O São Paulo que empatou com o Palmeiras é aquele que todos nós sonhamos em ver

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi heróico e arrancou um empate com o Palmeiras, mesmo acabando com nove jogadores em campo, tendo um pênalti contra defendido por Felipe Alves e uma arbitragem prá lá de caseira. Foi um sonho ver esse time guerreiro, honrando nosso manto, algo que sempre deveria acontecer.

O São Paulo começou muito bem o jogo e conseguiu equilibrar as ações com o Palmeiras. Na realidade, teve duas chances claras de gol, enquanto o adversário teve apenas uma. E no final do primeiro tempo.

Rogério Ceni fez o que eu esperava, e defendi a semana toda nos jornais São Paulo e Tricolornaweb, ou seja, entrou com três zagueiros, linha de cinco no meio, com Luciano e Calleri lá na frente. Muitos temiam a presença de Luizão, mas jogando ao lado de Miranda ele ganha corpo, experiência e força para atuar na nossa defesa. E assim foi.

Ouso dizer que não fosse a atitude infantil e intempestiva de Ferraresi, que foi – bem – expulso no final do primeiro tempo, e teríamos chance de buscar uma vitória até o final da partida. O Palmeiras começava a se ver pressionado pela torcida. que perdeu Libertadores e Copa do Brasil e quer decidir o Brasileiro o quanto antes para evitar surpresas desagradáveis. Mas, com um a menos, na casa do adversário, o cenário passava a se complicar.

Rogério Ceni agiu corretamente, tirando Luciano que destoava do restante do time e colocou Galoppo. Não que o argentino tenha feito uma grande partida, mas ao menos ajudou a povoar o meio campo, já que estávamos com dois na zaga. Aliás, formaram-se duas linhas de quatro, com Calleri sozinho lá na frente.

Mesmo assim tomando sufoco, o São Paulo conseguia sair em alguns contra-ataques. As entradas de Igor Gomes, Wellington e Marcos Guilherme deram mais mobilidade e velocidade para essa saída de jogo. E quase chegamos a marcar um gol.

Para piorar, pênalti, para mim claro, de Calleri. Levantou a mão onde não deveria. Mas Felipe Alves, em grande jornada, defendeu e evitou a derrota. Voltaríamos a crescer, ainda que com um jogador a menos.

Mas aí veio a expulsão de Beraldo, para mim absurda. Por mais que Endric fosse na direção do gol, não me parecia chance clara de gol, pois Luizão vinha chegando na cobertura. Mas o árbitro mostrou-se muito caseiro, pois houve um pênalti em Rodrigo Nestor, não marcado e um tapa na cara de Igor Vinicius, também ignorado pela arbitragem.

A pressão do Palmeiras aumentou. Foi ataque contra a defesa. Teve uma bola no travessão, mas nossos jogadores conseguiram suportar a tudo e a todos, porque a arbitragem deu 12 minutos de acréscimo. Foi quase do tipo de “vai aí, marca um gol que eu termino o jogo”. Mas tudo foi em vão. Nossos jogadores, desta vez, honraram nosso manto e saímos do Chiqueirão com um empate, com muito sabor de vitória.

Não creio mais em G8, mas também não sinto a pressão do Z4. Que o espírito guerreiro deste domingo nos acompanhe até o final do Brasileiro. Já estará de bom tamanho.

Derrota afasta São Paulo do sonho impossível de Libertadores e agrava crise

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está se enfiando numa grande crise. A derrota para o Botafogo no Morumbi, neste domingo, acoplado com a inesperada vitória do América-MG sobre o Fluminense, no Maracanã, nos afastaram definitivamente das chances de classificação para a pré-Libertadores. Se não matemáticas, ao menos reais.

O São Paulo vem de uma derrota que acabou com nossa perspectiva imediata de Libertadores. Aliás, essa diretoria não pensa em títulos, mas em classificação para a Libertadores. Não fosse assim, não teria colocado no orçamento deste ano chegar em sexto lugar no Brasileiro para…ir para a Libertadores. Depois ganhamos um jogo de vida ou morte do América em Belo Horizonte. Então pensamos: agora vai. Aí perdemos do medíocre Botafogo no Morumbi. E tudo se desfez.

