Nova humilhação nos mostra a realidade e aponta dias mais difíceis

Amigo são-paulino, continuamos colhendo vergonhas atrás de vergonhas, humilhação após humilhação. Mais uma goleada e dentro do Morumbi. Aliás, somando os jogos de ida e volta contra o Flamengo, perdemos de 9 a 1. Você acredita que isso possa fazer parte da história do São Paulo? Sim, com nossa situação atual, isso é absolutamente normal. Afinal, jogamos quatro partidas contra o Fortaleza este ano (Brasileiro e Copa do Brasil), perdemos duas e empatamos duas.

Mas o que pior nos pode pesar é que essa humilhação deste domingo nos aponta para dias muito piores. Vem aí o Palmeiras, na Arena. Depois confrontos diretos, contra Sport e Juventude no Morumbi; e Grêmio fora. Não nessa ordem, naturalmente.

O fato é que já estamos, teoricamente, no Z4. Se olharmos a tabela por pontos perdidos, já somos o primeiro do Z4. Juventude e Bahia estão, em pontos ganhos, dois atrás de nós. Mas ambos tem um jogo a menos que o São Paulo. Se perdermos do Palmeiras quarta-feira, a situação se agrava ainda mais, porque continuaremos dois pontos ganhos a frente da dupla, mas com dois jogos a mais. O jogo a menos que o Bahia tem é contra o Atlético-MG. mas será em Salvador e jogado em 02 de dezembro, quando o Galo, muito provavelmente, já será campeão e estará preocupado com as finais da Copa do Brasil. Logo…

O Juventude tem jogo em casa e também não deverá ter problemas para ganhar essa jogo faltante.

E o São Paulo? O que esperar deste time?Um técnico que fica improvisando na lateral direita o tempo todo. Nos três jogos que improvisou, tomamos os gols por ali. Contra o Bahia, coolcou Shaylon no lugar de Orejuela e o gol baiano saiu por ali. Contra o Fortaleza colocou Marquinhos no lugar de Igor Vinicius e o gol cearense saiu por ali. Contra o Flamengo foi a vez de Diego Costa. Todos viram que Michael fez com ele.

Um técnico que continua insistindo com Liziero, Igor Gomes e Gabriel Sara (que só não jogou ontem porque estava suspenso, mas volta contra o Palmeiras). Um esquema tático que ninguém entende, se é 3-5-2, 3-4-3, enfim, não é técnico ainda.

Uma diretoria que vê o time nessa situação degradante e pensa em golpe estatutário. Afinal, com apoio integral de Olten Aires de Abreu Filho, Júlio Casares se prepara para passar um rolo compressor no Conselho Deliberativo e aprovar um golpe o estatuto, que lhe permitirá algumas reeleições.

Interessante é que, após o jogo, ele pediu união de todos. Juntos pelo São Paulo antes das eleições. Com meus coparss pelo São Paulo após as eleições. Juntos pelo São Paulo de novo no momento do desespero.

Fossem dignos, alguns jogadores deste elenco medíocre, o presidente, o diretor e o gerente de futebol, todos entregariam seus cargos hoje. Os jogadores, com rescisão de contrato sem multas. O presidente e o diretor renunciando e indo para casa cuidar de seus afazeres domésticos. Acho que é o muito que podem fazer sem causar mais danos ao clube.

Júlio Casares repete Juvenal Juvêncio e planeja golpe no São Paulo

Amigo são-paulino, o tempo passa, o tempo voa, mas a poupança Bamerindus contininua numa boa. Lembram-se do comercial? Era dos tempos de Juvenal Juvêncio. Pois hoje tudo se repete.

O Conselho Deliberativo votará no próximo dia 18, algo que tramitou em absoluto sigilo e está prontinho para ser aprovado: entre outras coisas, reeleição do presidente e aumento do mandato dos conselheiros eleitos de três para seis anos.

O modus operandi de Júlio Casares e seus comparsas se equipara ao de Juvenal Juvêncio. Se não vejamos:

Juvenal Juvêncio foi eleito para um mandato de dois anos, com direito a uma reeleição. No meio do caminho fez um planejamento secreto para mudar o estatuto, cooptou dezenas de conselheiros ficando com um rolo compressor sobre quem ousasse se opor, e acabou aprovando, de forma secreta, a mudança estatutária. Com isso o mandato do presidente passou de dois para três anos, com direito a uma reeleição, e dos conselheiros de três para seis anos.

