto. Também tirou o espaço de Eder e perdeu um meia, já que Gabriel Sara virou ponta.

No segundo tempo ele piorou as coisas, quando colocou Nikão, Marquinhos… Ao invés de abrir um de cada lado, deixou os dois do lado direito. Claro que alguns vão dizer que isso deu resultado, porque ficaram os dois, mais Igor Vinicius, para cima do lateral. Por isso os dois gols do São Paulo saíram por ali. Marquinhos, no primeiro, vai quase à linha de fundo e cruza na medida para a cabeçada de Gabriel Sara. No segundo, no mesmo lugar, Marquinhos pressiona o zagueiro que recua erroneamente a bola, encontrando Calleri que marca o segundo gol.

Algumas constatações: a não ser que haja algum problema físico, Calleri não pode ficar no banco; Marquinhos merece mais a posição de titular do que Nikão; Jandrei é titular; Miranda tem que voltar; Luan é titular, pois Gabriel não convenceu – quase complicou tudo por duas vezes – e Rodrigo Nestor é segundo volante.

O mais importante de tudo é que saímos da incômoda zona de rebaixamento, e de quebra entramos na zona de classificação para a próxima fase. Agora é ganhar da Inter de Limeira quinta-feira, no Morumbi, para ratificar a boa fase que, aparentemente, começou.

Dois pontos: a vitória sofrível do time e um vitorioso (Tricolornaweb) fazendo 18 anos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, tenho dois pontos a abordar no meu comentário de hoje. Começo pelo jogo desta quarta-feira, absolutamente sofrível. O São Paulo ganhou por 1 a 0, gol marcado aos 47 minutos do segundo tempo, contra o time reserva do Santo André.

O retrato do atual quadro em que nos encontramos pode ser visto após o gol:os jogadores, o banco de reservas, enfim, todos pediam desesperadamente para o árbitro encerrar a partida.

O primeiro tempo foi um fiasco. Apesar do São Paulo ter domínio absoluto da posse de bola e o jogo transcorrer dentro do campo do Santo André, não criamos uma única chande de gol. Os dois triângulos formados, com Rafinha, Alisson e Igor Gomes pela direita; Léo, Rigoni e Gabriel Sara pela esquerda. Porém o único jogo do time foi a bola aérea. Rogério Ceni conseguiu suplantar Muricy Ramalho nesse quesito.

No segundo tempo as chances até surgiram: Rigoni obrigou o goleiro andreense a grande defesa; depois, em duas cobranças de falta, o mesmo Riboni colocou a bola no travessão.Mas a grande chance foi do Santo André. Gustavo Nescau perdeu um gol absurdo, inacreditável, dentro da pequena área. E ganhamos o jogo aos 47 minutos, com jogada de Eder, cruzamento para área, gol de Marquinhos.

Saímos do sufoco, mas continuamos jogando muito mal. Parece que os jogadores foram colocados se um conhecer o outro, um catado foi feito. Vamos sofrer demais ainda nesse Paulista e começo a tremer antes de começar o Brasileiro.

Agora passo ao outro ponto, ao vitorioso. Diria, extremamente vitorioso: o Tricolornaweb. Neste 10 de fevereiro completamos 18 anos de existência, atingindo a maioridade. Se for lembrar de tantas vitórias que conquistamos, em decisões que tomamos pelo bem do São Paulo, ficarei escrevendo até aqui. Vou apenas lembrar duas: fomos responsáveis diretos pela renúncia de Carlos Miguel Aidar; também fomos apontados como responsáveis direto pela vitória do NÃO no golpe do estatuto.

Não posso deixar de citar e agradecer aqueles que, em algum momento, fizeram parte do nosso site: Carlos Belmonte, Daniel Lian, Eduardo Barão, Luis Megale, Helo Cavalari, e os colaboradores Sombra, Daniel Perrone, Fred Rezende e tantos outros que participaram do Amigo do Tricolornaweb. Aqui, em nome de todos, destaco e agradeço, principalmente, Flávio Marques.

O Tricolornaweb sempre foi, é e continuará sendo sempre “O Site que está com o São Paulo”.

O time está evoluindo, mas continua perdendo

Amigo são-paulino, o São Paulo voltou a perder no Campeonato Paulista e começa ver a sua situação se complicar. Quando estávamos no Brasileiro, e ficamos nove rodadas sem ganhar, falávamos que eram 38 rodadas que que havia tempo de recuperação. Depois percebemos que não era bem assim. Agora são apenas 12 rodadas e já estamos há três sem vencer.