A crise é inevitável. Nos aprofundamos nela a cada dia que passa. E há razões para isso. Vejamos:

  • Perdemos a Sul-Americana, um torneio que, na fase final, todos os torcedores acreditvam em título, levados por uma ação de marketing desta diretoria perdedora;
  • Nos afastamos de vez da briga pelo G8 do Brasileiro, após nossa derrota deste domingo e a vitória do América no Rio;
  • A dívida do São Paulo continua subindo, mesmo com as vendas de jogadores – nossos e externos -, arrecadações, com público superior à média de 35 mil por jogo. premiação das Copas, patrocínios pontuais e correntes, verba de TV, royalties e outros mais;
  • Ainda em cima de toda essa dinheirama, os direitos de imagens dos jogadores continuam atrasados; o acordo da era Leco ainda não foi pago; a premiação pela classificação à final da Sul-Americana também não foi paga;
  • Existe hoje uma total desconfiança do elenco com a diretoria. Afinal, há promessas de datas para pagamentos e elas nunca são cumpridas. Talvez o calendário são-paulino não seja o Gregoriano;
  • A diretoria está mais preocupada com perpetuação no poder, depois do golpe dado no estatuto, do que propriamente ter um time forte, pago em dia e com condição plena de jogar futebol.

Acredito que os argumentos acima sirvam para ilustrar as razões de estarmos numa grande crise. E as humilhações continuam. Ou não leram a entrevista de Rogério Ceni, quando ele diz que gostaria de ajudar o clube investindo dinheiro “até para comprar o clube”? Um funcionário querendo emprestar dinheiro para o patrão, é o fim dos tempos.

Ainda em relação ao atraso nos pagamentos, será que Júlio Casares não está recebendo seu salário em dia? Será que os diretores executivos (não estou falando dos abnegados) estão com pagamernto atrasado?

Infelizmente estamos vivendo a pior era do nosso São Paulo. É diretor que recebe Pix em sua conta para realizar torneios (Judô), conselheiros que torcem para outros times, e que são submissos à atual diretoria. Aliás, parabéns à Independente pelo post, colocando caixões pra cada conselheiro, com os dizeres “”Um caixão representando a falência do sistema podre dentro do São Paulo”.

E eu que pensava que Juvenal Juvêncio e Carlos Miguel Aidar nos tinham causado as maiores vergonhas da história do São Paulo. Estava enganado. Não sabia que o pior estava por vir.

Parabéns, Júlio Casares. Você está superando a todos.

Vitória essencial para recuperarmos a moral e termos um objetivo esse ano

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, precisávamos da vitória contra o América, de qualquer maneira. E essa vitória veio. Sofrida, no último minuto, mas veio.

Aliás, poderia ter sido melhor, não fosse uma arbitragem tendenciosa. O gol anulado de Luciano foi um daqueles absurdos. O zagueiro chuta a bola na direção do corpo dele. O braço está encostado ao corpo. Pior foi o VAR não ter chamado a atenção do árbitro.

Mas o São Paulo fez por merecer. Tirando o frango do Felipe Alves e a defesa maravilhosa que ele fez no segundo tempo, foi o Tricolor quem dominou todo o jogo. Tivemos oportunidades com Calleri, com Miranda, com Luciano, com Igor Vinicius (no começo da partida), com Rodrigo Nestor. Portanto o time criou e não sofreu. Já é um grande passo.

Com essa vitória nossa briga pelo G8, que nos levará à Libertadores, está aberta. Eu diria que hoje estamos no grupo, porque não passa pela minha cabeça, de nenhuma maneira, que possamos perder para o Coritiba, no Morumbi, no jogo que estamos devendo. E teremos o Botafogo domingo agora, também no Morumbi. Vitória certa, obrigatória.

Isso nos devolveu o ânimo e nos deu um parâmetro, uma meta a ser alcançada. Depois da derrota para o Independiente del Valle, seria péssimo não vencer o América e nosso ano terminar no dia 06 de outubro. Só teríamos outro objetivo a ser alcançado a partir do final de janeiro. Ou seja: daqui a quase quatro meses.

Destaquei Miranda, Calleri e Luciano com ótimas participações no jogo e o lado negativo ficou por conta de Igor Vinicius. Mas Rogerio Ceni soube mudar o time e nos levou à vitória.

Agora é domingo, no Morumbi. Tem que ser vitória, ou a crise voltará ao nosso convívio.

E perdemos a Sul-Americana. Ninguém acreditava. Mas, quem acredita nesse time?

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, aconteceu o que ninguém acreditava: perdemos do Independiente del Vale e ficamos com o vice da Sul-Americana, a série B da Libertadores.