Juvenal conseguiu se reeleger, manter sua maioria expressiva ao final do segundo mandato e partiu para o terceiro. A defesa jurídica, mentalizada e colocada em prática por elementos como Carlos Miguel Aidar e Leonardo Serafim (réus em ação do Ministério Público), fez todos engolirem a história de que ele havia sido eleito para três anos (e não reeleito) por um novo estatuto e que, portanto, estaria apto a ser reeleito.

Me lembro como se fosse hoje que fui muito crítico a essa perpetuação. O Tricolornaweb berrou demais. Um dia, no São Paulo, fui levado pelo então diretor social, Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé, para conversar com Juvenal. Ambos tentaram me convencer da correção da interpretação do estatuto. Não me curvei. E isso meu causou alguns processos financiados por Juvenal Juvêncio. Ganhei todos.

Pior: uma mudança de estatuto demanda debate, sugestões dos sócios, aprovação no Conselho e ratificação, ou não, na assembleia geral. Juvenal não fez nada disso.

Com Leco no poder, elaborou-se um novo estatuto. Nele o mandato do presidente ficaria em três anos, sem direito à reeleição. Os conselheiros também teriam mandato de três anos.

Agora, depois de conseguir um número gigantesco de conselheiros (cordeiros) a lhe apoiar, tal qual Juvenal Juêncio, Júlio Casares se prepara para dar o mesmo golpe. Na surdina, aliado a Olten Aires de Abreu Filho, formulou um novo estatuto, que será votado no próximo dia 18, em total sigilo, e se prepara para se autorizar a se eleger em 2024 (novo estatuto) e, consequentemente, se reeleger em 2027. A perpetuação do poder.

Oltem Aires de Abreu Filho, é bom que se lembre, é o presidente do Conselho Deliberativo. Quando ele se elegeu, garantiu transparência nas sessões do CD, colocando até transmissão pela TV São Paulo. Agora faz tramitar em total sigilo um golpe estatutário.

Júlio Casares mostra cada vez mais que está intrinsecamente ligado a réus do MP, como Carlos Miguel Aidar e Leonardo Serafim. E por que não, Douglas Shwartzmann. Mais uma vez não cumpre o que promete, pois uma vez, conversando comigo, disse que o mote de sua campanha seria “30 em 3”, ou seja, 30 anos em três. O mais engraçado é que o marqueteiro Júlio Casares não consegue nem criar algo novo. Repete o golpe de seu mestre supremo. Ditador tal qual fora Juvenal.

Canalhas. Isso é o que são. Tomaram o São Paulo para si. Estão afundando cada vez mais o clube. O time se debatendo para não ser rebaixado e a podre política fedendo mais que ralo de esgoto.

O fim do São Paulo está próximo. Acho que ainda estarei vivo para assistir. Triste, muito triste. Eu ainda entro em depressão por ver o time perdendo. Enquanto eles tramam golpes na clube.

Cada vez mais nossa briga é contra o Z4. E os de trás se aproximando.

Amigo são-paulino, cada jogo que passa nossa situação se complica ainda mais no Brasileiro. Com o G8 na nossa cara há tantas rodadas, optamos por não chegarmos até ele e continuarmos – ou voltarmos – a flertar com o Z4. E o resultado é esse: se o Bahia arrancar um empate hoje contra o Flamengo, nós só teremos o Atlético-GO entre nós e o primeiro do Z4, Juventude, que, diga-se de passagem, reduziu a diferença que tinha para nós dos sete para perigosos cinco pontos.

Digo perigosos porque domingo pegamos o Flamengo no Morumbi e na sequência Palmeiras na Arena. Vejo com pessimismo possibilidade de resultados bons nestes jogos.

Contra o Fortaleza, de novo, o São Paulo começou bem o jogo. Fez 15 minutos de pressão, marcando a saída de bola na frente, tentando alguma coisa. Mas, também de novo, faltaram os meias. Igor Gomes e Gabriel Sara não conseguem exercer essa função com regularidade. Até o fazem bem em um jogo, mas em 50 ficam devendo. E muito.

