Golpe aprovado. Pior: ele pode ficar nove anos no poder.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Conselho Deliberativo se mostrou mais subserviente do que eu previa e, com 157 votos contra 68 (e duas abstenções) aprovou a nova tentativa de golpe engendrada por Júlio Casares, Olten Ayres de Abreu e Dedé. E desta vez veio com instintos ainda mais cruéis, com muita maldade: se o golpe for aprovado pela Assembléia Geral, a dos sócios, Júlio Casares poderá ficar nove anos no poder. Sim: nove anos. Isso porque será uma alteração estatutária. Ou seja, o golpe será idêntico ao dado por Juvenal Juvêncio.

Percebam a situação: lá atrás o mandato presidencial do São Paulo era de dois anos, com direito a uma reeleição. Juvenal Juvêncio ficou os primeiros dois anos mas, no final do primeiro período, deu golpe alterando o estatuto, passando a duração de mandato para três anos. Aí, auxiliado por Carlos Miguel Aidar (aquele nefasto ex-presidente do clube), conseguiu fazer entender que se tratava de um novo estatuto e que a segunda eleição dele, para um período de três anos, seria um primeiro mandato. Portanto teve direito a mais três anos, ficando oito anos no poder. E foi exatamente onde começou a mudança e o São Paulo passou a ser desfigurado.

Agora Júlio Casares, filhote de Juvenal, também incentivado por Carlos Miguel Aidar – de quem nunca se distanciou – faz a mesma coisa. Propõe um golpe estatutário no decorrer de seu primeiro mandato e terá um entendimento jurídico, ali na frente, de que sua eventual – e quase certa – reeleição, na certeza será a primeira do novo estatuto. Ou seja: ele terá direito a uma reeleição. Nove anos. Se dois anos já foram suficientes para ele quase acabar com o clube, imagine nove anos.

Eu vi pelo número de votos pelo NÃo que foram apenas 68. Não creio que a oposição, que continua de pijamas, tenha apenas 68 conselheiros. Se for isso, pode começar a pensar em se planejar para daqui a sete anos. Traição dentro da oposição só pode me causar total espanto.

São conselheiros submissos, que se deixam levar pelos lanchinhos, coxinhas, suquinhos, algumas viagens e muitas benesses. Repito, muitos que não sabem cantar o hino do São Paulo, que sequer torcem pelo clube. São santistas, palmeirenses, corinthianos, flamenguistas e outras coisas mais.

Cada vez mais vejo o fim do nosso São Paulo. Com pessoas deste naipe no poder, absolutamente incompetentes e aproveitadores da instituição, a esperança que havia no final da era Leco de que tudo mudaria, a conclusão é que, realmente, tudo está mudando: para pior. Muito pior.

Vão marcar a assembleia dos sócios para outubro. Se pudessem, marcariam para amanhã, antes do jogo de quinta-feira. Mas não há tempo regimental para isso.

Vou gritar, vou berrar, não sei se terei voz suficiente para isso. Mas se já conseguimos uma vez, por que não de novo. Ou melhor, de novo, não.

Não vou me cansar. Vou lutar. Muitas vezes chego a pensar em desistir. Mas meu amor por esse clube supera a tudo. Só peço a Deus que me dê equilíbrio e forças para ficar apenas nas palavras.

Triste e acabado, arrasado, mas muito amado São Paulo!

ET: havia recebido uma informação de que o Grupo Raiz havia votado a favor do golpe. Na realidade o grupo aprovou os contratos, mas votou contra o golpe. Por isso peço desculpas pela informação errada, já retirada do texto. O grupo Raiz votou CONTRA o golpe.

Conselho vota hoje o novo golpe no estatuto do São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, deveria estar escrevendo sobre o jogo de ontem, em Cuiabá, onde o São Paulo, com time reserva e um jogador a menos, mesmo que na base da sorte (o gol foi maluco), conseguiu um empate com o Cuiabá. Mas como os próprios presidentes Júlio Casares e Olten Ayres de Abreu não estavam nem aí para o jogo, preferiram ficar participando de inaugurações no clube em busca de votos dos associados para o golpe no estatuto, vou deixar o jogo de lado e me prender neste tema.

Preciso remontar a 2016, quando da elaboração do estatuto que está em vigor no clube. Ali, Júlio Casares, hoje presidente, outrora conselheiro, bradou aos quatro cantos ser contra a reeleição. Foi dele – e minha também – a propositura que mantinha em três anos o mandato presidencial, mas extinguia a possibilidade de reeieção.