O time mostrou uma evolução, é verdade.O jogo em Bragança Paulista foi muito bom. Mas ganhou o favorito. Afinal, hoje o São Paulo é tido como a terceira força no Estado, atrás de Palmeiras, Corinthians, Santos e RB Bragantino. Portanto, ganhou o mais forte.

A defesa foi o ponto fraco do time nesta quinta-feira, Miranda fez, talvez, sua pior partida com a camisa do São Paulo. O primeiro gol, com a falha grotesca dele, o perturbou e ele não se acertou mais no jogo. Rodrigo Nestor não é primeiro volante. Então aquele setor do campo ficou livre para, por exemplo, Praxedes dar um passe de cabeça para Alerrandro marcar o segundo gol, nas costas de Arboleda.

Já o ataque, esse sim funcionou e bem. Rigoni, finalmente, voltou a ter um bom desempenho e isso acaba desequilibrando para o nosso lado, pois é um grande jogador. O segundo gol nasceu de jogada dele, com o chute batendo na trave e Igor Vinicius aproveitando o rebote. O terceiro foi uma assistência perfeita dele para Calleri marcar. Alisson, outro que compôs o ataque, também foi muito bem.

Rogério Ceni, para mim, foi o grande responsável pela derrota. Ele tirou Rigoni, o melhor em campo, para colocar Nikão. Matou o time. Perdemos o jogador que prendia dois do RB Bragantino na defesa e, por cima, ele embolou Nikão e Marquinhos pelo mesmo lado. O lado direito ficou sem ninguém. Dependia de Igor Vinicius ou, às vezes, Gabriel Sara tentar aparecer por lá.

Enfim, o time melhorou, mas continuamos 2022 na pegada de 2021, onde o time jogava bem, mas perdia. O primeiro vexame do ano se avizinha: não se classificar para a próxima fase do Paulistinha. O segundo não está tão longe: estamos em 14º lugar na classificação geral, empatados com o 15º, que está caindo. Z2 do Paulista nos chamando. Que Deus nos ajude em 2022, mais do que nos ajudou em 2021.

Empate e “barraco” no Morumbi. E 2021 segue em 2022!

Amigo são-paulino, o São Paulo “conseguiu” um empate no Morumbi contra o “fortíssimo” Ituano. Digo “conseguiu” porque Joandrei foi o herói da partida, defendendo um pênalti e salvando outro lance, cara a cara com o atacante do Ituano. Por outro lado, quantas defesas o goleiro adversário fez? Nem sujou o uniforme.

Rogério Ceni está só começando a temporada e me parece absolutamente perdido, sem saber o que fazer com o elenco que tem. Começou o jogo sem centro-avante e terminou com dois (Calleri e Eder). Quer jogar com jogadores rápidos, abertos. Mas para colocar dois centro-avantes tirou um atacante deste tipo (Rigoni), centralizando o jogo.

É verdade que Rigoni está horrível. Mas o time inteiro está muito mal.

Ele mudou o que fez na quinta-feira, colocando Gabriel Sara na direita e Alisson na esquerda. Como o Ituano se defendia com nove, colocou os dois zagueiros e Rodrigo Nestor jogando na intermediária contrária. Patrick , Nikão, Rigoni, Alisson e Gabriel Sara eram atacantes. Rafinha e Wellington também participavam deste ataque. Mesmo assim a inoperância foi total.

Quantas oportunidades criamos? Um chute de Alisson, no segundo tempo, que passou raspando a trave. De resto, cabeçadas e chutes para fora. Muito fora. Ah! teve uma bola na trave no primeiro tempo. Foi tudo isso. Contra o Ituano, no Morumbi.

Corremos o risco de passarmos o ridículo de não irmos para a próxima fase do Paulistinha. Esse negócio de falar que é só o começo, no Brasileiro também foi assim. Quando percebemos, ficamos dez partidas sem uma vitória. Aliás, nove. A vitória veio na décima. Agora já são dois jogos com uma derrota e um empate. E o próximo jogo é contra o RB Bragantino, em Bragança. É fácil??? Nuvens escuras estão pairando no Morumbi.

Aliás, entro aqui o segundo ponto, na questão do “barraco”. Fiz barraco sim. Saí completamente da minha linha que meus pais me ensinaram, de postura, de ética, e abaixei o nível. Estava no meu direito. Talvez até o tenha perdido em determinado momento. Mas não admito censura e cerceamento de trabalho.

