Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, continuamos colecionando vexames e humilhações. Cosneguimos a proeza, agora, de perder de 3 a 1, não do Flamengo, um rubro-negro, mas de outro rubro-negro, só que o vice lanterna do Brasileiro. E ficou barato, porque se alguém tivesse que marcar mais um gol seria o Atlético-GO, não o São Paulo.
É uma crise sem fim. Rogério Ceni também se perdeu nesse jogo. Ele entrou com o time que, na sua concepção, é óbvio, o melhor. O tripé de meio da campo formado por Pablo Maia, Rodrigo Nestor e Igor Gomes, quando na visão da massacrante maioria da torcida deveria ser Gabriel, Patrick e, quiçá, Rodrigo Nestor.
Igor Gomes, aquele que a diretoria insiste em deixar na vitrine para vender, e que etá fazendo “doce” para renovar com o São Paulo, além de estar fazendo uma péssima partida, ainda foi expulso e enterrou de vez o time.
Mais uma vez, porém, eu pergunto: como o Palmeiras conseguiu jogar 80 minutos com um a menos e dez minutos com dois a menos, contra o Atlético-MG e segurar o resultado? Como nós não conseguimos jogar com um a menos 50 minutos e segurar?
Como disse, Rogério Ceni se perdeu. Fez duas substituições desnecessárias no final do primeiro tempo, queimando paradas que poderia fazer durante o jogo, e as trocas no intervalo. Além do mais, mostrou que Bustos não serve para nada, porque optar por Marcos Guilherme e deixar o argentino no banco…
Atingimos um ponto de crise incalculável. O próprio Rogerio Ceni havia dito que se não continuássemos nas Copas seria uma catástrofe. Pois estamos virtualmente eliminados da Copa do Brasil, em situação difícil na Sul-Americana e próximos do Z4 do Brasileiro.
A noite realmente foi um estrago em Goiânia. Talvez não o tenha sido para a comitiva que foi passear às custas do clube. Excetuando Júlio Casares e Carlos Belmonte, presidente e diretor de Futebol que tem obrigação de estarem com o elenco, os demais, como Olten Ayres de Abreu e Harri Massis, entre outros, foram curtir o piqui e outras guloseimas, sem ter nada a ver com nada. Ou Olten foi fazer alguma reunião do Conselho lá?
Ah sim. Apesar da crise sem fim, a reeleição segue em frente. Os golpistas estão aí, prontos para o golpe. Unindo ditadores em prol deste golpe, conselheiros cordeirinhos e submissos ao poder, em troca de sanduichinhos de queijo, suco de laranja, coxinhas, cafezinhos, algumas viagens, hoteis…E seguimos em frente.
Esse não é o São Paulo que meu pai me ensinou a amar. Esse não é o São Paulo que se tornou gigante, com uma camisa que entorta varal, que ganhou o Brasil, a América do Sul e o mundo. Esse não é o São Paulo que fez escola, que foi exemplo em todos os sentidos, que ensinou os rivais como se faz uma administração, como se torna um clube gigante.
Esse São Paulo foi tomado por golpistas. Somos 20 milhões de torcedores apaixonados que, unidos, não permitiremos isso. Golpe, de novo, não!