Durante minha transmissão pela Web Rádio São Paulo eu alertava dos riscos que corríamos. Parece que estava adivinhando. Lembrei que quando fomos jogar contra o Barcelona e o Milan no Japão, nos Mundiais de 92 e 93, os inimigos eram os grandes favoritos, iriam nos atropelar. E ganhamos. Em 2005 a mesma coisa. Também ganhamos.

Desta vez, chegamos como favoritos plenos ao título. Nas bolsas de apostas, o São Paulo pagava apenas R$ 1,70 por R$ 1, enquanto o time equatoriano pagava R$ 5 por R$ 1. Talvez essa soberba nos tenha levado à derrota. Afinal, mesmo tomando um gol logo no início do jogo poderíamos virar a qualquer momento. Salto alto não casa com vitórias.

O time lutou, foi brigador, admito. Mas o Independiente del Valle, aquele mero desconhecido, foi muito mais competente e ficou com o título. Aliás, esse time veio da Libertadores para a Sul-Americana, ou seja, foi rebaixado e retornou para a série principal. Nós continuamos na série B internacional.

Rogério Ceni menosprezou o adversário. Os jogadores menosprezaram. Os dirigentes e conselheiros também. O resultado foi que todos ficaram com cara de paisagem, procurando explicação a ser dada.

No campo, louvor a Calleri. Pessimamente expulso. Não fez nada para receber o cartão amarelo, muito menos o vermelho. De resto, sobrou briga, luta, mas incompetência plena.

Por favor, um apelo que faço, não destruam tudo, não demitam Rogerio Ceni, não saiam por aí mandando jogadores embora, desmontando o elenco. O trabalho feito por todos foi muito bom. Precisamos reforçar o time, não desmontar o que temos. Há alguns jogadores, é fato, que não podem continuar vestindo nossa camisa. Mas o grupo, em sua grande maioria, é bom e deve ser aproveitado.

Por fim, meu recado a Júlio Casares. É triste falar isso, mas aproveite a viagem de volta, com a derrota na cabeça, para refletir sobre o mal que você causou ao clube, com o golpe do estatuto. Observe se esse monte de conselheiros que você levou para Córdoba, às nossas custas, merecem isso. Pois enquanto verdadeiros são-paulinos, aqueles que realmente amam o clube, estão vivendo um sábado à noite, quando as emoções fluem pelo ar, muito triste, esses babacas – sim, babacas – estão, apesar da derrota, comendo um Bife de Chorizo, com las papas fritas, tomando um Malbec ou uma Quilmes. E rindo da nossa cara.

Se tiver dignidade, Júlio Casares, não concorra à reeleição ano que vem. Aí vou parar de dizer que você e Olten Ayres de Abreu deram um golpe no São Paulo.

A proposta está lançada.

O Sim venceu. Perdeu o São Paulo.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, Júlio Casares e Olten Ayres de Abreu poderão disputar a reeleição em 2023. Os sócios do São Paulo disseram sim (foram 973 a 627) e referendaram o golpe no estatuto.

Foi muito triste assistirmos o aliciamento involuntários dos sócios. Não estou aqui dizendo que os sócios se venderam, mas estou afirmando que sofreram uma lavagem cerebral para referendar a proposta. Júlio Casares e Olten Ayres de Abreu devem um caminhão de favores a Dedé e seus militantes. Afinal, foram mais de mil carteirinhas, diretor recebendo PIX na conta e outras coisas mais.

O São Paulo sai perdedor sim. Veremos o feudo que se apossou do clube criar ainda mais garras e levar nossa instituição para o fundo do poço, um poço muito maior do que imaginamos poder existir.

Regredimos definitivamente algumas décadas. Vamos olhar nossos rivais. Quando houve perpetuação de poder, ditadura implantada, Alberto Dualib e Mustafá Contursi levaram seus clubes à série B, afundaram suas instituições em dívidas e quase os deixaram falidos, com portas fechadas.

Foi preciso um choque de administração para que se recuperassem e hoje se tornassem naquilo que fomos outrora. Clubes com democracia, transparência, boa administração, enfim, tudo o que se quer e se pede no São Paulo. Não à tôa somos, hoje, o quinto clube de São Paulo, atrás, muuuuuuuuiiiiito atrás do Palmeiras e do Corinthians, e na rabeira de Santos e RB Bragantino.