Tenho 42 anos de profissão, 63 anos de idade. O Tricolornaweb completa no próximo dia dez 18 anos de existência; a Web Rádio São Paulo já tem cinco anos. Ambos são legalmente registrados no registro.br, pertencem a uma empresa legalmente registrada, com seus impostos pagos. Sou jornalista profissional (MTB 16.441), matriculado no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (9.123) e sócio da Acessp (credencial 2502). Portanto, absolutamente habilitado para o exercício da profissão.

Recebi, hoje pela manhã, um e-mail da Federação Paulista de Futebol dizendo que meu pedido de credenciamento para o jogo do Morumbi havia sido recusado. Fui me informar sobre os motivos e a informação que recebi é que os pedidos passam pelo clube mandante e a ele cabe o deferimento ou indeferimento dos pedidos.

Não me restou dúvidas que foi represália desta diretoria nefasta pela campanha que puxei pelo NÃO ao golpe do estatuto. Não são poucas as pessoas que me dizem que esta diretoria prefere ver o diabo na frente do que a mim.

Fui ao Morumbi, ciente que não poderia acessar minha cabine de transmissão. Tentei entrar pelas Cativas, por onde sempre entrei (quando não transmitia jogos). Fui impedido. Fui, então, ao setor de acesso da imprensa. Lá fui barrado por um assessor de imprensa do São Paulo, que me disse que eu não passaria. Falei que meu nome não estava na relação da entrada, explicando o que tinha acontecido e ele reforçou que, então, eu não entraria.

Na sequência veio outro assessor de imprensa do São Paulo. Aliás, alguém que me conhece muito bem e por quem eu tenho grande respeito. Também disse que eu não entraria.

Reconheço que me excedi. Falei tudo o que estava engasgado, desta diretoria podre, rancorosa, vingativa, nefasta. Eles afirmaram categoricamente que o São Paulo nada tinha a ver com o problema. E chamaram o assessor de imprensa da Federação Paulista de Futebol.

Graças a sua arrogância ao se dirigir a mim, reconheço que fui rude demais com ele. Em determinado momento ele foi taxativo ao afirmar que eu não entraria. Então peguei meu celular para ligar a Polícia. Queria que os policiais testemunhassem três jornalistas, dois do São Paulo e um da FPF, cerceando meu direito de trabalhar. E, depois, iria para a delegacia registrar um Boletim de Ocorrência.

Então o assessor da FPF disse que iria resolver o caso, ligou para um, para outro, falou com um, com outro e veio com uma história que só criança acredita. Disse que meu cadastro foi feito por uma assessoria de imprensa, a qual nunca ouvi falar, e um cidadão, cujo nome nunca ouvi antes.

Então ele disse que foi uma falha de sistema e que iria autorizar minha entrada. Mas que a culpa foi do sistema, não do São Paulo.

Como essa é uma diretoria mentirosa, eu tenho o direito de não acreditar. Vou apenas engolir, esperando para ver o que vai acontecer na próxima partida no Morumbi .

Peço desculpas pelo “barraco” que armei, mas estava defendendo meus direitos, líquidos e certos.

2022 começou sem terminar 2021

Amigo são-paulino, parece que o ano novo começou sem que o ano velho terminasse. Perdemos como sempre e ouvimos as mesmas explicações do treineiro. Não é vergonha perder para o Guarani em Campinas, sei disso, mas é vergonha apresentar um futebol pífio, um amontoado de jogadores, sem saber o que fazer.

No começo ficou claro a disposição tática, com Gabriel Neves fazendo a frente da zaga e dois triângulos formados: pelo lado direito Rafinha, Alisson e Nikão; pelo lado esquerdo Reinaldo, Rigoni e Gabriel Sara. Só que não deu certo. E não quero dizer que não vai dar. Talvez com os treinos, isso possa render frutos.

Quero ressaltar que tudo estava ruim nesta quinta-feira: o gramado, a imagem (escuridão total), os times. O que se salvou, não para nós, foram os dois gols do Guarani. Dois golaços. Alguns entenderam como falha de Thiago Volpi. Eu vi como felicidade extrema dos atacantes.