A escalação do São Paulo nesta quarta-feira me convenceu de que um pensamento meu – não informação, mas resultado de observação – está correto. Rogério Ceni está a serviço da diretoria, colocando em campo jogadores que possam dar retorno financeiro no final do ano, casos de Liziero, Igor Gomes e Gabriel Sara. Essa certeza veio com a escalação surpreendente de Rodrigo Nestor, no lugar de Liziero. É que esta semana chegou ao São Paulo uma proposta de um time norte-americano para a venda de Nestor por 5 milhões de dólares. Mas o São Paulo quer US$ 6 milhões.

Liziero vinha sendo titular em todos os jogos com Rogerio Ceni. Qual outra explicação para a súbita mudança? E qual a justificativa para manter os inertes Igor Gomes e Gabriel Sara e deixar Benitez no banco?

Talvez o golaço desta quarta-feira, aliado ao fato de Gabriel Sara e Rodrigo Nestor estarem suspensos, abra espaço para Benitez no jogo contra o Flamengo.

Triste São Paulo, da podridão política, passando pelo Conselho Deliberativo e diretoria, ao time. U remendo só. Bons tempos em que torcer para o São Paulo era uma grande moleza. Hoje é uma grande sofrência.

Definitivamente estamos mais para Z4 do que para G8

Amigo são-paulino, mais uma derrota vexatória, ridícula, de um time que vai ficar até o final do Brasileiro brigado para não cair. Esqueçam G8. Esqueçam Libertadores. Nosso destino é ficar fora do Z4. Nem Sul-Americana vamos conseguir.

A atuação do time neste domingo foi sofrível. Um meio de campo ineficiente, ataque inoperante, alas presos na defesa. Vivemos do contra-ataque, sem termos treinamento para isso.

Quando o time joga no esquema 3-5-2 se prevê que os dois alas serão atacantes e dois meias vão impulsionar o ataque. Quando o time se defende os dois alas viram laterais e os meias ajudam na marcação.

O que vimos no São Paulo, no entanto, foram dois alas sendo apenas laterais e os meias completamente perdidos, sem concluir uma só jogada. Aliás, o jogo foi um completo clássico de times beirando a zona de rebaixamento.

Rogerio Ceni foi culpado de tudo isso. Entrou com a escalação errada ao deixar Calleri no banco. Depois piorou ainda mais as coisas ao colocar Shaylon no lugar de Orejuela. Não que o colombiano não devesse sair. Mas foi plena invenção do técnico, assim como já houvera feito Crespo ao locar Igor Gomes por ali.

O fato é que antes tínhamos um time, longe de termos um elenco. Hoje nem time temos, pois com a saída de Daniel Alves ficamos com Igor Vinicius e Orejuela. O nhô ruim e nhô pior.

Triste São Paulo, que continua sendo um caldeirão político efervescente, onde o odor da podridão política se espalha por todos os cantos, e o time desmorona para entrarmos em outro ano sendo apenas coadjuvantes, longe de sermos protagonistas.

Com tudo isso arrisco a dizer: Deus nos livre de irmos para a série B. Se formos, seremos o novo Cruzeiro, um time multi-campeão, mas que pagou o preço dos desmandos administrativos, se afundou em dívidas, foi para a série B, não voltou e ainda corre o risco de ir para a série C. Esse, se uma tragédia ocorrer, será o nosso destino.

Vitória importante, nos distancia do Z4 e aproxima do G8

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória do São Paulo sobre o Internacional foi fundamental para nos dar alívio no Brasileiro. Além de nos distanciar do Z4 (estamos a sete pontos e com cinco clubes entre nós e o primeiro do Z4), nos colocou a dois pontos do G8 (temos só dois clubes a nossa frente). O mais importante: fizemos uma grande partdia.

Sempre digo que dentro do Morumbi não podemos pensar em não ganhar, não importa como, se jogando bem ou mal. O que vale são os três pontos. Mas neste domingo o time reeditou a atuação que teve contra o Corinthians. Foram 15 minutos de inferno para o Internacional, tanto que o gol saiu logo no começo. Depois uma sequência de gols perdidos, que, se convertidos, resultariam numa goleada ainda no primeiro tempo

O meio de campo de Cotia finalmente funcionou. Lizeiro comandou a frente da área e permitiu que Gabriel Sara e Igor Gomes se lançassem ao ataque servindo os companheiros. Jogando com três zagueiros, Reinaldo e Orejuela também tiveram liberdade para atacar. E mais uma vez Reinaldo foi decisivo, com um passe perfeito para Gabriel Sara marcar o gol.

