Depois dos sócios, Oltem Ayres de Abreu avança contra jornalista

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o presidente do Conselho Deliberativo não tem limites. Depois de atacar sócios, com processos judiciais e ações administrativas, que em alguns casos levaram à expulsão destes sócios – contrários à administração – agora, ele avança contra jornalista. Desta vez eu fui o alvo de uma ação criminal, por difamação.

Na acusação, o presidente do Conselho Deliberativo afirma que sentiu-se difamado por uma matéria que fiz em abril de 2021, sob o título “Conselho aprovou o contrato que só vê um lado: contra o São Paulo!”.

Ali eu cobrava dele transparência na votação do contrato do São Paulo com a FEMG, para gerir o programa de Sócio-Torcedor.

Olten afirma no processo que foi difamado por eu ter afirmado que “Pior do que isso é a ditadura implantada no Conselho Deliberativo por seu presidente Olten Ayres de Abreu Junior. Além de tornar o contrato sigiloso, ainda está fazendo uma “caça as bruxas” para saber quem passou os dados a mim.”

Bem, ele se magoou com a palavra “ditadura”, por isso teve mais um arroubo de ataque à democracia ao tentar calar esse escriba.

Naturalmente não darei aqui minha linha de defesa, que está a cargo do meu consultor jurídico Valter Roberto Augusto, mas quero lembrar que já fui alvo de vários processos de pessoas não afeitas à democracia dentro do São Paulo

Um, por exemplo, que corre em segredo de Justiça (por pedido da outra parte, não minha) é contra Douglas Schwartzmann, também conhecido nas hostes são-paulinas como Jack. Nesse caso eu o processei por ameaças, calúnia e difamação. Ganhei na primeira instância, mesmo ele tentando reverter o processo, passando de réu a acusador, algo rechaçado pela Justiça; ganhei em Segunda Instância; ganhei em Terceira Instância; e agora especo decisão do STF. Sim, do STF, porque o cidadão em questão foi até essa instância.

E fica um aviso do meu algoz do momento: até hoje, basta fazer uma pesquisa rápida, fui alvo de mais de uma dezena de processos evocando a Lei de Imprensa. Nunca, vou repetir, NUNCA, perdi uma única ação.

Olten Ayres de Abreu usa esse tipo de arma para amedrontar outros, que não tem voz para gritar. Não são poucos os sócios que conversam comigo, de uma maneira ou de outra, dizendo que não podem se posicionar no Tricolornaweb sob pena de serem expulsos do clube.

Aliás, vale salientar que o presidente do Conselho Deliberativo pediu – e a Justiça concedeu – segredo de Justiça nesse processo. Isso mostra mais uma vez o receio que tem da vergonha que irá passar.

Assim como prometi em outros casos, darei conhecimento a vocês do andamento dessa brincadeirinha do presidente do Conselho Deliberativo, que me dá, a cada dia, mais argumentos para entender o quão ele odeia a tal democracia.

São Paulo implanta ditadura e perseguição aos sócios

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é muito triste, para não dizer deprimente, o que vem acontecendo no clube. A diretoria vem perseguindo sistematicamente quem ousa ser contrário à situação, ou mesmo faz comentários com críticas à diretoria.

A chamada “caça às bruxas” começou logo após a eleição de Júlio Casares, mas teve incremento depois da tentativa de golpe frustrada em janeiro, com a vitória do NÃO sobre o SIM. Verdade que o golpe voltou a ser tentado depois e se saiu vitorioso. Para dano do São Paulo.

Nesse período tivemos diversas atitudes intempestivas da dupla Julio Casares/Oltem Ayres de Abreu. Chamo de atitudes intempestivas porque o São Paulo perdeu todas, inclusive os recursos. Isso significa mais despesa para um clube já muito endividado, pois acaba arcando com os custos advocatícios. Talvez seja por isso que essa diretoria faça tantas trapalhadas jurídicas. Afinal, o dinheiro não sai do bolso da dupla dinâmia.