Sobraram, neste primeiro jogo, algumas evidências: Luciano é titular e a dupla de zaga é Arboleda e Miranda. O resto vai se moldando à medida do possível. E Rogério Ceni que se vire, porque não virá mais ninguém. Ele foi muito feliz na entrevista pré-jogo, dizendo que não dá para brigar por títulos. Só espero que sua intenção não tenha sido dizer que vamos brigar para não cair até no Campeonato Paulista. Afinal, o São Paulo foi o único dos grandes que estreou com derrota.

No referendo, tivemos um grupo vencedor e um presidente derrotado

Amigo são-paulino, em toda disputa eleitoral, existem vencedores e vencidos. Não era para ser assim no último domingo. Afinal, por mais que fosse um golpe perpetrado pela atual diretoria, os sócios participariam de um referendo. Mas a obstinação pela poder a todo custo fez com que a diretoria transformasse o domingo num pleito, que daria a reeleição a Júlio Casares.

Ele mesmo defendeu isso a todo custo. E seria lógico que sua reeleição estaria consignada no ultimo domingo com a hipotética vitória do SIM. Afinal, os conselheiros eleitos para três anos teriam seus mandatos prorrogados por mais três e a velha política, dos jantares e carteirinhas, sairia premiada e fortalecida.

Nesse contexto, com a politização feita pelos presidentes Júlio Casares e Olten Ayres de Abreu, enfiando goela abaixo dos conselheiros o golpe com 24 propostas indecorosas, membros da oposição se reuniram, ainda em novembro, atendendo um chamamento dos ex-presidentes José Douglas Dallora, Fernando Casal de Rey e José Carlos Ferreira Alves e decidiram se unir em torno de um ideal, que passou a ser único entre os que verdadeiramente amam esse clube: salvar o São Paulo.

A oposição unida, como raras vezes vimos, batizou o grupo de G.O.L – Grupo de Oposição e Luta. Era uma oposição às coisas erradas que acontecem no clube ultimamente e a luta por um São Paulo digno, democrático e melhor para seus torcedores e sócios.

Quando digo que raramente vimos tanta união basta lembrarmos que em 2020, durante a eleição, os diversos grupos que compõem a oposição chegaram a fazer materiais de campanha com suas identidades próprias. Esses interesses individuais foram deixados de lado e a G.O.L conseguiu uma vitória épica, contra quem tentou implantar o golpe, usando toda a força da máquina, descaradamente, para conseguir algo, pensando que os sócios ainda fossem massa de manobra.

Como eu disse, no embate eleitoral, há vencedores e vencidos. Aqui os vencedores são os componentes do grupo G.O.L. Os vencidos, digo, vergonhosamente vencidos, são Júlio Casares, Olten Ayres de Abreu e Dedé.

Quem sabe essa união possa perdurar e possamos ter, por exemplo, um Marco Aurélio Cunha presidente em 2023. É apenas uma ideia. Que pode dar certo. Basta manter a união.

O NÃO ganhou. O SPFC venceu. Júlio Casares e sua diretoria foram derrotados!

Amigo são-paulino, o NÃO venceu. E com essa vitória, como dissemos ao longo dos tempos, o voto NÃO era o sim para o futuro do São Paulo. O sócio disse NÃO ao golpe, NÃO ao continuismo, NÃO à ditadura, NÃO à perpetuação no poder.

Recebi centenas de mensagens de conselheiros, torcedores, sócios, hipotecando a mim, e ao Tricolornaweb, grande responsabilidade por esse resultado. Refutamos isso, pois entendemos que a vitória foi de 20 milhões de são-paulinos, que transferiram aos sócios a responsabilidade de lhes representar.

O grito das ruas foi gigante. As redes sociais bombaram. Os sites que cobrem o São Paulo, a grande imprensa, todos – ou quase todos – se uniram contra o golpe. Digo quase porque teve um, que defendeu ardorosamente Carlos Miguel Aidar e continua defendendo uma gestão nefasta, que foi contra. Mas isso só enaltece a vitória da massacrante maioria, pois toda unanimidade é burra.