Por mais que o time tenha diminuído o ritmo no segundo tempo e o Inter crescido um pouco, foi o São Paulo quem continuou criando e perdendo chances. Para não dizer que o Inter não ameaçou, houve um chute a gol, de fora da área, que acertou o travessão. De resto, Volpi só assistiu a partida. A defesa esteve perfeita e o meio de campo não deu espaço para o time adversário.

Li alguns comentários aqui de leitores dizendo que tomamos um sufoco do time quase reservado Inter. Em primeiro lugar não vi sufoco algum; em segundo, era o Internacional, não importa se com muitos reservas ou não; em terceiro lugar, nós também não tivemos Calleri, Luan, Rigoni não estava cem por cento…

Muitas vezes queremos desmerecer um resultado. Mas ele foi importante. E nos dá tranquilidade para um confronto direto no próximo domingo, em Salvador, contra o Bahia. Seguimos em frente.

O Tricolornaweb cobrou ação do Conselho. E ela veio: arquivamento!

Amigo são-paulino, o Conselho Deliberativo, de novo, deu uma demonstração de total omissão e cumplicidade com a coisa errada. Talvez eu tivesse que isentar o Conselho, e deixar o foco de luz apenas em seu presidente, Olten Aires de Abreu Filho.

A decisão do presidente do CD de arquivar o pedido feito por alguns conselheiros da oposição, de afastamento temporário de Carlos Miguel Aidar, Douglas Shwartzmann e Leonardo Serafim por conta do indiciamento de ambos pelo Ministério Público, é sinônimo de cumplicidade com a coisa errada.

Apenas para lembrar, os três, mais cinco, incluindo a ex-namorada de Aidar, Cinira Maturana, foram indiciados por diversos crimes, entre os quais roubo, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Mas o digníssimo presidente do Conselho Deliberativo entendeu que é necessário esperar a decisão final da Justiça para tomar alguma atitude.

O que se pediu, aliás a partir de publicação do Tricolornaweb nesse sentido, foi que estes três mosqueteiros fossem afastados provisoriamente, para que esperassem fora do Conselho a decisão da Justiça, após a defesa que estão apresentando. Ao arquivar a não afastá-los, Olten Aires de Abreu Filho mostra-se cúmplice dos erros cometidos, assim como Júlio Casares, que manteve Douglas Shwartzmann na diretoria até outro dia (foi Douglas quem saiu do cargo) e Leonardo Serafim como principal negociador do clube.

O curioso é que, enquanto três conselheiros indiciados por crimes continuam ocupando cadeiras no nosso CD, alguns outros que ousaram denunciar esses fatos, como Newton Ferreira e Edson Lapolla, estão suspensos, precisando recorrer à Justiça para retomar suas funções (no caso de Newton Ferreira voltar a frequentar o clube). É uma administração que pune os inocentes e protege os bandidos (ao menos assim entendeu o Judiciário, ao devolver os direitos a Newton e Lapolla e indiciar os três mosqueteiros).

É preciso salientar que o arquivamento foi pedido pelo o presidente da comissão de ética, Antonio Maria Patiño Zorz, que afirmou que não cabe ao órgão investigar e indicou que é preciso esperar o fim do processo –, mas a decisão final foi do presidente do Conselho Deliberativo.

O Tricolornaweb manifesta sua indignação com essa decisão. Isso só endossa o quadro em que se encontra nosso clube, onde a política suja e podre fala mais alto que os conceitos do são-paulinismo, e que os presidentes da diretoria, Júlio Casares e do Conselho, Olten Aires de Abreu  Filho, fazem bem o jogo. Pena que é o jogo do mal.

A tudo isso só podemos dar o nome de cumplicidade. Pobre São Paulo.

Quem ama o clube fica afastado, enquanto quem se usa dele continua nadando de braçadas.