Cito aqui alguns exemplos que reforçam meus argumentos:

  • Edson Lapolla, sócio n 111, conselheiro vitalício. Foi expulso do Conselho e do clube por ter escrito um documento, na época da eleição, falando sobre “Nuvens Grafites” que circundavam o Morumbi, referindo-se à chapa eleita. No documento Lapolla lembrava o caso Far East (aquela empresa que intermediou o contrato com a Under Armour na gestão Carlos MIguel Aidar e que receberia uma comissão de R$ 18 milhões. A comissão não foi paga em razão da denúncia do Tricolornaweb e veto do Conselho Deliberativo). Lapolla lembrou no texto que Júlio Casares e muitos que o cercavam (Douglas Schwartzmann, Leonardo Serafim e Oswaldo Abreu) faziam parte do esquema e voltariam a comandar o São Paulo. A Justiça deu ganho de causa para Lapolla, o devolvendo ao clube e ao Conselho. O São Paulo recorreu e, de novo, perdeu.
  • Ainda no caso Lapolla, sua filha e seu neto também foram impedidos de entrar no clube, ainda que tivessem outro título e não usassem o de Edson Lapolla. Isso é perseguição ou não? Aliás, a própria Paola, filha de Edson Lapolla, também sofre processo administrativo de expulsão, por fazer críticas à diretoria.
  • Sobre Paola Lapolla, um fato ainda mais estranho: seu advogado, Valter Roberto Augusto, também sócio do clube, fez críticas ao andamento do processo administrativo, estendendo essas críticas à forma como a diretoria vem atuando contra opositores. Num caso “suigeneres”, a Comissão Disciplinar excluiu Valter de advogado do processo e o colocou como sócio, portanto, passando a ser processado também. Pode isso, produção? O caso está em andamento.
  • Newton Ferreira, ex-conselheiro, sócio que foi um dos líderes da campanha do NÃO contra o SIM, foi expulso do clube. O pior de tudo é que o São Paulo não o notificou nem apresentou argumentos que embasassem sua expulsão. Ele foi à Justiça comum pedindo que o clube mostrassem os documentos, mas até agora, estranhamento, passados 45 dias do fato, os oficiais de Justiça não conseguiram encontrar ninguém no São Paulo para apresentar o pedido judicial dando prazo de cinco dias para que o clube se manifeste. Acho que as férias começaram mais cedo na diretoria.
  • Ainda Newton Ferreira, foi processado por Olten Ayres de Abre Filho, presidente do Conselho Deliberativo, por críticas que fez na época do golpe do estatuto. Newton ganhou na Justiça, com o arquivamento do processo. Oltem recorreu, perdeu de novo.
  • Eu mesmo agora já posso falar do meu processo contra Douglas Schwartzmann. Ele me fez ameaças, acusações indevidas, calúnias e eu fui à Justiça. Por pedido dele, houve sigilo processual. Ganhei na Primeira Instância (por mais que seu advogado tenha tentado inverter o processo, o transformando em vítima); recorreu para a Segunda Instância e perdeu; recorreu para Terceira Instância e perdeu; procurou meu advogado para fazer um acordo e nós dissemos NÃO; foi à Quarta Instância e estamos aguardando o resultado. Claro, vai perder novamente.

Há outros casos, mas me estenderia muito nesse editorial e acho que já consegui embasar minha tese: essa diretoria, além de golpista, é ditadora e tem como hábito perseguir quem ousa criticá-la.

Oxalá 2023 chegue com outros ares e o sócio acorde para o que vai acontecer no final de novembro. Mais três anos com a dupla Júlio Casares/Oltem Ayres de Abreu vai ser um peso duro demais para os 20 milhões de torcedores deste clube.

O elenco voltou das férias mais enfraquecido do que fora em 2022. Obrigado, diretoria!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, acabaram-se as férias dos jogadores e o elenco voltou mais enfraquecido do que fora durante todo esse ano. Saíram Marcos Guilherme, Bustos, Andrés Colorado, Eder (todos, que bom), Miranda, Reinaldo (dificilmente conseguiremos substituí-los à altura), Luizão, Thiago Couto (emprestado ao Juventude), e deverão sair Igor Gomes, Nikão e, pasmem, até Patrick. Chegaram Rafael, goleiro reserva do Atlético-Mg e Pedrinho, do fortíssimo Lokomotiv.