Os torcedores, que gritaram nas redes sociais que não aceitavam o golpe e que imploraram aos sócios o voto NÃO, está em festa. Os sócios, que foram cooptados em jantares no Amani e outras coisas mais, a mando dos aprendizes de ditadores Júlio Casares e Olten Ayres de Abreu Filho, capitaneadas pelo santista Dedé, diretor Geral Social, mostraram que não trocaram os troféus do Mundial, da Libertadores, do Brasileiro, do Paulista e de tantos outros torneios internacionais por esfilhas e kibes. Se foram no Amani, o fizeram para aumentar a certeza do voto NÃO

Júlio Casares fez deste golpe sua reeleição. Com a derrota acachapante, precisa entender que os torcedores e sócios reprovam sua administração. Fosse outro mais altivo, menos “pavão”, convocaria sua diretoria para uma reunião nesta segunda-feira e renunciaria seu mandato. Ele, o vice (como é que se chama mesmo?) e Olten Ayres de Abreu. Vocês não merecem estar onde estão. Vocês, a partir de agora, não são reconhecidos pelos sócios e torcedores do São Paulo como autoridades do clube. Portanto, com essa derrota, que vocês mesmo procuraram ao transformar um simples referendo numa campanha de reeleição, vocês estão sub-júdice no clube. E o Tricolornaweb e a Web Rádio São Paulo vão mobilizar sócios e torcedores para tirar vocês do poder.

Ah! Dedé, pode esperar, sua hora vai chegar.

Parabéns torcedor. Parabens sócios. Parabéns parceiros desta luta. A vitória veio, apesar da máquina indigesta colocada contra ela.

Chegou o dia do NÃO, para dizermos sim ao São Paulo

Amigo são-paulino, chegou a hora do sócio dizer NÃO para apontar o sim ao São Paulo. Neste domingo o quadro social do clube dirá se aprova o golpe no estatuto e afunda de vez o São Paulo ou se dá um basta e diz: nós não nos vendemos, nós somos são-paulinos de verdade e, por isso, votamos NÃO.

O que deveria ser apenas um referendo para o sócio dizer sim ou não virou uma guerra. Conflito causado basicamente pela diretoria, que quer se perpetuar no poder e transformar um clube, que já é um dos mais fechados no mundo, num que viverá sob uma intensa ditadura.

Imaginem só Júlio Casares ficando nove anos no poder. Sim, porque ele ficará esses três, mais três (será eleito com o mesmo colégio eleitoral de 2020) e ainda mais três, pois aplicará o mesmo entendimento no golpe dado por Juvenal Juvêncio, que ficou dois, mais três, mais três. Júlio será um Juvenal pior ainda.

Imagine esses conselheiros, alguns eleitos que não conseguem, sequer, cantar a primeira estrofe do hino do São Paulo, outro que se intitula como “foguinho”, outro que é palmeirense declarado, e assim sucessivamente. Eles não precisarão passar pelo crivo do sócio daqui a dois anos e prorrogarão seus mandatos de três para seis anos.

Imagine um diretor social, do estirpe do santista Dedé, que poderá, ao bel prazer, eliminar um sócio do clube por, exemplificando, não ir com a cara dele; ou pelo sócio tê-lo chamado de santista; ou ter dito que ele é baixinho e careca. A ditadura posta nas mãos de quem ama esse regime.

Ao aceitar o sim, você aceita que só vai poder se manifestar nas urnas em 2026, e que se fizer uma crítica correrá o risco de ser banido do clube, sem direito de defesa.

Falei no Jornal Tricolornaweb e repito aqui: estou com asco de olhar para as caras de Dedé, Olten Ayres de Abreu Filho e Júlio Casares, pelo que estão fazendo no clube, não medindo esforços, financeiros e físicos, para emplacar o golpe. Estou com asco de olhar para eles por ver quem anda no entorno. Júlio Casares não tem a menor vergonha de desfilar pelo clube com o réu no Ministério Público, Douglas Schwartzann. Afinal, ele também, assinou o contrato da Far East. Então, por que afastar o Jack?

Isso é o que vai comandar o São Paulo pelos próximos nove anos. Confesso, me dá dor no fígado.

Poderia ficar escrevendo aqui até amanhã, apresentando argumentos, mas só vou pedir para você sócio, que me lê, que me ouve, que acompanha minha carreira sempre pautada pela ética, que vote NÃO. Dê um basta a esses elementos que querem se apossar de um clube de 20 milhões de apaixonados. Seja um representante desses 20 milhões e deposite o NÃO. Ou cale-se para sempre.

Do impeachment à criminalização por danos à saúde pública: o caminho de Júlio Casares & Cia.

Amigo são-paulino, entramos na semana em que o sócio vai decidir se aprova ou rejeita o golpe no estatuto. O final de semana foi marcado por uma série de barbáries no clube, protagonizado por Júlio Casares e Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé.