Anos depois, já em 2020, na campanha para a presidência do clube, ele me falou – e a mais gente também – que permanecia com a mesma ideia. Em determinado momento, inclusive, seu mote de campanha chegou a ser 30 e 3. Ou seja: ele iria trabalhar para fazer em três anos o que deveria ser feito em 30. Ou que em 30 anos não foi feito.

Bastou a eleição e a confabulação para o golpe começou. Sorrateiramente, sem que conselheiros pudessem discutir, Olten Ayres de Abreu marcou uma sessão ano passado, quando o time estava mergulhado na zona de rebaixamento do Brasileiro, e eliminado de todos os outros torneios.

Acuados pela pressão de todos os lados, Olten voltou atrás e adiou a votação, tirando de novembro, passando para dezembro, coincidentemente – ou propositalmente – para dia 16 daquele mês de 2021, data em que se comemorava, no antigo estatuto, o aniversário de fundação do São Paulo.

O golpe foi aprovado e seguiu para a Assembléia dos Sócios. Olten Ayres de Abreu, após a aprovação no Conselho, não deixou de ser ridículo e ironizar os “99” são-paulinos que estiveram protestando, num total desrespeito ao torcedor. Aliás, falar em respeito. Acho que ele nunca teve com ninguém.

Júlio Casares, Olten e Dedé conclamaram a militância e foram à luta. Foram almoços, cafés, jantares, enfim, tudo o que pode ser feito, além da farta distribuição de carteirinhas, para convencer os sócios a aprovarem o golpe. Mais de 600 carteirinhas foram entregues. Isso significa dizer que quem era contra sairia perdendo jogo por 600 a zero.

A imprensa percebeu o que estava por trás disso e passou a mostrar tudo aos torcedores, que fizeram uma grande pressão, um grande barulho e os sócios, que também são torcedores e não são tolos, disseram um retumbante NÃO, dando a Júlio Casares, Olten Ayres de Abreu e Dedé a maior derrota política de todos os tempos.

Júlio Casares foi às redes sociais e declarou que respeitaria a vontade soberana das urnas e que a tentativa de golpe (ele disse reforma do estatuto) estava enterrada e nada mais se faria nesse sentido.

Poucos meses se passaram – sim, a Assembleia foi em janeiro deste ano e em agosto tudo já estava pronto de novo – o novo golpe foi proposto. 98 conselheiros cordeiros, submissos a alguns lanchinhos de queijo, coxinhas, guaranás, sucos, cafezinhos, passagens de avião e hotéis, assinaram novo documento, incentivados pelo trio de ferro, protocolaram numa sexta-feira, a comissão respectiva no clube trabalhou e analisou no sábado, Oltem Ayres de Abreu trabalhou no domingo e convocou a reunião para a outra segunda-feira. Como trabalham…

Por que tão rápido e por que essa data? Porque o time corre risco de rebaixamento no Brasileiro e deixar para votar em janeiro, por exemplo, quando está prevista uma revisão estatutária, seria correr risco demais. Alem disso, o São Paulo teria acabado de se classificar para a final da Sul-Americana. Só não contavam nossos dirigentes com a sacolada que tomamos do Atlético-GO no jogo de ida da semifinal.

E, como eu disse no princípio, como o trio de ferro não está nem aí para o time, só se preocupa com o golpe, não foi para Cuiabá e ficou fazendo festinha com os sócios.

Golpe, de novo, não. Defendo, sim, se quiserem, eleição direta para presidente, já em 2023, por sócios patrimoniais e torcedores. Ou reeleição para 2026. Qualquer outra coisa, ou seja, modificação nas regras do jogo com o campeonato em andamento, é GOLPE. E GOLPE, DE NOVO, NÃO!!!!

Mais um vexame. Vivemos uma crise sem fim. Mas a reeleição está aí!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, continuamos colecionando vexames e humilhações. Cosneguimos a proeza, agora, de perder de 3 a 1, não do Flamengo, um rubro-negro, mas de outro rubro-negro, só que o vice lanterna do Brasileiro. E ficou barato, porque se alguém tivesse que marcar mais um gol seria o Atlético-GO, não o São Paulo.