Mais uma derrota. Nosso destino é brigar contra o Z4

Amigo são-paulino, nossa sina continua. Mais uma derrota, mostrando que nosso destino será mesmo brigar contra o Z4. Nossas emoções vão ficar assim até o final deste campeonato. Que sina maldita é essa que carregamos nos últimos anos. Entra ano, sai ano, e nós nos vemos nessa situação.

Contra o Bragantino o São Paulo até começou jogando bem. O primeiro tempo, diria, os primeiros 30 minutos foram de domínio do Tricolor. Tivemos contra nós um jogador que veste nossa camisa: Pablo. Além de perder gols, impede que seus companheiros façam. Luciano iria fazer o gol, mas Pablo impediu. Impressionante como dão chance para ele se reabilitar e ele a joga fora.

Neste domingo foi possível perceber a falta que Calleri faz ao time. Tivemos cinco centro-avantes em campo: Pablo, Luciano (que fez a função quando Pablo saiu), Marquinhos, Vitor Bueno e Eder. Ninguém conseguiu absolutamente nada. Aliás, Luciano até estava tentando, mas foi substituído por Rogerio Ceni, numa péssima alteração.

Aliás, dizem que em time que está ganhando não se mexe. Qual a razão dele ter entrado com Rodrigo Nestor e deixado Benitez no banco? Se errou, por que não corrigiu no intervalo. Pior: preferiu colocar Vitor Bueno e deixar Benitez no banco apenas para os últimos dez minutos.

Quanto à sua insistência com Orejuela, me parece claro. Ele tem que optar pelo nho ruim e nho pior. Ou seja, entre ele e Igor Vinicius. Fica muito difícil sua situação.

Pior do que o pesadelo deste ano está a previsão para 2022. Com a precária situação financeira do clube, me parece que nada vai mudar para 2022. Então o São Paulo continuará sendo coadjuvante, longe de voltar a ser protagonista.

Vitória para dar moral ao time

Amigo são-paulino, o Tricolor conseguiu uma grande vitória, que pode dar o moral que o time estava precisando. Ganhar clássico sempre é muito bom. Ainda mais quando o time joga bem, como o fez nesta segunda-feira contra o Corinthians.

Rogerio Ceni mudou o sistema tático do 3-5-2 para o clássico 4-4-2, mas o invés de colocar dois volantes colocou três meias. Com isso deixou o time mais ofensivo, sem desguarnecer o sistema defensivo. Ele sacrificou as descidas de Orejuela e Reinaldo, que foram mais laterais e menos alas.

Quem ocupou esses espaços na frente foram Igor Gomes e Gabriel Sara. Benitez armarva o jogo pelo meio, enquanto Luciano e Calleri jogavam centralizados. Mas foi numa das poucas investidas de Reinaldo no ataque que saiu o gol, logo no início do jogo. Sua assistência foi perfeita para o gol de Calleri. Um pouco antes Benitez já havia deixado Luciano na cara do gol. Ele marcou, mas estava impedido.

Depois o Corinthians até cresceu um pouco, até teve maior posse de bola, mas, exceção a dois lances com grandes defesas de Tiago Volpi e uma saída errada dele num cruzamento, não corremos qualquer risco de sofrer gols, mesmo quando Jô entrou e a bola aérea passou a predominar o ataque deles contra nossa defesa. Arboleda fez uma partida impecável e Léo também esteve muito bem.

Na entrevista, Rogerio Ceni disse que o meio-campo do São Paulo foi soberano. E realmente foi. Por mais que Gabriel S ara tenha falhado na cobertura da defesa pelo seu lado, deixando Reinaldo contra dois, nosso meio de campo sobrou. Igor Gomes fez grande partida e a entrada de Gabriel no segundo tempo deu mais qualidade, tanto na marcação quanto no passe

Enfim, vimos um time vibrante, combativo, da maneira como gostaríamos de ver. Oxalá isso se repita no próximo domingo.

Empatamos, mas merecíamos a vitória

Amigo são-paulino, tem sido uma rotina para nós. Mais um empate. É o sexto seguido algo nunca visto antes em nossa história. Mas desta vez merecíamos a vitória, assim como foi contra o Santos. Porque os outros quatro, merecíamos a derrota.