O diretor Geral Social, Dedé, não tem vergonha nem mede esforços, ainda que descaradamente para atos errôneos, e usou funcionários para coagir sócios, em seu momento de lazer, para votar no SIM. A diretora mais envolvida na vergonha foi Mara Casares, ex-mulher do atual presidente do São Paulo que, claro, ocupa um cargo na diretoria. Aliás, ela está se envolvendo mais nessa questão do que na época em que era casada com Júlio.

Sabe-se que o uso de funcionários para fins pessoais é improbidade administrativa, algo previsto no estatuto para o impeachment do presidente, já que ele não pode alegar ignorância dos fatos. Estava lá, no meio de todos, sem máscara (ela estava no pescoço dele), vendo tudo, a coação feita aos sócios.

Uma mensagem escrita possivelmente por Mara Casares convocada diretores e assessores a conseguirem, no mínimo, oito sócios cada um, de preferência titulares, para irem numa “boca livre”. Jantar no Amani entre terça e sexta-feira, dias em que o restaurante, que fica no estádio do Morumbi, ficará fechado ao público. Além de usar dinheiro do clube para pagar algo que é benefício próprio (afinal, quem paga a conta?), ainda usa funcionários (Sônia, secretária do Dedé, é a pessoa que deve organizar a lista). Isso é improbidade. Júlio Casares sabe disso e está calado.

Recentemente Dedé, o diretor Geral Social, disse textualmente que estão ocorrendo roubos de carteiras e celulares dentro dos vestiários, e que há assédio moral e sexual contra crianças e mulheres nas piscinas e nos vestiários. E que isso só deixará de existir se o golpe for aprovado. Ou seja, crimes acontecem, o diretor social sabe e não toma providência alguma. Também improbidade do presidente, Júlio Casares, que também sabia, ou se não sabia ficou ciente a partir das declarações de Dedé e não tomou providência alguma. Além de improbidade isso é cumplicidade com o crime.

Só estes dois fatos já são cabíveis de impeachment. Sei perfeitamente que não vai acontecer, porque muitos conselheiros que aprovaram o golpe nunca dariam sequência a esse processo. Além do mais o próprio presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Filho, é tão cúmplice quanto Júlio Casares.

Mas o caminho destes três cidadãos passa pelo impeachment e chega ao Ministério Público. O presidente do Conselho Deliberativo, que poupou a saúde de 240 conselheiros na votação do golpe marcando sessão virtual, evitando a presencial, mantém a Assembleia Geral presencial, onde seis mil sócios poderão estar juntos, numa grande aglomeração, dentro de um ginásio.

Eu lhes garanto: se houver qualquer indício de contaminação pela Covid a partir de domingo, não titubearei em ir ao Ministério Público acusando Júlio Casares, Olten Ayres e Dedé de crime contra a saúde pública.

Aliás, recentemente comparei Júlio Casares a Jair Bolsonaro. Ambos são aprendizes de ditador e querem o golpe a qualquer custo. Bolsonaro tentou em 7 de setembro. Júlio Casares começou em 16 de dezembro e conclui em 23 de janeiro. Mas disse que ambos eram diferentes na questão da ciência. Enquanto Bolsonaro era negacionista, Júlio defendia a saúde. Pois agora está claro que Casares também é um negacionista e pelo crime contra saúde pública terá que responder. E no Ministério Público não há conselheiro que possa “fazer o trabalho”.

Continuo na firme defesa do NÃO, longe da política, da oposição ou da situação. Apenas defendendo o que é, de longe, o melhor para o São Paulo, pois o SIM significará o fim de tudo.

2021 vivemos entre alegrias, pavor e golpe. Que 2022 seja menos pesado!

Amigo são-paulino, chegamos ao final de 2021 fazendo um retrospecto do que foi o ano. Começamos trocando o que seria o sonho do título brasileiro pela angústia de, ao menos, chegarmos à fase de grupos da Libertadores. Então veio o Campeonato Mundial Paulista que vencemos e comemoramos como se fôssemos colocar mais uma estrela sobre nosso escudo.

Chegamos a nos iludir com o elenco, por mais que o diretor de Futebol, Carlos Belmonte, tivesse me dito, pessoalmente, que todas as forças foram direcionadas ao Paulista pois sabia-se que o elenco não teria condição de sonhar muito mais alto ao longo do ano. Eu, particularmente, me iludi. Afinal sou um verdadeiro torcedor do São Paulo, aquele que tem fé e sempre vai acreditar em algo de bom, por mais impossível que seja alcançá-lo.