Tenho dito na Web Rádio São Paulo que a diretoria está montando um time digno de ser rebaixado para a série B. E mostra, a cada dia que passa, o quão foi e é incompetente. Aliás, incompetência demostrada com absoluta clareza e admitida, ainda que não conscientemente.

Se livraram de jogadores que foram trazido por essa gestão: Eder, Colorado, Marcos Guilherme, Bustos; perderam jogador que, repito, por pura incompetência, não teve seu contrato renovado no momento certo, como Luizão; estão cedendo Nikão, ainda que por empréstimo ao Cruzeiro, aquele que foi trazido com “pompa e circunstance”, vestindo a nossa camisa 10; estão negociando Patrick, um dos poucos acertos em contratações, porque não conseguem pagar o salário. Em suma: com as negociações feitas admitem claramente o quanto foram irresponsáveis e incompetentes nossos dirigentes.

Outra coisa: público recorde no Morumbi o ano inteiro, cotas de TV, premiações de vice no Paulista e na Sul-americana, de semifinal na Copa do Brasil, receitas inimagináveis na formulação do orçamento passado com venda e repasse de jogadores (mormente Antony e Casemiro), empréstimos atrás de empréstimos, e continuamos devendo salários para os jogadores. Lembro que a primeira promessa era de quitação antes da final da Sul-Americana; depois ficou para as últimas rodadas do Brasileiro; depois para antes das férias; depois para o retorno das férias; agora…sim, agora…sabe-se que a dívida é dce R$ 6 milhões (menos de um por cento da dívida total do clube) e o calote continua.

Ah, vieram Pedrinho, jogador do Lokomotiv, que fez sucesso no RB Bragantino e no América-MG e Rafael, reserva do Atlético-MG. Mais um para disputar a vaga de reserva com outros nomes como Felipa Alves (reserva do Juventude) e Jandrei (reserva do reserva do Santos). Menos mal que emprestaram o Thiago Couto, aquele que um dia a cigana enganou dizendo que seria goleiro.

Desculpem o total mau-humor neste final de ano, já cornetando antes mesmo da folhinha virar o calendário. Mas estou absolutamente decepcionado com tudo o que envolve o São Paulo, buscando forças até para continuar com o Tricolornaweb e com a Web Rádio São Paulo.

Mas vou juntar forças e continuar, para desdita dos que estão acabando com o São Paulo.

Orçamento para 2023 parece peça de ficção

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o orçamento preparado pela diretoria para 2023 parece mais uma peça de ficção, principalmente por alguns valores que ali constam. Claro que será facilmente aprovado pelo Conselho Deliberativo. Afinal, graças a alguns “sanduichinhos”, suquinhos, cafezinhos, viagens, hoteis e algumas coisa mais, tudo ali passa. Não é o Orçamento Secreto do Congresso Nacional, mas funciona nos mesmos moldes, salvo raríssimas e honrosas exceções.

Por que digo que parece uma peça de ficção? Apesar de não ter sido tornado público, como jornalista tive acesso a alguns números (claro que o presidente do Conselho Deliberativo começará nova caça às bruxas e, quiçá, provocará algum processo contra este escriba).

É possível imaginar, por exemplo, que o clube disponha de quase R$ 750 mil para gastar com a Festa Junina? Ou que pague cerca de R$ 140 mil mensais para assessores do presidente Júlio Casares? Parece festa na casa da mãe Joana.

Tem mais: imaginem que está estimado um gasto de mais de R$ 10.700.000,00 para confeccionar ingressos cujos jogos são de mando do São Paulo, ou R$ 3,9 milhões em “ingressos cortesia” quando o Tricolor é mandante. Se fizermos uma simples conta, o São Paulo está gastando, em média, R$ 10 para cada ingresso vendido, levando-se em conta o número de jogos que o São Paulo deverá mandar em 2023 e tendo como base o público deste ano, ou seja, será superior a um milhão de torcedores. É possível a confecção de um ingresso custar mais do que o valor dele próprio? Isso tomando por base ingressos promocionais, sócio torcedor e outras coisas mais.