O São Paulo, outrora digno de exemplo, administrações competentes, equilíbrio financeiro, transparência e democracia, hoje vive exatamente o oposto. Já provou desse veneno quando Juvenal Juvêncio fez exatamente a mesma coisa. Ficou por oito anos e arrasou o clube. Esportiva e financeiramente.

Júlio Casares e Olten Ayres de Abreu, devidamente alicerçados por Carlos Miguel Aidar, darão o mesmo entendimento. Vencida a reeleição, interpretarão que 2023 marcou o início da vigência do novo estatuto. Portanto, poderão concorrer a uma reeleição. É o projeto de nove anos. Aqueles 30 em três ficaram para trás. Serão 30 em nove. Só que, no dia em que eles saírem da presidência, não sei se teremos mãos para juntar os cacos que se espalharão.

Triste São Paulo, um clube que um dia foi exemplo de grandeza, hoje é exemplo de pequenice, de ditadura, enfim, de tudo de ruim que possa ser dito.

O futuro dirá. Esse editorial ficará guardado, assim como tudo o que faço no site o fica. Um dia voltarei com ele para mostrar que a incompetência e o desejo de poder sem fim se apoderaram do nosso clube.

As razões de insistirmos no NÃO e afirmarmos que o Sim é golpe!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, chegamos, de novo, num dia triste, mas que pode se transformar em alegre para o são-paulino. Triste porque, de novo, estão tentando dar um golpe no estatuto. Alegre porque o NÃO pode ganhar e, assim como em janeiro, quando poucos acreditavam, saímos vitoriosos.

Mas creio ter que explicar as razões da minha defesa enfática do NÃO e de minhas afirmativas de se tratar de um golpe.

Imaginemos que neste sábado, enquanto os sócios votam o NÃO no São Paulo, a Conmebol reúna seus dirigentes e emita uma decisão, dando conta que o campeão da Sul-Americana deste ano, em jogo que será disputado no próximo sábado, não terá acesso à Libertadores do próximo ano. Certamente Júlio Casares, Olten Ayres de Abreu e toda a coletividade são-paulina gritarão: é golpe!

Imaginemos, por exemplo, que a CBF decida que quem está em décimo-terceiro lugar nesta rodada do Brasileiro vai receber uma punição por conta dos maus resultados e perderá 20 pontos. Naturalmente Júlio Casares, Olten Ayres de Abreu e toda a coletividade são-paulina gritarão: é golpe!

Imaginem se o Congresso Nacional se reunir terça-feira que vem e decidir que não existe mais reeleição no País, já a partir deste ano. Todos os brasileiros vão dizer: é golpe!

Percebam, portanto, que não se trata de ser contra Júlio Casares ou Olten Ayres de Abreu. Se trata de ser contra a mudança arbitrária e estapafúrdia em algo que rege o clube, ao bel prazer dos seus interessados diretos.

Alguns juristas, mesmo da oposição do São Paulo, tem falado comigo e seguido a opinião de alguns leitores, dando conta de que a palavra golpe não poderia ser utilizada, pois houve aprovação da proposta por parte do Conselho Deliberativo e vai passar pelo crivo dos sócios. Não mudo minha opinião, pois qualquer mudança das regras do jogo com o campeonato em andamento não deixa de ser golpe. Ou Júlio Casares aceitaria as hipóteses acima com naturalidade?

Preciso deixar claro, também, que não sou contrário à reeleição. Aliás, antes que me chamem de incoerente, quero salientar que fui contra a reeleição na formulação deste estatuto, porque entendia, na época, que a reeleição deveria existir, desde que fosse permitido o voto direto, dos sócios patrimoniais e torcedores. Como fui chamado de maluco por defender voto direto, passei a defender o fim da reeleição.

E anda hoje digo: mudem o estatuto, mas para permitir os votos do sócio patrimonial e do sócio torcedor, e passo a defender o sim neste sábado. Ou aprovem a reeleição apenas a partir de 2026, ainda que sem os votos dos sócios. Será menos ruim do que fazer isso para os atuais mandatários.

E sabem por que mais? Porque Júlio Casares esconde, mas está amparado por Carlos Miguel Aidar, aquele nefasto ex-presidente. O mesmo que foi o mentor jurídico do golpe dado por Juvenal Juvêncio, que o permitiu ficar oito anos no poder. Lembram-se? Juvenal também rasgou o estatuto, tinha ficado dois anos, teria direito a mais dois, deu o golpe, passou para três anos o mandato, usou a interpretação de CMA de que seria seu primeiro mandato no novo estatuto e ele teve mais três anos.