Então começaram as decepções. Primeiro uma eliminação humilhante na Libertadores, tomando uma goleada no Chiqueiro. Depois outra humilhação, sendo goleado pelo Fortaleza e eliminado da Copa do Brasil. Aliás, goleadas não os faltaram este ano. Flamengo duas vezes, Grêmio.

Sobrava para nós, ainda no meio do ano, apenas o Campeonato Brasileiro, desde as dez primeiras rodadas já perdido, pois só fomos alcançar a primeira vitória exatamente na décima rodada, contra o Internacional. A explicação sempre era o esforço dos jogadores dedicado ao Mundial Paulista, que nos trouxe sérias consequências por todo o ano

E foi um ano de terror, onde durante 37 rodadas ficamos assustados com a possibilidade de irmos para o Z4. Se lá nos hospedamos por pouco tempo, perto dele estivemos o campeonato todo.

E para piorar, talvez tenha sido o lado mais lúgubre do ano, veio o golpe. Começou de forma sorrateira, nos porões do sigilo imposto para que conselheiros discutissem uma reforma estatutária. Assinado por 82 conselheiros – muitos disseram que não sabiam o que estavam assinando – se tornou público depois que uma fonte me contou o que acontecia e eu publiquei no Tricolornaweb. O golpe estava sendo armado.

Começava. então, uma campanha que teve origem aqui e ganhou todos os veículos de imprensa, mostrando a insanidade que era votar essa tal reforma daquela forma e naquele momento, enquanto o time se derretia em campo e caminhava para o rebaixamento. O presidente do Conselho, Olten Ayres de Abreu Filho, pressionado, remarcou a votação do golpe para dia 16 de dezembro.

O movimento contrário foi crescendo, torcedores verdadeiros do São Paulo se posicionando contra, órgãos de imprensa, desde os que cobrem o São Paulo até a grande imprensa, gritando contra o golpe. No dia da votação, a Web Rádio São Paulo transmitiu a sessão com absoluta exclusividade e causou revolta e ira no presidente do Conselho que, no meio da sessão, nos citou e falou em nos processar. Foi a maior audiência da história da nossa rádio, estando próxima de constar no Guiness Book. O Tricolornaweb saiu do ar, primeiro pelo acúmulo de acessos simultâneos, mas concomitantemente por um ataque hacker, tão logo Olten anunciou, na sessão, que estávamos transmitindo. Boa parte do site foi destruído e foi preciso um árduo trabalho meu e do Douglas Moura, nosso programador, para que, cinco dias depois, tudo voltasse ao normal.

Duas vozes, entre os milhões de são-paulinos, se levantaram contra nós. Uma de um engenheiro carioca, que se diz são-paulino, e sempre defendeu Carlos Miguel Aidar e Douglas Schwartzmann, e outra de duas senhoras, uma palmeirense e outra corinthiana, que dominavam duas redes sociais do Tricolornaweb, e agora mudaram o nome no Instagram e Facebook (mas não liberaram a marca Tricolornaweb). Como alguns dizem, toda unanimidade é burra. Por isso agradeço por existirem ao menos dois contras.

O Tricolornaweb não faz política. Ou melhor, o Tricolornaweb não participa de campanhas políticas, seja da situação ou da oposição. O Tricolornaweb tem uma ideologia da qual não abre mão: apoia tudo o que for a favor do São Paulo, mas destrói quem tenta fazer algum mal ao clube. Assim foi com Carlos Miguel Aidar, a quem nossas denúncias fez com que renunciasse ao cargo de presidente, e agora é com Júlio Casares e Olten Ayres de Abreu Filho, pelo mal que querem fazer ao clube, criando uma ditadura de perpetuação no poder.

2022 chegará com essa luta. Junto aos sócios faremos todo o trabalho necessário para que entendam o que está por trás da aprovação deste golpe e, por isso, a razão mais do que óbvia do voto NÃO. Esse voto não é da oposição. Muito menos da situação. É de quem ama verdadeiramente o São Paulo. Corinthianos, palmeirenses, santistas, flamenguistas, não sabem, nem nunca saberão o que é isso

No futebol, começo a rezar a partir da virada do ano, pois é isso o que nos resta.

E desejo a todos um Ano Novo repleto de saúde, paz, luz e que 2022 traga grandes conquistas.