É uma crise sem fim. Rogério Ceni também se perdeu nesse jogo. Ele entrou com o time que, na sua concepção, é óbvio, o melhor. O tripé de meio da campo formado por Pablo Maia, Rodrigo Nestor e Igor Gomes, quando na visão da massacrante maioria da torcida deveria ser Gabriel, Patrick e, quiçá, Rodrigo Nestor.

Igor Gomes, aquele que a diretoria insiste em deixar na vitrine para vender, e que etá fazendo “doce” para renovar com o São Paulo, além de estar fazendo uma péssima partida, ainda foi expulso e enterrou de vez o time.

Mais uma vez, porém, eu pergunto: como o Palmeiras conseguiu jogar 80 minutos com um a menos e dez minutos com dois a menos, contra o Atlético-MG e segurar o resultado? Como nós não conseguimos jogar com um a menos 50 minutos e segurar?

Como disse, Rogério Ceni se perdeu. Fez duas substituições desnecessárias no final do primeiro tempo, queimando paradas que poderia fazer durante o jogo, e as trocas no intervalo. Além do mais, mostrou que Bustos não serve para nada, porque optar por Marcos Guilherme e deixar o argentino no banco…

Atingimos um ponto de crise incalculável. O próprio Rogerio Ceni havia dito que se não continuássemos nas Copas seria uma catástrofe. Pois estamos virtualmente eliminados da Copa do Brasil, em situação difícil na Sul-Americana e próximos do Z4 do Brasileiro.

A noite realmente foi um estrago em Goiânia. Talvez não o tenha sido para a comitiva que foi passear às custas do clube. Excetuando Júlio Casares e Carlos Belmonte, presidente e diretor de Futebol que tem obrigação de estarem com o elenco, os demais, como Olten Ayres de Abreu e Harri Massis, entre outros, foram curtir o piqui e outras guloseimas, sem ter nada a ver com nada. Ou Olten foi fazer alguma reunião do Conselho lá?

Ah sim. Apesar da crise sem fim, a reeleição segue em frente. Os golpistas estão aí, prontos para o golpe. Unindo ditadores em prol deste golpe, conselheiros cordeirinhos e submissos ao poder, em troca de sanduichinhos de queijo, suco de laranja, coxinhas, cafezinhos, algumas viagens, hoteis…E seguimos em frente.

Esse não é o São Paulo que meu pai me ensinou a amar. Esse não é o São Paulo que se tornou gigante, com uma camisa que entorta varal, que ganhou o Brasil, a América do Sul e o mundo. Esse não é o São Paulo que fez escola, que foi exemplo em todos os sentidos, que ensinou os rivais como se faz uma administração, como se torna um clube gigante.

Esse São Paulo foi tomado por golpistas. Somos 20 milhões de torcedores apaixonados que, unidos, não permitiremos isso. Golpe, de novo, não!

São Paulo é derrotado dentro e fora de campo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está passando, de novo, por uma fase terrivelmente dura, que maltrata nós, torcedores apaixonados, em prol de um pequeno grupo que se apossou do clube. Por isso o Tricolor está derrotado dentro e fora de campo.

Dentro de campo fomos quase humilhados. Na quarta-feira ficamos praticamente eliminados da Copa do Brasil, com a derrota acachapante para o Flamengo, dentro do Morumbi. E como nossa casa hoje não é mais respeitada por ninguém, agora foi a vez do Fortaleza, aquele mesmo que há cinco rodadas era o penúltimo colocado do Brasileiro, vir ao Morumbi e ganhar do São Paulo, nos ultrapassando na classificação. Vergonhoso.

Rogério Ceni nem colocou o time alternativo. Ele entrou com um mistão, mais para titular do que para reserva, e no segundo tempo colocou o que tinha de melhor. E o cenário se repetiu: assim como acontecera com João Paulo domingo passado e Santos na quarta-feira, Fernando Miguel se tornou o grande nome do jogo. Estamos nos especializando em fazer a fama dos goleiros adversários. Aliás, todos titulares, enquanto nós continuamos com o terceiro goleiro do Santos e o goleiro reserva do Juventude, assim como um criado em Cotia que não tem a mínima condição de vestir nossa camisa.

O São Paulo jogou melhor que o Fortaleza? Jogou. Merecia melhor sorte? Sim. Mas, assim como fizemos contra Santos e Flamengo, voltamos a perder.