A estreia de Rogerio Ceni mostrou uma coisa: vamos parar de ver um zagueiro jogando a bola para o outro e devolvendo para o goleiro. Nesta quinta-feira foram pouquíssimas vezes que isso aconteceu. O time foi muito ofensivo, amassou o Ceará em seu campo e só não venceu por conta da má sorte. Foram duas bolas na trave, algumas grandes defesas do goleiro Richard e outras bolas que passaram raspando a trave.

É fato que Thiago Volpi também teve ótima atuação com algumas grandes defesas. Mas o volume de jogo do São Paulo foi muito forte, com domínio total do jogo.

Algumas coisas, porém, ficaram evidentes e nos calam a boca das críticas feitas a Crespo. Orejuela é um andante em campo. Não vibra, não acerta passe, não arma contra-ataque, não chega à linha de fundo, não nada. A ponto de ser substituído por um lateral esquerdo, porque ali corríamos risco a todos momento.

Outro é Benitez. Ele, que foi nosso maestro no Campeonato Paulista, curtiu muito tempo de Refis e de reserva. Parece que ele desaprendeu ou não conseguiu entrar em forma até agora. Por incrível que pareça, Gabriel Sara e Igor Gomes conseguiram ser mais efetivos do que ele neste jogo contra o Ceará.

Talvez os empresários deles devam vir a público dar novas declarações sobre a condição dos dois no clube.

Os adversários teoricamente mais fáceis se passaram, e nós não ganhamos de ninguém, assim como aconteceu no primeiro turno. Agora vem os vilões. Talvez – torço muito para isso – sejamos o Robin Wood.

Crespo demitido. Júlio Casares é mais do mesmo.

Amigo são-paulino, o São Paulo demitiu Hernam Crespo nesta quarta-feira. O anúncio foi feito no site oficial e diz que houve comum acordo entre as partes. Vou tentar aqui analisar o conteúdo central e o periférico. Começo pela segunda parte.

Júlio Casares, por diversas vezes, disse a esse editor que comissão técnica que entrasse com ele permaneceria com ele até o final da gestão. Naquela época os nomes dessa comissão tinham Muricy Ramalho e Rogerio Ceni. Muricy veio. Rogerio se antecipou, foi para o Flamengo e estragou os planos.

Casares sempre deixou claro que a comissão que comandou o São Paulo no Brasileiro que seguia, e que fora montada por Raí e Leco, não continuaria. Apoiou Fernando Diniz, mas o demitiu antes mesmo do fim do Brasileiro.

A escolha de Crespo foi um parto. A diretoria fez entrevistas com vários treinadores. Naquele momento apostei na astúcia jornalística de Carlos Belmonte para entrevistar, de Muricy Ramalho para analisar tecnicamente os candidatos e Júlio Casares para….para…cartolar.

Veio Crespo, elogiado por todos em vários momentos. Ganhou o Campeonato Mundial Paulista. Só faltou lhe colocarem uma placa na frente do Morumbi. Os dirigentes, sim, saíram com a taça nas redes sociais, comemorações a mil.

Aí veio a decepção. Eliminações e briga para fugir do rebaixamento do Brasileiro. E Júlio Casares mostrou que é mais do mesmo. Aliás, Carlos Belmonte também mostrou que virou um verdadeiro cartola. Deu uma entrevista na terça-feira garantindo a permanência de Crespo. E Júlio Casares não cumpriu sua promessa de comissão técnica “eterna” e demitiu o treinador.

Agora vou ao conteúdo. Crespo perdeu a mão do elenco, já não conseguia mais fazer o time jogar. O time andava em campo. Mas aí falhou também Muricy Ramalho, que tinha por obrigação do cargo que ocupa chamar o elenco para uma conversa e dar uma dura. E se fosse o caso, interceder na teimosia de Crespo.

Por tudo que vem acontecendo, me coloco contrário a sua demissão. Clubes que estão prestes ao rebaixamento é que trocam de técnico ao menor problema. Vejam o que fizeram Grêmio e Bahia. Parece que nos encontramos nesse meio.

Sei que com Crespo não poderíamos chegar muito longe. Só que o campeonato está no fim. E sem ele acho que a situação só tende a piorar.

Para encerrar, um post do setorista do São Paulo, Marcelo Prado. Sai Crespo e ficam Leonardo Serafim, Douglas Schwartzmann e Carlos Miguel Aidar (Conselho Consultivo). Isso mostra bem o que o São Paulo é hoje.