Agora Júlio Casares fará a mesma coisa, por mais que ele desconverse hoje. Vai ficar esses três anos, mais três e, certamente, mais três. Porque quanto mais o dirigente fica no cargo, mas ele consegue angariar votos no Conselho Deliberativo, com a distribuição farta de carteirinhas.

O resultado da perenidade de Juvenal Juvêncio nós conhecemos. O São Paulo se afundou em dívidas e perambulou nas proximidades do Z4. O resultado dessa nova eternização do poder pode ser a falência total do clube e sua inclusão na série B. Afinal, o que nos resta este ano é comemorar o título da Série B da Libertadores.

Portanto, o voto é NÃO neste sábado. É o NÃO contra o golpe, contra a perpetuação no poder.

São Paulo não jogou bem, mas a vitória foi fundamental

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu um alívio no Campeonato Brasileiro. Ao vencer o Cerá em Fortaleza, subiu um pouco na classificação, abriu seis pontos do Z4 e pode respirar um pouco aliviado. Quanto mais que nosso próximo adversário é o Avaí, time que está atrás de nós e faremos, então, mais um chamado “jogo de seis pontos”.

É de se destacar, mais uma vez, a participação de Calleri. Ele pode até não marcar gol (neste domingo ele fez), mas a entrega dele é impressionante. No ataque, abrindo pelos lados, entrando pelo meio, na defesa, em todos os lugares do campo. É imprescindível para nossa campanha.

Rogério Ceni disse após o jogo, na coletiva, que seu futuro à frente do elenco, depende diretamente do título na Sul-Americana. Creio ser um discurso momentâneo, que mudará, ainda que não conquistemos o título.

O time terá uma semana livre. O próximo jogo só domingo que vem. Mas o clube terá, ao contrário, uma semana muito cheia. No próximo sábado os sócios voltarão a decidir o futuro do São Paulo. A diretoria, que tenta novamente o golpe, prega sim. Mas nós, que somos contra o golpe, pregamos o NÃO.

Nesta semana estaremos fazendo dois programas, com conjunto com a Rádio São Paulo Digital, do meu amigo Ricci Jr. Terça e quinta-feira, às 20h, vamos debater o assunto. Novamente traremos à tona os personagens do golpe e mostrar, mais uma vez, porque de novo, não. Justificar que não se trata de uma reforma estatutária, mas de um golpe, por estar ocorrendo durante a vigência do campeonato, ou seja, com o jogo em andamento.

Contra o cala-boca que a diretoria tenta fazer com quem fala contra, a voz vai para o voto, que é não. Contra mudanças em um regimento que está em curso, o voto é não. Contra os que querem se perpetuar à frente do São Paulo, um grupelho que acha que é dono de tudo, o voto é não.

Por isso, NÃO, NÃO, NÃO!

O estoque de milagres acabou. Agora, só dependemos de nós.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, alguns torcedores, entre eles este que vos escreve, acreditavam, ainda, que a moeda cairia em pé novamente e que sairíamos do Maracanã classificados para a final da Copa do Brasil. Cheguei até a imaginar que sofreríamos o primeiro gol, buscaríamos o empate e, no segundo tempo, viria a grande virada. Se não 4 a 1, ao menos 3 a 1 e vitória nos pênaltis. Mas acordei e vi que o estoque de milagres acabou, que a moeda não cai em pé toda hora e que voltamos à nossa realidade.

Criticar o time? Não. Jogamos bem, dentro das nossas limitações e perdemos para o melhor time da América do Sul por 1 a 0, em seu estádio, completamente lotado. Portanto nossa eliminação não seu deu por conta desta derrota, mas pelo jogo do Morumbi, o trágico 3 1 que o Flamengo fez em nós.

Dito isso, a partir de agora vamos jogar com nossas próprias pernas, deixando os milagres de lado, para não ficar rondando o Z4. Foco total no Brasileiro. Aliás, nunca deveríamos ter tirado esse foco. E, claro, na final da Sul-Americana. Um único jogo, mas que pode nos dar o ano. Afinal, o título nos colocará na Libertadores do próximo ano.

Mas o Brasileiro tem que ser prioridade e ter atenção total. Esse incômodo risco que voltamos a correr este ano, nos remete a anos anteriores onde o sufoco foi grande e sofremos até a última rodada para nos vermos livre deste fantasma.