Derrotados dentro e fora de campo. Por que? Porque de novo, na surdina, da escuridão da noite de um domingo, Olten Ayres de Abreu convocou uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, para o próximo dia 05 de setembro, para analisar e já votar o novo golpe no estatuto: a reeleição de Júlio Casares. Oportunistas e ditadores, usurpadores do nosso clube no sentido moral.

Mais uma vez conselheiros cordeiros, que se deixam levar por algumas passagens e estadias em hotéis com o time, votarão maciçamente pela reeleição deste presidente, que durante a campanha sempre se posicionou contra esse ato, mas agora trabalha firmemente por ele. Aliado ao presidente do Conselho Deliberativo, defensor-mor deste golpe. Sabem por que? Por que, segundo um grande amigo meu, sairá aí um slogan: “CASAYRES 6 + 6.

Então, Carlos Belmonte, Leonardo Serafim, Harry Massis e outros tantos que sonham em se candidatar à presidência, vão precisar esperar mais dez anos. Aí, quiçá, estarão velhos demais para isso.

E a oposição, o que faz? Essa continua de pijamas, se expressando nos bastidores, nas redes sociais privadas, mas em nada agindo para valer. E Marco Aurélio Cunha? Esse, pelo apreço que tenho por ele, espero que faça por merecer e assuma, de vez, a liderança dessa calada oposição. Ou também cale-se para sempre.

Só acreditando que a moeda caia em pé novamente podemos sonhar com a Copa do Brasil

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a bola pune e mais uma vez, em apenas três dias, a situação se repetiu e perdemos dois jogos seguidos. Rogério Ceni havia falado após a derrota para o Santos, onde martelamos 45 minutos e não conseguimos chegar ao empate, que se errássemos contra o Flamengo tomaríamos três gols.

Longe de ter uma bola de cristal, anteviu o fato e tomamos, sim, três gols, não sem antes termos dominado, diria até amassado o Flamengo em sua área. Foi bola na trave, defesas gigantescas de Santos, bola para fora, chutes no corpo dos zagueiros cariocas. Enfim, uma avalanche, mas que se traduziu apenas em um gol. E os erros nos levaram a sofrer os três gols.

Rogério Ceni colocou o time em campo como se fôssemos pequenos. Não pelo fato de jogar com seis no meio de campo, três zagueiros e apenas Calleri à frente. Mas porque em nenhum momento, até sofrer o primeiro gol, o São Paulo quis jogar. Limitou-se à defesa e, com isso, atraiu o Flamengo para seu campo. Não seria ruim se tivéssemos contra-ataque. Mas um time acostumado a propor o jogo não treina saídas rápidas.

Eu falava na transmissão que não se traz o Flamengo para seu campo. Isso é pedir para tomar gol. E tomamos. Somente a partir daí é que Patrick se posicionou mais na frente, que Reinaldo e Igor Vinicius foram ao ataque e Igor Gomes…bem, esse não conta; e que Rodrigo Nestor passou a fazer um trio pelo lado esquerdo com Reinaldo e Patrick. As jogadas começaram a sair, tanto que Patrick meteu uma bola no travessão.

Rogério Ceni – os anjos soaram a corneta com força em seus ouvidos – tirou Igor Gomes e colocou Galoppo. É fato que foi trocar seis por meia dúzia, mas ao menos houve uma tentativa de mexer. E o time correspondeu, indo mais à frente.

Só que num erro de Pablo Maia o Flamengo saiu em contra-ataque e fez o segundo gol. Quando Rodrigo Nestor marcou nosso gol, até pensei que o campeonato não estava de todo perdido. Afinal, ganhar por um gol de diferença no Rio pode ser difícil, mas não impossível. Porém, veio o terceiro e o desinfetante foi colocado em nosso chopp.

Aos que como eu acreditam que a moeda possa cair em pé novamente, estamos juntos. Mas, pensando com a razão – e não com o coração -, a Copa do Brasil já era.

Alguns fatos que ficam aqui: será que os jogadores leram a carta da Independente? será que o Baby, presidente da Independente e amigo de Júlio Casares, vai fazer alguma carta criticando a diretoria? Será que alguém vai explicar os 26 milhões de reais investidos no Galoppo, cujo jogador nem a posição eu consegui até agora entender qual é?