Querem mais números? Se este ano chegamos a R$ 198 milhões em empréstimos bancários, para 2023 estão previstos outros R$ 145 milhões. Não há receita que resista a tudo isso.

Quando o orçamento for votado, espero, os números exatos se tornarão públicos. Mas que os que tive acesso, e publiquei acima, parecem ficção, isso não resta dúvida. O pior é que os astros da ficção são eles. E quem paga o preço somos nós, que torcemos por esse time mas que vemos, dia após dia, ele se acabando.

O ano foi do quase, com muitas lamentações. Mas lembraremos com ternura de 2022 ano que vem.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, 2022 terminou com uma grande goleada por 4 a 0 contra o Goiás, com direito a gols de Galoppo e Marcos Guilherme, e um suspiro por alguns minutos, quando estávamos indo para a Libertadores. Sim, porque faltava o Botafogo perder. Mas logo depois que o Athletico fez o primeiro gol, o Fortaleza também fez. E nosso castelo desmoronou, coroando de vez o ano do “quase”.

Ano em que fomos quase campeões paulistas, quase campeões da Sul-Americana, quase campeões da Copa do Brasil, quase classificados para a Libertadores. A única coisa que não foi “quase” foi o golpe no estatuto. Havia sido “quase” em janeiro, mas foi concretizado num segundo momento. E, convenhamos, para essa diretoria golpista, é isso o que interessa. O resto, bem, para essa diretoria, não importa.

Foi um ano em que choramos muito, lamentando um elenco mediano e resultados não condizentes com nossa história. Mas, como diz nosso hino, “a tua glória vem do passado”. Nunca foi tão perfeita a letra de um hino.

Mas 2022 será lembrado com saudosismo ano que vem. Partindo-se do princípio do que vem por aí, podemos nos preparar para o pior. Se ficamos no “quase” este ano, ficaremos muito longe disso ano que vem. e o risco de rebaixamento será muito real no Brasileiro.

Perdemos Miranda, um zagueiro que para jogar em linha de três poderia ficar mais um ano tranquilamente; Reinaldo, para mim hoje, o melhor lateral esquerdo em atividade no País (lembro que Arana não está jogando); traremos para o lugar de Reinaldo Liziero ou Juninho Capixaba. Do outro lado teremos de volta do Zé Ruela, aliás, Orejuela. Que nunca foi “quase”, quanto mais solução para um problema.

Luan, nosso pitbull vai ser usado como moeda de troca, por um não sei quem. E outras mazelas virão por aí, porque incompetência é o que não falta a essa diretoria.

Concordo plenamente com a rescisão de contrato com André Anderson, Eder, provavelmente Marcos Guilherme. Mas, no caso de André Anderson, lembro que ele foi contratado a pedido de Rogério Ceni, que o viu jogando na Lazio e amou seu futebol. Na época lembrei que este ano, ele jogou 20 minutos pela Lazio. E fiquei indignado como pode nosso técnico ter gostado tanto de um jogador por 20 minutos em campo. No São Paulo, acho que não jogou nem isso (ironia).

Marcos Guillherme, desde sempre, sabemos que não tem futebol para jogar no São Paulo. Mas insistiram em trazê-lo de volta e ele voltou pior do que na primeira passagem pelo clube.

Mas e o Galoppo? 26 milhões de reais por um jogador que ninguém sabe onde joga. Como ele marcou um gol neste domingo, já estão falando que eu não entendo de futebol. Tudo bem. Parabéns a quem entende.

E o Bustos? Esse é o preço que temos que pagar por um tal acordo com o grupo City? Ele e o Ferraresi? É demais para nós, são-paulinos.

