Wesley volta aos titulares do São Paulo para justificar o alto salário

A temporada ainda não havia começado quando Wesley concedeu uma entrevista coletiva no CCT da Barra Funda, no dia 28 de janeiro, para dizer que não estava devendo futebol ao São Paulo. “Eu não tive sequência”, justificou, à época. Com 20 jogos oficiais disputados nesse ano – e sem ter recebido a sequência que desejava -, o atleta segue sem mostrar qual a sua real utilidade no clube. É esse o dever que o volante – recuperado de lesão – terá ao voltar ao time titular nesse domingo, contra o São Bento, em Sorocaba.

Wesley foi oficialmente confirmado como jogador do São Paulo em maio de 2015. Ansioso para dar mais um “chapéu” na diretoria palmeirense, o então presidente tricolor, Carlos Miguel Aidar, ofereceu a ele um salário de aproximadamente R$ 350 mil mensais. Com as saídas de Rogério Ceni, Alexandre Pato e Luis Fabiano, no final do ano passado, o volante passou a fazer parte do grupo de jogadores com os honorários mais caros ao clube. Um investimento não justificado.

Desde que assumiu o São Paulo, no início do ano, o técnico Edgardo Bauza nunca conferiu a Wesley a alcunha de titular. O Patón aprovou a parceria entre Thiago Mendes e Hudson e manteve a dupla entre os titulares na maioria dos jogos. Quando o treinador identificou que o rendimento de Thiago Mendes havia caído, coube a João Schmidt, de 22 anos, assumir a posição ao lado de Hudson. O jovem, que chegou a ficar perto de deixar o time, ganhou o respeito de Bauza e teve atuação de destaque na goleada por 6 a 0 sobre o Trujillanos, na última terça-feira.

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do São Paulo FC, cumprimenta o jogador Wesley durante a reapresentação do elenco e da comissão técnica no CCT da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista.
O volante foi contratado por Aidar e ainda não provou a Leco qual sua utilidade ao Tricolor (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Pesou contra Wesley o diagnóstico de um estiramento muscular na coxa direita, sofrido no dia 7 de março. A lesão foi determinante para a ascensão de João Schmidt à equipe titular. Antes da contusão, Wesley começou no time principal em apenas três ocasiões. Ele entrou no decorrer de outros quatro jogos para substituir o atacante Centurión, que atua no esquema tático de Bauza como um ponta direita. Nenhuma das atuações foi convincente a ponto de o Patón cogitar a sua manutenção entre os titulares.

Recuperado da lesão muscular, Wesley foi submetido a trabalhos de fortalecimento físico antes de ser liberado para os jogos. Contra o São Bento, último duelo da primeira fase do Paulista, o treinador optou por preservar os titulares e enviará a Sorocaba um time repleto de reservas. O volante será escalado em sua posição de origem e fará dupla com Thiago Mendes, o que leva a crer que Hudson e João Schmidt serão mantidos na equipe que medirá forças com o River Plate, na próxima quarta-feira, no Morumbi.

Como só uma vitória fará o São Paulo terminar a primeira fase do Paulista na liderança do Grupo C, Wesley tem a chance que esperava para contribuir de forma efetiva à equipe e provar a Bauza que tem condições de brigar por uma vaga na equipe titular. Vale ressaltar que o Patón aguarda ansiosamente pela abertura da janela de transferências de julho. A contratação de um volante foi um dos pedidos feitos por ele à diretoria de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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