E ficam as sugestões: se aparecer alguém com R$ 4 milhões para levar o Wellington embora, R$ 6 milhões para levar o Igor Gomes e R$ 6 milhões para levar o Rodrigo Nestor, coloquem numa caixa com uma fitinha para presente e deixem na porta do Morumbi que eu passo por lá e levo no meu carro até o aeroporto. O São Paulo não vai precisar nem gastar com combustível. Quanto ao Galoppo, providenciem a devolução evocando o Código do Consumidor, quando o produto entregue não correspondeu ao comprado.

Escolha erradas de Rogério Ceni nos levaram à derrota na Vila

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, Rogério Ceni errou, colocou jogadores errados em posições erradas em campo e com isso o São Paulo perdeu para o Santos na Vila.

Desde antes de começar o jogo eu falava na transmissão pela Web Rádio São Paulo que escalar Marcos Guilherme para fazer o corredor da direita, marcando Soteldo, seria uma temeridade. Melhor seria usar o esquema 4-4-2 ou 4-3-3, com Rafinha de lateral, pois ele seria capaz de impedir as avançadas do venezuelano. Ou então entrar com Moreira, que nem no banco estava, pois teria mais capacidade que Marcos Guilherme para a função.

Além do mais, fez de Nikão e Luciano dois centro-avantes, sem que antes tivessem, sequer, treinado juntos para essa função. Por isso o ataque foi omisso durante todo o primeiro tempo. E com Marcos Guilherme como ala, o Santos fez o seu gol. Exatamente em jogada de Soteldo em cima dele.

Aliás Marcos Guilherme é motivo de risos. Já no Morumbi contra o Flamengo tomou um escorregão junto à lateral e caiu de bumbum no chão. Ontem foi disputar uma bola, perdeu o equilíbrio e caiu de boca no chão. É simplesmente bizarro. Jogador que não marca, não cruza, não chuta, não faz gol, faz absolutamente nada. De repente sai correndo que nem um louco, mas absolutamente sem direção alguma.

Passando para o lado esquerdo, por ali tínhamos Wellington. Excelente no drible, na profundidade, mas ridículo nos cruzamentos ou assistências. E lá atrás, também vai muito mal. O Santos ganhou diversas jogadas pelo lado dele.

No segundo tempo Rogério Ceni colocou Reinaldo e Pablo Maia (incrível, ele foi melhor que Gabriel) e o time ganhou corpo. Foi para o ataque e começou a fustigar defesa do Santos, obrigando o goleiro praiano a excelentes defesas. Com a entrada de Calleri o time cresceu ainda mais. Aí veio Igor Vinicius e a pressão foi gigante.

Se o primeiro tempo foi horrível, no segundo só não empatamos e até viramos por conta do goleiro do Santos. O que prova que temos um bom time, mas um elenco muito fraco.

Quanto a Ferraresi, que fez sua estreia, senti um zagueiro seguro, com boa saída de bola (apesar de dois erros no início), mas que tem boa impulsão na área e não tem medo de ir ao ataque. Em resumo, parece que foi uma boa contratação.

A situação ficou complicada, de novo, no Brasileiro. Mas como a diretoria e o técnico Rogério Ceni estão dando de ombros para esse torneio, por que eu vou me preocupar? Então vamos nos preparar para o Flamengo na quarta-feira, pela Copa do Brasil. Não vou entrar como derrotado. Se tiramos o Palmeiras, também podemos tirar os urubus. Pois que venham!

São Paulo supera instabilidade e arbitragem desastrosa para obter classificação

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está na semifinal da Copa do Brasil. É verdade que não foi sem sofrimento. Fizemos 2 a 0 no primeiro tempo e transformamos uma vantagem mínima em um enorme passo para a classificação. Mas a instabilidade do time, aliado à péssima arbitragem, quase colocaram tudo a perder.

A grande destaque da noite foi o perfeito entrosamento – finalmente – de Luciano e Calleri. O argentino deu as duas assistências para os dois gols de Luciano. Isso prova que a torcida estava certa quando exigia de Rogério Ceni a escalação desta dupla como titular.

Também os meias estiveram bem esta noite. Igor Gomes e Rodrigo Netor desempenharam bem suas funções, evitando o ataque dos mineiros e chegando bem lá na frente.