Não sou pessimista, nunca fui, mas hoje estou sendo realista. Com os jogadores que estão saindo, com os que estão ficando e, principalmente com os que estão voltando e podem chegar, nosso 2023 será trágico, de muito sofrimento, de plenos coadjuvantes, disputando sempre a parte de baixo da tabela.

Júlio Casares pode concretizar a arquitetura iniciada por Juvenal Juvêncio, continuada por Carlos Miguel Aidar e lapidada por Leco: nos levar à série B no Brasileiro. Talvez não fiquemos n o “quase”.

Quem viver, verá!

Humilhações e vergonhas. Mas qual a novidade para um clube há anos sem rumo?

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a derrota do São Paulo para o Internacional no Morumbi, nesta terça-feira, foi apenas mais uma humilhação, mais uma vergonha, entre todas as que temos passado nos últimos anos. Mas, falando em últimos anos, qual a novidade, pois há tempos o clube está sem rumo?

A torcida gritou e xingou vários jogadores. Curiosamente, o xingamento foi dirigido apenas a jogadores que estão em fim de contrato. Sabendo-se da ligação do comando da Independente com a diretoria, será que não foi algo “mandado”, para ajudar na definição de renovar ou não os contratos? Reinaldo, Rafinha, Eder… Bem curioso, não é?

A torcida também cantou: “vergonha, vergonha, time sem-vergonha”. Mas será mesmo que só o time é sem-vergonha? E a diretoria? /será que vocês sabem que, apesar dos inúmeros empréstimos feitos, dinheiro que entrou com premiações e outros mais, o clube ainda não pagou os jogadores? O alarde feito pelo diretor de Futebol, Carlos Belmonte, foi apenas de pagamento parcial.

O fato é que os jogadores estão há meses sem receber; alguns há anos (sim, porque provêm do acordo de Leco durante a pandemia).

O clube está sem rumo. Tem um elenco rachado, alguns jogadores descompromissados, uma comissão técnica que não fala a mesma língua, uma diretoria de futebol que, ou se cala por desconhecimento do assunto ou por omissão e falta de comando, e um presidente que tem como única preocupação a reeleição, pouco se importante com o resto.

Uma diretoria que não consegue vir a público e explicar como entra tanto dinheiro e as contas não são pagas, os salários não são quitados. E a torcida ainda xinga os jogadores.

Seria lógico falar: vergonhas, vergonhas, time e diretoria sem-vergonhas.

Não vamos para a Libertadores. Melhor assim. Não vamos passar vergonha sendo eliminados, de novo, na pré-Libertadores. E acordem, ou, com base em toda essa desorganização e nau sem rumo, nosso trágico caminho está traçado para 2023.

Ainda é tempo, Júlio Casares. Faça um bem para toda a coletividade são-paulina. Pegue seu boné e vá embora. Você pode conseguir a proeza que seus antecessores Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aindar e Leco não conseguiram: nos levar para a série B no próximo ano.

Humilhação no Maracanã e vaga mais distante para a Libertadores

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais um vexame do nosso time. Agora no Maracanã.

Quem assistiu apenas o primeiro tempo ficou extasiado com o futebol apresentado por ambas as equipes e o São Paulo saindo na frente com um golaço do Luciano. Tudo funcionava muito bem. A defesa bem postada, meio de campo saindo com velocidade, ataque com toques rápidos e chances sendo criadas.

Bastou o intervalo chegar de o segundo tempo começar para tudo aquilo que parecia ser uma maravilha ruir. Em apenas 15 minutos já estávamos perdendo por 3 a 1. Três substituições feitas por Diniz no intervalo ditaram a virada. Uma substituição feita por Rogério Ceni também contribuiu para isso. Não que Patrick estivesse bem, mas, ao menos, não fez as bobagens que Galoppo fez – responsável direto pelo segundo gol -.

Pior: com o passar do tempo, Rogério Ceni começou a seguir as ordens da diretoria, de dar mais tempo de jogo a André Anderson, Bustos. E o time só piorou,. Tomamos olé no Maracanã.

A vaga para a Libertadores, consequentemente, começou a ficar mais difícil. Ainda estamos em sétimo lugar, mas fomos o primeiro a jogar na rodada. Isso quer dizer que poderemos acabar em nono lugar, ou seja, fora do G8.