Não quero esperar, de novo, o último jogo para respirar. Se não podemos almejar o G6, que pelo menos não sejamos sugados para o Z4.

Copa do Brasil? Quem sabe ano que vem. Se as coisas mudarem pelos lados do Morumbi e deixarmos de ser apenas coadjuvantes e voltarmos a ser atores principais.

Colocando time reserva contra o Corinthians, São Paulo mostra que está brincando com fogo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo, definitivamente, perdeu a noção do perigo. Ao colocar o time reserva para jogar contra o Corinthians mostrou que está brincando com fogo, que a preocupação da diretoria é unica e exclusivamente o golpe no estatuto. Para isso vai dormir abraçada à classificação para a final da Sul-Americana, ainda que pese o risco do rebaixamento no Brasileiro.

Qual a desculpa para a escalação do time reserva? Preservar os titulares para o jogo contra o Flamengo, quarta-feira? Alguém acredita, mesmo, que podemos, com todos os titulares, derrotarmos o Flamengo no Maracanã, ao menos por dois gols e irmos aos pênaltis?

É muita irresponsabilidade o que estão fazendo com o clube. E ficou patente a participação da diretoria nessa decisão. A entrevista de Rogério Ceni após o jogo deixou claro. Quando ele diz que se não for campeão da Sul-Americana, coloca o cargo à disposição no dia seguinte e não cobra a multa, escancarou a pressão que existe por esse título, e que se dane o resto.

Essa é a forma com que o São Paulo vem sendo gerido. Com extrema incompetência, irresponsabilidade e amadorismo. Uma diretoria que pensa apenas na sua perpetuação, assim como fizera Juvenal Juvêncio. Aliás, foi ali que o São Paulo começou a deixar de ser grande. Agora tentam fazer com que ele fique pequeno. Ou não viram, neste domingo, Felipe Alves se atirando ao chão para ganhar tempo e segurar o empate com o Corinthians, no Morumbi? Ou não viram sua entrevista, quando ele comemora o empate?

Estamos muito atrás de Palmeiras, Corinthians, Santos e Bragantino. Somos, hoje, a quinta força de São Paulo. Mas nossos líderes na política, bem, esses estão dando de ombros para tudo isso. Afinal, estamos na final da Sul-Americana.

A noite de quinta-feira nos trouxe de volta o sentido de sampaulinidade. Apesar dos pesares.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi uma noite épica, daquelas que não vivíamos há muito tempo. Precisávamos ganhar por três gols de diferença. Não conseguimos. Fizemos dois. O suficiente, o entanto, para gerar mais emoções e liquidarmos a fatura nas penalidades.

Aliás, quesito esse que tem sido impecável neste ano. Nas três decisões que participamos, ganhamos todas, eliminando, antes, Palmeiras e Ceará em seus estádios (por competições diferentes) e agora o Atlético-GO no Mourmbi.

Se formos analisar a ferro e fogo, o São Paulo não fez mais do que a obrigação. Afinal, jogou contra o penúltimo colocado do Campeonato Brasileiro, o que mostra o nível da Sul-Americana. Mas quando se trata de uma decisão, da necessidade de fazer os gols, a situação muda. O estado psicológico é outro, a torcida está em outra vibe, a atmosfera se altera e o imponderável passa a ser presença marcante nos 90 minutos.

Então, por todos esses elementos é que senti voltar aquele ar dos bons anos de nossa história. Não quero aqui comparar com os títulos brasileiros, muito menos da Libertadores ou mundiais, mas não deixou de ser uma forma de desabafar aquele grito contido na garganta. E deixar o coração explodir.

Não há um retoque a fazer no time. Talvez a melhor escalação que Rogerio Ceni possa fazer, se optar por jogar com dois ao invés de três zagueiros. Está muito claro e patente que Patrick é titular e que Igor Gomes vai ter que esquentar o banco. Isso independente da formação tática.

Estamos vivendo um dia de muita felicidade, apesar da minha preocupação continuar voltada para o dia 24 de setembro, quando Júlio Casares, Oltem Ayres de Abreu e Dedé pretendem dar a cartada final do golpe da reeleição. Não vou permitir que essa vitória empane o golpe em andamento.

Mas hoje só quero curtir isso. Amanhã, como já disse Chico Buarque de Holanda, vai ser outro dia.