Tudo começou a se complicar, no entanto, no final do primeiro tempo. O VAR marcou uma penalidade, depois de toque no braço de Reinaldo. Ocorre que Reinaldo não interceptou a bola. Ele subiu com os braços abertos, Iago Maidana cabeceou por trás dele, a bola correu no braço e nas costas sem que ele fizesse movimento. Por mais que o lance, reconheço, seja interpretativo, o tal de Bráulio, juiz ultra caseiro, interpretou como penalidade.

O lance mais gritante, no entanto, veio no ínicio do segundo tempo. Miranda entra numa bola dividida com o pé normal, ou seja, sem solar, e o atacante do América chuta o pé de Miranda. O árbitro, sacanamente, inverteu as coisas e expulsou Miranda.

Isso desestabilizou o time. Rogério Ceni fez três alterações, tentando reforçar o sistema de marcação do São Paulo, tirando Reinaldo, Luciano e Igor Gomes, colocando Wellington, Nikão e Alisson. O problema é que, exceção a Nikão, os outros dois entraram muito mal na partida e não aliviaram nada. E essa é a tal instabilidade a que me refiro.

Sofremos o empate e passamos a correr certo risco. Mas o time foi raçudo, teve muita vontade e segurou o resultado, trazendo a classificação.

Preciso cumprimentar Rogério Ceni, que entre os badalados do País, colocou o São Paulo, que tinha a descrença de todos, em duas semifinais das Copas e permanece numa posição intermediária do Campeonato Brasileiro.

Quanto à arbitragem, ouvi ontem Neto, a quem não assisto e nem admiro, dizer: o Fortaleza foi operado no Maracanã contra o Fluminense; o São Paulo será operado contra o América, em Belo Horizonte. Eles querem fazer de tudo para a final ser Fla Flu. Parece que ele estava certo.

Só que a operação não deu em nada e, agora, que venha o Flamengo. Se já tiramos o Palmeiras, por que não podemos tirar o queridinho da imprensa? Eu acredito!

São Paulo venceu com autoridade. Mas preocupa a instabilidade do time.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, vão me chamar de um cara chato, corneteiro e outras coisas mais. Afinal, mesmo após uma vitória de 3 a 0 sobre o Bragantino eu ainda encontro motivos para o pessimismo e a crítica.

Não sou daqueles que ficam comemorando cegamente um resultado positivo enganoso, nem faço parte do grupo que só encontra defeitos em tudo o que está perfeito. Portanto, nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

A vitória do São Paulo neste domingo foi com muita autoridade. Afinal, ninguém ganha por 3 a 0 por mero acaso. Se bem que, se lembrarmos, o primeiro gol saiu em um contra-ataque iniciado por Patrick, que entrega a bola para Reinaldo que, por sua vez, faz um lançamento brilhante para Rodrigo Nestor por trás da zaga adversária. Então, gol de contra-ataque, o que significa dizer que estávamos sendo pressionados, em nosso campo.

A partir daí, tudo mudou. O Bragantino que era melhor, dominava a partida, sentiu o baque. Ao invés de continuar na frente, recuou no sentido de segurar o ímpeto do São Paulo. Mas o Tricolor passou, então, a dominar a partida e criar chances de gol.

Rodrigo Nestor, jogando como segundo volante, o único lugar onde ele consegue se destacar, fazia grande partida; os dois alas acompanhavam o ritmo; Calleri desequilibrava lá na frente e Patrick mostrava, mesmo jogando abaixo de sua possibilidade, como deve atuar um meia.

Então Rogerio Ceni, ao entrar com essa formação, mostrou para si mesmo que Igor Gomes tem que ficar fora do time; que Gabriel é titular no meio de campo, e não Pablo Maia; e que esse time pode, sim, conseguir a classificação na Copa do Brasil.

Porém aí entra a segunda parte do meu comentário: a questão da instabilidade. O time do São Paulo não é confiável. Assim como fez uma grande partida contra o Bragantino, pode chegar, com essa mesma formação, e cair diante do América-MG. Essa instabilidade preocupa muito e não nos permite projetar algo que seja real para o futuro próximo.

A vitória neste domingo foi de fundamental importância para nos afastarmos do incômodo Z4. Se perdêssemos, estaríamos a três pontos dele. Agora, demos um salto. A distância é muito longa para pleitearmos uma vaga no G6 do Brasileiro, mas também, agora, ficou distante para nos preocuparmos do Z4. Apesar da contagem continuar: faltam 19 pontos para nos livrarmos de vez.