Mas será que esse time merece mesmo ir para a Libertadores? Um clube que tem um presidente que só gosta de aparecer nas redes sociais – quando o time ganha – porque quando perde, ele desaparece; um diretor de futebol que também ama as redes sociais na mesma balada do presidente; um presidente de Conselho Deliberativo que ama a ditadura e, assim como o presidente, vive caçando opositores e expulsando do clube; um diretor executivo de futebol que nunca aparece para nada; um gerente de futebol que vive calado e não demonstrou até agora um mínimo de competência.

Logo, a não classificação para a Libertadores poderá ser um prêmio a nossa total incompetência.

Aliás, como disse um amigo meu agora há pouco (não vou identificá-lo porque não pedi autorização), mas num País onde mais de 50% votou por não reeleger um presidente da República, numa torcida onde quase 100% não aprova nossa atual diretoria e presidência, talvez o caminho mais sadio para o clube seria a renúncia. Porém, eles preferem caçar opositores para pavimentarem melhor a totalização do golpe, facilitando a reeleição no próximo ano.

Assim se afunda o São Paulo.

A vitória é o que importa, mas poderia jogar um pouco melhor

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu os nove pontos obrigatórios: ganhamos com autoridade do Coritiba, tivemos sérias dificuldades contra o rebaixado Juventude e marcamos o gol da vitória no último minuto dos acréscimos contra o Atlético-GO. Diria que foram atuações quase que sofríveis e que só ganhamos mais pela ruindade dos adversários do que pelos nossos próprios méritos.

Mas não posso deixar de reconhecer que o que valem são os três pontos. O resto se discute depois. Oras, é isso que estou fazendo. Discutindo depois, até porque ontem comemorei muito o gol de Luan. Parecia até uma final de Libertadores.

Sobre o jogo em si, o time marcou um gol aos 22 minutos, após um verdadeiro massacre contra o adversário e depois recuou, deixou de jogar. O Atlético-GO gostou do jogo e passou a aparecer em campo aquele que foi o melhor da partida: Felipe Alves. Com defesas impressionantes impediu, num primeiro momento, o empate e num segundo momento a derrota.

Rafinha foi o homem de multi funções. Começou como zagueiro, pelo lado direito, virou lateral, passou a segundo volante, foi quase meia e voltou a ser zagueiro, quando o adversário tinha a bola, e lateral, quando o São Paulo dominava. Convenhamos, é muito para um jogador de 37 anos, que não tem mais o vigor físico que tinha quando jogava no Bayer. Ele até vinha se comportando muito bem, mas acabou errando no passe para Luciano que originou o gol de empate.

Está cada vez mais evidente que Galoppo não reúne condição de jogar, assim como Andrés Colorado (ele joga meia partida e fica dez fora por contusão). Bustos e Ferraresi, ao que parece, não servem nem para reserva. E por conta deles Arboleda ficou de fora do banco.

Voltamos aos nove pontos. Fundamentais. Então teremos mais três pontos obrigatórios: Atlético-Mg na próxima terça-feira. Ouso dizer que se vencermos o Galo, dificilmente ficaremos fora da Libertadores, ainda que pela frente teremos Fluminense e Internacional, entre outros. Mas é um confronto direto pela vaga e a vitória nos colocará em ótima situação.

Só precisa jogar um pouquinho melhor, porque o adversário é muito forte. Mas, como sempre digo, eu acredito.

Vitória em Caxias nos deu o sexto ponto obrigatório. Continuamos jogo a jogo.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu em Caxias e conquistou o sexto ponto dos nove obrigatórios. Como venho dizendo há algumas semanas, não faço mais projeções nem me iludo com possibilidades, mesmo que reais. Continuo vivendo jogo a jogo. Por isso, agora, vamos em busca do nono ponto obrigatório quinta-feira, contra o Atlético-GO, no Morumbi.

