Amigo são-paulino, deprimente, para não falar outra coisa, a atuação do São Paulo em Belo Horizonte nesta quinta-feira, quando foi derrotado pelo América-MG por 2 a 0, no encerramento do Campeonato Brasileiro. Uma atuação digna de um funeral. Aliás, foi para coroar o ano do clube dentro de campo, porque fora de campo o enterro ainda está prestes a acontecer.
Não fosse pelo título do “Campeonato Mundial Paulista’ que conquistamos, teria sido o pior ano em nossa história. Com eliminações humilhantes na Libertadores e na Copa do Brasil e uma campanha que nos deixou a cinco pontos da zona de rebaixamento, lembrando que passamos o campeonato inteiro flertando com ela, não poderíamos ter encerrado com o chamado “gran finale”
Rogério Ceni novamente inventou. Aliás, gostaria de receber explicação das razões de ter poupado Miranda, num jogo de tamanha importância. Poupar para que? Para as férias? E por que razão entrou com Juan, garoto que está saindo agora da base, e não fez o simples, colocando Marquinhos no lugar do suspenso Luciano? Ou por que deixou Benitez em São Paulo e não o colocou ao menos no banco? O inventor de situações novamente descalçou a sandália da humildade e nos trouxe outra derrota.
Aliás, para ater Igor Gomes como nosso armador a todo custo, com todas as bolas paradas saindo dele, para forçar uma venda, foi a mais direta demonstração de que não se montou um time para lugar por alguma coisa que não a fuga do rebaixamento, mas sim para transformar o São Paulo em vitrine exposta.
Sempre lamento, ao final do ano futebolístico, que vou ficar mais de um mês – desta vez quase dois meses – sem ver o São Paulo jogar, o que me causa certa depressão. Mas como disse ontem meu filho, a boa notícia do dia é que vamos ficar dois meses sem sentir humilhações.
Mas o calvário do clube não parou ontem. Fora do campo tem algo pior ainda a acontecer. O golpe que será dado, de maneira virtual, pelos conselheiros no estatuto do São Paulo. Liderados pela dupla dinâmica Júlio Casares e Olten Aires de Abreu Filho, conselheiros cordeirinhos se preparam para dar um duro golpe na democracia tricolor e levar o clube ainda mais para o fundo do poço. Um poço, aliás, que já estamos, mas que eles estão fazendo questão de cavar ainda mais.