Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estamos na semifinal do Campeonato Paulista. Apenas obrigação, pois um num torneio desse nível, não se admitiria ficar de fora dessa fase. Mas a vitória só veio quando Rogerio Ceni reviu o erro inicial, do time que entrou em campo, mudou a tudo evoluiu da melhor maneira possível.
Concordo com os títulos dos diversos sites esportivos dando conta que Cotia resolveu o problema. Sim. Rodrigo Nestor, Pablo Maia, Marquinhos. Mas fica evidente que Calleri não pode ficar fora do time, a não ser que tenha problemas físicos, e que Luciano – e essa é a grande notícia – está recuperando seu futebol. Diria mais: Rigoni está voltando a ser o que era: quando não marca um gol, dá assistência para alguém marcá-lo.
Como sempre, logo de início, contestei a escalação de Rogeri Ceni. Apesar de ter gostado de ver Luciano começando o jogo, não admitia a presença de Eder em detrimento a Calleri. Também a insistência de Igor Gomes. Jogando contra um time que, teoricamente, viria recuado, poderia ter Alisson no meio, no lugar de Igor Gomes, com Rigoni formando o trio de ataque com Luciano e Calleri.
O São Paulo precisou sofrer, ver sua classificação em risco para Rogerio Ceni mudar e fazer o que todos queriam e achavam que seria o certo. As entradas de Rigoni, Calleri e Wellington trouxeram esse alento. A saída de Reinaldo só me deixou preocupado para o caso do jogo ir para os pênaltis. Mas Rogerio Ceni quis resolver logo. E na sequência colocou Nikão e Marquinhos, ou seja, um time completamente ofensivo, principalmente se valendo do fato de o São Paulo estar com um jogador a mais em campo.
Fica para nós a impressão, mais uma vez, de que o elenco é bom para esse nível de campeonato e que Rogerio Ceni está treinando o time, que todos sabem o que estão fazendo, independentemente de quem entra em campo. Um mérito, sem dúvida alguma.
Nossa obrigação foi cumprida. Agora é ver o que virá pela frente. Podemos exigir o título? Talvez, sim, como torcedores que somos. Podemos, em sã consciência, acreditar que ele virá? Se formos pelo coração, sim. Pela razão, já fica mais difícil.