Neste domingo Rogério Ceni fez o óbvio. Manteve o time que venceu o Coritiba, só colocando Bustos no lugar do suspenso Luciano e tudo correu bem. Também, ganhar do último colocado, virtualmente rebaixado do Brasileiro, não é coisa de outro mundo.

Algumas constatações que vamos tendo jogo após jogo: as contratações do São Paulo, me refiro aos estrangeiros, são grotescas. Ferraresi aprontou aquilo contra o Palmeiras e, após cumprir a suspensão, teve que esquentar o banco, vendo Rafinha deslocado para seu lugar; Bustos teve oportunidade de começar jogando, mas e mostrou um zero a esquerda, sem quase pegar na bola; Galoppo entrou no segundo tempo e, mais uma vez, não conseguiu entender bem o que fazer em campo.

Repito de novo: usem o Código do Consumidor e devolvam o Galoppo, pedindo restituição do valor pago por engano no produto; desfaçam o tal acordo como Grupo City, porque para receber esse tipo de jogador por aqui (ou esses tipos), não dá.

No jogo destaque para Reinaldo, com dois gols. O mesmo Reinaldo que a diretoria não chama para renovar contrato e que está sendo cobiçado e procurado pelo Fluminense. Talvez a diretoria não possa pagar seu salário porque tem que pagar Galoppo, Eder, Bustos, Marcos Guilherme e outros que não tem um mínimo de eficácia para o elenco.

Estamos no G8, ao menos momentaneamente. Isso porque, caso o Fortaleza vença o Atlético-MG chega aos 47 pontos e o São Paulo cai para nono lugar pelo critério de desempate. Mas, convenhamos, nossa situação é muito, mas infinitamente melhor do que há três semanas. Hoje respiramos, mesmo, o ar que traz a possibilidade de irmos para a Libertadores.

Porém não vou me contradizer e fazer cálculos. Vamos em busca dos próximos três pontos obrigatórios. Depois vemos o que fazer.

A vitória nos colocou próximos ao G8. Mas eu não quero sonhar com ele.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo cumpriu sua meta e conquistou os primeiros três pontos dos nove obrigatórios. Nesta quinta-feira derrotou o Coritiba por 3 a 1 e colou no G8, estando empatado com o Fortaleza, perdendo no quesito número de vitórias, mas se posicionando um ponto atrás do América-MG, oitavo colocado do Brasileiro.

Como afirmei no meu último editorial, não vou mais sonhar com o G8, mas também não terei mais pesadelos com o Z4. Vou deixar a coisa acontecer e, como dizem, num jogo de vôlei temos que jogar ponto por ponto, no futebol temos que jogar jogo por jogo.

Já me iludi em anos anteriores, fazendo contas e mais contas, simulações e mais simulações. Desta vez repeti o fato, quando me animei muito após a vitória sobre o América-MG em Belo Horizonte, mas veio o balde de água fria com a derrota para o Botafogo em pleno Morumbi. Então passei a desencanar.

O jogo desta quinta-feira foi meio maluco. O São Paulo marcou logo aos dois minutos, em jogada de contra-ataque. Depois começou a perder gols com Calleri, Reinaldo. Mas o Coritiba aparecia muito lá na frente e nossa defesa começou a bater cabeça. Por mais que o time paranaense seja horrível, comecei a temer por algo pior.

Mas no segundo tempo tudo se acalmou quando fizemos o terceiro gol. O time passou a administrar a partida, Rogerio Ceni fez cinco substituições para dar ritmo de jogo, principalmente, a Luan, André Anderson e Galoppo. Fiquei muito feliz em ver que Luan entrou e não teve medo de divididas. Esteve muito firme. Também gostei muito da entrada de André Anderson. Precisamos vê-lo um pouco mais em campo para apurarmos se pode ou não continuar.

Já Galoppo…bem, esse continua sendo uma incógnita. Continuo sem saber qual a sua real função.

Domingo tem Juventude em Caxias. Vamos em busca do sexto ponto dos nove obrigatórios. Com eu disse, jogando jogo a jogo. Sem sonhos para não ter novas decepções. Se acontecer, comemoramos. E muito.