Mais uma classificação sofrida. Mas vale o resultado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu, segurou a derrota por um gol para levar o jogo para os pênaltis, sofremos mais uma vez, porém veio a classificação. A princípio, por mais que preocupações surjam em nossa mente, temos que comemorar.

Há maneiras e maneiras de sentir-se vitorioso numa decisão por pênaltis. Por exemplo, contra o Palmeiras, sabedores da superioridade do adversário, dentro do campo deles, sem dúvida alguma. Esse mesmo Palmeiras que perdia de 2 a 0 em BH do Atlético-MG, semana passada, e foi buscar o empate, e ontem segurou um 0 a 0 com dois jogadores a menos, ganhando nas penalidades.

No caso do São Paulo, convenhamos, o adversário não tem qualquer representatividade no cenário nacional. É um time, digamos, pequeno. E nós conseguimos nos complicar. Aí é que aparece a preocupação que teremos pela frente, porém desprezível nesse dia.

Nem os pênaltis perdidos por Igor Gomes e Igor Vinicius, mais uma partida grotesca de Igor Gomes, nem a falha de toda a defesa são-paulina no primeiro gol cearense, parecendo uma cena de comédia pastelão, nem a pífia partida de Nikão e Pablo Maia, ou a desastrosa substituição de Rogério Ceni, trocando Reinaldo por Wellington, e esse fazendo a pior partida (ou os piores 30 minutos) de sua história com a camisa do São Paulo, vão mudar meu humor.

Comemorei muito – e temos que comemorar – a classificação. A Sul-Americana é, de fato, o torneio onde podemos almejar alguma coisa boa. Os adversários pela frente são, digamos, bem menores em estrutura e camisa do que nós. A exceção fica por conta do Internacional, com quem poderemos, eventualmente, disputar a final.

Então é dia para comemorar. Depois vamos rever nossos problemas.

A preocupação e a desilusão aumentam a cada jogo do time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma derrota no Brasileiro, aumentando nossa proximidade com o Z4. Pior: não há sinal no fim do túnel de qualquer melhora.

O técnico Rogerio Ceni já disse outro dia: se sairmos das Copas, será uma catástrofe. Sim, essa catástrofe está muito próxima de acontecer. Nem digo na Sul-Americana, pois me prece absolutamente factível que devemos passar. Mas na Copa do Brasil. Se passarmos pelo América-MG, qual a chance que temos de derrotar, eventualmente, o Flamengo na semifinal?

Foi grotesco o que aconteceu no Morumbi. Rogério Ceni disse que o time jogou de igual para igual com o Flamengo. Mas não. Fomos dominados, colocados na roda, pelo time completamente reserva do Flamengo, enquanto o São Paulo tinha um time misto em campo.

Ninguém, a não ser Rafinha, merece destaque nesse catado que estava em campo no primeiro tempo. No segundo, com Calleri, a situação mudou um pouco e passamos a levar algum perigo para o gol adversário. Mas não podemos depender de um único jogador para resolver uma partida.

Quem é este Galoppo, por quem pagamos 26 milhões de reais? Quem é esse Pablo Maia, que o muito que sabe fazer muito bem é falta? Quem é esse Igor Gomes, que quer ganhar uma fortuna, mas tem um futebol de extrema pobreza? Quem é esse Wellington, que chega como ninguém na linha de fundo, mas cruza como ninguém, de tão mal, a bola para a área?

Dizem do elenco grande, de muitas contratações. Então seguimos: quem é este Bustos, que marcou onze gols em 44 jogos pelo Girona? Quem é esse André Anderson, que jogou 20 minutos esse ano pela Lazio e no São Paulo…? Quem é esse Felipe Alves, que nos dá tantos sustos quanto Thiago Couto?

Quando o time depende de Marcos Guilherme para fazer jogadas de velocidade pelos lados e acaba sendo colocado de centro-avante “para fazer o facão por trás da zaga”, já sabemos o que esperar. Nada, absolutamente nada.

E vou dizer mais: a situação só não está pior porque raça, ao menos, o grupo tem. Corre muito, luta muito. Mas quando a ruindade é marca registrada, não há o que fazer.

Triste sina de uma torcida que um dia torceu para um gigante mundial e hoje torce para um time que tem posição consolidada na tabela nacional abaixo do décimo e está no segundo patamar do futebol estadual.